Cidades

TRANSVERSALIDADE DE AÇÕES

Semana de prevenção às drogas tem políticas que tipificam usuários em prol da segurança

Secretário de segurança de MS separa quem faz uso recreativo de quem está em vulnerabilidade, comete crimes, e precisa de intervenção do Estado em várias vertentes

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Diferenciar usuários recreativos dos que praticam furtos e precisam de intervenção do Estado, seja policial ou social, convergindo trabalhos de prevenção; repressão e recuperação por parte do Poder Público, é o norte das semanas Nacional de Políticas Sobre Drogas e Estadual e Municipal de Prevenção às Drogas. 

Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira destaca o combate principalmente ao chamado "tráfico doméstico", oposto ao que apreende altos volumes de entorpecentes em grandes centros consumidores, portos e aeroportos.

"Tem que discutir o efeito do tráfico doméstico, que promove e fomenta crimes contra o patrimônio, a vida e a dependência química. O tráfico de drogas não pode ser enfrentado apenas não deixando chegar, mas também prevenindo que outros usuários consumidores adentrem este mercado", aponta ele. 

Diferentes usuários

Ainda, Antônio Carlos Videira lembra que muitas pessoas em Mato Grosso do Sul são usuárias, mas não praticam furtos ou cometem qualquer tipo de crime, que precisam ser diferenciados dos que são presos, processados, além dos usuários cadastrados e moradores de rua. 

"É aquele que, digamos assim, usa na sua casa, seu ambiente rural, no lazer. E tem outros que praticam crimes que são milhares. Esses números no MS podem passar de 10 mil pessoas, hoje, em todos os estados e nós estamos ainda tendo um problema, por exemplo, com municípios da Fronteira com usuários que estão vindo de outro país".

Videira descreve que Mato Grosso do Sul recebe uma grande parcela de população itinerante, de pessoas que "vem fazer turismo e acabam usando drogas", o que faz os números de usuários oscilarem.  

"Estão vindo da Colômbia, da Venezuela, do Haiti, porque o Mato Grosso do Sul tem recebido muitas pessoas de fora e essas, durante o período que estão aqui, estão tendo acesso às drogas", afirma.

Para Videira, a importância do combate ao tráfico em pontos que fomentam e abastecem essa cadeia mais vulnerável de pessoas, é justamente tratar esse universo de cerca de 10 mil pessoas que praticam crimes em decorrência da dependência química, que tem, em sua maioria, como alvo comércios; fios e furtos comuns. 

"Só que enquanto elas estiverem consumindo drogas você tem, além de uma pessoa de fácil dependência, você tem quem está fornecendo... aí você tem que combater quem está vendendo, mas também quem está, de certa forma, usando. Aí o papel importante das comunidades terapêuticas que vão tratar essas pessoas", complementa o secretário de Segurança. 

Semana de conscientização

O Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas realiza a Semana Estadual e Municipal de Prevenção as Drogas - Álcool e outras drogas e a diversidade, alinhando políticas em favor da vida. 

As palestras ocorrem de 19 a 26 de junho na sede do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, localizado na avenida Eduardo Elias Zahran, número 743, Jardim Paulista.

Confira a programação:

Segunda-feira, 19 de junho
ABERTURA 

Drogas no Cenário Conferência Magna: "Realidade e Perspectivas da Política Sobre Nacional"
Convidado: Secretária Nacional de Políticas Públicas Sobre Drogas e Gestão de Ativos/SENAD
DIPLOMA DE MÉRITOS PELA VALORIZAÇÃO DA VIDA.

Personalidades e Instituições que se destacaram nos dois últimos anos nas ações e/ou projetos e programas de prevenção; acolhimento e reinserção social; redução de danos e a saúde; tratamento; redução da oferta; estudo, pesquisa e avaliação. 

Terça-feira, 20 de junho
FÓRUM DE DEBATES 

8h - Painel 1. População de Rua e as políticas de saúde e drogas
Convidados: FEBRACT; Programa de Ação Integrada e Continuada/PAIC - Lei 6822/2022 - Barbara Cristina Rodrigues Diretora Adjunta/SDHU; Consultório de Rua/SESAU*
Mediador: CEAD/MS

9h30 - Painel2. Políticas de Educação e Reinserção social: Pessoas Privadas de Liberdade do Sistema Prisional e Dependentes Químicos em Programas de Acolhimento Recuperação/CTS
Convidados: SED; SEMED; AGEPEN; SDHU/PAIC; FESMACT/Esquadrão da Vida/CT
Mediador: CEAD/MS

13h30 - Oficina/GT: Relatório dos Painéis e encaminhamentos

Quarta-feira, 21 de junho
FÓRUM DE DEBATES

8h - Painel 1. A saúde da mulher e as drogas, consumo, vulnerabilidades e estigmas
Convidados: Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres; Subsecretária Municipal da Mulher/SEMU; Delegacia da Mulher*; CAPS AD 
Mediador: CEAD/MS 

9:30h - Painel 2. Minorias sexuais - LGBT e as vulnerabilidades ao consumo de álcool e outras drogas
Convidados: Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+; Coordenadoria Municipal de Políticas LGBT; ATMS
Mediador: CEAD/MS

13h30 - Oficina/GT: Relatório dos Painéis e encaminhamentos

Quinta-feira, 22 de junho
FÓRUM DE DEBATES

8h - Painel 2. Pessoas com deficiência e as vulnerabilidades ao álcool e outras drogas
Convidados: Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência/SubsPCD; Conselho Municipal de Apoio aos Direitos da Pessoa com Deficiência/COMPD; Escola Juliano Varela
Mediador: CEAD/MS

9h30 - Painel 1. A Questão Racial e as drogas, consumo e estigmas
Convidados: Secretaria Executiva/ SEADMS - Dr. Ben Hur Ferreira, Subsecretaria de Igualdade Racial/Subsracial
Mediador: CEAD/MS

13h30 - Oficina/GT: Relatório dos Painéis e encaminhamentos

Sexta-feira, 23 de junho
FÓRUM DE DEBATES - PREVENÇÃO, CUIDADOS E PROTEÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES AO ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS E VIOLÊNCIAS

8h - Painel 1. Trabalho Infanto-Juvenil e o aliciamento às drogas
Convidados: Ministério Público do Trabalho/MPT; COMAD/Corumbá; NUDECA/DPE; 
Mediador: CEAD/MS

9h30 - Painel 2. Fatores que protegem crianças e adolescentes ao álcool e outras drogas e violências e o atendimento primário de cuidados na rede psicossocial
Convidados: SUPAS/SEAD; RAPS; CAPS ;I Subsecretaria de Políticas Públicas para Juventude/Subjuventude;
Mediador: COMCEX/MS

13h30 - Oficina/GT: Relatório dos Painéis e encaminhamentos

Domingo, 25 de junho 
MANHÃ DE ESPORTE E LAZER NO PARQUE DAS NAÇÕES INDÍGENAS 
Realização: SEJUSP, CEAD/MS, FUNDESPORTE, DETRAN, SETESCC e SESAU 

Segunda-feira, 26 de junho 
FÓRUM DE DEBATES 
Local: DOURADOS/MS - Cine-Auditório UFGD - Unidade I
Rua João Rosa Góes, 1761 - Vila Tonani I
Realização: CEAD/MS; COMAD/DOURADOS/MS; UFGD; CEAID

18h - Painel .1 Álcool e outras drogas e o agravamento da condição de vulnerabilidade social em Populações Indígenas no Estado de MS.
Convidados: Subsecretaria de Políticas para Povos Originários; D.r Juberty Antônio Conv PF; CEAID Souza/ Médico Psiquiatra/CEADMS; SUPDH/SEAD/MS; MPF; CEAID
Mediador: CEAD/MS

Projeto Cuidar - Projeto de Extensão/UFGD/FUNEP. 
Expositor: Prof°. Gicelma Chacarosqui Torchi/UFGD/FUNAEP 
Mediador: COMAD/DOURADOS MS
Oficina/GT: Relatório dos Painéis encaminhamentos 
ENCERRAMENTO DA SEMANA NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS 2023

Videira pontua que nessa repressão ao tráfico existem várias frentes atuando, sejam as que apreendem, ou as que previnem e recuperam, por isso a importância em discutir políticas de reinserção social.

"E aí entram os parceiros da Secretaria de Saúde e Assistência Social, porque este problema dos usuários acaba desaguando na segurança pública, mas exige uma transversalidade de ações que necessariamente passa pela recuperação daqueles que já são dependentes químicos", comenta. 

Para o secretário é importante, sim, recuperar os usuários de drogas, mas, para isso, frisa a necessidade da atuação de outras forças, como o Poder Judiciário; Defensoria Pública; Assistência Social; secretarias municipal e estadual de Saúde e, inclusive, Secretaria de Educação. 

 

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QUEDA NOS TERMÔMETROS

Frio derruba temperaturas em até 5°C e Campo Grande entra em alerta

Capital pode amanhecer com 17°C nesta quarta-feira, enquanto termômetros ficam próximos dos 11°C no sul de Mato Grosso do Sul; Defesa Civil alerta para queda de até 5°C

22/09/2026 18h39

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C.

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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O avanço do ar frio vai derrubar as temperaturas em Campo Grande e diferentes regiões de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (23). Na Capital, os termômetros devem variar entre 17°C e 24°C, enquanto municípios do sul do Estado podem registrar temperaturas próximas dos 11°C nas primeiras horas do dia.

Diante da mudança no tempo, a Defesa Civil de Campo Grande emitiu Alerta Amarelo para declínio de temperatura. O aviso começa às 8h desta quarta-feira e permanece válido até as 8h de quinta-feira (24), com previsão de redução entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde.

A queda ocorre após a passagem da frente fria que mudou o tempo em Mato Grosso do Sul e abriu caminho para o avanço de uma massa de ar mais frio.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira (22) que o sistema frontal, nome dado à área de encontro entre massas de ar com características diferentes, responsável pela formação e pelo avanço da frente fria, continua se deslocando, enquanto as condições de instabilidade permanecem sobre áreas do Centro-Oeste.

Em Campo Grande, a previsão aponta mínima de 17°C e máxima de 24°C nesta quarta-feira. Na quinta-feira (24), a tendência é de elevação gradual das temperaturas, com valores em torno de 18°C a 29°C na Capital.

O frio será mais intenso no sul de Mato Grosso do Sul. As regiões Sul-Fronteira, Cone-Sul, Grande Dourados e Leste podem registrar mínimas entre 11°C e 15°C nesta quarta-feira. Ao longo da tarde, as máximas nessas áreas devem ficar próximas dos 25°C.

Entre as cidades com previsão de temperaturas mais baixas estão Ponta Porã, com mínima de 13°C e máxima de 22°C; Iguatemi, entre 13°C e 25°C; e Dourados, onde os termômetros devem variar entre 14°C e 24°C.

Em Porto Murtinho, a previsão aponta temperaturas entre 16°C e 25°C, enquanto Aquidauana deve registrar mínima de 17°C e máxima de 26°C. Em Corumbá, os termômetros ficam entre 18°C e 27°C.

O frio perde intensidade à medida que se avança para o norte e o leste do Estado. Três Lagoas tem previsão de 19°C a 26°C; Camapuã, de 20°C a 29°C; Coxim, de 21°C a 29°C; e Paranaíba, também de 21°C a 29°C nesta quarta-feira.

A mudança chama atenção pelo contraste com o calor registrado antes da passagem da frente fria. Em Campo Grande, por exemplo, a previsão indicava temperaturas de até 32°C na segunda-feira (21). Para quarta, a máxima prevista fica na casa dos 24°C, diferença de cerca de 10°C em relação ao começo da semana.

A queda dos termômetros coincide ainda com a chegada da primavera. A estação começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira (22), pelo horário de Brasília, fazendo com que as primeiras horas da nova estação sejam marcadas por temperaturas mais baixas em Mato Grosso do Sul.

Alerta em Campo Grande

Na Capital, a Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados durante o período de queda das temperaturas, especialmente com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis ao frio.

O Alerta Amarelo indica possibilidade de declínio entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde. A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante a vigência do aviso.

Em caso de necessidade, a população pode acionar o 156, para solicitação de serviços; o 193, em situações de emergência; e o 199, da Defesa Civil.

Crime Virtual

MPMS recorre contra soltura de cinco adolescentes no caso Lívia no Discord

Promotoria tenta reverter decisão que liberou os investigados e defende a manutenção da internação até a conclusão do processo socioeducativo.

22/09/2026 17h52

Discord foi uma das plataformas utilizadas pelos grupos virtuais investigados no caso da morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos.

Discord foi uma das plataformas utilizadas pelos grupos virtuais investigados no caso da morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos. Foto: Reprodução.

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recorreu à Justiça para tentar restabelecer a internação provisória de cinco adolescentes investigados no caso da morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos, ocorrida em Naviraí.

A adolescente morreu após, segundo as investigações, ser submetida a ameaças, humilhações e intensa pressão psicológica por integrantes de grupos que atuavam pela internet, com parte dos acontecimentos transmitida ao vivo pelo Discord.

Por meio de agravo de instrumento com pedido de tutela de urgência, a 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí tenta reverter a decisão que determinou a liberação dos cinco adolescentes após o fim do prazo da medida cautelar.

O agravo de instrumento é um recurso utilizado para contestar determinadas decisões tomadas pelo juiz antes do julgamento definitivo do processo.

Neste caso, o MPMS pede que o Tribunal de Justiça reveja a decisão e determine que os adolescentes permaneçam internados até a conclusão do processo socioeducativo.

No recurso encaminhado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), a Promotoria argumenta que a gravidade dos fatos investigados, a complexidade do caso e a proximidade da sentença justificariam a continuidade da internação.

O Ministério Público também sustenta que a demora na conclusão do processo não ocorreu por falta de atuação dos órgãos envolvidos.

Segundo a instituição, o caso exigiu a análise de um grande volume de material digital, a realização de perícias e a cooperação entre autoridades de diferentes estados e até de outros países para identificar os participantes e determinar qual teria sido a atuação de cada um.

A investigação ganhou dimensão nacional após a morte de Lívia, encontrada sem vida em Naviraí no dia 22 de julho deste ano. Inicialmente tratado como suicídio, o episódio passou a ser investigado pela Polícia Civil como resultado de manipulação praticada em ambiente virtual.

Reportagens do Correio do Estado mostraram que a polícia passou a tratar o episódio como um caso de homicídio resultante da atuação de um grupo organizado na internet. 

Pressão antes da morte

As investigações apontaram a existência de grupos organizados em plataformas digitais nos quais adolescentes seriam submetidos a desafios, humilhações, automutilações e outras formas de violência psicológica.

Conforme a Polícia Civil informou anteriormente ao Correio do Estado, os integrantes utilizavam técnicas de engenharia social para se aproximar de jovens, conquistar a confiança deles e, posteriormente, exercer controle sobre as vítimas. 

No caso de Lívia, a polícia apurou que ela teria sido pressionada durante cerca de duas horas no dia de sua morte. Um dos episódios considerados centrais na investigação foi a recusa da adolescente em cumprir uma ordem para matar o próprio gato.

A tarefa era chamada de “luz” dentro do grupo. Conforme explicou à época a delegada Anne Karine Sanches Trevizan Duarte, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), depois que Lívia se recusou a machucar o animal, integrantes e pessoas que acompanhavam a transmissão teriam intensificado a pressão para que ela tirasse a própria vida. 

A investigação apontou ainda que um adolescente de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, teria dado as orientações que Lívia deveria seguir.

A apuração identificou suspeitos em diferentes pontos do País e encontrou, durante o cumprimento de mandados, materiais relacionados a ideologias extremistas e ao neonazismo.

Operação Lívia

O avanço das investigações levou à deflagração da Operação Lívia, em 4 de agosto, pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Depca, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Na primeira fase, cinco adolescentes foram apontados como integrantes e administradores dos grupos virtuais conhecidos como “Proxy” e “Snak4”. O Ministério Público posteriormente apresentou representação para aplicação de medidas socioeducativas contra os investigados.

As apurações continuaram e chegaram a outros adolescentes. Em 15 de setembro, foi deflagrada a segunda fase da Operação Lívia, com seis mandados de busca e apreensão e medidas cautelares cumpridos na Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os alvos tinham entre 14 e 17 anos. 

O MPMS afirma que já apresentou uma segunda representação, abrangendo outros seis adolescentes identificados ao longo das investigações.

Dessa forma, as duas frentes do processo socioeducativo alcançam adolescentes que, segundo a acusação, desempenhavam diferentes funções na manutenção, administração e organização dos grupos virtuais.

De acordo com as representações citadas pelo Ministério Público, o ambiente virtual teria estrutura organizada, com divisão de tarefas e hierarquia, além da promoção de transmissões e desafios envolvendo violência, pressão psicológica, automutilação, crueldade contra animais e comportamentos autodestrutivos.

Caso colocou Discord sob pressão

A repercussão da morte de Lívia ultrapassou Mato Grosso do Sul e colocou o Discord no centro de uma discussão nacional sobre proteção de crianças e adolescentes na internet.

Em agosto, o Discord informou que havia identificado e desativado o servidor privado relacionado ao caso.

Posteriormente, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo e do compartilhamento de vídeos da plataforma no Brasil enquanto não fossem demonstradas medidas suficientes de proteção a crianças e adolescentes. 

A Advocacia-Geral da União (AGU) também entrou na Justiça contra o Discord e pediu R$ 500 milhões em indenização por dano moral coletivo, além de medidas para ampliar a proteção dos usuários.

Nesta segunda-feira (21), o Correio do Estado mostrou que a AGU voltou a se manifestar no processo e classificou como genéricas e insuficientes as propostas apresentadas pela empresa para solucionar as falhas apontadas. 

Agora, enquanto as discussões sobre a responsabilidade da plataforma continuam na Justiça Federal, o processo socioeducativo relacionado aos adolescentes avança em Mato Grosso do Sul.

O novo recurso do MPMS coloca no centro da disputa jurídica a situação dos cinco adolescentes inicialmente internados: a Promotoria pretende que a liberação seja revertida e que eles voltem a cumprir internação provisória até que a Justiça julgue as acusações.

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