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TRF3 anula condenação de Edson Giroto, cunhado e ex-mulher na Lama Asfáltica

Desembargador determina que processo retorne para nova análise em primeiro grau, denúncia continua válida

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A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) anulou, por unanimidade, a condenação do ex-secretário estadual de Obras Edson Giroto, do cunhado dele, Flávio Henrique Garcia Scrocchio, e da ex-mulher dele, Rachel Rosana de Jesus Portela Giroto, por lavagem de dinheiro. 

A decisão, relatada pelo desembargador federal Paulo Gustavo Guedes Fontes e assinada eletronicamente em 4 de agosto, anula tanto a sentença de 2019 quanto o acórdão de 2021 que a confirmou e mandou repetir toda a instrução em primeira instância. 

O motivo é a suspeição, já reconhecida em definitivo pela Justiça, do juiz federal que conduziu o processo e sentenciou os três réus. O caso integra a Operação Lama Asfáltica, que apura desvios de recursos públicos em Mato Grosso do Sul e tem entre os investigados o ex-governador André Puccinelli.

Fazenda Encantado do Rio Verde

O processo, que tramita desde 2016 na Justiça Federal de Campo Grande, apura a compra da fazenda Encantado do Rio Verde, negociada em 2015 por R$ 7,63 milhões com o produtor Arino Fonseca Marques. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o comprador de fato do imóvel foi Edson Giroto, então secretário de Estado de Obras Públicas e Transportes do governo André Puccinelli, mas o negócio foi formalizado em nome do cunhado dele, Flávio Scrocchio, usado como testa de ferro.

Giroto ocupou a Secretaria de Obras do Estado nos governos Puccinelli entre 2007 e 2010 e novamente em 2013 e 2014, período em que supervisionava a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Antes disso, também foi secretário de Obras da Prefeitura de Campo Grande, nos dois mandatos de Puccinelli como prefeito, entre 1997 e 2004.

Segundo a acusação e a sentença de primeiro grau, o dinheiro usado na compra da fazenda teria origem em propina paga a Giroto por empresas contratadas pela Agesul, em especial a Proteco Construções e a Ase Participações, do empresário João Alberto Krampe Amorim, apontado como operador de repasses a agentes públicos ligados à Lama Asfáltica. 

O MPF listou como crimes antecedentes da lavagem fraudes e superfaturamento em obras públicas: a duplicação da Avenida Lúdio Coelho, em Campo Grande; a pavimentação da rodovia MS-430; obras na MS-040 e na BR-359; a conservação de estradas não pavimentadas; o esgotamento sanitário de Dourados; e contratos apontados como fictícios de locação de máquinas com a Proteco.

O pagamento da fazenda, segundo os autos, foi feito em quatro parcelas: R$ 1,5 milhão dado em pagamento com um imóvel de Rachel Giroto na Rua Ingazeira, em Campo Grande, onde funcionava um salão de beleza dela; e outras três parcelas, de R$ 2 milhões, R$ 1 milhão e R$ 3 milhões, pagas por transferências em nome de Flávio Scrocchio.

Provas PF

A sentença e o acórdão de 2021 se apoiaram em relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), laudo da Polícia Federal, dados da Receita Federal e interceptações telefônicas para sustentar que a empresa Terrasat Engenharia e Agrimensura, formalmente de Flávio Scrocchio, era, na prática, controlada por Edson Giroto, e que por ela passou dinheiro de origem ilícita depois usado na compra da fazenda.

Entre os elementos citados pelos magistrados estão e-mails de funcionários da Terrasat enviados à secretária de Giroto; um rascunho de alteração societária da empresa encontrado na casa dele; a presença pessoal de Giroto nas negociações com o vendedor Arino Fonseca Marques, segundo depoimento do próprio produtor; e a administração das fazendas em nome de Flávio por Osvaldo de Rossi Junior, o "Junião", que fora secretário parlamentar de Giroto quando ele era deputado federal.

A Polícia Federal também identificou, em laudo pericial, mais de R$ 100 milhões em contratos de locação de máquinas entre a Proteco e outras empresas contratadas pela Agesul, inclusive a JBS, que não atua no setor de construção, sem qualquer reajuste entre 2010 e 2015, período em que o setor teve alta acumulada superior a 40%. 

Segundo a investigação, esses contratos serviam para a Proteco arrecadar propina de outras empreiteiras e repassá-la a agentes públicos. Em 2014, porém, os pagamentos correram no sentido inverso: a própria Proteco pagou cerca de R$ 1,5 milhão à Terrasat por locações, valor que a acusação interpretou como propina a Giroto.

Interceptações telefônicas juntadas ao processo registram conversas de Edson Giroto com João Amorim e com um engenheiro da Proteco sobre encontros e cobranças ligados às obras da Agesul.

A condenação e o recurso de 2021

A 3ª Vara Federal de Campo Grande condenou os três réus em 14 de março de 2019 pelo crime de lavagem de dinheiro: Edson Giroto a 9 anos, 10 meses e 3 dias de reclusão, em regime fechado; Flávio Scrocchio a 7 anos, 1 mês e 15 dias, também em regime fechado; e Rachel Giroto a 5 anos e 2 meses, em regime semiaberto. 

O juiz também decretou o perdimento, em favor da União, da fazenda Encantado do Rio Verde e do imóvel da Rua Ingazeira, além de sequestro de bens para reparação de danos no mesmo valor da fazenda.

Em 15 de março de 2021, a 5ª Turma do TRF3, por maioria, manteve a condenação, mas reduziu as penas: 5 anos e 3 meses de reclusão para Edson Giroto, em regime semiaberto; 4 anos para Flávio Scrocchio, em regime aberto, substituídos por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária de 50 salários mínimos; e 3 anos e 6 meses para Rachel Giroto, também em regime aberto, substituídos por prestação de serviços e prestação pecuniária de 20 salários mínimos. 

A Turma também afastou a reparação de danos, por entender que o Ministério Público não a havia pedido de forma autônoma na denúncia, e excluiu o perdimento do imóvel da Rua Ingazeira, por falta de provas de má-fé de Arino Fonseca Marques na negociação. Já o perdimento da fazenda Encantado do Rio Verde foi mantido.

Suspeição do juiz

O processo ficou suspenso a partir de junho de 2023, à espera do desfecho de uma exceção de suspeição movida contra o juiz federal Bruno Cezar da Cunha Teixeira, responsável pela 3ª Vara Federal de Campo Grande e por vários processos da Lama Asfáltica, entre eles o que condenou Giroto, Scrocchio e Rachel Giroto em 2019. 

A 5ª Turma do TRF3 também havia reconhecido, em outro processo, que o magistrado adotara "postura inquisitorial e acusatória" nas audiências, colhendo ele mesmo elementos de acusação em papel que caberia ao Ministério Público, o que comprometeria sua imparcialidade. 

A decisão declarou nulos os atos praticados pelo juiz a partir do recebimento da denúncia em cada processo sob sua condução, com efeitos estendidos às demais ações da operação.

O MPF recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, mas o recurso foi negado em decisão monocrática do ministro Carlos Pires Brandão, e um agravo posterior não foi conhecido, tornando definitiva a suspeição do magistrado.

Decisão desta semana

Com a suspeição confirmada, as defesas de Giroto e de Scrocchio pediram a nulidade de todos os atos do processo a partir do recebimento da denúncia. O relator, desembargador Paulo Fontes, o mesmo que relatou o acórdão de 2021, decidiu que, como a denúncia neste caso foi recebida por um juiz diferente do que depois foi declarado suspeito, esse ato específico permanece válido. 

Mas toda a instrução seguinte, testemunhas ouvidas, interrogatórios, e a própria sentença condenatória de 2019, assinada pelo juiz suspeito, foi anulada. Como consequência, o acórdão de 2021 desta mesma 5ª Turma, que havia julgado os recursos contra aquela sentença, também caiu.

A Turma determinou o retorno do processo à 3ª Vara Federal de Campo Grande, agora sob outro juiz, para que sejam repetidos os interrogatórios e a oitiva de testemunhas, com nova sentença ao final. 

Determinou ainda o levantamento das medidas cautelares pessoais e patrimoniais hoje em vigor contra os três réus, sem prejuízo de o novo juízo reavaliar, de forma fundamentada, a necessidade de impor outras.

Fronteira Internacional

Paraguai e Bolívia, vizinhos de MS, aderem a pacto dos EUA contra PCC e CV

Brasil ficou fora da coalizão liderada por Washington, que prevê ações coordenadas contra organizações criminosas e amplia o cerco internacional às facções brasileiras.

22/09/2026 19h49

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais.

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais. Foto: Divulgação.

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A presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) nas rotas internacionais do tráfico ganhou uma nova dimensão nesta terça-feira (22), com a adesão de Paraguai e Bolívia a uma articulação liderada pelos Estados Unidos para ampliar o combate ao crime organizado nas Américas.

Os dois países compartilham fronteiras diretamente ligadas a Mato Grosso do Sul e integram o chamado Escudo das Américas (Shield of the Americas), iniciativa criada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump para coordenar medidas contra organizações envolvidas principalmente com narcotráfico e crimes transnacionais.

O Brasil, por outro lado, ficou fora da articulação. A decisão ocorre em meio a uma divergência entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva sobre o enquadramento das facções brasileiras.

Enquanto os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, Lula rejeita essa definição e defende que o enfrentamento ao crime organizado ocorra dentro da legislação brasileira e com respeito à soberania do País.

PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas identificadas pela coalizão.

A relação divulgada pelos integrantes também inclui grupos que atuam em diferentes pontos do continente, como o Tren de Aragua, da Venezuela; Mara Salvatrucha (MS-13); Cartel de Sinaloa e Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), do México; Clã do Golfo, da Colômbia; além de organizações ligadas às dissidências das Farc e ao Sendero Luminoso, do Peru.

A movimentação interessa diretamente a Mato Grosso do Sul porque Paraguai e Bolívia fazem fronteira com o Estado e estão inseridos em corredores utilizados pelo tráfico internacional de drogas.

A extensa faixa fronteiriça sul-mato-grossense também coloca o Estado em posição estratégica nas ações brasileiras de repressão ao narcotráfico e ao contrabando.

Brasil fica fora da coalizão

O encontro desta terça-feira ocorreu em Nova York, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, e reuniu chefes de Estado, ministros e representantes dos países participantes da iniciativa.

O Brasil não integra o Escudo das Américas. O México, outro país diretamente afetado pela atuação de grandes cartéis, também está fora da articulação liderada por Washington.

Participam da iniciativa Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

A participação chilena foi confirmada nesta terça-feira. Segundo o governo do Chile, a adesão permite acesso a informações sobre o crime organizado, sistemas de análise de dados, treinamento das forças de segurança e maior coordenação entre países fronteiriços. Cada governo, no entanto, continua sujeito às próprias leis e às obrigações internacionais.

A coalizão havia sido lançada em março pelo governo Trump com a proposta de aumentar a troca de inteligência e coordenar iniciativas contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

A entrada do Peru, por exemplo, foi anunciada neste mês pela presidente Keiko Fujimori após encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Na ocasião, o governo peruano informou que a participação deveria acelerar o intercâmbio de informações e ampliar ações conjuntas contra grupos criminosos transnacionais.

PCC e CV entram no foco regional

A inclusão das duas principais facções brasileiras entre os grupos identificados pela iniciativa amplia a pressão internacional sobre organizações que nasceram no Brasil, mas estabeleceram conexões além das fronteiras do país.

Em Mato Grosso do Sul, o impacto dessa movimentação ganha relevância principalmente pela posição geográfica do Estado, que faz fronteira tanto com o Paraguai quanto com a Bolívia, justamente os dois países vizinhos que aderiram à articulação liderada pelos Estados Unidos.

São aproximadamente 1,5 mil quilômetros de fronteira internacional. Do lado paraguaio, um dos principais pontos de ligação é formado por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades separadas por uma fronteira seca e com intensa circulação diária de pessoas, veículos e mercadorias.

No oeste do Estado, Corumbá está ligada à região boliviana de Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Essa localização transforma Mato Grosso do Sul em um importante corredor de integração entre o Brasil e os países vizinhos, mas também impõe desafios às forças de segurança.

A proximidade com rotas internacionais de entorpecentes faz com que apreensões de cocaína e maconha, tráfico de armas, contrabando e investigações sobre organizações criminosas sejam recorrentes na faixa de fronteira e nas rodovias que cortam o Estado.

Nesse cenário, a adesão de Paraguai e Bolívia ao Escudo das Américas coloca Mato Grosso do Sul em uma situação particular: as duas fronteiras internacionais do Estado passam a estar ligadas a países integrantes da coalizão liderada pelos Estados Unidos, enquanto o Brasil permanece fora da iniciativa.

A ausência brasileira no grupo, no entanto, não significa o fim da cooperação com os países vizinhos.

Brasil, Paraguai e Bolívia mantêm mecanismos próprios de atuação conjunta e intercâmbio de informações para enfrentar o tráfico de drogas, contrabando e outros crimes transfronteiriços.

Trump endurece discurso contra cartéis

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo Donald Trump para tratar grandes organizações ligadas ao narcotráfico como ameaças à segurança do continente.

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira, Trump voltou a defender uma atuação mais dura contra os cartéis e comparou essas organizações ao Estado Islâmico, argumentando que grupos criminosos acumularam poder financeiro, armamentos e estruturas capazes de operar em diferentes países.

A ofensiva tem como um de seus principais articuladores o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que participou de encontro com chefes de Estado e chanceleres do Escudo das Américas em Nova York.

A avaliação apresentada pelo governo norte-americano é de que parte das organizações criminosas deixou de operar apenas como grupos tradicionais de narcotráfico e passou a construir redes internacionais com grande capacidade financeira, logística e operacional.

Para Washington, essa característica exige maior integração entre os governos do continente, principalmente no compartilhamento de informações de inteligência e na coordenação de medidas contra estruturas financeiras e logísticas utilizadas pelo crime organizado.

Cerco financeiro e cooperação

Entre os instrumentos defendidos no âmbito da articulação estão medidas destinadas a atingir não apenas integrantes das organizações, mas também suas fontes de financiamento e redes de apoio.

A estratégia prevê mecanismos de cooperação para identificar patrimônio, movimentações financeiras e pessoas ligadas às organizações criminosas, além de restrições migratórias e responsabilização daqueles que prestarem apoio material ou financeiro aos grupos.

O objetivo é dificultar a circulação internacional de integrantes das organizações e reduzir a capacidade de movimentação de recursos entre diferentes países.

O Escudo das Américas também pretende aprofundar a troca de inteligência entre os governos participantes, justamente uma das áreas consideradas essenciais para acompanhar organizações que mantêm operações simultâneas em diferentes territórios.

A dimensão internacional do PCC é um dos fatores que colocam a organização brasileira no centro dessa discussão. Criada dentro do sistema penitenciário de São Paulo na década de 1990, a facção expandiu sua atuação e passou a manter conexões com redes criminosas de outros países sul-americanos.

O Comando Vermelho, surgido no Rio de Janeiro, também aparece entre as organizações brasileiras identificadas pela coalizão.

Com Paraguai e Bolívia dentro da iniciativa e o Brasil fora dela, Mato Grosso do Sul passa a ocupar uma posição particularmente sensível nesse novo desenho de cooperação regional: o Estado brasileiro que divide sua extensa faixa internacional justamente com dois dos países que aderiram à ofensiva articulada por Washington contra organizações criminosas brasileiras.

Brasil rejeita classificação

A ofensiva ocorre meses depois de o governo Donald Trump classificar formalmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras nos Estados Unidos. A designação foi anunciada pelo Departamento de Estado em 28 de maio e entrou em vigor em 5 de junho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se opõe à classificação e, na última sexta-feira (18), afirmou que o Brasil precisa derrotar o crime organizado, mas rejeitou enquadrar as facções como terroristas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou.

O governo brasileiro defende que o enfrentamento ao crime organizado seja conduzido pelo próprio país, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

QUEDA NOS TERMÔMETROS

Frio derruba temperaturas em até 5°C e Campo Grande entra em alerta

Capital pode amanhecer com 17°C nesta quarta-feira, enquanto termômetros ficam próximos dos 11°C no sul de Mato Grosso do Sul; Defesa Civil alerta para queda de até 5°C

22/09/2026 18h39

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C.

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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O avanço do ar frio vai derrubar as temperaturas em Campo Grande e diferentes regiões de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (23). Na Capital, os termômetros devem variar entre 17°C e 24°C, enquanto municípios do sul do Estado podem registrar temperaturas próximas dos 11°C nas primeiras horas do dia.

Diante da mudança no tempo, a Defesa Civil de Campo Grande emitiu Alerta Amarelo para declínio de temperatura. O aviso começa às 8h desta quarta-feira e permanece válido até as 8h de quinta-feira (24), com previsão de redução entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde.

A queda ocorre após a passagem da frente fria que mudou o tempo em Mato Grosso do Sul e abriu caminho para o avanço de uma massa de ar mais frio.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira (22) que o sistema frontal, nome dado à área de encontro entre massas de ar com características diferentes, responsável pela formação e pelo avanço da frente fria, continua se deslocando, enquanto as condições de instabilidade permanecem sobre áreas do Centro-Oeste.

Em Campo Grande, a previsão aponta mínima de 17°C e máxima de 24°C nesta quarta-feira. Na quinta-feira (24), a tendência é de elevação gradual das temperaturas, com valores em torno de 18°C a 29°C na Capital.

O frio será mais intenso no sul de Mato Grosso do Sul. As regiões Sul-Fronteira, Cone-Sul, Grande Dourados e Leste podem registrar mínimas entre 11°C e 15°C nesta quarta-feira. Ao longo da tarde, as máximas nessas áreas devem ficar próximas dos 25°C.

Entre as cidades com previsão de temperaturas mais baixas estão Ponta Porã, com mínima de 13°C e máxima de 22°C; Iguatemi, entre 13°C e 25°C; e Dourados, onde os termômetros devem variar entre 14°C e 24°C.

Em Porto Murtinho, a previsão aponta temperaturas entre 16°C e 25°C, enquanto Aquidauana deve registrar mínima de 17°C e máxima de 26°C. Em Corumbá, os termômetros ficam entre 18°C e 27°C.

O frio perde intensidade à medida que se avança para o norte e o leste do Estado. Três Lagoas tem previsão de 19°C a 26°C; Camapuã, de 20°C a 29°C; Coxim, de 21°C a 29°C; e Paranaíba, também de 21°C a 29°C nesta quarta-feira.

A mudança chama atenção pelo contraste com o calor registrado antes da passagem da frente fria. Em Campo Grande, por exemplo, a previsão indicava temperaturas de até 32°C na segunda-feira (21). Para quarta, a máxima prevista fica na casa dos 24°C, diferença de cerca de 10°C em relação ao começo da semana.

A queda dos termômetros coincide ainda com a chegada da primavera. A estação começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira (22), pelo horário de Brasília, fazendo com que as primeiras horas da nova estação sejam marcadas por temperaturas mais baixas em Mato Grosso do Sul.

Alerta em Campo Grande

Na Capital, a Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados durante o período de queda das temperaturas, especialmente com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis ao frio.

O Alerta Amarelo indica possibilidade de declínio entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde. A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante a vigência do aviso.

Em caso de necessidade, a população pode acionar o 156, para solicitação de serviços; o 193, em situações de emergência; e o 199, da Defesa Civil.

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