Cidades

DECRETO

Toque de recolher é prorrogado com redução de horário

A partir desta quarta-feira comércio pode permanecer aberto até a meia-noite

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A Prefeitura de Campo Grande prorrogou a validade do toque de recolher na cidade, entretanto, reduziu o período de duração da medida. De acordo com publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quarta-feira (29), a partir de agora a proibição de circulação na rua vale das 0h às 5h.

O toque de recolher foi implantado em Campo Grande desde o dia 21 de março deste ano, para evitar aglomerações por conta da pandemia pela Covid-19, o novo coronavírus. Desde o início a determinação valia a partir das 22h.

Em entrevista ao jornal Correio do Estado na semana passada, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul (Abrasel-MS) Juliano Wertheimer, afirmou que essa ampliação era um perdido do setor. “O campo-grandense não tem costume de jantar cedo”, declarou.

A determinação é fiscalizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM), que orienta a população a retornar para sua residência e nos estabelecimentos que permanecem fechados, caso haja resistência dos comerciantes ou mesmo a população, eles podem ser conduzidos para a delegacia.

INFRAESTRUTURA

Obras do Parque do Céuzinho devem durar 540 dias em Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande oficializou nesta quarta-feira (1º) a ordem de início das obras do parque, previstas para a próxima semana

01/04/2026 16h14

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A ordem de serviço para a implantação do Parque Turístico Municipal Cachoeira do Céuzinho foi oficializada nesta quarta-feira (1º), com início das obras previsto para a próxima semana. A previsão é de que o parque fique pronto em 540 dias.

Como acompanhou o Correio do Estado, a Prefeitura de Campo Grande abriu licitação no dia 23 de setembro de 2025, com investimento estimado em R$ 8.643.966,02. Após leilão eletrônico, a empresa vencedora, Gimenez Engenharia Ltda., arrematou a obra por R$ 7.295.079,81.

Em comparação com o valor inicial, houve deságio de 15,6%. Com isso, a prefeitura obteve economia de R$ 1.348.887.

Nesta fase, serão investidos R$ 7.295.079,81, e o prazo estimado para entrega do parque é de 540 dias.

Cachoeira do Céuzinho

A região já recebe visitantes, mesmo com trechos de difícil acesso. A beleza do entorno e a localização, próxima ao Detran, estimulam a visitação de quem busca contato com a natureza em dias quentes.

Embora algumas pessoas recolham o próprio lixo, como fraldas e latas de bebidas, ainda é possível observar, em diversos pontos, o descarte irregular em meio à natureza.

Com a implantação do parque, o mato alto que toma conta do entorno em períodos chuvosos, e transforma o local em um "verdadeiro labirinto" para visitantes, deve deixar de ser um problema.

Parque

A Cachoeira do Céuzinho, como é conhecida, fica na Área de Proteção Ambiental (APA) do Córrego Ceroula e possui trilhas e quedas d'água. A proposta é atrair ainda mais visitantes nos fins de semana e feriados.

O pontapé inicial será a limpeza da área, seguida da execução da primeira fase do projeto, que inclui a instalação de estruturas básicas de acolhimento e lazer.

Na segunda etapa, está prevista a construção de mirantes, de onde será possível observar a cachoeira de cima,  um dos pontos com potencial para se tornar atrativo turístico e destaque nas redes sociais.

A prefeitura ressalta que a construção do parque seguirá critérios técnicos e ambientais, garantindo a preservação da vegetação nativa e da biodiversidade da APA do Ceroula.

O projeto tem como objetivo aliar desenvolvimento sustentável à conscientização ambiental, incentivando o uso responsável do espaço pela população.

Com a criação do parque, a proposta é transformar uma das áreas naturais mais bonitas da Capital em um espaço estruturado, seguro e adequado para visitação, com conforto e infraestrutura moderna.

Estrutura prevista no projeto:

  • Guarita e pórtico de entrada
  • Receptivo para visitantes
  • Estacionamento
  • Bloco de lojas
  • Lanchonete
  • Banheiros e vestiários
  • Salão de jogos
  • Playground
  • Quiosques
  • Redário
  • Restaurante
  • Área de apoio para trilhas
  • Receptivo exclusivo para ciclistas
  • Áreas de visitação e contemplação

O investimento na área, com a implementação de estrutura acessível, deve estimular o turismo local, movimentar o empreendedorismo e gerar novas oportunidades para pequenos negócios.

Etapas do projeto

  • Primeira etapa: contempla áreas básicas de acolhimento e lazer, como recepção, estacionamento, banheiros e playground.
  • Segunda etapa: prevê a construção dos mirantes, ampliando os espaços de contemplação e visitação.
     

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Investigação

Nome de médico é usado em receitas falsas para compra de substâncias ligadas à produção de drogas

O médico teve o nome e dados pessoais utilizados em receita para manipulação de medicamento associado à drogas alucinógenas

01/04/2026 16h00

Divulgação

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Um médico de Campo Grande procurou a Polícia Civil após descobrir que teve o nome usado em receitas falsas para obtenção de medicamentos controlados.

A denúncia partiu do pneumologista Henrique Ferreira Brito, que relatou às autoridades que terceiros utilizaram seu nome, número de registro médico, assinatura e timbre da clínica onde atua para emitir um receituário fraudulento. 

Ele foi alertado por uma mulher que afirmou que o amigo de seu filho havia jogado o frasco no lixo de sua casa. Ela encontrou o vidro com os dados no frasco adulterados, somente com o paciente identificado como “Sra. Maria”. 

A solução foi preparada pela empresa Pharmacêutica PH e continha Fosfato de Codeína 10mg/ml e solução de Cloridrato de Prometazina 6,25 mg. O resultado da combinação é um xarope utilizado para o alívio temporário de tosse seca e sintomas de alergias e resfriados. 

No entanto, o medicamento também continha 7% de álcool líquido. A combinação dos três fatores está associada ao abuso de substâncias, conhecido como “Purple Drank”, que pode reduzir a frequência respiratória a níveis perigosos, causando parada respiratória e morte. 

A mulher entrou em contato com o pneumologista para saber quem era a paciente em questão e a proximidade dela com seu filho. Foi aí que a clínica notou algo errado e averiguou que a paciente em questão nunca fez consulta na clínica, tão pouco a fórmula havia sido receitada pelo médico. 

Por ser um medicamento controlado, a farmácia foi intimada a fornecer a receita retida para liberação do remédio.

Assim, Henrique constatou que o documento, embora trouxesse dados reais pessoais, não seguia o padrão utilizado por ele e apresentava inconsistências, indicando que havia sido produzido por outra pessoa, com o objetivo de simular autenticidade. 

Ao formalizar o boletim de ocorrência, o médico afirmou que desconhece completamente da receita e da assinatura nela contida, alegando ser vítima de falsificação de documento e falsidade ideológica.

Ele também destacou preocupação com o uso indevido de seus dados profissionais, que pode comprometer sua reputação como médico e facilitar práticas ilegais. 

Com a abertura do inquérito, a Polícia Civil passou a investigar a origem do documento e identificar os responsáveis. 

Entre as medidas adotadas estão a solicitação da via original da receita à farmácia de manipulação responsáveis pelo medicamento, além da identificação de quem encomendou e retirou o medicamento. 

Na receita, consta o nome Maria Edelma Santos de Oliveira, bem como um número de telefone que pode ter sido utilizado no esquema. 

Purple Drunk

A “Purple Drank”, também conhecida como Lean, é uma droga recreativa à base de xarope da codeína, muitas vezes misturada com remédios anti-histamínicos, que causa efeitos de euforia e adrenalina. 

Geralmente, ela é feita a partir da junção da codeína e da prometazina com refrigerantes, como o Sprite, e balas de gomas.

A codeína provoca relaxamento, enquanto a prometazina causa um forte efeito sedativo. Quando consumida em excesso, a droga pode causar alucinações, desequilíbrio e convulsões, podendo levar à morte. 

A Purple Drunk tem efeitos similares ao do álcool, mas sem os efeitos típicos de ressaca. Assim, a mistura é popular em festas e encontros sociais, bebido em grande quantidade, o que aumenta os perigos, levando rapidamente à dependência. 

No Brasil, a Codeína é classificada pela Anvisa como entorpecente, sendo a venda ilegal sem receita médica. 

 


 

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