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Vodca e uísque são principais alvos de falsificação; veja como descobrir

Vodca e uísque são principais alvos de falsificação; veja como descobrir

G1

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24/06/2018 - 00h00
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A falsificação de produtos é uma prática criminosa recorrente no mundo todo. No comércio de bebidas alcóolicas, não é diferente. Para adulterar o conteúdo, falsificadores reutilizam garrafas, trocam rótulos e lacres e até fabricam a própria mistura, segundo a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).

Em 2018, o Distrito Federal registrou dois casos de falsificação, em marçoe em junho, segundo a Secretaria de Segurança Pública. No ano passado, não houve registros, mas em 2016, foram seis ocorrências.

Na maioria dos casos, a fraude ocorre na etapa de distribuição e as bebidas mais visadas pelos criminosos são as de alto valor agregado – vodcas e uísques. O especialista e consultor da Abrabe Luiz Cláudio Garé explicou ao G1 que os falsificadores ofertam as garrafas a preços vantajosos, geralmente sem nota fiscal.
"Às vezes, quando tem um evento deste tipo, as garrafas originais acabam sendo revendidas e podem reabastecer o esquema de quem oferece as bebidas falsificadas. Por isso, a recomendação é sempre comprar pelas vias formais."

Garé vai ministrar uma palestra sobre o assunto na próxima terça-feira (26) no Ministério Público do DF. O curso é destinado a autoridades públicas, policiais e peritos que trabalham no combate à falsificação.

O G1 questionou a Polícia Civil sobre os procedimentos adotados pelo Instututo de Criminalística para verificar a originalidade de bebidas alvo de denúncia, mas o pedido estava "em andamento" até a publicação desta reportagem.

Segundo o consultor da Abrabe, hoje é possível examinar um conteúdo líquido suspeito em questão de minutos. "Nós temos um aparelho que dá o resultado de qualquer amostra na hora. Nele ficam gravados todos os padrões das bebidas originais."

Como falsificam?

A estratégia mais usada na falsificação de bebidas é a reutilização de garrafas, de acordo com o especialista Luiz Garé. O conteúdo é que costuma variar – pode ser original, mas de outra marca, ou pode ser fabricado pelo próprio falsificador.

"O DF tem três importantes casos resolvidos de fabriquetas clandestinas que operavam no fundo de casas. Algumas envasavam garrafas usadas com uma bebida semelhante à original e outras pegavam garrafas fechadas e trocavam os rótulos."

As duas formas mais recorrentes de adulteração de bebidas alcoólicas, segundo Garé, são:

Compra de um recipiente usado para colocar produto semelhante mais barato;
Preparação do conteúdo líquido, usando essências e substâncias similares para confundir o paladar do consumidor

"Em qualquer um dos casos, as condições de higiene não são boas, porque as bebidas são feitas em fundos de quintal", disse.

Vestígios

O primeiro sinal de que as bebidas vendidas podem ser falsificadas é o que Luiz Garé chama de "canal informal": preço muito abaixo do mercado, sem nota fiscal e sem uma empresa por trás. "A compra de garrafas por indivíduos e não empresas, distribuidoras, é sempre suspeita."

A aparência da garrafa também pode deixar vestígios. "Como é reaproveitada, o fecho não é o mesmo. Também pode ter diferença na tampa e no lacre. Para dar ares de ser original, eles acabam envolvendo o bico com uma película plástica, que difere da original."

Apesar do alerta, Garé afirma que não é preciso entrar em pânico – "não é assim, também", nas palavras dele. Segundo ele, a maioria dos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas é confiável.

Em casos de suspeita de adulteração, porém, ele recomenda que o consumidor ligue no SAC da própria fabricante ou distribuidora – que vai recolher a amostra e fazer uma análise. Também é possível fazer uma denúncia à Polícia Civil.

Fiscalização

Creches irregulares são fechadas após denúncias em Campo Grande

MPMS investigou unidades sem autorização e com estrutura inadequada; um dos casos envolvia várias crianças cuidadas por uma única pessoa em uma residência

16/10/2026 14h31

Reprodução/MPMS

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Denúncias sobre falta de autorização para funcionamento e condições inadequadas de atendimento levaram ao fechamento de creches e pré-escolas em Campo Grande, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação identificou problemas em estabelecimentos de educação infantil e acompanhou providências administrativas adotadas pelo poder público municipal.

O caso foi apurado pela 46ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, por meio de inquérito civil que investigou possíveis falhas na fiscalização de instituições destinadas ao cuidado e à educação de crianças.

Entre as situações relatadas, uma creche funcionava em uma residência onde várias crianças ficavam sob os cuidados de uma única pessoa. Conforme denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar, havia preocupação com a estrutura do imóvel, a segurança das crianças e a falta de informações sobre elas que pudessem ser utilizadas em situações de emergência.

O promotor de Justiça Oscar Bessa Filho destacou a necessidade de verificar não apenas a regularidade administrativa dos estabelecimentos, mas também as condições oferecidas para garantir a segurança e o cuidado adequado das crianças.

Durante a investigação, o MPMS solicitou informações à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e analisou documentos de outros procedimentos que apontavam possíveis irregularidades em unidades de educação infantil da Capital.

Segundo o Ministério Público, as fiscalizações demonstraram que diversos estabelecimentos encerraram as atividades e que foram adotadas providências administrativas em relação às unidades que permaneceram em funcionamento.

A atuação envolveu diferentes órgãos municipais e instituições da rede de proteção, incluindo as secretarias de Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento, Fazenda, Saúde e Assistência Social, além do Conselho Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares.

Também foi instaurado um procedimento administrativo para acompanhar as medidas conjuntas relacionadas ao funcionamento desses serviços.

Fiscalização

A investigação teve como foco possíveis irregularidades administrativas e estruturais em estabelecimentos que atendem crianças na primeira infância, além de eventual omissão do poder público municipal na fiscalização.

O MPMS ressalta a importância da atuação integrada dos órgãos públicos para assegurar que creches e pré-escolas funcionem de acordo com as exigências legais e ofereçam ambientes seguros e adequados.

 

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

16/10/2026 14h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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