Cidades

Continua instável

Sinpol pede urgência para solucionar 'Lentidão extrema' de sistemas de ocorrências da Polícia Civil

Sindicato afirma que a lentidão no sistema tem gerado transtorno à população e que as ocorrências demoram até 2 horas para serem registrados.

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Após o Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional) da Polícia Civil, apresentar instabilidade, o Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol), pede urgência à Secretaria de Justiça e Segurança Pública para solucionar os problemas da principal ferramenta para registros de boletins de ocorrência nas delegacias do Estado.  

Em nota, o Sinpol destacou que a morosidade dos sistemas usados em procedimentos básicos impactam o dia a dia dos policiais civis que "se veem obrigados a despender tempo excessivo em tarefas que antes eram simples e rápidas". 

Além do Sigo, o E-MS também tem enfrentado instabilidades e gerado transtornos tanto aos policiais civis quanto à população. As delegacias têm demorado aproximadamente duas horas para registrar as ocorrências.  

"Além do SIGO, o próprio sistema interno, o E-MS, também apresenta o mesmo problema, dificultando o trabalho dos policiais civis na delegacia e muitas vezes a população tem a percepção errada de que o policial que não quer fazer o registro. São quase duas horas para fazer um registro e isso é um absurdo", diz o presidente do Sinpol, Alexandre Barbosa.
 

Divulgação/ Sinpol 

Instabilidade do Sigo ainda gera problemas 

Na última segunda-feira (1º), o Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional) da Polícia Civil, onde são gerados os boletins de ocorrência em Mato Grosso do Sul, apresentou instabilidade e causou lentidão nos atendimentos nas delegacias do Estado. 

Por causa dessa instabilidade, os boletins de ocorrência estavam sendo gerados a mãos para quando o sistema retorna ao normal, serem digitalizados. 

A reportagem do Correio do Estado esteve em contato com o empresário Adriano Chiarapa, dono da empresa Compnet, que gerencia a plataforma Sigo. Ele relatou que a instabilidade ainda ocorre por causa de uma manutenção realizada pela SGI (Superintendência de Gestão da Informação) do Governo do Estado. 

O empresário ainda disse que até a tarde de hoje (3), o Sigo e alguns sites de governo apresentaram lentidão por causa de uma manutenção que está ainda sendo realizada. A empresa segue em prontidão, caso o SGI necessite de algum auxílio.  

 

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editorial

Além das apreensões: o combate ao tráfico

O que importa é a capacidade do Estado de enfraquecer, de forma consistente, as organizações criminosas, retirando delas poder econômico e capacidade de corromper

28/01/2026 07h15

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A divulgação dos dados de apreensão de drogas em Mato Grosso do Sul em 2025 chamou atenção por um motivo específico: pela primeira vez em muitos anos, o Estado deixou de liderar o ranking nacional e passou à segunda colocação, atrás do Paraná. Para alguns, o dado pode parecer bom, para outros, é um sinal de alerta. Na prática, porém, não é nem uma coisa nem outra. Trata-se, sobretudo, de um retrato circunstancial da realidade de um fenômeno complexo, dinâmico e em constante adaptação.

É inegável que retirar drogas de circulação é importante. Cada carga interceptada representa menos entorpecentes chegando às cidades, menos danos à saúde pública e menos violência associada ao consumo. No entanto, reduzir o combate ao crime organizado a uma disputa estatística é um erro conceitual. O volume apreendido varia conforme rotas, estratégias das quadrilhas, intensidade das ações policiais e até decisões logísticas do próprio tráfico. Oscilações acontecem e sempre acontecerão.

Mais relevante do que liderar rankings é atacar o coração financeiro das organizações criminosas. O narcotráfico não se sustenta apenas pela circulação de drogas, mas pela capacidade de transformar dinheiro ilícito em patrimônio aparentemente legal. Combater a lavagem de dinheiro, bloquear bens, sequestrar ativos e desestruturar empresas de fachada são medidas que causam impactos muito mais profundos e duradouros do que grandes apreensões pontuais.

Nesse contexto, o trabalho ostensivo nas estradas continua sendo essencial, independentemente do resultado imediato em números. A simples presença do Estado, com fiscalização permanente, inteligência embarcada e integração entre forças, inibe a atuação criminosa e encarece a logística do tráfico. Mesmo quando não há apreensão, há dissuasão, e isso também conta.

A lógica do enfrentamento ao crime organizado mudou. Não se trata apenas de apreender cargas, mas de compreender fluxos financeiros, redes empresariais e conexões transnacionais. Para isso, investir em inteligência é fundamental, assim como fortalecer instituições, especialmente as polícias e o Poder Judiciário. Instituições sólidas, bem estruturadas e protegidas contra a corrupção são, talvez, o maior obstáculo ao avanço do crime organizado.

No fim das contas, não importa quem lidera o ranking anual de apreensões. O que realmente importa é a capacidade do Estado de enfraquecer, de forma consistente, as organizações criminosas, retirando delas poder econômico, influência e capacidade de corromper. Que os dados sirvam menos para comparações simplistas e mais para aprofundar estratégias. E que o combate ao crime organizado siga se fortalecendo, com inteligência, integração e foco no que realmente faz diferença.

Cidades

STF suspende benefícios a trabalhadores dos Correios após dissídio coletivo no TST

A decisão atende a pedido da estatal e suspende cláusulas do acordo que determinavam o pagamento de ticket alimentação/refeição extra, plano de saúde, adicional de 200% para trabalho em dia de repouso e gratificação de férias de 70%

27/01/2026 22h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu parte dos benefícios concedidos aos trabalhadores dos Correios por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em julgamento de dissídio coletivo no final do ano passado. A decisão atende a pedido da estatal e suspende cláusulas do acordo que determinavam o pagamento de ticket alimentação/refeição extra (chamado de "vale peru"), plano de saúde, adicional de 200% para trabalho em dia de repouso e gratificação de férias de 70%.

Em dezembro, o TST determinou o fim da greve dos Correios e concedeu reajuste salarial de 5,10%. Também manteve as cláusulas preexistentes do acordo coletivo de trabalho, contrariando a vontade da estatal. A decisão foi proferida em meio a um cenário de crise enfrentada pela empresa, que precisa aportar R$ 8 bilhões para fechar as contas até o fim de 2026.

De acordo com a estatal, o pagamento do ticket extra geraria uma despesa de aproximadamente R$ 213 milhões por ano; o plano de saúde, cerca de R$ 1,4 bilhão; o adicional de trabalho em dia de repouso de 200%, R$ 17 milhões; e a gratificação de férias, R$ 272,9 milhões.

Na decisão, Moraes destacou que as alegações feitas pelo Correios mostram "indevida extrapolação do poder" da Justiça do Trabalho. "Quanto ao risco de dano, demonstrou-se detalhadamente na inicial o elevado impacto financeiro da implementação de cada parcela, bem como a periclitante situação financeira por que passa a Empresa", afirmou.

O ministro proferiu a liminar na condição de presidente em exercício do Supremo, enquanto o presidente dos STF, Edson Fachin, está de férias. Segundo a assessoria do Tribunal, a decisão não deve ser submetida a referendo do plenário por ser de competência da presidência. Mas pode ser apreciada pelo colegiado caso haja recurso.

 

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