Cidades

DROGAS

STJ mantém condenação por tráfico de irmãos Martins

Marcel e Valter Ulisses foram alvo da Operação Enigma, em 2017, e condenados pelo crime; em 2024, os dois foram novamente investigados pela Polícia Federal

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Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação dos irmãos Marcel Martins da Silva e Valter Ulisses Martins da Silva, residentes em Dourados, por tráfico internacional de drogas, em operação realizada pela Polícia Federal (PF) em 2017.

A investigação, que culminou na Operação Enigma, deflagrada em 2017, identificou que Marcel Martins seria um dos líderes da quadrilha, responsável pelo fornecimento das drogas, principalmente crack e cocaína, que entravam no Brasil por meio da fronteira de Ponta Porã com Pedro Juan Caballero.

Valter, naquela investigação, não era apontado como um dos líderes, mas também teria atuação, segundo a apuração da Polícia Federal, na organização criminosa armada que era voltada ao fornecimento de drogas.

Ao todo, foram 35 denunciados por envolvimento na quadrilha, que, após passar pela fronteira, levava a droga para o estado do Paraná, onde era escondida em casas para ser posteriormente comercializada.

Na época da operação foram cumpridos 28 mandados de prisão em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Os investigados se tornaram réus na Justiça Federal no Paraná e, após vários recursos, o caso foi parar no STJ, que no fim do ano passado negou um dos vários recursos ingressados pela defesa de Marcel Martins e manteve a decisão que o condenou a 15 anos e 11 meses de prisão por tráfico internacional de drogas e organização criminosa armada.

No fim de novembro de 2025, o ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça, negou “seguimento ao recurso extraordinário” ingressado pela defesa de Marcel.

“Vale registrar não ser cabível agravo em recurso extraordinário contra decisões que negam o seguimento do recurso”, salientou ao fim da decisão.

Já o irmão dele, Valter Ulisses, foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão apenas por organização armada, e não por tráfico de drogas.

Apesar da decisão, ainda não foi decretado o transitado em julgado desta ação, por isso, os réus aguardam em liberdade.

OPERAÇÃO PRIME

A organização dos irmãos Martins, no entanto, voltou à pauta da Polícia Federal, só que desta vez em Mato Grosso do Sul, por tráfico internacional de drogas e armas, em 2024.

A PF descobriu que, após a Operação Enigma, os irmãos fizeram algumas modificações na organização criminosa.

Se em 2017 a PF do Paraná colocou Marcel como chefe do grupo, sete anos depois, quem assumiu esse papel foi seu irmão mais novo, Valter, que seria também quem manteria contato com os fornecedores de cocaína no Paraguai.

A Operação Prime, deflagrada em maio de 2024, ao mesmo tempo que a Operação Sordidum, focou a atuação da organização criminosa dos irmãos, que residiam em Dourados e, aos olhos da sociedade, portavam-se como empresários.

Matéria do Correio do Estado mostrou que Marcel Martins da Silva, inclusive, frequentava a igreja e chegou até a alugar uma das suas propriedades para a agremiação religiosa, além, claro, de recolher o dízimo. Casado, ele morava em um condomínio de luxo na cidade e tinha duas empresas.

“Para quem se relaciona com essas pessoas, com os líderes, principalmente na sociedade, são pessoas até religiosas. O chefe do terceiro grupo [Marcel], ele recolhia o dízimo, uma das propriedades dele era alugada pra igreja que frequentava e participava ativamente das atividades da igreja. Se apresentava como empresário na sociedade”, contou na época ao Correio do Estado o delegado da PF Lucas Vilela, que coordenou as Operações Prime e Sordidum.

Na ação, descobriu-se que a organização criminosa dos irmãos tinha laços com vários outros grupos grandes, como o clã da família Mota, de Ponta Porã. Eles tinham, inclusive, planos de exportar a droga que era comprada de produtores peruanos e de Antônio Joaquim Mendes Gonçalves da Mota, conhecido como Motinha, para a Europa.

Durante a operação de 2024, Marcel foi preso novamente, em sua casa, um condomínio de luxo em Dourados, já seu irmão Valter Ulisses conseguiu fugir para o Paraguai e não foi detido na época.

*Saiba

Segundo a investigação da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, há indícios de que os irmãos Martins, que comandavam esquema criminoso de tráfico de cocaína para estados do Sul do País e outros grandes centros, também trabalhavam com drogas sintéticas.

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Cidades

Instabilidade atinge Itaú e Pix, gerando ondas de reclamações

Em resposta às queixas, o Banco Itaú confirmou uma "instabilidade pontual" na manhã desta quinta-feira

19/02/2026 10h03

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Clientes do Banco Itaú e usuários do sistema de pagamentos instantâneos Pix enfrentaram uma manhã de transtornos nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026. Relatos de instabilidade nos serviços bancários e nas transações via Pix inundaram plataformas de monitoramento e redes sociais, indicando uma falha generalizada que afetou milhares de consumidores.

De acordo com dados do Downdetector, plataforma que monitora o funcionamento de serviços online, o Itaú registrou um pico significativo de reclamações, com aproximadamente 500 relatórios de problemas.

A instabilidade começou por volta das 09:00, com um aumento acentuado nas queixas após as 12:00. Os principais problemas reportados pelos usuários do Itaú foram relacionados ao PIX (91%), seguido por dificuldades de login no internet banking (6%) e transferências (3%).

Downdetector

Simultaneamente, o Pix, sistema de pagamentos do Banco Central, também apresentou um aumento nas notificações de falhas, com cerca de 300 relatórios no Downdetector.

As principais queixas para o Pix foram sobre pagamentos (50%) e transferências (48%). Embora a instabilidade do Pix tenha sido mais abrangente, afetando diversos bancos como Santander e Nubank, o Itaú se destacou pelo volume de reclamações específicas.

Em resposta às queixas, o Banco Itaú confirmou uma "instabilidade pontual" na manhã desta quinta-feira, que impactou uma parcela de seus clientes.

A instituição informou que estava trabalhando para normalizar a situação o mais rápido possível. A recomendação para os usuários era evitar refazer operações que não foram concluídas, aguardando a normalização do sistema.

A interrupção dos serviços bancários e do Pix causou transtornos para consumidores e empresas, que dependem cada vez mais dessas ferramentas para suas operações diárias. A situação reforça a importância da resiliência dos sistemas financeiros digitais e a necessidade de comunicação transparente por parte das instituições em momentos de falha.

Interior

Temporal com ventania deixa rastro de estragos em MS

Forte ventania, seguida de chuva, derruba árvores, destelha prédio público, alaga residências e provoca queda de energia e nuvem de poeira em municípios do interior

19/02/2026 09h40

Ventania deixa estragos na Secretaria de Educação de Ponta Porã

Ventania deixa estragos na Secretaria de Educação de Ponta Porã Crédito: José Alves

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O temporal que atingiu o interior de Mato Grosso do Sul surpreendeu moradores na tarde desta quarta-feira (18), com a cobertura de um prédio público sendo arrancada, uma nuvem de poeira que encobriu o município e quedas de árvores.

Em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande, a tempestade, acompanhada de ventos fortes, derrubou árvores e arrancou as telhas de zinco da Secretaria Municipal de Educação.

Com a ventania, o metal atingiu a fiação da rede elétrica, interrompendo o fornecimento de energia, e caiu sobre carros estacionados. Não houve informações feridos.

“Ontem, nós tivemos esse evento aqui em Ponta Porã. A chuva não foi tão intensa, mas o vento foi muito forte. Tivemos algumas ocorrências: muitas árvores caíram, interditando vias, e o fornecimento de energia elétrica ficou prejudicado em vários pontos da cidade. Algumas casas, principalmente as mais humildes, foram destelhadas”, relatou o prefeito Eduardo Campos ao Correio do Estado e completou:

“Nós colocamos as secretarias em uma força-tarefa e já conseguimos atender grande parte dessas ocorrências. O prédio da Secretaria de Educação também teve um problema sério: perdeu o telhado, com madeiramento e tudo. Um vento entrou por baixo, levantou a estrutura, jogou no meio da rua e caiu em cima de um carro. Mas, graças a Deus, ninguém ficou machucado ou ferido; foram apenas prejuízos financeiros.”
 

Ainda conforme a Defesa Civil, até o fim da tarde foram registradas ao menos 12 quedas de árvores. Pela manhã, a prefeitura informou que as equipes seguem mobilizadas na poda de galhos para desobstruir as vias.

Em vídeo compartilhado no Instagram pelo perfil Ponta Porã Mil Grau, é possível ver a Rua 7 de Setembro e os estragos na cobertura da Secretaria de Educação.

 

 

Outros municípios

Em Chapadão do Sul, os ventos chegaram a 67,7 km/h, com 16 milímetros de chuva e registro de 610 raios. Segundo o meteorologista Natálio Abrão Filho, a temperatura de 32,1 °C caiu bruscamente para 16,1 °C.

Houve ainda registro de chuva de granizo que, conforme o site Chapadense News, teve duração de 30 minutos. Algumas casas chegaram a ser invadidas pela água, e galhos caíram em ruas e avenidas, que ficaram alagadas.

 

 

 

Em Naviraí, a poeira que encobriu o município assustou moradores, que chegaram a comparar a situação com tempestades de areia no deserto do Saara.

Ventania deixa estragos na Secretaria de Educação de Ponta Porã Nuvem de poeira em Chapadão do Sul / Reprodução Redes Sociais

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