Cidades

CRONOGRAMA

Tempo chuvoso atrapalha obras do lago do Parque das Nações

Obras serão retomadas na segunda e previsão de termino é de quatro meses

EDUARDO PENEDO

04/07/2019 - 15h31
Continue lendo...

As fortes chuvas que caem em Campo Grande estão atrapalhando os trabalhos de desassoreamento do Lago do Parque das Nações Indígenas, mas o cronograma de entrega está mantido. Pelo menos é o que afirma o secretário municipal de obra Rudi Fioresi . "Nós terminamos o lago menor. Esse já está restabelecido, com água. Vamos ao lago maior com maior volume para ser retirado. As chuvas da semana passada atrapalharam um pouco. Hoje não deu para trabalhar e amanhã também, pois o solo ainda continuará encharcado e as máquinas não poderão entrar. Só retomaram os trabalhos na segunda-feira (8) com a previsão inicial de terminar em quatro meses. Tem que ter calma nessa hora. Esperar secar para voltar a trabalhar", argumenta. 

Durante o trabalho de desassoreamento do lago do Parque das Nações Indígenas, foram removidos 15 mil metros cúbicos de areia do lago menor.  Na segunda fase, devem ser retirados mais 130 mil metros cúbicos. Para o transporte de todo este material, serão necessários 30 caminhões. Ao todo, serão investidos R$ 8 milhões nas obras, que incluem a construção de um piscinão, controle de erosão e recomposição vegetal. 

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul publicou na edição desta quinta-feira (4) do Diário Oficial do Estado extrato de termo de cooperação mútua para estabelecer entre os partícipes ações para a solução do problema de assoreamento da cabeceira da Microbacia do córrego Prosa, dos Lagos do Parque das Nações Indígenas e do lançamento na rede de drenagem do Córrego Reveilleau, localizado na mesma área, em Campo Grande.  

Em maio deste ano, o secretário de estado de Mario Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, anunciou investimentos de R$ 8 milhões para o desassoreamento do lago. Ao todo seis convênio foram firmados relacionados a manutenção do espaço.  

As medidas, iniciadas no mês de junho. foram anunciadas depois de comoção gerada entre os mais de 2 mil frequentadores do Parque. O temor era de que o lago desaparecesse, já que um grnde banco de sendimentos se formou em um dos principais cartões postais da Capital.  

Além da Semagro, o convênio foi assinado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). 

As intervenções na cabeceira da Microbacia do córrego Prosa e o lançamento na rede de drenagem do Córrego Reveilleau na área do Parque serão realizadas em até 24 meses, podendo ser prorrogado, na forma da lei e por acordo entre os participes, mediante a assinatura de Termo Aditivo. 

No final de maio, o secretário da Sisep, Rudi Fioreze, informou que a prefeitura municipal fará as intervenções de proteção no lançamento do Córrego Reveilleau para deter sedimentos e controlar as cheias desse curso d’água, na Avenida Mato Grosso. Segundo a prefeitura, no local será construído um ‘piscinão’, com capacidade de contenção de 22 mil metros cúbicos de água. 

PEIXES 

O processo de desssoreamento necessitou da secagem do lago do Parque das Nações Indígenas. Com isto, alguns peixes acabaram morrendo, mesmo com a transferência natural de alguns dos animais para um lago menor. Técnicos do Imasul trabalham na retirada e monitoramento dos peixes que habitavam o lago. 

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

Continue Lendo...

A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

Assine o Correio do Estado

PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

Continue Lendo...

Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).