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Interrogatório do Maníaco da Cruz é novamente adiado para março de 2027

Interrogatório estava previsto para novembro, mas foi remarcada por ausência de horário de videoconferência no presídio; Este é o segundo adiamento do processo em que o serial killer responde por resistência mediante violência ou ameaça

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O interrogatório de Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como Maníaco da Cruz, responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, foi novamente adiado em processo que ele responde por resistência mediante violência ou ameaça. A audiência estava inicialmente marcada para 28 de abril, sendo adiada para 10 de novembro, e agora novamente remarcada para março de 2027.

Neste processo, ele é acusado de agredir um policial penal utilizando uma garrafa com urina, que foi arremessada no servidor após Celestrino se recusar a voltar para a cela no Instituto Penal de Campo Grande.

A audiência de 28 de abril foi cancelada um dia antes, após manifestação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) requerendo o adiamento devido a impossibilidade de participação da promotora de Justiça designada para atuar no caso, por estar de atestado médico.

Desta forma, a audiência de instrução em continuidade foi redesignada para o dia 10 de novembro de 2026, mas, nesta quinta-feira (27), houve um novo adiamento, desta vez devido a ausência de horário de videoconferência no presídio onde ele está custodiado.

A nova data foi marcada para 2 de março de 2027, quando será realizada a oitiva das testemunhas e interrogatório do Maníaco da Cruz.

Conforme despacho da 5ª Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Campo Grande, a audiência será presencial, com exceção do acusado, que poderá participar por videoconferência, assim como testemunhas residentes fora da Capital.

Resistência mediante violência

Conforme reportagem do Correio do Estado, o caso pelo qual Celestrino será interrogado aconteceu em setembro de 2024, quando ele estava no solário do Instituto Penal de Campo Grande, onde está preso desde 2013, e, depois de expirado o horário de banho de sol, um policial penal solicitou que ele retornasse à cela.

O Maníaco da Cruz se negou a obedecer a ordem e resistiu, tendo sido necessário o uso de escudo por parte dos funcionários do Instituto Penal para conter o detento.

Neste momento, Dyonathan se tornou agressivo e arremessou urina, que estava armazenada em uma garrafa pet, contra o policial penal, que foi atingido no corpo e no olho direito.

O policial relatou que tal comportamento por parte do denunciado é recorrente, sendo comum a prática de agressões e o arremesso de dejetos biológicos contra os servidores.

Denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e uma primeira audiência de instrução, com participação do acusado, foi realizada no dia 1º de dezembro de 2025. Na ocasião, a defesa discordou dos termos da denúncia e afirmou a improcedência da inicial acusatória, mas se reservou ao direito de adentrar com profundidade no mérito da causa ao final da instrução criminal em alegações finais.

Recorrente

A conduta do preso é recorrente, no sentido de agredir e atirar dejetos biológicos contra os servidores.

No dia 27 de setembro de 2023, conforme noticiou o Correio do Estado, ele agrediu um policial penal e ameaçou de morte outros agentes após o banho de sol.

Na ocasião, Dyonathan estava no solário de cela especial e, durante o procedimento de fechamento da ala, ele estava alterado e se recusou a voltar para sua cela, se jogando ao solo e contra as paredes, gritando que mataria os policiais penais.

Equipe de resistência foi acionada para ajudar a conter o preso, ma ele continuou demonstrando resistência, desferindo socos e pontapés. Um dos policiais foi atingido por socos no rosto. 

Internação em presídio

Dyonathan Celestrino é responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, em 2008, e desafia o sistema penitenciário. Isto porque ele segue internado na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) por falta de um ambiente adequado ao seu quadro de psicopatia.  

A pena de internação pelos crimes cometidos em 2008, quando ainda era adolescente, já foi cumprida entre os anos de 2008 e 2011. Ele atingiu a maioridade penal, de 21 anos, em 2013, quando deveria ter sido solto, mas devido à impossibilidade de reintegração à sociedade e a falta de vagas em hospitais de custódia, segue no Instituto Penal.

Dyonathan é avaliado regularmente por perícia médica, para constatar se há a cessação de periculosidade ou permanência, tendo laudos apontando que ele continua com transtornos de psicopatia que impedem o convívio social, sendo mantida a medida de segurança de internação.

Os crimes

O serial killer conhecido como Maníaco da Cruz, escolhia as vítimas de forma aleatória, e obrigava que respondessem diversas perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas, tendo seus corpos posicionados em sinal de crucificação.  

A primeira vítima do Maníaco da Cruz foi seu vizinho, o pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, morto no dia 2 de julho de 2008. No julgamento de Dyonathan, Catalino “mereceu” morrer porque era alcoólatra e homossexual.  

A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, foi assassinada no dia 24 de agosto do mesmo ano, por ser LGBTQIAPNA+.

No dia 3 de outubro de 2008, o Maníaco da Cruz fez a terceira vítima, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada seminua em uma obra, com um bilhete próximo ao corpo citando que “morto não responde aos recados”.

Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. O Maníaco da Cruz foi apreendido em sua casa em outubro de 2008, e posteriormente, encaminhado à Unei de Ponta Porã.  

Em 2013, ele fugiu da unidade para o Paraguai, sendo encontrado e preso novamente.  

Há mais de 10 anos ele está submetido a interdição e medida de segurança, o que o mantém como interno na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande.

Escuridão Recorrente

Apagão na Ernesto Geisel acumula reclamações e expõe motoristas a riscos

Moradores voltam a cobrar a substituição de lâmpadas queimadas no prolongamento da via, que liga bairros populosos da região sul de Campo Grande.

27/08/2026 16h01

Avenida Ernesto Geisel recebe diariamente grande fluxo de veículos e liga bairros da região sul de Campo Grande.

Avenida Ernesto Geisel recebe diariamente grande fluxo de veículos e liga bairros da região sul de Campo Grande. Foto: Reprodução.

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A falta de iluminação pública voltou a provocar reclamações no prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, uma das principais ligações entre bairros da região sul de Campo Grande. Lâmpadas queimadas deixam pontos da via no escuro e aumentam a preocupação de moradores, trabalhadores e motoristas que passam pelo trecho durante a noite.

O problema atinge a extensão que interliga os bairros Marcos Roberto, Nova Esperança, Guanandi I, Guanandi II e Aero Rancho. Além de reduzir a visibilidade dos condutores, a escuridão dificulta a circulação de pedestres e amplia a sensação de insegurança em uma área de intenso movimento diário.

A reclamação não é recente. Desde o início deste ano, a deficiência na iluminação da Ernesto Geisel aparece em sucessivas cobranças encaminhadas ao município.

Em janeiro, moradores já relatavam a existência de postes apagados em trecho movimentado da avenida e pediam a substituição das lâmpadas.

No início de agosto, o problema voltou à pauta após novas queixas da população. Na ocasião, houve pedidos de manutenção tanto na Ernesto Geisel quanto no trecho compreendido entre as avenidas Ezequiel Ferreira Lima e Georges Chaia.

Agora, menos de um mês depois, a repetição das reclamações indica que os pontos escuros permanecem ou voltaram a surgir ao longo da via.

Nesta quinta-feira (27), uma nova solicitação foi encaminhada aos órgãos responsáveis pela manutenção da iluminação pública. O pedido partiu do vereador Delei Pinheiro (PP), após moradores relatarem dificuldades para circular pelo prolongamento da avenida no período noturno.

"Estamos cobrando a manutenção da iluminação porque sabemos da importância dessa via para a população. É um trecho de ligação entre vários bairros e precisa oferecer segurança e tranquilidade para moradores, trabalhadores e todos que circulam pelo local", declarou o parlamentar.

A Ernesto Geisel funciona como um corredor viário estratégico entre diferentes regiões da Capital e recebe diariamente automóveis, motocicletas, ônibus, ciclistas e pedestres.

Em vias com esse volume de circulação, a iluminação adequada é considerada elemento essencial para que os condutores consigam identificar obstáculos, cruzamentos e pessoas às margens da pista.

O histórico da região mostra que o problema atravessa diferentes anos. Em 2014, moradores do Aero Rancho já apontavam a precariedade da iluminação pública como um dos fatores que aumentavam a insegurança no bairro. Na época, estudantes relataram medo ao retornar para casa durante a noite.

Em outro episódio, registrado ainda em 2011, a combinação entre falta de iluminação e um buraco na Ernesto Geisel foi relacionada a uma sequência de seis acidentes ocorridos no mesmo dia.

Embora os casos sejam antigos, as novas cobranças revelam que a manutenção dos pontos de luz continua sendo uma demanda recorrente ao longo da avenida.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão para a substituição das lâmpadas queimadas e a manutenção da iluminação no trecho. Até a publicação desta matéria, porém, não houve retorno.

Saúde

Após anos de problemas, Justiça dá prazo para Prefeitura recuperar USF da Capital

Município terá até 90 dias para executar obras na unidade do Jardim Bonança; decisão prevê sequestro de verbas em caso de descumprimento

27/08/2026 14h30

Reprodução/Google Street

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A Justiça determinou que a Prefeitura de Campo Grande apresente, em até 30 dias, um plano para solucionar problemas estruturais na Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Bonança, onde foram identificados rachaduras, infiltrações e mofo nas paredes e no teto da área de recepção e espera.

A decisão, obtida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), estabelece ainda prazo de até 90 dias para a execução das medidas necessárias. Em caso de descumprimento injustificado, a Justiça poderá determinar o sequestro de verbas públicas.

A determinação foi dada pela 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em ação civil pública ajuizada pela 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

Segundo o MPMS, o problema não é recente. A ação é resultado de um acompanhamento iniciado anos antes, com fiscalizações realizadas entre 2022 e 2026. As vistorias apontaram deficiências estruturais e condições inadequadas de funcionamento na unidade.

Em julho deste ano, o Ministério Público já havia divulgado o ajuizamento da ação após constatar a persistência dos problemas. Além das falhas estruturais, foram apontados abastecimento irregular de medicamentos e outras inadequações que, segundo a instituição, comprometiam o atendimento à população.

Na decisão, o juízo considerou que o próprio Município reconheceu a existência dos problemas e a necessidade de intervenções. A tutela de urgência, no entanto, foi concedida parcialmente, com foco nas situações estruturais consideradas mais graves.

Com a decisão, o Município deverá apresentar um plano, cronograma ou outros meios adequados para corrigir as irregularidades e garantir condições de segurança, salubridade e atendimento na unidade.

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