Cidades

"MAIOR APREENSÃO"

Segundo laudo descarta cocaína e carga de madeira é devolvida

Análise do Instituto Nacional de Criminalística da PF comprovou que não havia drogas nas toras de madeira apreendidas

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O Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal (PF) concluiu nesta semana o relatório sobre a análise da madeira apreendida durante a Operação Timber Shield, em Corumbá, entre os dias 20 e 21 de junho.

Conforme o relatório, o segundo a ser apresentado, não havia cocaína e nenhum outro tipo de entorpecente na carga de madeira, que chegou a ser noticiada como a maior apreensão da droga já feita no Brasil. Após isso, a carga foi restituída aos proprietários.

O laudo pericial foi concluído na segunda-feira e assinado pelo perito criminal José de Ribamar Furtado Júnior. Conforme o documento obtido pelo Correio do Estado, foram analisadas pelo INC 43 amostras (entre pedaços de madeira e serragem) da madeira apreendida em Corumbá e em nenhuma delas foi detectada a presença de drogas.

“Os exames realizados em todas as amostras analisadas (fragmentos dos pedaços de madeira) resultaram negativos para cocaína, bem como para qualquer outra substância de interesse forense, com as técnicas e metodologias aplicadas”, diz trecho do documento.

Este é o segundo laudo que traz essa conclusão, de que entre os quatro caminhões apreendidos entre os dias 20 e 21 de junho deste ano em Corumbá não havia drogas, apenas madeira.

O primeiro relatório foi apresentado no dia 17 de julho, quase um mês após as apreensões, pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.

O perito criminal Matheus de Andrade Carvalho Souza, que assina o laudo, relatou que foram coletadas 52 amostras da madeira apreendida, um pouco de cada caminhão, e o material foi analisado no local e também no Laboratório de Química Forense do setor e no laboratório do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf) da Coordenadoria-Geral de Perícias de MS.

As cargas estavam no porto seco dos Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul (Agesa), localizado no Anel Viário de Corumbá, onde dois peritos criminais coletaram as amostras, o que ocorreu entre os dias 30 de junho e 3 de julho deste ano.

“Todos os testes e exames instrumentais resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, concluíram os quatro laudos dos exames em laboratório analisados pelo Setor Técnico-Científico da PF, como mostrou reportagem do Correio do Estado.

Mesmo com esse resultado, a Receita Federal não havia liberado a carga para os proprietários. Apenas esta semana, após o relatório do INC comprovar o que já havia sido apresentado no mês passado, é que os quatro caminhões apreendidos em Mato Grosso do Sul foram liberados.

PROCESSO

De acordo com o advogado Leandro Lobo, que representa dois importadores donos dos caminhões, uma parte da carga foi liberada na noite de quarta-feira e o restante foi entregue no fim da tarde desta quinta-feira.

“Alguns já chegaram ao seu local de destino, que eram Aquidauana, Campo Grande e Curitiba. Apenas este no Paraná que não haviam me confirmado ainda a chegada dele”, contou Lobo no fim da tarde desta sexta-feira ao Correio do Estado.

O advogado ainda afirmou que a carga não tinha avarias aparentes, mesmo com a coleta de amostras feitas pela perícia da Polícia Federal.

Passada essa etapa, Lobo afirmou que já ingressou no Ministério Público Federal (MPF) com um pedido de esclarecimentos por parte da Receita Federal sobre a operação que resultou na apreensão das cargas de madeira, mas não deve parar por aí.

“Com certeza vamos entrar com uma ação contra a União, porque meus clientes tiveram muito prejuízo, tiveram que pagar hotel para os motoristas para que eles permanecessem em Corumbá até a liberação da carga, sem contar os clientes que perderam porque tiveram o nome associado ao tráfico de drogas”, afirmou o advogado.

Cidades_devolução de carga_reprodução2Carga de madeira apreendida em junho pela Receita Federal começou a deixar o porto seco de Corumbá na noite de quarta-feira - Foto: Reprodução

RECEITA FEDERAL

Em nota, a Receita Federal afirmou que “continuará investindo cada vez mais em inteligência de dados e cooperação internacional no combate ao comércio ilegal de madeiras e ao narcotráfico, que se vale cada vez mais de meios alternativos de ocultação das drogas em produtos variados”.

Após fazer um breve histórico sobre sua atuação, o órgão fez questão de afirmar que a Operação Timber Shield foi feita por meio de cooperação e compartilhamento de inteligência “entre a Aduana brasileira e parceiros internacionais”.

“Houve retenção cautelar de vultosa carga de madeira com base em informações compartilhadas entre agências dos Estados Unidos, da Bolívia e do Chile, que indicavam possível contaminação da mercadoria com entorpecente”, afirmou a Receita, em nota.

“Durante os procedimentos de fiscalização, foram realizados narcotestes preliminares pela Receita Federal que apresentaram reação indicativa da presença de entorpecente. A Aduana Boliviana e a Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (Felcn) também realizaram a aplicação de narcotestes preliminares que indicaram a presença de entorpecente. Diante desse conjunto de elementos, a Receita Federal adotou as medidas cautelares cabíveis e acionou imediatamente a Polícia Federal, que enviou equipes para Corumbá-MS e Cáceres-MT, a fim de acompanhar os procedimentos realizados e conduzir as investigações e perícias necessárias”, continuou, em nota.

“Posteriormente, a Receita Federal foi comunicada de que as amostras submetidas à perícia da Polícia Federal apresentaram resultado negativo para entorpecentes e para outras substâncias de interesse forense. Os exames periciais foram concluídos, com resultado definitivo negativo para a presença de substância ilícita”, seguiu.

A Receita Federal afirmou ainda que “causam preocupação manifestações divulgadas com base em fontes não identificadas que colocam em dúvida a atuação da Receita Federal no caso em questão”.

“Em qualquer sistema moderno de fiscalização aduaneira, informações recebidas de fontes especializadas, especialmente quando corroboradas por indícios preliminares, exigem verificação rigorosa pelas autoridades competentes e comunicação imediata à autoridade policial. A não confirmação dos indícios é consequência natural e esperada em determinados eventos, que não podem desincentivar a atuação firme contra organizações criminosas”, declarou o órgão.

A nota é finalizada com a afirmação de que a retenção da carga “foi adotada diante de informações de inteligência fornecidas por organismos internacionais especializados e de resultados obtidos em testes preliminares. A atuação observou os procedimentos de controle e segurança aplicáveis, com o imediato acionamento da Polícia Federal para a realização das investigações e perícias necessárias”.

*SAIBA

A Operação Timber Shield mobilizou a Bolívia e o Brasil. Além dos quatro caminhões apreendidos em MS, outros quatro foram interceptados em Cáceres (MT), totalizando 260 toneladas de madeira, onde estariam escondidas 50 toneladas de cocaína, o que não se confirmou.

Homicídio

Jovem de 26 anos é executado a tiros enquanto trabalhava em loja em MS

Matheus Pereira Alonso foi surpreendido pelo atirador dentro do estabelecimento em Naviraí; suspeito de 24 anos foi preso pouco depois e confessou o crime, conforme o boletim de ocorrência

15/08/2026 10h01

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí. Foto: Reprodução

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Um jovem de 26 anos foi assassinado a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí, na região sul de Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (14), e o suspeito foi preso pouco depois, escondido em uma área de vegetação.

A vítima foi identificada como Matheus Pereira Alonso. Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, o homicídio aconteceu por volta das 17h.

O suspeito, identificado como Diogo Santos da Silva, de 24 anos, teria entrado no estabelecimento e seguido diretamente em direção ao trabalhador.

Sem que houvesse, conforme as informações disponíveis, qualquer discussão momentos antes do ataque, o homem sacou uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou disparos contra Matheus. Na sequência, deixou o comércio e fugiu.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.Loja de materiais de construção onde Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em Naviraí. Foto: Divulgação.

 

O número exato de tiros que atingiram o jovem não foi informado no registro policial. Matheus caiu dentro do próprio estabelecimento onde trabalhava.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar atendimento, mas, quando as equipes chegaram ao local, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no comércio.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. Equipes das polícias Militar e Civil também acompanharam os primeiros levantamentos e iniciaram as buscas pelo responsável pelo assassinato.

Suspeito encontrado em terreno baldio

Após o homicídio, policiais militares realizaram buscas pela região e montaram um cerco para tentar localizar o suspeito. Diogo acabou sendo encontrado escondido em meio à vegetação de um terreno baldio.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola apontada como a arma utilizada no assassinato. Conforme consta no boletim de ocorrência, o jovem confessou ter entrado na loja e matado Matheus.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.Diogo Santos da Silva, de 24 anos, foi preso após o crime e, conforme o boletim de ocorrência, confessou ter matado Matheus.Foto: Reprodução.

 

Apesar da prisão e da confissão relatada no registro policial, a motivação para a execução ainda não foi esclarecida e deverá ser uma das principais linhas de apuração da Polícia Civil.

Diogo Santos foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Naviraí, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado por emboscada, com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. A investigação deverá agora buscar esclarecer o que teria motivado o ataque e as circunstâncias que antecederam o assassinato.

VIOLÊNCIA INFANTIL

Pai é preso suspeito de espancar bebê de dois meses

Homem confessou ficar sem paciência com choro da criança e assumiu a agressão

15/08/2026 09h30

Rio Verde News

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Um homem, de 31 anos, foi preso durante o início da noite da última quinta-feira (13), suspeito de espancar a filha, de apenas dois meses de vida. O caso aconteceu em Rio Verde de Mato Grosso, município localizado no centro-norte de Mato Grosso do Sul.

Segundo o site Rio Verde News, o bebê deu entrada no Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC) na quarta-feira (12) em estado grave. Com os exames médicos foram identificadas hemorragia cerebral e suspeitas de fraturas na região da cabeça.

Os profissionais suspeitaram do estado clínico da criança, por diversos motivos, entre eles por algumas lesões não aparentarem ser do dia.

Ao ouvir a versão inicial do homem para entender o que tinha acontecido, a equipe médica suspeitou do relato e características dos ferimentos, e então acionou o Conselho Tutelar de Rio Verde (MS), que levou o caso para a Polícia Civil do município.

Para os investigadores, o homem sustentou inicialmente a mesma versão que apresentou a equipe do hospital. Segundo o relato, durante o banho o bebê teria sofrido uma queda e o homem teria caído em sobre o bebê, o que provocou as lesões.

No entanto, posteriormente, ele admitiu ter agredido a criança por perder a paciência. Conforme o novo relato, ele disse que o bebê estaria chorando insistentemente e, por isso, ele perdeu a paciência e o agrediu.

Com a confissão, os policiais deram voz de prisão ao homem e o levaram preso em flagrante para a Delegacia de Polícia Civil da cidade. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva e o homem seguirá preso durante as investigações do caso.

A investigação apontou também, que o bebê estava sob cuidados do pai apenas, pois a mãe estava com outra criança, que necessitava de acompanhamento em uma unidade hospitalar.

O caso está registrado até o momento como maus-tratos e lesão corporal, previstos pelo artigo 136 e 129 do Código Penal.

Conforme a legislação, o crime de maus-tratos prevê aumento de pena quando a vítima é menor de 14 anos, com reclusão de dois a cinco anos como pena base, e maiores penalidades se os maus-tratos resultarem em lesão corporal grave ou morte. A lei prevê aumento de um terço em razão da idade da vítima.

A criança foi tranferida para uma unidade hospitalar de Campo Grande devido aos ferimentos e está internada.

A Polícia Civil está responsável pelo caso e ainda investiga circustâncias das lesões, dinâmica dos fatos, período exato em que ocorreram as lesões, bem como demais necessidades da investigação para esclarecer a situação.

Até o momento, as hipóteses das lesões anteriores a do dia é que teria ocorrido no domingo, mas a possibilidade ainda pode ser confirmada ou descartada pela equipe de investigação.

Violência infantil é crime. Denuncie no Disque 100, pelo Conselho Tutelar, 190 para Polícia Militar ou na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA).

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