Cidades

PRISÃO

Dez anos após matar a esposa, condenado por feminicídio é preso em MS

Homem foi localizado em Bonito e deve cumprir pena de 8 anos e 8 meses

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Quase dez anos depois de matar a esposa com golpes de facão, em Caracol, a 369 quilômetros de Campo Grande, um homem de 65 anos foi preso nesta terça-feira (4), em Bonito. Condenado por feminicídio, ele estava foragido da Justiça desde 2018, quando foi expedido mandado de recaptura após sentença definitiva.

O crime ocorreu na tarde de 23 de fevereiro de 2016, na rua Baldomero Coenga. À época, a Polícia Militar foi acionada por volta das 16h30 para atender uma ocorrência de briga entre marido e mulher. No local, os policiais encontraram a vítima, de 54 anos, caída no chão e gravemente ferida, enquanto o então suspeito, que na época tinha 55 anos, tentava tirar a própria vida utilizando o mesmo facão usado na agressão.

Os militares conseguiram contê-lo e desarmá-lo. Conforme registrado na ocorrência, o homem admitiu o crime e afirmou que pretendia se matar após atacar a esposa. A mulher recebeu os primeiros socorros até a chegada da ambulância, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital da cidade. O agressor também foi socorrido, permanecendo internado sob escolta policial.

O caso foi investigado pela Polícia Civil e resultou na condenação do réu a 8 anos e 8 meses de reclusão por feminicídio, em processo que tramitou na comarca de Bela Vista. Apesar da sentença definitiva, ele não foi localizado para o início do cumprimento da pena e passou a constar como foragido, com mandado de prisão em aberto desde outubro de 2018.

A recaptura foi realizada por equipes da Delegacia Regional de Aquidauana, com apoio das Delegacias de Polícia Civil de Bonito e de Guia Lopes da Laguna. Após diligências investigativas, os policiais localizaram o condenado no perímetro urbano de Bonito e efetuaram a prisão. Encaminhado à unidade policial, ele permanece à disposição da Justiça para cumprimento da pena.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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