Cidades

JUSTIÇA DE MS

TJMS livra Fahd Jamil de júri por fuzilamento de ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa

Corte entendeu que o réu foi denunciado por pessoas que "ouviram dizer" que ele havia mandado matar a vítima

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A 2ª Câmara do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) rejeitou a apelação do Ministério Público que queria mandar Fahd Jamil, 81, para o tribunal do júri como mandante do fuzilamento do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, à época com 62 anos de idade, em junho de 2018, por volta das 6 da manhã, quatro anos e meio atrás, em uma via agitada de Campo Grande.

A corte também livrou do julgamento, o ex-guarda municipal Marcelo Rios e Jamil Name Filho, o Jamilzinho, encarcerado desde outubro de 2019 no presídio federal de Mossoró (RN) acusado por chefiar milícia armada e que seria mandante de crimes de pistolagem, na capital sul-mato-grossense.

A participação de Fuad, Jamilzinho, como mandantes do crime e Rios, intermediador, na morte do ex-chefe do legislativo estadual já tinham sido contestada em abril do ano passado por magistrado da primeira instância.

Agora, conforme o juiz em substituição, Waldir Marques, relator do recurso do MP-MS, a apelação propondo-se o envolvimento dos três no crime tem sido, nos autos, sustentado num enredo análogo a uma intriga, falatório.

"Não se olvida [esquece] do intenso trabalho investigatório realizado pela polícia, porém, cumpre consignar que não houve nenhuma confissão ouvida pessoalmente pelos delegados e investigadores de polícia, tratando-se, na verdade, de informações e dados obtidos por pessoas que ouviram dizer”, definiu o relator, que seguiu:

"A jurisprudência recente dos tribunais superiores tem entendido que o testemunho por “ouvir dizer” não é suficiente para sustentar uma pronúncia".

A interpretação do juiz Waldir Marques foi legitimada, concordada pelos desembargadores Luiz Gonzaga Mendes Marques e José Ale Ahmad Netto.

A decisão da 2ª Câmara do TJ-MS, para os advogados de Fahad, André Borges e Gustavo Badaró: o “Judiciário estadual aplicou o direito de maneira técnica e imparcial; o resultado é justo”.

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Ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa foi morto com 45 tiros. Foto: Arquivo Correio do Estado

MORTE DE ILSON

O chefe da segurança do poder legislativo estadual, que era policial militar reformado seguia de carro pela Avenida Guaicurus, aos arredores do Jardim Itamaracá. Ele seguia para o trabalho.

Um outro carro emparelhou com o da vítima e homens que eram passageiros dispararam tiros de fuzil contra Ilson Figueiredo. O ex-chefe de segurança perdeu o controle do veículo e saiu da pista. 

Os atiradores desceram do carro que o transportavam e se aproximaram da vítima e deram mais tiros. Ao todo, foram disparados ao menos 45 tiros.

SUPOSTO ENVOLVIMENTO

Fuad aparece na denúncia pela participação na morte de Ilson Figueiredo por meio do depoimento de pessoas acerca da Omertá, operação da Polícia Federal, investida contra uma milícia armada posta em prática em 2019.

Também conhecido em Ponta Porã, município sul-mato-grossense, região de fronteira com o Paraguai, Fahd, chamado de Fuad, também conhecido o "Rei da Fronteira" teve um dos filhos, Daniel, sumido.

Isso ocorreu em 2011, Daniel George, nunca mais apareceu e para alguns de seus parentes, teria sido assassinado. Fuad, então, soube que Ilson, o ex-chefe de segurança, estaria implicado na morte do filho e resolveu vingá-lo. Até hoje, para a polícia, a sumiço de Daniel é um mistério.

Marcelo Rios, que também livrou-se do julgamento pela morte do ex-chefe de segurança em julho do ano passado foi condenado a sete anos de prisão por posse de arma de uso restrito.
Fahd cumpre hoje prisão domiciliar por ser supostamente chefiado organização criminosa.

CRISE SANITÁRIA

Sobe para 10 o número de mortes por chikungunya em MS

A confirmação de mais três óbitos pela arbovirose foram registrados nos municípios de Jardim, Fátima do Sul e Dourados

12/04/2026 10h40

Governo Federal destinou R$3,1 milhões ao município de Dourados para atender as demandas sanitárias

Governo Federal destinou R$3,1 milhões ao município de Dourados para atender as demandas sanitárias Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Mato Grosso do Sul já registrou 4.281 casos prováveis de chikungunya, sendo 2.102 confirmados no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), em 2026. Ao todo, já foram registrados dez óbitos pela doença, sendo seis em Dourados, duas em Jardim,  uma em Bonito e a última em Fátima do Sul. Além destes, mais quatro mortes estão sob investigação.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou mais três óbitos pela arbovirose, registrados nos municípios de Dourados, Fátima do Sul e Jardim. Todas eram mulheres, de 55, 82 e 94 anos, respectivamente.

Estes dados foram apresentados no boletim referente à 13ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (10).

Se manter a constância de casos e óbitos, a tendência é que este seja o ano com maior número de mortes pela arbovirose na série histórica (2015 - 2026). Os dez registros ficam atrás apenas dos 17 de 2025. 

Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  1. Dourados - 766
  2. Fátima do Sul - 509
  3. Jardim - 251
  4. Sete Quedas - 101
  5. Bonito - 69
  6. Aquidauana - 48
  7. Amambai - 37
  8. Corumbá e Guia Lopes da Laguna- 31 
  9. Paraíso das Águas - 30 
  10. Vicentina - 29
Governo Federal destinou R$3,1 milhões ao município de Dourados para atender as demandas sanitárias

Entre 4.281 casos prováveis, o boletim epidemiológico aponta que a maioria dos afetados faz parte da faixa etária entre os 10 a 19 anos, equivalente a 18,59%.

Ações em Dourados

Mais de R$ 3,1 milhões foram mobilizados pelo Governo Federal em diversas frentes que incluem a assistência humanitária para atender à população de Dourados afetada pela emergência sanitária causada pelo vírus Chikungunya.

Entre as ações está a distribuição de 6 mil cestas de alimentos que serão entregues em abril, maio e junho. Deste total, duas mil unidades já foram recebidas pela população. A finalidade é garantir segurança alimentar às famílias indígenas diante do agravamento da situação sanitária.

A iniciativa tem foco prioritário nas comunidades indígenas, onde se concentra a maior parte dos casos e a totalidade dos óbitos em Dourados. As ações são coordenadas entre Ministério da Saúde, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, MDS, Defesa Civil e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-MS).

O Ministério da Saúde autorizou a contratação emergencial de 50 Agentes de Combate às Endemias (ACEs) para atuação no município. Desse total, 20 agentes já foram treinados e iniciam atuação imediata em campo. Outros 30 passam por capacitação e entram em operação na sequência.

O Ministério da Defesa mobilizou o Exército Brasileiro para oferecer apoio às ações. São 40 militares e cinco viaturas já posicionados em Dourados, ampliando a capacidade logística e operacional das equipes em campo para operação de controle do vetor.

No campo do saneamento, foi autorizada a ampliação do sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com execução pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para garantir acesso à água potável e melhorar as condições sanitárias.

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BRIGA

Competição de cavalos termina com homem esfaqueado em Campo Grande

Discussão começou após discordância de resultados e terminou com a vítima sendo esfaqueada na clavícula

12/04/2026 09h40

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) atendeu uma denúnica , no bairro Vila Cidade Morena, em Campo Grande, na noite deste sábado, por volta das 18h. Em uma chácara, onde ocorria uma competição de cavalos, a equipe policial foi até o local para averiguar um caso de esfaqueamento.

O autor relatou ter esfaqueado a vítima com um canivete, após receber um soco. Contudo, segundo relatos colhidos pelos policiais e registrados no boletim de ocorrência, as testemunhas apresentaram outra versão, afirmando que, após uma discussão motivada por discordância quanto à pontuação da competição e reclamação direcionada ao juiz, aproximadamente 30 minutos depois o homem foi até a pista e, após troca de empurrões com a outra pessoa, desferiu um golpe de canivete na clavícula direita.

Um homem que estava presente informou aos policiais que afastou o autor do local, ocasião em que presenciou este arremessar e enterrar o canivete. Ainda, segundo outra testemunha, o rapaz teria proferido a seguinte frase: "eu fui degolar ele, e, se não morrer, eu degolo outro dia".

O autor foi detido, encaminhado até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (Depac-Cepol) e autuado em flagrante pelo crime de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.

A vítima foi socorrida por médicos no local e encaminhada ao hospital da Unimed, onde foi informada sua condição grave, com necessidade de entubação e procedimento cirúrgico, porém estável.  

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