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JUSTIÇA

Sony processa hackers que desbloquearam PS3

Sony processa hackers que desbloquearam PS3

UOL

16/01/2011 - 02h51
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A Sony entrou com uma ação judicial nos Estados Unidos (EUA) contra cinco hackers que criaram um conjunto de ferramentas (toolkit) para permitir a execução de cópias ilegais de games no PlayStation 3 (PS3).

Recentemente, os hackers, que fazem do grupo fail0verflow, se apresentaram durante uma conferência em Berlim, na Alemanha, quando confirmaram que tinham encontrado um método para burlar as “medidas de proteção tecnológicas” (TPMs) do PS3, permitindo que códigos não-autorizados sejam executados no sistema, incluindo jogos piratas.

Ontem (11/1), a Sony solicitou uma liminar para bloquear a distribuição dos programas utilizados no processo de "jailbreak". A ação foi arquivada na Corte Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, contra os réus George Hotz, Hector Martin Cantero, da Espanha; Sven Pedro, da Hungria; e outros dois, um identificado como "Segher", que reside na Holanda; e "Bushing", de São Francisco, EUA.

O grupo escreveu em seu perfil no Twitter que o objetivo era "rodar o Linux com dual-boot no GameOS, sem restrições, em todos os PS3s” e não incentivar a pirataria. No entanto, a Sony disse que as ferramentas violam as diretrizes de direitos autorais dos EUA.

Por e-mail, Hotz declarou que acredita na eficácia da lei de direitos digitais e que não acredita que será considerado culpado pela justiça. "Eu falei com o advogado e estou certo de que a ação da Sony não tem qualquer fundamento", completou.

Os programas utilizados pelo Fail0ver comprometem o controle de acesso, a criptografia e as proteções de assinatura digital que são habilitadas no PS3, disse a Sony.

Segundo a empresa, os arquivos autorizados tem uma única assinatura digital, que é gerada a partir de um par de chaves eletrônicas. O PS3 verifica a assinatura – que não está presente em jogos piratas – usando umas das chaves, que é criptografada e incorporada ao sistema. A outra chave é mantida pela Sony.

Os que os hackers fizeram foi comprometer as chaves da raiz, também chamadas de Metldr Keys, que são usadas para autenticar o código. "Com o acesso neste nível pode-se controlar as funções essenciais e as operações do PS3, como também executar um código que permita rodar jogos piratas”, escreveu a Sony.

Usando as ferramentas, um hacker poderia simplesmente gravar um jogo em um disco Blu-Ray e depois executá-lo no PS3 com êxito.

Os integrantes do Fail0ver hackearam os PS3 em represália a Sony. A empresa removeu um recurso muito utilizado em versões anteriores do PS3 que permitia instalar um sistema operacional diferente, incluindo distribuições Linux, como Debian, Fedora, OpenSUSE e Ubuntu.

Em abril, a Sony emitiu uma atualização de firmware que removeu essa capacidade, dizendo que a mudança era necessária para reforçar a segurança do console. Desde então, muitos usuários reclamaram, alegando esta ter sido uma das razões pela qual adquiriram o aparelho.

Lançado em novembro de 2006, o PS3 já vendeu mais de 41 milhões de unidades.
 

NOTA DE REPÚDIO

TJMS publica nota de repúdio por ataques racistas em evento judiciário online

Dois magistrados foram alvos de racismo no chat durante transmissão dos eventos ocorridos na última semana

23/03/2026 11h20

Divulgação/TJMS

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Após casos de racismo durante dois eventos virtuais promovidos pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Ejud-PR), em parceira com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o órgão público do Estado Sul-Mato-Grossense publicou uma nota de repúdio.

O crime online aconteceu no chat dos eventos “Programa Paraná Lilás” e “Apresentação do Programa Brasil Lilás”, que abordam principalmente à prevenção da violência de gênero e à promoção da igualdade por meio da educação.

Na ocasião, o evento estava disponível para terceiros que utilizaram o espaço de conversa online e comentários do evento para proferir ataques racistas ao conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fábio Franscisco Esteves, e a juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), Franciele Pereira do Nascimento.

Confira a nota na íntegra:

"O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul vem a público manifestar veemente repúdio aos ataques racistas proferidos contra o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Fábio Francisco Esteves, e a juíza auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal, Franciele Pereira do Nascimento, durante a transmissão virtual dos eventos “Programa Paraná Lilás” e “Apresentação do Programa Brasil Lilás”, promovidos pela Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (Ejud-PR), no dia 18 de março, por terceiros que participam do chat então disponibilizado.

É inaceitável que, no exercício de suas funções institucionais e em espaço destinado ao debate de questões de direito, políticas públicas e à promoção de direitos fundamentais, agentes públicos sejam alvo de manifestações criminosas que atentam contra a dignidade da pessoa humana, em quaisquer de suas formas ou meios utilizados.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reafirma que o racismo, além de configurar crime imprescritível e inafiançável, representa grave afronta aos valores democráticos e aos fundamentos da Constituição Federal, especialmente ao princípio da promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor ou quaisquer outras formas de discriminação.

A Corte sul-mato-grossense expressa solidariedade aos magistrados atingidos, cujas trajetórias são marcadas pelo compromisso com a Justiça e com a causa pública.

O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça e o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná já adotaram as medidas necessárias à apuração dos fatos, com o bloqueio das manifestações ofensivas, o registro e a preservação das provas digitais, bem como a adoção de diligências para identificação e responsabilização dos autores.

Mais do que repudiar episódios dessa natureza, o Tribunal sul-mato-grossense reforça seu compromisso ativo e permanente com o enfrentamento ao racismo, por meio de ações institucionais, políticas de inclusão e do fortalecimento de práticas que promovam a equidade racial no âmbito do Poder Judiciário e da sociedade.

O Poder Judiciário permanecerá firme e vigilante no enfrentamento ao racismo, assegurando a aplicação rigorosa da lei e a defesa intransigente da igualdade e da dignidade da pessoa humana."
 


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PERIGO

Granadas são encontradas com passageiro em ônibus em MS

Suspeito foi preso em Ribas do Rio Pardo após abordagem; artefatos foram neutralizados pelo BOPE

23/03/2026 10h32

Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem e o destino dos artefatos

Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem e o destino dos artefatos Reprodução / ribasordinario

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Uma abordagem de rotina da Polícia Militar resultou na apreensão de artefatos explosivos e na prisão de um homem, na manhã desta segunda-feira (23), em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 90 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a corporação, equipes do Batalhão de Choque fiscalizavam um ônibus intermunicipal quando localizaram, na mochila de um dos passageiros, diversas granadas defensivas. O material chamou atenção pela alta periculosidade e potencial de letalidade.

Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões contraditórias sobre a origem e o destino dos artefatos, mencionando diferentes estados brasileiros, o que levantou suspeitas sobre o transporte ilegal.

Diante da situação, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi acionado. A equipe especializada realizou os procedimentos necessários para neutralizar os explosivos e garantir a segurança no local.

O homem foi preso e encaminhado às autoridades competentes. A ocorrência será investigada para apurar a procedência das granadas e possível ligação com atividades criminosas.

A Polícia Militar informou que ações como essa fazem parte de operações permanentes realizadas em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, com foco no combate ao crime e na prevenção de riscos à população.

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