Cidades

MAIS UMA

Um ano depois, PF encontra mais 10 kg de drogas em carro de Breno

Maconha foi encontrada durante treinamento de cães

RAFAEL RIBEIRO

08/03/2018 - 18h39
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Quase um ano depois da apreensão, a Polícia Federal encontrou cerca de dez quilos de maconha escondidos dentro do para-choque da Jeep Renegade na qual Breno Fernando Solon Borges, filho da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MS), Tânia Garcia de Freitas Borges, foi preso ao transportar drogas e munições de alto calibre na BR-262, em Água Clara, em abril de 2017.

Em nota, o órgão informou que agentes de Três Lagoas faziam treinamento habitual com seus cães farejadores quando os animais indicaram que ainda poderia haver drogas no veículo, que está em nome da desembargadora.

Ainda de acordo com a PF, o caso foi registrado na própria delegacia do órgão. 

O Portal Correio do Estado apurou que o carro foi periciado ao menos três vezes, tanto por profissionais da própria PF como da Justiça Federal, desde que foi apreendido na ocorrência em Água Clara. Na ocasião, Breno transportava como reboque onde estavam escondidos 129,9 quilos de maconha e mais de 350 munições de calibres altos, como 9 milímetros e 7,62, usada em armamento do tipo fuzil.

O CASO

Desde que o caso veio à tona, Breno e sua mãe não deixaram de ser notícia por longos períodos. Flagrado em conversas com integrantes de facções criminosas, ainda em junho do ano passado, o filho da desembargadora foi acusado pela PF de estar envolvido em planos de resgate de detentos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Depois, por pedido de Tânia, Breno chegou a ser transferido para tratamento em clínica de São Paulo para tratamento de suposto problema psiquiátrico, com autorização da Justiça.

A decisão desencandeou diversas reações negativas. E desde novembro, Breno voltou para uma cela separada do Presídio de Três Lagoas, onde já foi flagrado usando um celular.

Isso não encerrou as investigação sobre a postura de sua mãe. O Conselho Nacional de Justiça foi um dos órgãos que abriu procedsimentos para apurar a conduta da desembargadora e outros magistrados. 
O CNJ arquivou nesta semana os procedimentos instaurados em agosto do ano passado contra os desembargadores dJosé Ale Ahmad Neto e Ruy Celso Barbosa Florence. Eles respondiam por conta de decisões que beneficiaram Brena.

A apuração procurava identificar irregularidades que envolveram soltura de Breno. José Ale Ahmad Neto, em plantão, concedeu habeas corpus ao investigado para que ele pudesse sair da prisão. Ruy Celso Barbosa Florence deu decisão que permitiu a transferência de Breno para uma clínica de tratamento, permitindo que ele saísse do presídio de segurança média de Três Lagoas.

Na última semana, a Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Estadual contra Tânia por usar a máquina pública e sua estrutura em benefício próprio para soltar o filho.

A decisão foi dada pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, que aceitou a denúncia por improbidade administrativa contra Tânia e o então chefe de gabinete da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Pedro Carrilho Arantes. Ambos podem perder os direitos políticos por até cinco anos, pagar multa superior a R$ 8 milhões e ainda devolverem ao estado os gastos com transferência e escolta de Breno, que saiu de Três Lagoas e veio para Campo Grande, onde ficou no Hospital Nosso Lar por menos de 24 horas.

A ação civil pública foi movida pelos promotores Humberto Lapa Ferri, Marcos Alex Vera de Oliveira e Adriano Lobo Viana de Resende. Gomes Filho não aceitou a argumentação da defesa da desembargadora de que os promotores não tinham competência para mover a ação e avaliou que o foro privilegiado só é válido para o presidente do Tribunal de Justiça, não para a presidência do TRE.

Como parte da denúncia, Tânia é acusada de usar viatura descaracterizada da Polícia Civil junto de agente penitenciário e delegado de polícia para ir a Três Lagoas soltar o filho. Segundo os promotores, não havia habeas corpus. O diretor do presídio na ocasião consultou Arantes, que teria inventado haver uma decisão judiciária pela soltura. Tânia, que estaria nervosa, ameaçou prender o funcionário público caso não cumprisse sua ordem.

g7

Lula e Trump se cumprimentam durante evento social no G7

Os dois participaram da apresentação um coral organizado pelo governo francês seguido por um jantar, momento que eles teriam trocado os cumprimentos

17/06/2026 07h18

Horas antes Trump e Lula participaram dos mesmos eventos, mas não interagiram um com outro no encontro que ocorre na França

Horas antes Trump e Lula participaram dos mesmos eventos, mas não interagiram um com outro no encontro que ocorre na França

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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se cumprimentaram durante um evento social na noite de terça-feira, 16, na cúpula do G7 em Évian-les-Bains. Os dois participaram da apresentação um coral organizado pelo governo francês seguido por um jantar, momento que eles teriam trocado os cumprimentos.

Uma das maiores expectativas para esta viagem do presidente aos Alpes Franceses era a possibilidade de Lula se reunir com o americano, onde trataria da ameaça de um novo tarifaço ao Brasil Rapidamente, o Itamaraty descartou que uma bilateral estivesse em negociação.

Esperava-se então que os dois trocassem algumas palavras nos corredores da cúpula. Até o evento social, os dois mal haviam interagido nos momentos em que estiveram juntos.

Segundo relatos, Trump e Lula trocaram os cumprimentos em algum momento entre o coral e o jantar organizado por Emmanuel Macron. O evento foi restrito a chefes de Estado e não houve registros em imagens do momento.

Durante a chamada foto de família do G7 ampliado, que inclui os países convidados, Lula e Trump ficaram distantes e não interagiram. O mesmo ocorreu durante a reunião do G7 ampliado sobre solidariedade internacional, quando Lula proferiu um discurso com críticas veladas ao americano.

Sem citar diretamente Washington, Lula criticou medidas protecionistas adotadas por países ricos e defendeu que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania nacional de cada país - uma retórica que tem lhe rendido dividendos eleitorais nas últimas semanas.

"O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas", disse o presidente.

"Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento. Um deles é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados", disse Lula.

Lula sentou praticamente de frente para Donald Trump na mesa de reunião. O republicano é um cético do multilateralismo e tem adotado medidas protecionistas nos Estados Unidos, como os tarifaços, criando o que chama de "Doutrina Donroe", em referência à Doutrina Monroe.

Desde o ano passado, quando Trump impôs pesadas tarifas ao Brasil durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado, Lula tem apostado no discurso da soberania de olho em dividendos eleitorais.

Neste ano, dobrou a aposta nessa retórica após o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro ter visitado Trump na Casa Branca, dias antes do anúncio das tarifas e da inclusão das facções criminosas brasileiras na lista de grupos terroristas.

Nesta quarta-feira, 17, o presidente faz um novo discurso na reunião "Relançar um crescimento econômico equilibrado, compartilhado e sustentado em benefício de todos", que já começou atrasada.

Também está prevista uma bilateral com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi e um almoço de trabalho sobre inteligência artificial envolvendo Big Techs.

O presidente ucraniano Volodmir Zelenski solicitou uma reunião bilateral com Lula, que se mostrou disposto a recebê-lo. Nesta quarta, o governo disse que o encontro estaria previsto, mas havia o risco de ser cancelado caso os eventos anteriores atrasassem.

Saúde

SUS disponibiliza novo tratamento para leucemia mieloide em adultos; entenda

Nova terapia será ofertada a pacientes que não podem fazer quimioterapia tradicional

16/06/2026 23h00

Foto: Divulgação

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O Sistema Único de Saúde (SUS) divulgou nesta segunda-feira, 15, a adoção de uma nova terapia alternativa para o tratamento de Leucemia Mieloide Aguda (LMA) em adultos recém-diagnosticados que não possuem condições para suportar uma quimioterapia tradicional.

Segundo o Ministério da Saúde (MS),a combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina, realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS, as evidências científicas apresentaram uma eficácia superior no controle do câncer, que tem como característica ser mais agressivo e com rápido desenvolvimento em relação aos tratamentos tradicionais.

Ainda de acordo com o MS, a alternativa é destinada aos pacientes em quadros agudos, sendo recomendada para aqueles com maiores fragilidades e em idades avançadas. O tratamento será disponibilizado no SUS em até 180 dias, conforme a Portaria nº 30/2026.

O tratamento busca promover maior qualidade de vida aos pacientes, uma vez que os indivíduos classificados em quadros agudos contavam somente com terapias oncológicas tradicionais disponíveis na rede pública de saúde.

Leucemia mieloide aguda

A LMA atinge principalmente adultos. Segundo a Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale), o diferencial da doença em relação aos outros tipos de leucemia consiste na velocidade da multiplicação das células afetadas. O tipo mieloide agudo atua diretamente em um dos principais meios de produção de células sanguíneas, a linguagem mieloide.

Desse modo, a adoção de tratamentos eficazes torna-se uma alternativa ao tratamento da doença que demanda uma intervenção imediata e um acompanhamento médico contínuo.

A Abrale também sinaliza que o diagnóstico preciso ajuda o especialista a entender como a doença irá progredir e a determinar o tratamento apropriado, dado que o câncer gera a queda de células vermelhas, células brancas e plaquetas, promovendo a manifestação de anemias, infecções e sangramentos.

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