Após o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), declarar que reajuste salarial dos servidores públicos neste ano ainda é incerto, o presidente do Sindicato dos Servidores de Campo Grande, vereador Marcos Cesar Tabosa, afirmou que a categoria irá atrás desse reajuste.
De acordo com Tabosa, a exigência será para que ao menos a inflação seja reposta no salário, no vale-alimentação e em outros benefícios dados aos servidores. Ele ainda lembra que faz dois anos que não há aumento devido à pandemia de Covid-19.
“Nós, servidores, vamos lutar e exigir nossos direitos. A gente quer a reposição da inflação, o que seria o mínimo, queremos isso tanto no salário quanto no vale-alimentação e nos benefícios que a prefeitura tem.”, afirma.
Quanto ao fato da prefeitura conceder subsídios ao Consórcio Guaicurus e não garantir o reajuste dos servidores, o presidente chama essa decisão de “estranha” e afirma que isso é um “tapa na cara” dos servidores concursados.
Declaração
Durante reunião com o Consórcio Guaicurus, Marcos Trad disse que o município não tem recursos para pagar o aumento salarial dos servidores públicos, contudo, concordou em dar subsídios para o transporte público da capital.
A prefeitura irá isentar o Consórcio do ISS e do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN). Além disso, a partir deste acordo, a tarifa de ônibus para servidores públicos municipais e estaduais passa a ser R$ 5,15.
O prefeito também se comprometeu a pagar a gratuidade dos alunos da rede pública municipal.
A nova tarifa do transporte coletivo terá o valor de R$ 4,40 a partir da próxima segunda-feira (17).