Cidades

Previsão do tempo

Temporais podem atingir MS na próxima semana, com ventos de até 80 km/h

Fenômeno ocorre por causa de uma frente de baixa pressão no ar, somada à chegada de muito calor e umidade

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Com rajadas de vento de até 80 km/h, a privisão do tempo para Mato Grosso do Sul indica alta variação de temperatura e temporais ao longo desta semana em diversas regiões do Estado. 

Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), apesar do tempo quente, a previsão é de alta nebulosidade principalmente nas primeiras horas do dia, ao passo que as características indicam chuvas já entre o fim da manhã e o início da tarde. 

A previsão indica rajadas de vento entre o quadrante sul e norte do Estado, com velocidades entre 50 e 70 km/h, podendo ocorrer, pontualmente, rajadas superiores a 80 km/h em alguns municípios.

Nas regiões Sul, Cone-Sul, Leste e Grande Dourados, cidades como Coronel Sapucaia, Iguatemi, Paranhos e Sete Quedas, a temperatura mínima prevista fica entre 19-22°C e máximas entre 24-32°C.

Na região Pantaneira e Sudoeste, mínimas entre 20-25°C e máximas entre 28-36°C em cidades como Bonito, Bodoquena, Guia Lopes e Jardim.

Nas regiões Bolsão e Norte, a temperatura mínima se estabelece entre 21°C e 24°C, com máximas entre 31-37°C entre Aparecida do Taboado, Cassilândia Inocência e Selvíria. 

Durante a tarde, há previsão de chuvas e tempestades em diferentes pontos do Estado. Essas tempestades podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento, condição típica da primavera, favorecida pela combinação de temperaturas elevadas e alta umidade na atmosfera, destaca o Cemtec.

As regiões Centro-Sul, Sudoeste, Sudeste e Oeste podem apresentar chuvas mais generalizadas, frequentes e com acumulados de chuva significativos, acima de 40 mm em 24h.

Cabe destacar que até o próximo dia 22 de outubro, são previstos acumulados de chuva entre aproximadamente 30 mm e 300 mm em Mato Grosso do Sul.

Os maiores volumes, superiores a 180 mm (podendo ultrapassar 250 mm em áreas de fronteira),
concentram-se principalmente na porção sul, sudoeste e sudeste do Estado, municípios como Ponta Porã, Paranhos, Dourados.

Nas regiões central e leste, os acumulados variam entre 80 mm e 150 mm, enquanto no norte e nordeste
são esperados os menores volumes, variando predominantemente entre 30 mm e 70 mm.

Tempo nublado na tarde deste domingo (11), em Campo Grande Tempo nublado na tarde deste domingo (11), em Campo Grande / Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado 

Alerta 

A Defesa Civil de Campo Grande emitiu alerta laranja para risco de tempestades entre este sábado (10) e domingo (11). Conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), segue até as 22h59 deste domingo.

A previsão indica chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, acompanhada de ventos intensos. As condições meteorológicas podem provocar cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

Diante do risco, a orientação é que a população redobre a atenção durante o período de instabilidade, evite áreas sujeitas a alagamentos e não se abrigue debaixo de árvores durante as tempestades. Também é recomendado evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Em caso de rajadas de vento, a população deve evitar o uso de aparelhos eletrônicos conectados à tomada. Se houver sinais de risco envolvendo a rede elétrica, é importante manter distância e acionar os serviços responsáveis.

Variação de temperatura 

Durante toda a semana, a variação de temperatura deve chegar a 15°C em Campo Grande, com mínimas de 20°C e máximas de 35°C. De acordo com o Insttituto Nacional de Meteorologia, (Inmet), há chances de chuvas durante toda a semana na Capital. 

Em Dourados, a característica também é similar, por lá, a temperatura mínima será de 18°C e temperatura máxima de 34°C, prevista para a próxima terça-feira (13), variação de 16°C ao longo do dia.

Em Três Lagoas, a umidade relativa do ar se estabelece acima dos 60% ao longo de toda a semana. Por lá, apesar das altas temperaturas, a previsão indica céu entre nuvens e chuva ao longo dos próximos dias. 

Na região norte do Estado, em Chapadão do Sul, a variação climática pode chegar a 17°C também na próxima terça-feira. Por lá, a temperatura máxima chega aos 37°C e a tendência é de que haja pancadas isoladas de chuva ao longo do dia. 

Próximo à fronteira com a Bolívia, em Corumbá, a variação de temperatura também será extrema, com os termômetros marcando temperatura mínima de 20°C e máxima de 39°C na próxima quarta-feira (14). 
 

ACIDENTE

Homem morre após carro colidir de frente com carreta na BR-163

Acidente aconteceu nas proximidades do município de Sonora, por volta de 1 hora da madrugada

11/10/2026 13h45

O carro ficou totalmente destruído do lado do motorista após colidir frontalmente com a carreta, na BR-163

O carro ficou totalmente destruído do lado do motorista após colidir frontalmente com a carreta, na BR-163 Reprodução

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Um homem, ainda não identificado, morreu em um grave acidente envolvendo um carro de passeio e uma carreta que carregava grãos, no km 795 da BR-163, próximo ao município de Sonora, na madrugada deste domingo (11). Com o impacto, o caminhão tombou no canteiro lateral da via e espalhou a carga pela pista. Um veículo utilitário que trafegava no sentido sul colidiu contra a carga derramada na pista.

Equipes de atendimento médico socorreram o motorista do carro de passeio e levaram ao Hospital Regional de Sonora, onde não resistiu aos ferimentos. Já o homem que estava na carreta sofreu ferimentos leves, e também foi encaminhado à unidade de saúde. Os dois ocupantes do veículo utilitário saíram ilesos.

Após o ocorrido, o sentido norte da pista ficou interditado, com a implementação do sistema "pare e siga" para os veículos que seguiam no sentido sul. Um congestionamento foi formado e alcançou até dois quilômetros de extensão.

De acordo com a Motiva Pantanal, às 5h34, a pista norte foi totalmente liberada, com a normalização do tráfego em ambos os sentidos. No momento, não há bloqueios ou congestionamento no trecho.

A carreta permanece tombada no canteiro lateral, sem interferir no fluxo de veículos, aguardando a operação de destombamento e retirada. As equipes da concessionária atuaram no atendimento da ocorrência e na sinalização do local.

A Motiva Pantanal orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho, respeitarem a sinalização e evitarem o uso do celular para fotografar ou filmar a ocorrência, mantendo a atenção na direção e na segurança viária.

Luto

Morre Mano Xis, um dos pioneiros do rap e ícone da cultura de Campo Grande

Artista, que enfrentava um câncer de próstata, morreu neste domingo (11); integrante do Falange da Rima, ele ajudou a construir a história do hip-hop em Mato Grosso do Sul

11/10/2026 13h31

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande.

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande. Foto: Reprodução Instagram.

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A cultura de Campo Grande perdeu, na madrugada deste domingo (11), uma de suas vozes mais representativas. Morreu o rapper Márcio Leite Fernandes, conhecido artisticamente como Mano Xis, um dos pioneiros do hip-hop em Mato Grosso do Sul e integrante histórico do grupo Falange da Rima.

O músico enfrentava um câncer de próstata e deixa uma trajetória marcada pela valorização das periferias, pela resistência cultural e pela consolidação do rap no cenário artístico sul-mato-grossense.

A morte foi confirmada por familiares à imprensa e lamentada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que destacou a contribuição do artista para a formação de gerações de músicos e para o fortalecimento da cultura urbana no Estado.

Mano Xis integrou o movimento que, a partir da década de 1990, transformou o hip-hop em uma importante expressão artística de Campo Grande.

Em uma época em que o gênero ainda enfrentava dificuldades para conquistar espaço nos eventos culturais e reconhecimento institucional, artistas como ele encontraram nas rimas uma maneira de denunciar desigualdades e retratar a realidade das comunidades periféricas.

Sua trajetória ficou especialmente ligada ao Falange da Rima, grupo criado em 1998, na Capital, e reconhecido como um dos principais representantes do rap sul-mato-grossense.

Com músicas de forte conteúdo social, o coletivo ajudou a levar aos palcos discussões sobre pobreza, violência, preconceito racial, exclusão social e consciência política.

Mais do que um estilo musical, o rap representava, para aquela geração, uma ferramenta de expressão e pertencimento. Por meio das apresentações e composições, o grupo deu visibilidade a histórias e experiências que raramente encontravam espaço na produção cultural tradicional.

Uma trajetória que ajudou a construir o hip-hop de MS

A história de Mano Xis se confunde com a expansão da cultura hip-hop em Mato Grosso do Sul. O movimento, que começou a ganhar força em Campo Grande durante os anos 1980, encontrou nas décadas seguintes espaço para crescer, impulsionado pelo breaking, pela música, pelo grafite e pela organização de artistas independentes.

O Falange da Rima foi um dos grupos responsáveis por consolidar essa trajetória. Formado em Campo Grande, tornou-se referência para outros músicos que passaram a enxergar no rap uma possibilidade de expressão artística e de transformação social.

Em 2001, o grupo lançou o trabalho Mariposa Assassina, um dos marcos de sua discografia. O lançamento ocorreu em 11 de setembro daquele ano, data que também ficou marcada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos.

Posteriormente, o coletivo ampliou sua produção com o álbum Esquadrão Mariposa, lançado em 2013, e o single Oração da Serenidade, de 2019.

Entre as músicas que marcaram a trajetória do Falange da Rima estão Circo dos Horrores, Abrakadabra, Capital sem Favela, O Pano do Rei e Passos Indecisos.

As composições ajudaram a construir uma identidade própria para o rap produzido em Mato Grosso do Sul, relacionando questões sociais à realidade local.

O reconhecimento institucional também chegou. Em 2022, o grupo esteve entre os homenageados do Festival Campão Cultural, em reconhecimento à sua contribuição para a música e para a história cultural do Estado.

Em dezembro de 2024, Mano Xis ainda integrava a formação anunciada para o encerramento do projeto Som da Concha, na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas.

A apresentação foi concebida como uma homenagem à música regional, aproximando as rimas do grupo de referências como Almir Sater, Délio e Delinha e Bêbados Habilidosos.

A participação em projetos como esse representava uma conquista para um movimento que, durante décadas, buscou reconhecimento e espaço nas políticas culturais.

Artista enfrentava problemas de saúde

Nos últimos anos, Mano Xis passou a enfrentar problemas de saúde. Em novembro de 2024, o rapper sofreu um infarto e, no início de 2025, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata maligno.

Em agosto daquele ano, a situação do músico ganhou repercussão após ele tornar pública a necessidade de assistência para iniciar o acompanhamento médico especializado. Na ocasião, relatou dificuldades relacionadas à doença e à busca por atendimento hospitalar.

O artista continuou sendo reconhecido como uma das referências históricas do hip-hop campo-grandense. Segundo informações divulgadas por familiares à imprensa neste domingo, ele enfrentava um câncer. A causa médica imediata da morte não foi detalhada.

A perda acontece pouco mais de um ano após a morte de outro nome histórico do Falange da Rima, o rapper Flynt, André Luiz Monteiro Aguirres, que morreu em 8 de setembro de 2025, aos 53 anos.

As duas mortes representam perdas importantes para a geração de artistas que participou da construção e da consolidação do hip-hop em Campo Grande.

Fundação de Cultura lamenta morte

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul destacou a importância de Mano Xis para a identidade cultural do Estado e reconheceu sua influência sobre diferentes gerações de artistas.

Para a instituição, a presença do rapper ao longo de décadas contribuiu para a formação de público, a valorização da cultura de rua e o fortalecimento de um movimento que passou a ocupar lugar de destaque na produção artística sul-mato-grossense.

"Mais do que um artista, Mano Xis deixa um legado", destacou a fundação.

O órgão também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, integrantes do Falange da Rima e à comunidade do hip-hop.

A trajetória de Mano Xis permanece ligada à história de uma geração que transformou experiências das ruas e das periferias em expressão artística. Sua contribuição ultrapassou os palcos, ajudando a consolidar o rap como parte da memória cultural de Campo Grande.

 

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