Cidades

CAMPO GRANDE

Usuários querem solução para atrasos no transporte coletivo

Tema está sendo debatido nesta segunda na Câmara Municipal

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O atraso nos itinerários dos ônibus é considerado o fator que mais atrapalha a população no conjunto de problemas enfrentados hoje, como o valor da passagem ou até mesmo a estrutura. Por isso, representantes da classe e usuários do transporte público exigiram uma solução da empresa responsável, o Consórcio Guaicurus e do poder público no intuito de melhorar o tráfego dos ônibus.

Isso porque com as obras de requalificação do centro, o trajeto das linhas mudaram e na visão dos usuários atrapalhou ainda mais o tráfego. Para encontrar uma solução plausível, o tema está sendo debatido nesta segunda-feira (15) na Câmara Municipal na presença de vereadores, autoridades, representantes e a população. 

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Demétrio de Freitas, acredita que é preciso ter uma solução nas vias transversais e uma das opções é tirar os estacionamentos das vias onde atualmente os ônibus estão circulando. “Por exemplo, a Afonso Pena é um importante corredor, mas os ônibus não cabem na faixa estabelecida e acabar com o estacionamento, ou no mínimo aumentar a faixa nessas horas vai acelerar o fluxo, mas tudo isso é uma briga que ninguém quer entrar”, disse. 

Fábio Martins, de 37 anos, é do blog ‘Ligados no Transporte’ que faz análise aos ônibus de Campo Grande e utiliza o transporte todos os dias. Como representante, uma das soluções analisadas por ele é a criação do corredor exclusivo que vai ajudar no fluxo e diminuir o atraso constante, entre outros problemas do consórcio que precisam ser resolvidos. 

Presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende acatou as sugestões e defendeu a questão do corredor exclusivo para o transporte além do estabelecimento dos horários específicos para o tráfego apenas dos ônibus em horários de pico nas regiões que fazem parte do itinerário. 

Em contrapartida, o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) Janine de Lima Bruno, analisa que tanto a retirada dos estacionamentos, quanto o horário exclusivo para ônibus é uma ideia difícil porém não impossível. “Fica difícil porque vai prejudicar os motoristas em relação aos estacionamentos e principalmente os horários de pico, além de outras demandas”, finalizou. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA
Além dos atrasos, reclamações de passageiros na superlotação das linhas, valores da tarifa, condições dos terminais e dos ônibus estão entre os temas discutidos. 

Foram chamados a participar da discussão o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, representantes da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Consórcio Guaicurus, Conselho de Usuários do Transporte Coletivo, Associação dos Usuários do Sistema Integrado de Transporte Urbano e Estadual Rodoviário (Ussiter) e Ministério Público Estadual.  

A discussão foi proposta pelo vereador Junior Longo, presidente da Comissão Permanente de Transporte e Trânsito da Casa de Leis, composta ainda pelos vereadores William Maksoud (vice-presidente), Ademir Santana, Dharleng Campos e Enfermeira Cida Amaral. 

 

*Com informações da Câmara Municipal 
 

PRISÃO

Dez anos após matar a esposa, condenado por feminicídio é preso em MS

Homem foi localizado em Bonito e deve cumprir pena de 8 anos e 8 meses

04/03/2026 11h30

A recaptura foi realizada por equipes da Delegacia Regional de Aquidauana, com apoio das Delegacias de Polícia Civil de Bonito e de Guia Lopes da Laguna

A recaptura foi realizada por equipes da Delegacia Regional de Aquidauana, com apoio das Delegacias de Polícia Civil de Bonito e de Guia Lopes da Laguna Divulgação

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Quase dez anos depois de matar a esposa com golpes de facão, em Caracol, a 369 quilômetros de Campo Grande, um homem de 65 anos foi preso nesta terça-feira (4), em Bonito. Condenado por feminicídio, ele estava foragido da Justiça desde 2018, quando foi expedido mandado de recaptura após sentença definitiva.

O crime ocorreu na tarde de 23 de fevereiro de 2016, na rua Baldomero Coenga. À época, a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h30 para atender uma ocorrência de briga entre marido e mulher. No local, os policiais encontraram a vítima, de 54 anos, caída no chão e gravemente ferida, enquanto o então suspeito, que na época tinha 55 anos, tentava tirar a própria vida utilizando o mesmo facão usado na agressão.

Os militares conseguiram contê-lo e desarmá-lo. Conforme registrado na ocorrência, o homem admitiu o crime e afirmou que pretendia se matar após atacar a esposa. A mulher recebeu os primeiros socorros até a chegada da ambulância, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital da cidade. O agressor também foi socorrido, permanecendo internado sob escolta policial.

O caso foi investigado pela Polícia Civil e resultou na condenação do réu a 8 anos e 8 meses de reclusão por feminicídio, em processo que tramitou na comarca de Bela Vista. Apesar da sentença definitiva, ele não foi localizado para o início do cumprimento da pena e passou a constar como foragido, com mandado de prisão em aberto desde outubro de 2018.

A recaptura foi realizada por equipes da Delegacia Regional de Aquidauana, com apoio das Delegacias de Polícia Civil de Bonito e de Guia Lopes da Laguna. Após diligências investigativas, os policiais localizaram o condenado no perímetro urbano de Bonito e efetuaram a prisão. Encaminhado à unidade policial, ele permanece à disposição da Justiça para cumprimento da pena.

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Clima

Volume de chuva em fevereiro fica acima da média histórica em MS

Sete municípios registraram 288% do volume previsto para o mês, ultrapassando o dobro do esperado para o período

04/03/2026 11h00

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Em sete localidades de Mato Grosso do Sul, o volume de chuva passou do dobro do previsto em fevereiro, com índices de precipitação acima da média histórica.

Conforme os pontos de observação do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS), o volume de chuvas em sete municípios ultrapassou o dobro do previsto para o período.

É o caso de São Gabriel do Oeste, onde choveu 665,2 milímetros durante o mês, o que representa 288% acima da média.

Em Campo Grande, Camapuã, Corguinho e Corumbá, a chuva também ultrapassou a média histórica em mais de 100%.

Ao todo, em 36 dos 65 pontos monitorados pelo Cemtec/MS, o que representa 55% do total, o acumulado ficou acima da média histórica. Em outros 29 pontos, a quantidade de chuva não correspondeu ao esperado para o período.

Os menores volumes registrados ocorreram em Paranaíba, no Vale da Celulose, que registrou apenas 29,8 milímetros de precipitação (84% abaixo da média), e em Itaquiraí, na região Sul, com 64,4 milímetros (56% abaixo da média histórica).

Capital

Com cinco pontos de monitoramento, a Cidade Morena registrou o maior volume no mês de fevereiro na estação meteorológica localizada no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com 404,8 milímetros, o equivalente a 130% acima da média histórica para a cidade (170 milímetros).

  • Nos demais pontos de medição da cidade, os números registrados no mês foram:
  • UPA Aparecida Gonçalves Saraiva, 395,2 milímetros;
  • Jardim Panamá, 360 milímetros;
  • Vila Santa Luzia, 351,4 milímetros;
  • Embrapa, 264,8 milímetros.

Para se ter ideia, em comparação com o mesmo período de 2025, apenas três pontos naquele ano apresentaram chuvas acima da média histórica; neste ano, foram 36.

Os dados apontam que choveu mais em fevereiro de 2026 do que em fevereiro de 2024. No segundo comparativo, 34 pontos de medição ficaram com volumes de precipitação abaixo da média histórica e apenas nove, acima.

Temperatura

Fevereiro apresentou temperaturas elevadas e variabilidade térmica, com diferença de 23°C entre o menor e o maior registro. A maior temperatura, de 39,4°C, foi registrada em Fátima do Sul no dia 18, e a menor, de 16,2°C, em Amambai no dia 27.

Estiagem

Enquanto a chuva trouxe alívio às altas temperaturas, a previsão dos meteorologistas do Cemtec/MS é de que o volume de chuvas no próximo trimestre fique abaixo da média histórica em Mato Grosso do Sul.

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