Cidades

"MÍNIMO DE DIAS"

Com prazo em curso, hotéis de Bonito devem se posicionar sobre proibição de vendas casadas

Com notificação adiada por conta do feriado Santo, Município cita importância de conversar com setor hoteleiro sobre medidas a serem adotadas após recomendação do Ministério Público

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Ainda em 19 de março o Ministério Público trouxe à tona a reedição de uma recomendação de 2009, com a ideia de acabar com uma prática constatada em hotéis do município de Bonito: a venda casada de diárias, porém, à véspera de um feriado santo o prazo para notificação foi adiado e o setor ainda precisa se posicionar a respeito. 

Secretária Municipal de Turismo, Indústria e Comércio, a turismóloga Juliane Ferreira Salvadori esclarece a necessidade de analisar o contexto da situação e conversar com o setor hoteleiro. 

A chefe da Pasta pontuou ao Correio do Estado que o município - distante cerca de 297 km de Campo Grande - "sempre preza por seguir a legislação", e comentou que essas questões [venda casada de diárias] trata-se de uma prática que acontece em todo o território nacional. 

"E cada empresa tem as suas práticas comerciais. É até difícil fazer uma análise porque às vezes são coisas pontuais que a gente tem que até entender melhor", comenta Juliane Salvadori. 

Ela faz questão de ressaltar que, inclusive pelo fato de os empresários "sempre seguirem as regras e a legislação", que Bonito se tornou referência até mesmo internacionalmente em questão de turismo. 

Procurado, o Ministério Público esclareceu que, em contato com a 1ª Promotoria de Justiça de Bonito, o prazo (inicialmente estipulado em 10) continua em curso, sendo que a notificação foi adiada porque a recomendação foi publicado às vésperas do último feriado santo. 

"E a necessidade de tempo por parte do setor para promover as adaptações necessárias. As medidas a serem adotadas dependerão da posição dos representantes do setor hoteleiro", pontua o MP em nota.

Relembre

Após 15 anos da primeira recomendação, o Ministério Público voltou a constatar a prática de "venda casada" em diárias de hotéis em Bonito, quando basicamente o estabelecimento se recusa a vender uma única estadia, impondo um mínimo a ser adquirido pelo usuário, mesmo que ele não queira ou não use todo pacote adquirido. 

Principalmente nas tradicionais "altas temporadas" - como exemplo do próprio Carnaval; férias escolares ou recesso do fim de ano -, a chance de recusa da rede hoteleira bonitense em vender uma única diária tende a ser recorrente. 

Desde 2009 a Promotoria de Justiça de Bonito identifica que alguns hotéis se dão ao luxo de recusarem essas diárias, oferecendo em troca apenas pacotes para três ou quatro diárias e, por isso, busca coibir a prática no município. 

Importante explicar que a recomendação do Ministério Público se deu após constatação de que a prática voltou a acontecer, o que justifica a reedição do documento, principalmente porque a própria rede hoteleira bonitense cresceu e muito desde 2009.

Recorde de público e os direitos 

Em 2023 Bonito superou sua marca histórica e bateu recorde de turistas, com 313.316 mil visitantes registrados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro, segundo relatório do Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB). 

A maior marca até então tinha sido em 2015, início da série histórica e quando o município atingiu 80% de ocupação da sua rede hoteleira. 

Vale apontar também que esse crescimento não se limitou a 2023, mantendo a tendência neste ano, já que o primeiro mês superou o recorde do ano passado, registrando 38.376 mil nesse janeiro de 2024, quando a ocupação hoteleira inclusive atingiu 81%. 

Com esses números expressivos, o MP cita o Código de Defesa do Consumidor para reforçar que é vedada a prática de venda casada, sendo esse um direito básico do consumidor. 

Ainda, o Ministério lembra a recorrência com que Bonito é eleito o "Melhor Destino do Ecoturismo do Brasil", alegando que a venda casada fere a ética comercial e arrisca causar danos à imagem e reputação do município, o que por sua vez afastaria turistas e prejudicaria a fonte de renda local. 

 

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Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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