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PROJETO

Sem voos há 3 anos, Aeroporto de Dourados vai receber novo terminal de R$ 39 mi

Governo Federal, junto ao Ministério de Portos e Aeroportos e Secretaria de Aviação Civil (SAC), anunciou aprovação do projeto; aeroporto está parado por obras há três anos

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Fechado desde maio de 2021 para obras, o Aeroporto Regional de Dourados vai receber um novo terminal de passageiros e cargas avaliado em R$ 39 milhões, já que o projeto foi aprovado pelo Governo Federal, junto ao Ministério de Portos e Aeroportos e da Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Segundo consta no projeto, a nova construção terá cerca de 3 mil m² de área e irá contar com espaços modernos, incluindo lanchonete e lojas comerciais, além de uma seção contra incêndio (SCI) e uma estação prestadora de serviço de tráfego aéreo (EPTA). As especificações no contrato:

  • Central de Utilidades (caixa d' água, casa de força, etc.) - 183,47 m²;
  • Depósito de Resíduos Sólidos - 54,96 m²
  • Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicação Aeronáutica (sala de rádio que faz comunicação com a aeronave) - 96,73 m²;
  • Sessão de Combate à Incêndio - 368,11 m²;
  • Terminal de Passageiros - 2.655,37 m².

Já que o projeto foi aprovado, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) está autorizada a dar início ao processo licitatório da obra, do qual já está em andamento na pasta.

Este terminal foi anunciado em agosto do ano passado, como integrante do Novo PAC. A nova construção será erguida ao lado do antigo receptiva, que seguirá operando normalmente quando novos voos forem feito na pista. Assim que iniciada, a previsão de entrega do novo terminal é em 720 dias (dois anos).

Histórico

A Infraero entregou a documentação inicial à Anac em 10 de julho. À época, a Agência informou que faria a análise em, no máximo, cem dias. A entrega desta papelada aconteceu um dia depois de o prefeito de Dourados, Alan Guedes, formalizar acordo para que o aeroporto passe a ser operado pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).  Até então, o local era administrado pela prefeitura. 

A reforma e ampliação da pista de pouso foi feita pelo Exército e a previsão inicial era de que os trabalhos fossem concluídos em setembro de 2022. Dois anos depois, porém, a obra segue inacabada, embora o Exército já tenha se retirado do local. 

Além do atraso nos trabalhos, no começo do ano passado percebeu-se que havia ondulações na pista e durante período de fortes chuvas, em fevereiro, parte dela apresentou uma série de infiltrações e alagamentos. 

Por conta disso, boa parte do trabalho teve de ser refeito. Na parte antiga da pista foi colocada uma nova camada de recapeamento e na parte nova, mais dois revestimentos para acabar com as ondulações. 

E, além desse recapeamento, o serviço de drenagem no entorno da pista também teve de ser refeito, já que o aeroporto está localizado em uma planície de difícil escoamento da água. 

Inicialmente orçada em R$ 40 milhões, a obra ficou 150% mais cara e acabou consumindo pouco mais de R$ 100 milhões. A pista foi alargada e ampliada para 1.775 metros de comprimento, tamanho suficiente para receber aeronaves de grande porte.

No dia 26 de setembro, o prefeito chegou a publicar em suas redes sociais as imagens de uma aeronave de pequeno porte “reinaugurando” a nova pista e informou que a homologação, que havia sido solicitada ainda em julho, havia finalmente saído. Porém, o Aeroporto segue à espera de autorização para que volte a operar, conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Aeroporto de Dourados

O Aeroporto Regional de Dourados foi inaugurado em novembro de 1982 e, desde então, junto com o município, passou por inúmeras melhorias. Em dezembro de 2012, o aeroporto foi incluído no Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos do Governo Federal , ao lado de outros oito do Mato Grosso do Sul.

Em questão de movimento, o Aeroporto de Dourados é o segundo maior do estado e, no país, um dos que mais cresciam, até a paralisação para obras em maio de 2021. Em 2014, chegou a receber 106.469 pessoas.

*Colaborou Neri Kaspary

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Prevenção

Governo antecipa programa que atua na prevenção de incêndios

Além de 170 mil bombeiros atuando no Pantanal, comunidades indígenas, organizações da sociedade civil e produtores rurais irão receber para montarem brigadas de incêndio

03/04/2025 11h00

Bombeiros e brigadistas em contenção de avanço do fogo no Pantanal

Bombeiros e brigadistas em contenção de avanço do fogo no Pantanal Foto: Brigada Alto Pantanal/IHP

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Previsto inicialmente para maio ou junho, o edital do Pagamento por Serviço Ambiental (PSA) Brigadas vai ser lançado ainda em abril.

O adiantamento do programa foi feito para ampliar os esforços na prevenção e combate aos incêndios florestais que anualmente atingem o Pantanal.

O PSA Brigadas vai destinar recursos a iniciativas de comunidades indígenas, organizações da sociedade civil e produtores rurais. Os projetos contemplados receberão apoio financeiro para estruturação, aquisição de equipamentos e capacitação de brigadas.

Segundo o secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, o programa permitirá que essas organizações se formalizem junto ao Corpo de Bombeiros como brigadistas.

"O Governo vai transferir recursos para que possam formar brigadas e atuar diretamente na prevenção e combate aos incêndios florestais", explica Falcette.

Monitoramento

Para garantir a eficácia das ações preventivas contra incêndios florestais, o governo também está investindo em infraestrutura no Pantanal. Estações meteorológicas serão instaladas e três aeródromos construídos para facilitar a resposta a emergências.

Além disso, bases avançadas permanentes do Corpo de Bombeiros serão estabelecidas na região. Durante os meses críticos de estiagem, mais de 170 militares atuarão diariamente no combate ao fogo.

Outro programa

Além do PSA Brigadas, também será lançado em abril o edital para selecionar uma organização parceira que executará o PSA Conservação e Biodiversidade.

Essa modalidade vai remunerar proprietários rurais que preservam vegetação nativa além do mínimo exigido por lei. O valor pago será de R$ 55 por hectare por ano, podendo chegar a até R$ 100 mil por propriedade.

Os recursos serão provenientes do Fundo Clima Pantanal, que contará com um aporte anual de R$ 40 milhões entre 2025 e 2030.

Pacto Pantanal

Os dois programas integram o Pacto Pantanal, maior iniciativa brasileira de conservação ambiental, que prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão até 2030.

O pacto inclui ações em infraestrutura, saúde, educação e produção sustentável no bioma pantaneiro, que possui ainda 84% de sua vegetação preservada. 

Na infraestrutura serão desenvolvidas cadeias produtivas, conservação de solo e drenagem, estruturas de apoio à pecuária e demais atividades do Pantanal.

Para a educação haverá a implantação de novas escolas rurais, além de capacitação dos funcionários das unidades.

Já na saúde e saneamento, o Estado prevê a promoção do acesso a água limpa, unidades rurais de tratamento de esgoto e investimentos no Hospital de Corumbá.

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Tráfico

Apreensão de uma tonelada de cocaína em um dia expõe fragilidade da fronteira

PRF fez duas apreensões, uma em Terenos e outra na fronteira de MS com o Paraná, que totalizaram 1,1 tonelada da droga

03/04/2025 09h30

Maior apreensão do ano de cocaína aconteceu na divisa do PR com MS

Maior apreensão do ano de cocaína aconteceu na divisa do PR com MS Foto: Divulgação/PRF

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Em apenas um dia, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1,1 tonelada de cocaína que entrou no Brasil por meio da fronteira de Mato Grosso do Sul. Esses flagrantes mostram a fragilidade da fronteira do Estado com o Paraguai e a Bolívia, por onde entram grande parte da droga que circula no País.

A primeira apreensão ocorreu na divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraná, no município de Alto Paraíso, cidade que fica a apenas 95 quilômetros de Naviraí. Essa, inclusive, foi a maior carga da droga encontrada pela PRF neste ano.

De acordo com a PRF, a apreensão ocorreu durante a abordagem de uma carreta carregada com soja, na manhã de terça-feira, conduzida por um motorista de 52 anos, que disse ser morador de Ponta Porã, cidade na fronteira com o Paraguai. 

Durante a vistoria ao caminhão, os policiais encontraram um fundo falso onde estavam 673,5 quilos de cocaína. A droga, de acordo com o condutor, teria sido carregada em Amambai, no sul do Estado, e teria como destino o município paranaense de Paranaguá, onde fica localizado um dos maiores portos do País e por onde milhares de quilos da droga são mandados para outros países.

A segunda apreensão ocorreu já bem próximo de Campo Grande, em Terenos, na BR-262, na tarde de terça-feira. Com ajuda de cães farejadores, agentes da PRF descobriram 452 kg de cocaína em meio a uma carga de minério. 

Segundo nota da instituição, “os policiais fiscalizavam na BR-262, quando abordaram um caminhão que transportava minério de ferro em dois reboques. Os policiais desconfiaram de adulterações em um dos reboques e utilizaram os cães de faro da PRF para uma vistoria minuciosa”.

Depois que os cães K9 Amélia, Bred e Dallas indicaram a presença de drogas, os minérios foram descarregados em Campo Grande e 16 fardos com a cocaína foram encontrados. 

O motorista disse ter carregado em Corumbá, cidade que faz fronteira com a Bolívia e grande produtora de cocaína, e entregaria a droga em Campo Grande, mas a PRF não revelou detalhes sobre o local em que ele faria a entrega.

Somadas, essas duas cargas que saíram de Mato Grosso do Sul totalizaram 1,1 tonelada de cocaína, produtos que passaram com poucas horas de diferença pelas duas fronteiras do Estado.

Neste ano, até o fim de março, as forças policiais de Mato Grosso do Sul já haviam apreendido 4,2 toneladas de cocaína, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Esse valor é o segundo maior para o período, ficando atrás apenas de 2022, quando foram apreendidos 4,6 toneladas no primeiro trimestre do ano.

Maior apreensão do ano de cocaína aconteceu na divisa do PR com MS

Em entrevista ao Correio do Estado, na semana passada, o superintendente da PRF em Mato Grosso do Sul, João Paulo Pinheiro Bueno, já havia afirmado que a quantidade da droga apreendida neste ano caminhava para um possível novo recorde.

“Neste ano a gente caminha para mais um patamar que talvez bata o recorde ou mantenha, pelo menos, no mesmo nível a quantidade de apreensões, que continua grande. A gente sabe que, hoje, as organizações criminosas entenderam Mato Grosso do Sul como uma nova rota, principalmente para o tráfico de cocaína, e estão utilizando o nosso estado para isso”, declarou o superintendente.

“A cocaína, diferentemente da maconha, é trazida em pouca quantidade e tem um alto valor agregado. Antigamente, ela vinha em compartimentos secretos nos veículos, com 50 kg, 30 kg ou 10 kg, às vezes era pasta base. Hoje em dia, a cocaína está vindo em grandes quantidades”, completou Bueno.

Saiba 

Outra preocupação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é com a Rota Bioceânica, que pode acabar se tornando uma terceira rota de tráfico de drogas e contrabando em Mato Grosso do Sul.

*Colaborou Neri Kaspary

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