A Prefeitura de Campo Grande irá retomar a operação tapa-buracos na Capital a partir desta quarta-feira (19). A informação foi confirmada em coletiva pela secretária municipal de Finanças e Planejamento, Márcia Hokama, durante a apresentação do balanço financeiro da gestão aos vereadores.
“A expectativa é que recomece amanhã, porque amanhã nós começaremos a fazer os pagamentos”, afirmou Márcia.
Segundo a titular, a operação deve ser recomeçada em meio a reajustes fiscais e planos do Executivo de regularizar contas.
O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, havia dito ao Correio do Estado que seis empresas têm contrato firmado para o serviço, uma para cada região.
Porém, por causa da crise financeira do município e corte de gastos, das seis empresas responsáveis, somente duas estariam trabalhando atualmente por falta de pagamento.
Além disso, o serviço para cobrir os buracos, que são comuns em grande parte da ruas ruas da Capital, funciona em modo de revezamento, o que faz com que a operação aconteça “a passos lentos”.
No entanto, durante a reunião desta terça-feira, Márcia Hokama afirmou que todas as empresas estarão contempladas no acerto financeiro, em um valor que pode chegar a R$ 10 milhões.
“A nossa expectativa é de fazer esse pagamento amanhã e então eles recomeçarem os tapa-buracos. Todas as empresas estão contempladas. Não vai estar totalmente em dia, mas a gente vai começar agora a fazer os pagamentos. Eu não fiz uma estimativa para trazer aqui quanto tem atrasado, mas o pagamento agora próximo deve ser em torno de 9 a 10 milhões”.
Recapeamento
Além do problema da buraqueira, que se agravaram com as chuvas fortes que assolaram a Capital na última semana, serviços de revitalização do asfalto também estão em execução nas áreas mais atingidas, como o caso da rotatória entre as Avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel.
“Está tudo sob controle. Hoje [sexta-feira] de manhã, fizemos a limpeza de toda aquela capa asfáltica que estava solta. Fizemos a limpeza do canal do córrego, porque, ali, um dos motivos de ter acontecido aquilo foi que rodou muito galho e tronco de árvore. Agora, nós dependemos de o tempo firmar para poder secar aquela base, que é a estrutura do pavimento, para a gente poder colocar a capa em cima”, explicou Miglioli em entrevista ao Correio do Estado na última sexta-feira (15).
O secretário também já afirmou que uma licitação para um projeto de recapeamento continuado já estaria em andamento, o que seria uma “solução real” para o problema de buracos e manutenção urbana de longo prazo.
Porém, ele enfatizou que o plano precisa de recursos e parcerias financeiras, seja com o governo Estadual ou federal, além dos próprios meio municipais.


