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Vinte dias após fuga em Mossoró, dois detentos fogem da Máxima em Campo Grande

Dupla "pulou" o muro durante a madrugada; outros dois também tentaram fugir, mas foram capturados

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Por volta das 3h40 da madrugada desta segunda-feira (4), dois detentos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, fugiram da unidade pulando o muro, utilizando uma "teresa", corda formada por lençóis torcidos, entrelaçados por nós resistentes.

Eles foram identificados como Douglas Luan Souza Anastácio, de 33 anos, e Naudinei de Arruda Martins, de 32 anos, e cumpriam pena por tráfico de drogas e roubo majorado, respectivamente.

Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que, além deles, outros dois detentos tentaram fugir, mas foram capturados. Eles foram isolados em cela disciplinar e responderão Procedimento Administrativo Disciplinar.

As circunstâncias da fuga ainda estão sendo apuradas pela Agepen, e forças de segurança já estão empenhadas para ajudar nas buscas e na recaptura dos fugitivos.

Há 20 dias, dois detentos fugiam em Mossoró

Na manhã do dia 14 de fevereiro, uma quarta-feira, dois detentos fugiram da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, identificados como Rogério da Silva Mendonça, 36, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34, chamado de Deisinho.

Ambos haviam sido transferidos do Acre para o presídio em Mossoró, cidade localizada a 281 quilômetros de Natal (RN), após uma rebelião que deixou cinco pessoas mortas em julho do ano passado. Segundo as investigações, eles são ligados ao Comando Vermelho.

Integrantes da cúpula das investigações afirmaram que os dois fugitivos usaram uma barra de ferro retirada da estrutura da própria cela para escavar o buraco da luminária pelo qual conseguiram escapar. Os detentos teriam conseguido a barra de ferro, de cerca de 50 centímetros, descascando parte da cela que já estava comprometida, devido a infiltração e falta de manutenção.

Depois, afirmam investigadores, eles amarraram um tecido azul do uniforme na ponta da barra, para servir de empunhadura.

Com uma ponta em forma de alavanca, eles teriam conseguido retirar a luminária do local e, com a força da barra, abrir a curvatura do buraco, até ter tamanho suficiente para passar o corpo.

Os dois fugitivos ainda não foram capturados.

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BONITO

Turma da Boiadeirinha ganha R$ 2,25 mil por minuto para apresentação em Festival de Inverno

Atração infantil vinculada à cantora Ana Castela receberá dos cofres públicos R$ 90 mil por show de 40 minutos em Festival de Inverno de Bonito

04/08/2026 11h00

Reprodução redes sociais / agroplaykids

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura do Estado (FCMS) contratou o show musical da "Turma da Boiadeirinha" por R$ 90 mil para se apresentar no Festival de Inverno de Bonito (FIB) no fim deste mês.

A apresentação financiada pelos cofres públicos terá a duração de 40 minutos e acontecerá a partir das 14h no dia 28 de agosto, na Praça da Liberdade, em Bonito. A divulgação aconteceu por meio do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (4).

Firmada com a empresa AgroPlay Kids LTDA, responsável pelas apresentações e eventos do grupo infantil, a contratação acontece pelo Projeto Ações Culturais para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul, sem necessidade de licitação por inviabilidade de competição.

A AgroPlay é uma gravadora e empresa de gerenciamento artístico, que a cantora sul-mato-grossense Ana Castela, popularmente também conhecida por "Boiadeira" faz parte e a mesma empresa responsável pela divisão Kids, que comanda o projeto 'Turma da Boiadeirinha, também idealizado pela cantora sertaneja.

A apresentação conta com a caracterização de personagens como a Boiadeirinha e o Perereirinha, referências à cantora Ana Castela e ao cantor Luan Pereira, idealizadores do projeto para as crianças, e que levam a voz dos cantores nas músicas.

Foto: Reprodução / agroplaykids.com.br

Ainda fazem parte do show outros três personagens, Blake e Pierre, representação de animais que participam das aventuras nos desenhos infantis e a personagem Professora Maria Rosa, que conduz a apresentação e interação com o público nos espetáculos.

A atração infantil já veio para o Estado neste ano e o valor cobrado pela empresa teve um acréscimo de aproximadamente 157,14%, com alteração de mais R$ 55 mil no valor para um show dentro do período de três meses.

O valor de R$ 90 mil para uma única apresentação de 40 minutos equivale a R$ 2.250 por minuto para a atração infantil.

Outras contratações

Em maio deste ano, a 'Turma da Boiadeirinha' foi contratada para a programação festiva em comemoração aos 46 anos de emancipação político-administrativa do município de Sete Quedas, no interior de Mato Grosso do Sul e onde a cantora Ana Castela foi criada.

Na época, o Diário Oficial do Estado divulgou em três edições diferentes a contratação do show infantil para o dia 16 de maio, no valor de R$ 35 mil, mas em nenhuma das publicações foi divulgada a duração da apresentação.

O que se sabe é que no período de três meses, de maio a agosto, o valor da atração infantil subiu R$ 55 mil, de R$ 35 mil (valor em maio) para R$ 90 mil (valor em agosto).

A primeira vez, em maio, o ordenador de despesas era o Prefeito de Sete Quedas, Erlon Fernando (PSDB). Para a apresentação no Festival de Inverno, em 28 de agosto, o responsável é o presidente da FCMS, Eduardo Mendes.

FIB 2026

O 25º Festival de Inverno de Bonito (FIB 2026) ocorrerá de 26 a 30 de agosto em Bonito, no interior de Mato Grosso do Sul. E é realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com apoio da Prefeitura de Bonito.

Durante cinco dias, a cidade turística é palco de apresentações de música, dança, teatro, literatura, moda, artes visuais e gastronomia. O evento é considerado um dos maiores e mais importantes eventos culturais de Mato Grosso do Sul e da Região Centro-Oeste

O festival reafirma valores de acessibilidade e sustentabilidade, com tradução em Libras, gerenciamento de resíduos, plantio de mudas e ações de educação ambiental.

As entradas são gratuitas e para este ano conta com shows nacionais já confirmados de Ferrugem, Léo Foguete, Seu Jorge e da dupla sertaneja Humberto e Ronaldo.

A programação prevê espetáculos de teatro, dança, circo, além de feiras de artesanato e gastronômica, exibições de artes visuais, oficinas culturais e atividades educativas, com espaço infantil voltado para crianças, chamado de Festival Bonitinho.

"PROBLEMA CRÔNICO"

Prefeitura de Campo Grande aponta para 20 mil buracos tapados em julho

Quase três mil toneladas de asfalto quente foram usadas na operação do último mês e Executivo espera ampliar para operação para dez frentes de trabalho até o fim de agosto

04/08/2026 10h43

Antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da

Antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" Marcelo Victor/Correio do Estado

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Com a buraqueira sendo um dos principais problemas enfrentados cotidianamente pelos campo-grandenses, o Executivo da Cidade Morena afirma, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que quase 21 mil buracos foram tapados em julho. 

Conforme a Sisep, as obras executadas somaram a recupração de 20.950 buracos no último mês, o que teria sido possível graças à uma ampliação das equipes e consequente aumento dos serviços em julho. 

Em balanço divulgado no início deste mês, a Prefeitura de Campo Grande aponta que quase três mil toneladas (2.858 t.) do chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), foram empregadas em julho para a recuperação de 39,7 mil metros quadrados de pavimento em regiões distintas da Capital. 

Esse retomada e reforço iniciados no último mês acontecem após a devassa da "Operação Buraco Sem Fim" - que desmantelou um esquema de corrupção na Sisep de Campo Grande com contratos de tapa-buracos, envolvendo mais de R$ 113 milhões entre 2018 e 2025 -, com o Executivo ainda atrás da solução para esse problema crônico na Capital que é mirado até mesmo pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS). e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS)

Relembre

Após o conselheiro do TCE-MS, Osmar Domingues Jeronymo, pedir que o executivo comandando pela prefeita Adriane Lopes explicasse a situação da buraqueira em Campo Grande, a chefe do Executivo precisou indicar quais seriam as providências a serem tomadas, tendo em vista que parte dos contratos voltados para esse tipo de serviço teria a vigência prevista até os dias 24 e 31 de julho. 

Campo Grande conta com uma extensão de malha viária que ultrapassa os 4.000 km, dos quais mais de três mil quilômetros seriam vias pavimentadas e distribuídas pelas mais diversas regiões da Cidade Morena. 

Diante das dimensões da Capital e com os contratos prestes a vencer, sendo que inclusive um certame não levaria menos de 30 dias para ser concluído, Campo Grande estava sob o risco de  ficar um período sem o serviço em todas as regiões enquanto se via também envolta em escândalos e tomada pelos buracos. 

Vale lembrar que, antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente - que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Quando houve essa operação em 12 de maio, a própria empresa teria solicitado, conforme repassado pela prefeitura,  a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Em resposta ao TCE-MS, a Prefeitura de Campo Grande indica que espera tratar da "buraqueira" economizando quase R$ 3 milhões com o uso da usina do Consórcio Central-MS. Cabe esclarecer que, até concluir uma licitação própria, a Prefeitura não pretende trocar um pelo outro, e tampouco trataria-se de uma "alteração de rota administrativa".

Como adiantado anteriormente, o Executivo da Capital não desistirá da licitação, mas deverá optar em paralelo e, simultaneamente, por essa ampliação da disponibilidade de empresas aptas à mobilização de diversas frentes de trabalho e à redução do tempo de resposta às demandas identificadas na malha viária.

Entretanto, já no começo deste mês, o Executivo cita que tal credenciamento com o objetivo de ampliar a capacidade de atuação até o momento não foi concluído e, ainda em andamento, a intenção é que Campo Grande atinja 10 frentes de trabalho até o fim de agosto. 

Através deste credenciamento de empresas para execução de serviços de restauração e manutenção de pavimentos em vias urbanas, o município espera que a iniciativa privada forneça a mão de obra, equipamentos, transporte e demais meios necessários à execução dos serviços, enquanto o Executivo se encarregará de fornecer o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). 

Economia de milhões

Esse é justamente o principal insumo empregado para serviços de conservação e restauração da malha viária urbana, que por sua vez, sozinho, representa em média de 60 a 70% do custo total do objeto.

Com essa frente voltada tanto para recomposição da capa asfáltica nos pontos degradados, como também para recuperação estrutural da base do pavimento,
quando tecnicamente necessária, o fornecimento do CBUQ será de responsabilidade exclusiva do Consórcio Central-MS. 

As empresas ficarão encarregadas de, com frota própria, retirar e transportar esse material diretamente na usina do Consórcio, bem como fornecer os demais insumos necessários à execução dos serviços como, por exemplo:

  • material granular para base, 
  • emulsões asfálticas, 
  • equipamentos,
  • mão de obra e 
  • demais componentes previstos nas composições de custos.

Vale lembrar que a usina móvel de R$5 milhões que promete "asfaltar uma rua inteira em dois dias" foi adquirida ainda em 2023, sendo um equipamento com capacidade mínima de processamento de 100 a 110 toneladas/hora, prometendo à época reduzir os custos de pavimentação em mais de 35%.

O Executivo de Campo Grande lista três referências convergentes que permitem  avaliar a vantajosidade econômica do modelo, sendo: 

  1. o valor de referência do insumo conforme tabela Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi);
  2. o histórico de competitividade com base em licitação anterior pelo Município e 
  3. o valor praticado pelo Consórcio para o fornecimento do CBUQ.

Com base no certame nº 005/2022, voltado para empresas especializadas para manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recomposição da estrutura do pavimento nas regiões urbanas do Município, a comparação de preço dos sete lotes por esse processo de licitação e o valor a ser desprendido através do Consórcio Central, à uma economia constatada de quase trinta por cento (28,83%). 

Se comparada o preço do tal concreto betuminoso fornecido através do Consórcio e o valor de referência conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), a diferença entre ambas as referências é de 30,79%. 

Na ponta do lápis, isso representaria uma diferença de quase três milhões de reais (economia de R$2.943.253,64) em favor do Consórcio Central-MS para ampliar essa capacidade operacional e reduzir os riscos de descontinuidade na manutenção da pavimentação asfáltica. 

 

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