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Secretário atribui buraqueira nas ruas a operação do MPMS e à chuva

Titular da Sisep diz que número de equipes de tapa-buracos caiu de 7 para 2 após operação. Agora são 12, mas a lentidão dos trabalhos persiste

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Embora reconheça que em 2025 já tenha ocorrida queda de 30% nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande no comparativo com a média dos anos anteriores, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, atribuiu responsabilidade pelo caos da buraqueira nas ruas de Campo Grande à operação do Ministério Público Estadual que em maio deste ano resultou na suspensão de quatro dos sete contratos que estavam em vigor até então.

Além disso, conforme a sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara de Vereadores, alegou que o aumento das chuvas ao longo deste ano estão atrapalhando o andamento dos trabalhos, já que diz estar com 12 equipes à disposição. Entre janeiro e setembro deste ano, segundo o secretário, foram 1,2 mil milímetros. No ano anterior, segundo ele, foram 698 milímetros.

A operação “Buracos sem Fim” foi desencadeada no dia 12 de maio e apontou supostas fraudes em contratos que somam mais de R$ 113 milhões com a empreiteira Rial (que depois disso passou a se chamar de Força). Naquela data,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, dono da Rial foi preso e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas, entre as quais o ex-secretário da Sisep, Rudi Fiorese. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois daquela operação, a quantidade de equipes no serviço de tapa-buracos caiu para apenas duas, fazendo com que o volume mensal de serviços tenha despencado de 92 mil metros quadrados para apenas 17,9 mil metros quadrados em junho.

Desde o final de setembro, porém, são 12 equipes atuando nas ruas, segundo o secretário. Mesmo assim, admitiu André Brandão, apenas 14,1 mil metros quadrados de buracos foram tapados na cidade nos primeiros 15 dias outubro. Essa lentidão, alega o secretário, ocorreu por conta do grande volume de chuvas naquele período.

Em setembro, que segundo ele também foi um mês marcado por chuvas que ele considerou acima da média (151mm), a quantidade de buracos tapados também ficou muito abaixo daquilo que ocorria historicamente na cidade. Foram apenas 34,8 mil metros quadrados, segundo o secretário, sendo que normalmente este volume ficava próximo a 100 mil metros quadrados.

Além de atribuir a buraqueira à operação do MPMS e à chuva, o secretário também atribuiu a situação caótica à escassez de recursos. E uma das explicações é a queda nos repasses do Fundersul, que são administrados pelo Governo do Estado. Em 2017, segundo ele, foram R$ 23 milhões. Para 2026 estão previstos apenas R$ 2,7 milhões, conforme ele.

O secretário da Sisep foi convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores às vésperas de os legisladores instalarem uma CPI para investigar a proliferação dos buracos pela cidade. Com apoio dos 29 vereadores, ela deve ser oficialmente criada na próxima quinta-feira (29)

Na sabatina desta terça-feira (27) cada vereador pode fazer dois questionamentos e a suposta falta de qualidade dos serviços de tapa-buracos esteve entre os principais questionamentos, já que os buracos normalmente reaparecem dias após a passagem das equipes em boa parte das vias que são atendidas. A dúvida, segundo eles, é saber se a corrupção no serviçou acabou ou não. 

Proteção

Disputa por veículos do PROTÉGÉ reúne 41 municípios de Mato Grosso do Sul

Edital do PROTÉGÉ prevê cessão de até 20 veículos para ações de proteção e acompanhamento

27/10/2026 11h00

Programa PROTÉGÉ reúne ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul

Programa PROTÉGÉ reúne ações de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul Foto: Reprodução/Sejusp

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O Governo de Mato Grosso do Sul publicou o resultado preliminar do processo seletivo que pode garantir veículos para municípios para reforçar o atendimento a mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência doméstica. A seleção faz parte do Programa Estadual de Prevenção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, o PROTÉGÉ. 

A publicação realizada no Diário Oficial na manhã desta terça-feira (27), informa que 41 municípios se inscreveram no processo, desse total 33 foram habilitados e classificados preliminarmente, enquanto oito foram considerados inabilitados por não cumprirem requisitos obrigatórios, previstos em edital. 

Entre os municípios habilitados preliminarmente estão cidades como Aquidauana, Paranaíba, Três Lagoas, Terenos, Costa Rica dentre outros. E apesar de ter 33 cidades previamente aptas para receber o veículo, o edital prevê a entrega de até 20 carros. 

Dessa forma, a contemplação dependerá da classificação final, da pontuação obtida, dos critérios de desempate e da disponibilidade orçamentária, financeira e de veículos. 

O edital estabeleceu quatro requisitos obrigatórios para que o município esteja apto a receber o benefício, como apresentação de ofício de manifestação de interesse assinado pelo prefeito ou prefeita, comprovação de adesão formal ao PROTÉGÉ por meio de lei, decreto, portaria ou outro ato normativo publicado. 

Além da comprovação da existência de equipe técnica multiprofissional responsável pelo atendimento e pela gestão do veículo e preenchimento, no sistema TRANSFEREMS, de informações sobre as atividades do serviço municipal de atendimento às mulheres.

O cumprimento desses requisitos era indispensável para que o município fosse considerado habilitado e pudesse continuar participando da seleção para a cessão dos veículos.

Ao todo a iniciativa prevê a seleção de até 20 cidades, que serão contempladas com o acordo com a Secretaria de Estado da Cidadania, a SEC. O objetivo central é ampliar a estrutura dos municípios ao atendimento e prevenção de pessoas em situação de violência. 

O resultado divulgado tem caráter preliminar. Os municípios interessados puderam apresentar recurso entre 27 e 30 de outubro de 2026. A previsão do edital é que a análise dos recursos seja divulgada em 4 de novembro, com publicação do resultado final e da homologação em 6 de novembro de 2026.

A distribuição dos veículos é uma das ações práticas do PROTÉGÉ, programa criado para articular órgãos de cidadania, segurança pública, Justiça, saúde, assistência social, educação e desenvolvimento econômico no enfrentamento da violência contra as mulheres.

O resultado final da seleção deverá indicar quais municípios efetivamente receberão os veículos e confirmar se haverá alterações na habilitação, na pontuação ou na ordem de classificação.

Diário oficial

Tiago Vargas é lotado em Pedro Gomes após retornar à Polícia Civil

Ele foi reintegrado à corporação após 6 anos afastado

27/10/2026 10h30

Tiago Vargas

Tiago Vargas Alvaro Rezende

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Tiago Henrique Vargas foi reintegrado e está de volta ao cargo de Agente de Polícia Judiciária, função Investigador de Polícia Judiciária, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

Ele foi lotado em Pedro Gomes, município localizado na região norte do Estado e situado a 317 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, Pedro Gomes já era a cidade em que Tiago trabalhava como policial civil, antes de ser demitido. Portanto, ele está retornando à sua “antiga casa”.

A lotação foi publicada nesta terça-feira (27) na página 163 do Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS) e assinada pelo delegado-geral de Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lúcio.

Confira o trecho redigido no DOE-MS:

Tiago Vargas

Nas redes sociais, Tiago disse que sempre teve fé em Deus que um dia voltaria para a Polícia Civil, ao mostrar um manequim com sua farda.

Tiago VargasTiago mostrando sua farda da PC em manequim. Foto: Divulgação/Instagram

"Esse é o colete que eu usava na Polícia Civil. Colete, distintivo, essa aqui é a camisa que eu estava vestindo no dia que eu fui demitido lá em 2020. Eu sempre tive certeza que iria voltar um dia. Deus sempre me deu essa certeza. Deus é maravilhoso o tempo todo”, disse, empolgado, em suas redes sociais.

DEMISSÃO

Tiago Vargas foi investigador de Polícia Judiciária, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, de 2014 a 2020.

Foi demitido do cargo em 16 de julho de 2020, após “peitar” o então governador do Estado, Reinaldo Azambuja, xingando-lhe de "canalha e corrupto".

Ele publicou um vídeo em suas redes sociais, em julho de 2020, reclamando de uma blitz, realizada no período da manhã, pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS). No vídeo, ele xinga e ataca Azambuja.

"Reinaldo Azambuja, você não tem vergonha na cara, um dos piores bandidos do estado é você, você deveria estar preso, seu corrupto, seu canalha, e não mandando a nossa polícia fazer blitz aqui na cidade de Campo Grande às nove horas da manhã. Quem faz blitz nove horas da manhã, governador do estado, não quer pegar vagabundo, meu irmão", disse Tiago no vídeo.

Na época, o Ministério Público (MPMS), por meio da 14ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, pediu que ele fosse condenado pelos crimes de injúria e difamação. As penas somadas poderiam alcançar até dois anos de detenção.

Além da condenação, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que Tiago Vargas pagasse indenização de R$ 40 mil por ter usado as redes sociais para ofender Azambuja.

Em 13 de abril de 2026, Vargas passou a cumprir prisão domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Foi vereador de Campo Grande de 2021 a 2024, sendo o vereador mais votado nas eleições de 2020, com 6.202 votos.

Em 2022, venceu as eleições para deputado estadual em MS, mas, foi impedido de assumir a cadeira por conta dos entraves com Azambuja na Justiça. Pedrossian Neto era suplente e assumiu em seu lugar.

Tentou a reeleição para vereador em 2024 pelo Partido Progressistas (PP), mas, com 6.202 votos, foi derrotado nas urnas.

ADMISSÃO

Tiago Vargas está de volta a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Ele foi reintegrado ao cargo de Agente de Polícia Judiciária, função Investigador de Polícia Judiciária, após 6 anos afastado.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira (26) na página 134 do Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS) e assinada pelo governador de MS, Eduardo Riedel (PP).

Confira o trecho redigido no DOE-MS:

Tiago Vargas

Nas redes sociais, Vargas agradeceu a Deus pelo retorno a Polícia Civil.

“Estava aqui trabalhando aqui na reciclagem e recebi a informação de que saiu a publicação para a gente voltar para a Polícia Civil. Emoção né cara. Só posso agradecer a Deus. Mais de seis anos esperando por isso. Minha mãe morreu e não pode ver isso. Obrigado gente. Deus é bom o tempo todo”, disse, emocionado, em um vídeo publicado no Instagram.

SUCATEIRO

Após perder o cargo de policial civil, deputado estadual e ser derrotado nas eleições municipais de 2024, Tiago assumiu sua nova profissão: sucateiro.

Em abril de 2026, começou a compartilhar sua rotina profissional nas redes sociais, mostrando o trabalho de separação e coleta de materiais recicláveis aos seus seguidores.

Nas publicações, Tiago passou a registrar atividades do dia a dia, apresentando uma realidade diferente daquela vivida durante sua trajetória na vida pública.

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