Cidades

CAMPO GRANDE

Sobe para 11 número de adolescentes vítimas do 'pai de santo'

Robson Faciroli foi preso em flagrante em 30 de agosto, com a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente pedindo agora que possíveis vítimas e seus responsáveis busquem acolhimento junto à Depca

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Em desdobramento do caso envolvendo prisão de Robson Faciroli, no último 30 de agosto, pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) a Polícia Civil busca agora localizar novas vítimas do dito “pai de santo”, sendo que pelo menos 11 adolescentes foram identificados até o momento. 

Informações da Depca repassadas em coletiva na manhã de hoje (03), indicam que cinco dos alvos do pai de santo já foram qualificados e outras seis estão nesse processo, com mais vítimas sendo indicadas pelos próprios adolescentes que se apresentam junto à Delegacia para denunciarem os atos criminosos de Robson. 

“O principal é que as vítimas nos procurem pessoalmente, para passarem por depoimento especial e que a gente possa também providenciar o acolhimento”, expõe a delegada adjunta da Depca, Nelly Gomes dos Santos Macedo. 

Como bem esclarece a delegada, os alvos do “pai de santo”, que possuem faixa etária entre 13 e 17 anos, trazem em comum o padrão da vulnerabilidade social e, com isso, acabavam sendo aliciadas por Robson, que se apresentava para as famílias desses adolescentes como uma “salvação”. 

“O que levantamos até agora é que os pais não tinham conhecimento do que acontecia, porque esses adolescentes tinham medo de contar, e os pais… eles achavam que realmente esse homem estava ajudando. Até pela posição de líder religioso, eles acreditavam que era um bom homem que estaria ajudando os filhos”, cita Nelly. 

Perfil do acusado

Com uma personalidade descrita como violenta, Robson no início se apresentava, segundo as delegadas, com uma convivência harmoniosa. 

Suspeito de 44 anos, o indivíduo se apresenta socialmente como pai de santo, sendo possuidor de um terreiro de candomblé em Campo Grande, que fica no bairro Taquarussu. 

Essa figura de boa pessoa, depois, era substituída depois para um perfil subjugador para com os adolescentes, tanto física como psicologicamente, ameaçando tanto as vítimas e até mesmo alguns familiares. 

"Ele tem várias passagens por crimes violentos, inclusive ele já respondeu por um homicídio e usava disso para coagir as vítimas e dizer que elas não seriam acreditadas caso nos procurasse [Depca]... que ele era um homem violento e que ele faria alguma represália contra as vítimas ou família", complementa a delegada. 

Sendo 11 vítimas até agora identificadas, com os alvos do aliciador sendo tanto meninos como meninas, a polícia pede que familiares que tiveram contato; deixaram os filhos morar ou frequentar o local, que procurem a polícia e denunciem os atos praticados por Robson. 

“Para que a gente possa providenciar tanto o acolhimento e a melhor maneira de conduzir a vida desses adolescentes a partir de agora, porque eles foram sujeitos a todo tipo de violência física, sexual, moral, e também para que a gente possa conseguir uma pena exemplar para esse homem”, afirma a delegada. 

Dos crimes

Robson foi preso em pelo crime de fornecer bebida alcoólica aos adolescentes; confirmado também a oferta de cocaína para os menores de idade; por maus-tratos contra o adolescente denunciante, além de estupro de vulnerável praticado contra o outro, impossibilitado de oferecer resistência.

Além do depoimento da vítima, que passou a madrugada de domingo, junto de outros dois adolescentes, sendo alvo de violências, as situações do local, como restos de bebida espalhados; manchas de sangue pela casa, que ainda por cima tinha cômodos revirados, corroboram para o flagrante. 

Esse jovem de 16 anos foi encontrado desmaiado no chão da casa, com manchas de sangue próximo e marcas de violência, com machucados na região do rosto e lesões espalhadas pelo corpo. 

"Essas vítimas também indicaram que há ainda outras, mas às vezes elas não conseguem dizer nomes, não dão um endereço ou algo, então nós estamos tentando localizá-las. Agora elas podem confiar no trabalho da Depca, em todos os policiais que aqui estão e que nós vamos providenciar que aqui haja uma condenação exemplar", conclui a delegada.

 

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Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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