Cidades

investimento federal

União destina quase metade de suas áreas livres para o TRE-MS

Áreas sem uso da União serão destinadas para regularização de cartórios eleitorais, conjuntos habitacionais ou espaços públicos para saúde e educação

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Mais de 30 cartórios eleitorais de Mato Grosso do Sul passarão por regularização fundiária, por meio de programa lançado pelo governo federal. As áreas que anteriormente eram de domínio dos municípios passam a ser da União.

O programa também destinará 69 imóveis da União no Estado, que estão sem ocupação, para a construção de escolas, universidades, Casas da Mulher Brasileira, entre outros.

Intitulado Imóvel da Gente, o programa tem como objetivo destinar áreas sob gestão da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) que estão ociosas e sem funcionalidade para políticas públicas diversas que beneficiem as áreas de educação, saúde, assistência social, segurança alimentar, cultura, esporte, a oferta habitacional e a regularização fundiária nos municípios.

De acordo com a Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU-MS), um dos 13 terrenos da União em Campo Grande que passarão por obras por meio do programa é o imóvel em frente à Casa da Mulher Brasileira, que será destinado para a criação da Casa da Criança e do Adolescente.

As 69 áreas destinadas para o Estado, segundo a SPU-MS, fazem parte apenas da primeira leva já confirmada de terrenos a serem utilizados para políticas públicas. A expectativa é de que o programa possa ter até 250 imóveis a serem doados em MS. 

Ao Correio do Estado, o superintendente regional do Patrimônio da União, Tiago Botelho, informou que a intenção do governo federal com o programa Imóvel da Gente é destinar áreas da União para o uso em políticas públicas.

“O programa é uma grande virada de chave no uso do patrimônio da União. Enquanto o Bolsonaro colocou à venda todo o patrimônio do povo, o presidente Lula quer democratizá-lo e destiná-lo para políticas públicas. Em Mato Grosso do Sul, temos áreas que serão destinadas para o Minha Casa, Minha Vida, para regularização fundiária, uso para construção de escolas, universidades, Casa da Mulher Brasileira, entre outros. Nós, da SPU-MS, estamos trabalhando muito com o governo do Estado e a administração municipal para construir parcerias para a melhor destinação dos imóveis públicos”, declarou Botelho.

Segundo o superintendente, a construção de mais uma Casa da Mulher Brasileira será realizada em Corumbá, com repasse de R$ 7,8 milhões do governo federal para o governo do Estado.

Além dos 13 terrenos previstos para utilização no programa federal na Capital, no interior do Estado, os municípios de Água Clara (1), Amambai (1), Bandeirantes (1), Chapadão do Sul (1), Eldorado (2), Maracaju (1), Naviraí (10), Ponta Porã (37), Sidrolândia (1) e Terenos (1) receberão investimento em políticas públicas, regularização fundiária e conjuntos habitacionais.

Em todo o País, mais de 500 imóveis da União em 200 municípios poderão ser destinados a outros entes federativos, movimentos sociais e setor privado para a construção de habitações e equipamentos públicos.

Desse quantitativo, de acordo com o governo Federal, serão destinados 68 imóveis para parques e instalações de cultura, esporte e lazer, 49 imóveis para a educação, 33 imóveis para empreendimentos de sistemas viários, infraestrutura de energia, água e saneamento, 26 imóveis para unidades de saúde e hospitais e 27 imóveis para segurança pública.

MORADIAS EM MS

Como uma das prioridades do programa Imóvel da Gente é a habitação popular, Mato Grosso do Sul foi um dos primeiros estados neste ano a ser contemplado com a assinatura da construção de mais dois conjuntos habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

O governo do Estado anunciou a construção de 194 unidades habitacionais, que terão um investimento federal de R$ 27,2 milhões, sendo R$ 3,5 milhões de contrapartida do Estado. 

No Loteamento Água Azul, em Ivinhema, serão investidos R$ 17,6 milhões na construção de 134 casas, com apoio do governo estadual e doação de terreno pela prefeitura.

Já no Residencial Jardim Antártica, em Campo Grande, são mais 60 apartamentos. O valor do projeto é de R$ 9,6 milhões, sendo R$ 300 mil de aporte estadual. O município fez a doação do terreno.

A expectativa é de que o Estado seja contemplado neste ano com 4.190 moradias, por meio do Minha Casa, Minha Vida, com um investimento estadual previsto de R$ 74,1 milhões.

Além do Residencial Jardim Antártica, Campo Grande ainda aguarda a liberação do governo federal de mais dois projetos do programa.

Em entrevista ao Correio do Estado, o diretor-adjunto da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), Cláudio Marques Costa Júnior, informou que os próximos conjuntos habitacionais que devem ser anunciados com o aporte do governo federal serão localizados no Nova Bahia e no Costa Verde.

Os residenciais deverão conter uma área de lazer, com quiosque com no mínimo 5 metros de diâmetro, parque infantil com quatro brinquedos e churrasqueira em um espaço coberto com banheiro próximo.

Os apartamentos devem ter entre 39 metros quadrados e 42,51 metros quadrados. No espaço interno, devem ter área de serviço, banheiro, cozinha e sala de estar, além de contar com instalação de lâmpadas de LED em cada quarto.

Na parte externa do conjunto habitacional, bicicletários deverão ser instalados e haverá área de estacionamento para motos e espaço destinado ao armazenamento de lixo comum e lixo reciclável, além de instalação de sistema de energia solar fotovoltaica.

De acordo com o diretor-adjunto, o investimento para a construção dessas moradias será retirado do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e da Prefeitura de Campo Grande, por meio da Emha.

Meio Ambiente

Estiagem interrompe fluxo do Rio da Prata sob ponte em Jardim

Trecho mais elevado próximo à Ponte do Curé secou, mas rio volta a correr mais à frente

27/08/2026 17h45

Trecho seco do Rio da Prata

Trecho seco do Rio da Prata Reprodução/ Instituto Amigos do Rio da Prata

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A estiagem fez com que a água do Rio da Prata deixasse de passar sob um trecho da Ponte do Curé, na região de Jardim, a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande. Imagens registradas no dia 25 de agosto mostram o nível baixo do rio e pequenas áreas de água nas proximidades.

O Rio da Prata é um dos principais cursos d'água da região da Serra da Bodoquena e afluente do Rio Miranda. Suas áreas de nascentes e banhados têm importância para a manutenção da qualidade e da disponibilidade hídrica, além de abrigarem espécies da fauna e contribuírem para a conexão entre áreas de vegetação nativa.

Além da importância ambiental, o rio é um dos principais símbolos do ecoturismo de Mato Grosso do Sul. O Recanto Ecológico Rio da Prata, em Jardim, recebe visitantes para atividades como flutuação em águas cristalinas, em um trecho conhecido pela presença de diversas espécies de peixes. O atrativo integra o circuito turístico de Bonito e Jardim.

Trecho seco do Rio da Prata

Segundo informações divulgadas no perfil do Instagram do  Instituto Amigos do Rio da Prata, a interrupção do fluxo sob a ponte pode ocorrer durante períodos de estiagem. Apesar do trecho seco, o rio mantém pontos com água e retoma seu curso mais à frente.

Os atrativos turísticos da região seguem funcionando normalmente. A equipe também mantém o monitoramento do rio e poderá realizar ações de manejo caso seja necessário evitar que peixes fiquem isolados em poças durante o período de seca. A recuperação do fluxo depende da volta das chuvas à região.

serial killer

Interrogatório do Maníaco da Cruz é novamente adiado para março de 2027

Interrogatório estava previsto para novembro, mas foi remarcada por ausência de horário de videoconferência no presídio; Este é o segundo adiamento do processo em que o serial killer responde por resistência mediante violência ou ameaça

27/08/2026 17h29

Dyonathan Celestrino em audiência realizada em dezembro de 2025

Dyonathan Celestrino em audiência realizada em dezembro de 2025 Foto: Reprodução

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O interrogatório de Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como Maníaco da Cruz, responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, foi novamente adiado em processo que ele responde por resistência mediante violência ou ameaça. A audiência estava inicialmente marcada para 28 de abril, sendo adiada para 10 de novembro, e agora novamente remarcada para março de 2027.

Neste processo, ele é acusado de agredir um policial penal utilizando uma garrafa com urina, que foi arremessada no servidor após Celestrino se recusar a voltar para a cela no Instituto Penal de Campo Grande.

A audiência de 28 de abril foi cancelada um dia antes, após manifestação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) requerendo o adiamento devido a impossibilidade de participação da promotora de Justiça designada para atuar no caso, por estar de atestado médico.

Desta forma, a audiência de instrução em continuidade foi redesignada para o dia 10 de novembro de 2026, mas, nesta quinta-feira (27), houve um novo adiamento, desta vez devido a ausência de horário de videoconferência no presídio onde ele está custodiado.

A nova data foi marcada para 2 de março de 2027, quando será realizada a oitiva das testemunhas e interrogatório do Maníaco da Cruz.

Conforme despacho da 5ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Campo Grande, a audiência será presencial, com exceção do acusado, que poderá participar por videoconferência, assim como testemunhas residentes fora da Capital.

Resistência mediante violência

Conforme reportagem do Correio do Estado, o caso pelo qual Celestrino será interrogado aconteceu em setembro de 2024, quando ele estava no solário do Instituto Penal de Campo Grande, onde está preso desde 2013, e, depois de expirado o horário de banho de sol, um policial penal solicitou que ele retornasse à cela.

O Maníaco da Cruz se negou a obedecer a ordem e resistiu, tendo sido necessário o uso de escudo por parte dos funcionários do Instituto Penal para conter o detento.

Neste momento, Dyonathan se tornou agressivo e arremessou urina, que estava armazenada em uma garrafa pet, contra o policial penal, que foi atingido no corpo e no olho direito.

O policial relatou que tal comportamento por parte do denunciado é recorrente, sendo comum a prática de agressões e o arremesso de dejetos biológicos contra os servidores.

Denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e uma primeira audiência de instrução, com participação do acusado, foi realizada no dia 1º de dezembro de 2025. Na ocasião, a defesa discordou dos termos da denúncia e afirmou a improcedência da inicial acusatória, mas se reservou ao direito de adentrar com profundidade no mérito da causa ao final da instrução criminal em alegações finais.

Recorrente

A conduta do preso é recorrente, no sentido de agredir e atirar dejetos biológicos contra os servidores.

No dia 27 de setembro de 2023, conforme noticiou o Correio do Estado, ele agrediu um policial penal e ameaçou de morte outros agentes após o banho de sol.

Na ocasião, Dyonathan estava no solário de cela especial e, durante o procedimento de fechamento da ala, ele estava alterado e se recusou a voltar para sua cela, se jogando ao solo e contra as paredes, gritando que mataria os policiais penais.

Equipe de resistência foi acionada para ajudar a conter o preso, ma ele continuou demonstrando resistência, desferindo socos e pontapés. Um dos policiais foi atingido por socos no rosto. 

Internação em presídio

Dyonathan Celestrino é responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, em 2008, e desafia o sistema penitenciário. Isto porque ele segue internado na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) por falta de um ambiente adequado ao seu quadro de psicopatia.  

A pena de internação pelos crimes cometidos em 2008, quando ainda era adolescente, já foi cumprida entre os anos de 2008 e 2011. Ele atingiu a maioridade penal, de 21 anos, em 2013, quando deveria ter sido solto, mas devido à impossibilidade de reintegração à sociedade e a falta de vagas em hospitais de custódia, segue no Instituto Penal.

Dyonathan é avaliado regularmente por perícia médica, para constatar se há a cessação de periculosidade ou permanência, tendo laudos apontando que ele continua com transtornos de psicopatia que impedem o convívio social, sendo mantida a medida de segurança de internação.

Os crimes

O serial killer conhecido como Maníaco da Cruz, escolhia as vítimas de forma aleatória, e obrigava que respondessem diversas perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas, tendo seus corpos posicionados em sinal de crucificação.  

A primeira vítima do Maníaco da Cruz foi seu vizinho, o pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, morto no dia 2 de julho de 2008. No julgamento de Dyonathan, Catalino “mereceu” morrer porque era alcoólatra e homossexual.  

A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, foi assassinada no dia 24 de agosto do mesmo ano, por ser LGBTQIAPNA+.

No dia 3 de outubro de 2008, o Maníaco da Cruz fez a terceira vítima, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada seminua em uma obra, com um bilhete próximo ao corpo citando que “morto não responde aos recados”.

Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. O Maníaco da Cruz foi apreendido em sua casa em outubro de 2008, e posteriormente, encaminhado à Unei de Ponta Porã.  

Em 2013, ele fugiu da unidade para o Paraguai, sendo encontrado e preso novamente.  

Há mais de 10 anos ele está submetido a interdição e medida de segurança, o que o mantém como interno na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande.

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