Cidades

AVANÇO DA MEDICINA

Tetraplégico de MS recupera movimentos após receber proteína

Em outubro de 2025, Luiz Otávio levou um tiro no pescoço que o deixou sem o movimento dos membros inferiores e superiores

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O tetraplégico sul-mato-grossense Luiz Otávio Santos Nunez, de 19 anos, voltou a se mexer 12 dias depois de passar pelo procedimento com a proteína polilaminina, um medicamento brasileiro que está em fase de testes.

Foram apresentados outros relatos de pessoas sem movimentos superiores e inferiores que viram uma luz no fim do túnel após o tratamento.

Em outubro do ano passado, o jovem foi atingido por um tiro acidental no pescoço, causando uma lesão medular grave que o deixou sem o movimento dos membros inferiores e superiores, conhecido como tetraplegia, que sempre foi uma condição marcada por relatos raros de pessoas que recuperaram parcialmente os movimentos.

Porém, no fim de janeiro deste ano, isso mudou. Após diversos requerimentos feitos à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a homologação para poder realizar o procedimento veio por meio da União, uma semana depois da Anvisa e do Ministério da Saúde liberarem o início do estudo clínico de fase um para avaliar a segurança do uso da polilaminina.

Luiz Otávio com sua família - Foto: Arquivo pessoal

A cirurgia foi realizada no dia 21 de janeiro, no Hospital Militar de Campo Grande, por volta das 9h30min da manhã e levou cerca de 40 minutos.

O primeiro “milagre” foi registrado exatamente duas semanas depois do procedimento, quando Luiz conseguiu mexer a mão sem ajuda externa, o que foi considerado uma conquista e tanto para a família e para a medicina brasileira.

Nas redes sociais, também é possível observar que Luiz consegue até comer um pedaço de bolo sem auxílio e de uma maneira completamente normal. Sua mãe, Viviane Goreti, descreveu o momento de evolução do filho em sua página como uma “felicidade imensa” e que “cada pequeno gesto é uma grande conquista”.

Vale destacar que Luiz foi o primeiro paciente a receber o tratamento em Mato Grosso do Sul e um dos 23 no Brasil. A tendência é de que os resultados sejam mais satisfatórios com o passar do tempo, especialmente na janela de três a 18 anos depois da realização da cirurgia.

EXPLICAÇÃO MÉDICA

O médico responsável pelo procedimento do jovem sul-mato-grossense, Wolnei Marques Zeviani, explicou ao Correio do Estado como foi realizada a cirurgia no mês passado.

“Nós introduzimos uma agulha ligada por Raios X em tempo real e essa agulha vai até a região onde tem a lesão medular. E lá nós aplicamos 1 ml dessa proteína que é a laminina. Depois da aplicação, o paciente recebeu a alta e mantém acompanhamento com fisioterapia”, explicou.

Para o médico, ainda é incerto se Luiz voltará a andar. Para que a chance aumente é preciso um acompanhamento intensivo, incluindo fisioterapia e outros estímulos, o que deve durar mais algum tempo.

“Provavelmente ele [Luiz] vai ter um ganho, não saberemos se esse ganho vai ser de 100%, se ele vai andar, mas esperamos que ele tenha uma grande melhora na qualidade de vida e isso vai demorar. Ele vai precisar fazer fisioterapia e estímulo elétrico por mais ou menos um ano e meio”, pontuou Zeviani.

“Então a gente está no início desse tratamento, ainda vai ter que precisar de muita fisioterapia, muito fortalecimento para que a gente consiga ver uma resposta de fato com grande melhora funcional em torno de um ano e meio”, completou.

 

CONQUISTA BRASILEIRA

A polilaminina é um fármaco desenvolvido pela professora Tatiana Coelho de Sampaio em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), após 20 anos de pesquisa.

Ele é produzido a partir de uma proteína retirada da placenta, a laminina, e tem apresentado resultados satisfatórios em testes com animais e voluntários que sofreram acidentes graves e perderam os movimentos.

A Anvisa autorizou o início dos estudos clínicos do antídoto no dia 5 de janeiro e será realizado em cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos, que possuam lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.

Recentemente, a ex-ginasta tetraplégica Laís Souza compartilhou em suas redes sociais que conheceu Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente do mundo a receber o tratamento com a proteína.

Em abril de 2018, Bruno sofreu um grave acidente de carro que resultou em fraturas na coluna vertebral, nas alturas de C6 e T8.

Na região de C6, a lesão medular foi classificada como completa, estabelecendo o diagnóstico de tetraplegia. Menos de um dia depois do trauma, ele foi submetido ao procedimento cirúrgico e recebeu a aplicação da polilaminina.

Três semanas depois, ocorreu o primeiro movimento voluntário: flexão do dedão do pé. O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional.

Hoje, quase sete anos depois do acidente, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais.

Inclusive, na postagem feita por Laís, ela compartilhou um vídeo de Bruno conduzindo a cadeira de rodas da ex-ginasta, andando normalmente.

*Saiba

Há uma campanha na internet para que a médica Tatiana Coelho seja indicada ao Prêmio Nobel de Medicina, justamente por meio dos resultados da polilaminina em pacientes tetraplégicos, o que já é considerado uma das maiores descobertas científicas neste século.

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CONFRONTO

Jovem de 21 anos morre em confronto com a PM em distrito de Maracaju

Polícia apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver e tornozeleira eletrônica rompida em imóvel no distrito de Vista Alegre

01/11/2026 08h30

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju Reprodução: Maracaju Speed

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Uma jovem de 21 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Força Tática do 15° Batalhão da Polícia Militar, na tarde deste sábado (31), no distrito de Vista Alegre, em Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Na ocorrência, os policiais apreenderam aproximadamente 22 quilos de maconha, uma arma de fogo e uma tornozeleira eletrônica danificada. 

Conforme divulgado no portal de notícia Maracaju Speed, o rapaz foi identificado como João G. G. Fleitas, ele foi atingido durante uma abordagem policial em uma residência localizada na Rua Vitória Alves Marcondes. João chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava diligência após receber denúncias sobre o armazenamento e a comercialização de drogas na região. Durante o patrulhamento, os militares encontraram dois homens em frente a um imóvel.

Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram. Um deles correu pela rua e não foi localizado, enquanto João entrou na residência.

Segundo o relato da Polícia Militar, os agentes acompanharam o jovem até o imóvel e, durante a abordagem, ele teria apontado um revólver em direção à equipe. Os policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

O rapaz foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde a morte foi constatada.

Conforme informações dos setores de inteligência policial, João possuía antecedentes criminais e seria ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Concurso

Terceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagas

Edital depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual

31/10/2026 21h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Quem pretende fazer concurso público em 2027 pode se preparar. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), existe a expectativa de um novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no próximo ano com até 3 mil vagas. 

A realização do certame, porém, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que permita espaço fiscal para preenchimento de novas vagas no serviço público.

Na nota enviada à Agencia Brasil, o MGI diz que considera o CNPU “uma política pública de renovação, modernização e democratização do acesso ao serviço público federal” e que a ideia é que ele se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos.

O CNPU foi criado em 2023 pelo governo federal e ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. O objetivo foi centralizar os processos seletivos para contratação de servidores públicos em diversos órgãos do Poder Executivo federal e aumentar os locais de prova pelo país.

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