Cidades

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Varas federais em MS criam polêmica

Varas federais em MS criam polêmica

Redação

27/04/2010 - 08h24
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NADYENKA CASTRO

Resolução do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cria mais duas varas federais em Mato Grosso do Sul e gera polêmica no meio judiciário. O debate é em torno da instalação da Vara Mista em Bela Vista. O presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), desembargador Roberto Haddad, está em visita ao Estado e ontem reuniu-se com juízes federais e com conselheiros da Ordem dos Advogados Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS). Em ambos os encontros, o assunto mais discutido foi a vara de Bela Vista. O desembargador prometeu debater a questão no CJF.
Além da Vara Mista em Bela Vista, a resolução do Conselho cria a Vara do Juizado Especial em Dourados, onde já há duas varas da Justiça Federal. Questão aprovada no Estado, diferentemente da proposta para o município que faz fronteira com o Paraguai, que parece ser reprovada por muitos juízes federais e advogados, como pode perceber o recém-empossado presidente do TRF3.

Polêmica
Em encontro com juízes federais, em Campo Grande, que durou cerca de duas horas, Roberto Haddad ouviu que a instalação da Vara em Bela Vista não agrada aos magistrados. O assunto entrou em debate com o posicionamento do juiz federal Odilon de Oliveira. Para ele, a cidade “foi escolhida sem nenhum critério, apenas por ser na fronteira”, disse em entrevista ao Correio do Estado.
Ele explica que é contra a Vara Federal de Bela Vista porque, na visão dele, ainda não há demanda no município suficiente que justifique os altos investimentos para instalação. “É um lugar muito pequeno. Nem contrabando tem. Uma vara da Justiça estadual, sim, federal, não”. O magistrado compara a situação de Bela Vista com a de Ponta Porã. “Em Bela Vista são 22 mil habitantes. Em Ponta Porã são 60 mil, onde há de cinco a seis mil processos e um juiz só. Em Bela Vista só tem seis advogados”, argumenta Odilon. “Eu que conheço muito bem o Estado, acho uma perdição, um desperdício. Uma desproporção muito grande”, declara. Para o magistrado, o ideal seria a criação de mais varas em Ponta Porã.
O “coro” dos juízes federais teve ajuda da OAB/MS. Em reunião com Conselheiros da Ordem, o presidente do TRF3 também ouviu que a vara em Bela Vista não está sendo vista com “bons olhos” pela classe, pelos mesmos motivos apontados pelo juiz federal Odilon de Oliveira. Eles explicaram também que há outros municípios com maior necessidade, como Ponta Porã e Corumbá. Roberto Haddad explicou aos advogados que a instalação em Bela Vista foi um pedido do Ministério da Defesa e prometeu que irá levar a reprovação do Judiciário do Estado ao CJF. Ele declarou ainda que irá pedir que seja feito um novo estudo quanto à localização. “Não quer dizer que eu seja atendido, mas vou tentar”, afirmou o desembargador.

Novas varas
De acordo com a resolução publicada na edição do dia 22 de abril do Diário Oficial da União, das 43 varas federais que serão criadas na juridiscição do TRF3, que tem competência sobre Mato Grosso do Sul e São Paulo, apenas duas são no Estado. Ainda não há data prevista para o início das atividades, bem como realização de concurso público para contratação de funcionários, no entanto, a determinação do CJF é que as 230 novas varas sejam instaladas até 2014, sendo 46 ainda neste ano. Destas 46, nove são no TRF3.
De acordo com o CJF, a previsão é que cada secretaria opere com dois juízes (um titular e um auxiliar), nove analistas judiciários, 11 técnicos judiciários e outros trabalhadores em funções comissionadas, que podem ser, ou não, servidores que já ocupam outros cargos. O CJF recomenda que as novas varas trabalhem com processos virtuais, como já acontece no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS).

Localização
Segundo o CJF, a escolha dos locais das novas varas é resultado de estudos baseados em critérios técnicos que identificaram a necessidade da presença da Justiça Federal, elaborados por comissão instituída pelo presidente do Conselho, ministro Cesar Asfor Rocha. O estudo levou em conta dados como a densidade populacional, o índice de crescimento demográfico, o Produto Interno Bruto (PIB) e a distância de localidades onde há vara federal.
Sobre as varas que ficam próximas a outros países, o CJF diz que são “áreas estratégicas de fronteira”. Além de Bela Vista, foram escolhidos os municípios de Oiapoque, Laranjal do Jari (ambos no Amapá), Guajará-Mirim (Rondônia) e Guaíra (Paraná), que faz divisa com Mato Grosso do Sul.

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Faculdade oferece atendimento gratuito de fisioterapia e psicologia em Campo Grande

Serviços são oferecidos nas clínicas-escola da Anhanguera, mediante agendamento

12/03/2026 17h30

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos

O serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos referidos cursos Divulgação

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A Faculdade Anhanguera Campo Grande está com agendamento aberto para quem busca atendimento gratuito nas áreas da fisioterapia e psicologia. Para utilizar os serviços, é preciso agendar via Whatsapp ou presencialmente nas clínicas.

Na clínica-escola de fisioterapia, os serviços oferecidos estão nos campos da ortopedia e neurologia, direcionados a pacientes de todas as idades. 

Já na área de psicologia, para quem busca cuidados com a saúde mental, a clínica-escola oferece dois tipos de serviços para o público adulto e infantil: psicoterapia, por meio de atendimentos individuais; ou avaliação psicológica, conforme demanda.

Além da abertura de consultas à população, o serviço tem o intuito de capacitar estudantes dos cursos de fisioterapia e psicologia por meio da vivência prática nas futuras profissões, conforme destaca a coordenadora do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, Gisele Leite de Abreu.

“Os estudantes conseguem efetivar na prática todo conhecimento adquirido durante a graduação, além de trabalhar as competências socioemocionais de humanização, empatia com o contato direto ao paciente. É uma forma de contribuirmos com o desenvolvimento social a partir da promoção da saúde e bem-estar à população”, salienta a fisioterapeuta. 

Serviço

Clínica-Escola de Fisioterapia
Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30.
Agendamento: via WhatsApp ou presencialmente. Necessário encaminhamento. 
Contato: (67) 99325-7613
Endereço: Rua Júlio Verne, 109, Universitário – Campo Grande

Clínica-Escola de Psicologia 
Horário de atendimento: Segunda 13h30 às 16h30 e das 18h30 às 21h30, quarta-feira das 8h às 11h e sexta-feira das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30
Agendamento: diretamente na clínica 
Contato: (67) 99171-5236
Endereço: Av. Gury Marques, 3203, Vila Olimpia – Campo Grande

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PROPOSTA NA MESA

Prefeitura de Corumbá avalia criação de grupo para consultar imposto territorial rural

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões

12/03/2026 17h00

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Em um movimento para aprimorar a transparência e engajamento da sociedade na gestão fundiária e tributária, foi entregue ao prefeito de Corumbá, Doutor Gabriel, a proposta que cria uma comissão consultiva para avaliar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).

A comissão servirá como um canal permanente de diálogo entre os produtores rurais e o poder público para garantir que a integridade na base de cálculo do imposto. O foco é favorecer medidas que contribuam para o desenvolvimento sustentável do Pantanal.

Em 2025, o ITR arrecadado em Corumbá foi de cerca de R$ 25 milhões. O alinhamento para que essa comissão possa ser criada ocorreu a partir de discussão realizada durante a 27ª Feira Internacional Agropecuária e Cultural do Pantanal (Feapan), realizada em outubro de 2025.

Com a presença do Sindicato Rural, o objetivo é subsidiar informações no processo de levantamento do Valor da Terra Nua (VTN), dado que serve de base para o ITR, para que não haja distorções que ignorem as peculiaridades geográficas do Pantanal.

Com a proposta oficialmente apresentada, a Prefeitura de Corumbá agora passa a tramitar com a análise do pedido. Ainda não há prazo definido para deliberação.

Participaram da entrega da proposta, o Sindicato Rural de Corumbá em trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, por meio da Secretaria Executiva de Produção Rural. 

Diálogo e segurança jurídica no campo

A proposta desta Comissão Consultiva representa a transparência da formatação do imposto, bem como um aumento da participação da sociedade.

A comissão terá representantes da Prefeitura de Corumbá (Finanças, Desenvolvimento Econômico, Procuradoria Jurídica), Sindicato Rural de Corumbá, alguma cooperativa agrícola interessada, profissional técnico da área agronômica ou ambiental, representante da Receita Federal.

Impacto na economia do Pantanal

Corumbá detém um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e o setor da pecuária é um importante fomentador da economia pantaneira. Esse avanço em andamento construído em parceria busca aprimorar três pontos:

  • justiça fiscal: diferenciação técnica entre pastagens nativas, áreas formadas e zonas de reserva ambiental;
  • redução de contenciosos: favorecer a economia e a geração de riqueza a partir da produção do campo;
  • investimento local: garantir que o recurso arrecadado (que pode ficar 100% no município via convênio com a Receita Federal) seja aplicado para aprimorar estruturas de Corumbá.

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