Desde o início do ano de 2026, o sistema de saúde de Mato Grosso do Sul implementou o teste do pezinho ampliado no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com isso, os bebês recém-nascidos que dependem do SUS podem realizar o exame e ter diagnóstico precoce de uma quantidade maior de doenças propícias a esse período da vida.
Anteriormente, o SUS já oferecia o teste do pezinho básico, que oferece diagnóstico de cerca de sete doenças. Com o teste do pezinho ampliado é possível detectar mais de 40 doenças congênitas, genéticas e metabólicas.
De acordo com a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a implementação do exame ampliado representa o avanço no sistema de saúde de MS no cuidado integral à saúde infantil, que reflete na importância do diagnóstico precoce.
“Estamos garantindo acesso gratuito a um exame fundamental, que permite identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, assegurando tratamento oportuno e melhores perspectivas para as crianças e suas famílias”, destacou Maymone.
Com o teste disponível por meio do SUS, ocorre:
- ampliação do acesso gratuito do exame;
- fortalece o diagnóstico precoce e possibilita início antecipado do tratamento;
- reduz o risco de complicações e de óbitos evitáveis na infância.
Teste do Pezinho
O exame integra o Programa Estadual de Triagem Neonatal, vinculado ao Projeto Bem Nascer MS e consiste em recolher gotas de sangue do calcanhar do recém nascido ou por meio de outras veias periféricas, como da mão ou da dobra do cotovelo, e enviado para análise laboratorial.
O ideal é que o exame seja realizado entre o 3º e 5º dia de vida. Entre as doenças rastreadas estão a atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, galactosemias e diversos distúrbios metabólicos
Cristiana Schulz, gerente de Atenção à Saúde da Criança da SES, reforça que o diagnóstico antecipado é determinante na efetividade do cuidado.
“Com o teste do pezinho ampliado, é possível iniciar o tratamento antes mesmo do surgimento dos sintomas, garantindo mais qualidade de vida e, em muitos casos, evitando complicações graves”, explicou Cristiana.
As amostras são analisadas pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Campo Grande (IPED/APAE), que oferece posteriormente acompanhamento multiprofissional às crianças diagnosticadas.
De acordo com a SES, atualmente cerca de 3 mil testes do pezinho são realizados mensalmente no Estado, e atende os 79 municípios. Para as famílias que acessam o serviço, a ampliação representa segurança e tranquilidade nos primeiros dias de vida, visto que a saúde do bebê é posta em pauta já quando nasce.
Teste do Pezinho básico
No exame básico, são rastreadas sete doenças:
- Fenilcetonúria;
- Hipotireoidismo Congênito;
- Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias;
- Fibrose Cística;
- Hiperplasia Adrenal Congênita;
- Deficiência de Biotinidase;
- e Toxoplasmose Congênita.
Todas essas condições, se identificadas e tratadas precocemente, permitem que a criança tenha uma vida normal e saudável.
Teste do Pezinho ampliado
No exame ampliado são rastreadas mais de 40 doenças, agrupadas em diferentes etapas:
- Aminoacidopatias;
- Distúrbios do Ciclo da Ureia;
- Distúrbios da Beta Oxidação dos Ácidos Graxos;
- Doenças Lisossômicas;
- Imunodeficiências Primárias;
- Atrofia Muscular Espinhal (AME), de inclusão gradual;
Quando o resultado do Teste do Pezinho da alterado, não é um diagnóstico definitivo, mas um sinal de alerta. Nesses casos, os pais serão informados, o teste pode ser repetido e/ou serão feitos exames complementares.
Serviço
A coleta deve ser feita entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, e pode ser realizada em qualquer unidade básica de saúde (UBS), no hospital onde ocorreu o parto ou, na capital, em uma das unidades do IPED/APAE; o exame é ofertado gratuitamente pelo SUS.



