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Felpuda

A fila de espera por exames diagnósticos essenciais, como tomografia...Leia a coluna de hoje

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Cacilda Becker - atriz brasileira

"Tenho confiança cega em mim, apesar das insuficiências, toco tudo para a frente. Sempre foi assim”.

 

FELPUDA

A fila de espera por exames diagnósticos essenciais, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroneuromiografia e radiografia simples contínua. De acordo com o Ministério Público, dados oficiais mostram que, em fevereiro de 2024, mais de 25 mil pessoas aguardavam a realização desses exames. O Ministério instaurou procedimento administrativo que acompanha a ação civil pública já em curso. O órgão cobra a apresentação de um plano em até 180 dias, com metas e cronograma, conforme parâmetros que consideram excessiva a espera superior a 100 dias.

Espaço

Dois nomes vêm sendo apontados como certos em uma futura administração, caso o governador Eduardo Riedel (PP) seja reeleito. um deles é o de Barbosinha, que deverá compor a chapa como vice.

Mais

O outro é Walter Carneiro Junior, secretário da Casa Civil de Riedel, e que está fazendo bom trabalho de interlocução política. Ele, que é suplente de deputado federal, decidiu não disputar mandato.

Concedido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na área de arte e cultura, o de doutor Honoris Causa. A escolha do artista levou em consideração sua trajetória como referência na música brasileira, além de sua atuação em causas sociais e ambientais. Outro fator determinante foi sua origem sul-mato-grossense, já que o artista nasceu em Bela Vista. O grande momento da noite foi quando a reitora Camila Ítavo levantou o capelo doutoral e anunciou: “Nosso mais novo doutor Honoris Causa, Ney Matogrosso”. Em seu discurso, o artista se mostrou emocionado. “Isso tudo é muito inesperado para mim. É uma novidade na minha vida. Mas saibam que estou muito feliz em estar com vocês aqui”.

 

Ignez Charbel Stephanini, Vera Saad e Carla Stephanini

 

Alice Braga

Foco

O grupo da direita de apoio à eleição do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), de dois candidatos para o Senado e reeleição de Riedel, trabalhou para montar chapas de candidatos a deputados estaduais e federais para “tratorar”, nas urnas, a esquerda. A ideia é conquistar o maior número de vagas de maneira a não deixar espaço para o PT e suas legendas aliadas nos próximos quatro anos. Como ninguém tem bola de cristal...

Missão

Nos bastidores, a informação é que a ex-secretária de Cidadania Viviane Luiza (PSDB) é o nome escalado para “tirar” nas urnas a vaga da deputada federal Camila Jara (PT), que tentará a reeleição. A hoje tucana (deixou o PP) foi titular do órgão onde havia nove secretarias-executivas do PT e seria ligada a Vander Loubet, o que ela contestou quando o partido deixou a administração de Riedel, entregando os cargos. Viviane entrou na disputa porque teria trabalho a apresentar.

Guinada

A senadora Soraya Thronicke acabou mesmo deixando o Podemos e se filiando ao PSB no último dia da janela partidária. Será o nome para a segunda vaga ao Senado da chapa de pré-candidatura de Fábio Trad, do PT, ao governo do Estado. Ela trabalhará também para tentar reeleger Lula presidente da República. Assim, a parlamentar dá uma guinda em sua vida política nesse seu primeiro mandato de oito anos como senadora. Conquistou a cadeira 2018 como “senadora do Bolsonaro” e o encerra integrando a esquerda.

Aniversariantes

Regina Helena Barcelos Brandão,
York da Silva Corrêa,
Adelina de Souza Brandão Ota,
Aldo Miranda,
Vilson Luiz Galvão,
Iracema Paixão de Souza,
Andrielly Alves Rodrigues,
Marcio de Oliveira Ribas,
Maria Cristina Medeiros de Almeida,
Lucia Conceição de Oliveira Friozi,
Éder Marsiglia Ocampos Orué,
Mario Cesar Ferreira Santana,
Wanderley Matias Guimarães,
Tânia Maura Barbosa,
Guilherme Rahe Pereira,
Rosa Maria Martins de Oliveira,
Janaina Nunes Roque,
Josimar Machado dos Reis,
Antônio Carlos Navarrete Sanches,
Valdemir da Costa Lima,
Aguinaldo dos Santos,
Gisele Marques Carvalho,
Francisco Vaitti,
Monique de Paula Scaff Raffi,
Sérgio Roberto Barcelos,
Dr. Paulo Sérgio dos Santos Calderon,
Garcia Kemparsk de Andrade,
Dra. Yassuco Ueda Purisco,
Hilda Nunes da Cunha,
Manoel Fernandes de Oliveira Neto,
Jackeline Santana,
Waldir Tramontine,
Amadeu Furtado Alvim,
Adilson Edson Reich,
Silvestre Lopes,
Ana Maria Ferreira,
Vivian Luise Mendes da Silva,
Aylda Menezes Alves,
Luiz Gonzaga Prata Braga,
Luciana Lazarin,
Sérgio Adilson de Cicco,
Ciro José Guerreiro,
Tânia Maria Braga Netto,
Maria do Socorro Cavalcanti Freitas,
Neuza Franco de Arruda Pare,
Germano Barros de Souza Filho,
Elizabete do Carmo Cortez Pereira,
Florivaldo Bruno Ribeiro,
Leila Rondon Pereira,
Irineu Navas,
Aureo Nogueira Lisboa,
Edilmar Soares Arruda,
Felipe Euripedes Amaral,
Valdo Batista de Souza Junior,
Izabel Morais,
Elizabete Fabris de Albuquerque,
Vilmê Maria Rodrigues Gomes,
Nelson Ruy Pitta,
Viviane Rodrigues Saad,
Luciane Massaroto Gonçalves de Almeida,
Antônio Cancian Lopes,
Geraldo Macelaro Leite,
Iranilda Bordon Buchara,
Dr. Carlos Roberto Delfim,
Nelson Carlos Trindade,
Prudente Ramos da Silva,
Antônio Mandetta Filho,
Tânia Maria Nahas Curado,
Denise Cunha de Souza,
Ruben Campos Gehre,
Valdir Moritz,
Inaldo Geraldo Viedes,
Delarim Martins Gomes,
Aldecir Roque de Carvalho,
Edney Arantes de Campos,
Jucinez dos Santos Reis,
Rosilene Aparecida Mendes,
Vilmar Gomes de Carvalho,
Seiko Nakamura,
Osnei Rosa da Costa,
Keila Renata Barreiro,
Hélio Costa Lima,
Patricia Robban,
Cláudia Ramos de Souza Magalhães,
Nelson Gracia Villa Verde,
Roseli Veiber,
Fernando Zanélli Mitsunaga,
Lucia Gomes Barroso Pavani,
Aracelli Benatto,
Dr. Roberto Vinicius Bertoni,
Edvaldo Cezar Germiniani,
Amim Antonio Fonseca,
Daniela Gomes Guimarães,
Andréia Martins da Conceição Terron,
Luis Augusto Freitas Caetano Teixeira,
Leidiane dos Santos Souza,
Marcus Vinicius Amaro Garcia,
Gleyce Brandão,
Maria Helena Miranda Stevanato,
Alex André Cesar Faria,
Cleusa Spinola,
Antonio Joaquim de Oliveira Neto,
Arion Lemos Prestes,
Célio Braz Faria,
Gustavo Medeiros Horn,
Gustavo Feitosa Beltrão,
João Guilherme Miranda Carpes. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRA

Dança Correio B+

Primeira Ocupação Itaú Cultural de 2026 homenageia a primeira bailarina Ana Botafogo em São Paulo

No ano em que a artista celebra 50 anos de carreira 45 deles como primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro , sua memória, seu legado, sua disciplina e trajetória atravessam a exposição para revelar sua vida e obra.

05/04/2026 18h00

Ela se tornou uma das mais emblemáticas bailarinas clássicas do país, Ana contribuiu para a popularização do balé e hoje se dedica também à educação.

Ela se tornou uma das mais emblemáticas bailarinas clássicas do país, Ana contribuiu para a popularização do balé e hoje se dedica também à educação. Foto: Divulgação

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A trajetória da bailarina Ana Botafogo está profundamente ligada à história do balé clássico no Brasil. Nascida no Rio de Janeiro, em 1955, ela iniciou seus estudos ainda na infância e, ao longo das décadas, construiu uma carreira marcada pela disciplina, elegância e excelência técnica.

Reconhecida como uma das maiores referências da dança no país, tornou-se primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1981, posição de destaque que ocupou por muitos anos e que consolidou sua imagem como símbolo do balé brasileiro.

Sua formação internacional, especialmente na companhia Les Ballets de Marseille, contribuiu para ampliar seu repertório e fortalecer sua presença artística, permitindo que ela atuasse como ponte entre a tradição europeia e o público brasileiro. “A dança me trouxe controle sobre minhas emoções, especialmente as emoções dos personagens, além da vontade de sempre me desafiar e a confiança pessoal”, afirma Ana. “Trouxe a alegria de ver que o trabalho não é em vão; de que, quando a gente se dedica e se empenha, os resultados vêm e, junto com eles, o reconhecimento”, conclui.

Ao longo de quase cinco décadas de carreira, Ana Botafogo não apenas se destacou nos palcos, mas também teve papel fundamental na popularização do balé no Brasil. Sua atuação ultrapassou o universo restrito da dança erudita, alcançando diferentes públicos e contribuindo para democratizar o acesso a essa arte. Além de intérprete, tornou-se também educadora e difusora da dança, dedicando-se à formação de novos bailarinos e à transmissão de conhecimento. 

É nesse contexto que surge a exposição “Ocupação Ana Botafogo”, realizada no Itaú Cultural, em São Paulo. A mostra integra o tradicional programa “Ocupação”, que desde 2009 homenageia artistas brasileiros de destaque, promovendo um diálogo entre suas trajetórias e o público contemporâneo. 

A exposição, em cartaz de março a junho de 2026, celebra os 50 anos de carreira da bailarina e apresenta um amplo panorama de sua vida e obra. Com cerca de 200 itens provenientes de seu acervo pessoal, o visitante é convidado a percorrer diferentes momentos de sua trajetória por meio de fotografias, vídeos, figurinos, cadernos e objetos de cena. Entre os destaques estão sapatilhas e tutus originais utilizados em apresentações marcantes, que revelam a materialidade e a memória do fazer artístico. 

A curadoria organiza a exposição em três atos, inspirados na estrutura de um espetáculo de balé. O primeiro ato apresenta a infância e a formação da artista, destacando suas influências iniciais e o início de sua carreira.

O segundo ato mergulha no cotidiano da bailarina, evidenciando o rigor técnico, a disciplina e o processo de construção de sua excelência artística. Já o terceiro ato enfatiza sua consagração e legado, com um ambiente imersivo que remete ao palco do Theatro Municipal, utilizando projeções e cenografia para recriar a experiência do espetáculo. 

Ela se tornou uma das mais emblemáticas bailarinas clássicas do país, Ana contribuiu para a popularização do balé e hoje se dedica também à educação.A curadoria organiza a exposição em três atos, inspirados na estrutura de um espetáculo de balé - Divulgação

“Ana é uma bailarina nata. Disciplinada e, ao mesmo tempo, extremamente sensível. Sua grandeza como artista se soma a seu papel com novas gerações do balé clássico e na popularização da dança no Brasil”, diz Galiana Brasil, gerente do núcleo de Curadorias e Programação Artística do IC. “Essa atuação entra em simbiose perfeita com os propósitos da série Ocupação”, completa ela.

A exposição reúne registros que vão das primeiras imagens e recordações da artista quando era criança até a atualidade: fotos, vídeos – alguns com depoimentos dela e de pessoas próximas, produzidos pelo próprio Itaú Cultural –, cadernos, rascunhos e outros. 

Entre as obras expostas estão uma antiga sapatilha customizada e um tutu original – a clássica saia de camadas de tule ou tarlatana –, que Ana Botafogo usava quando atuava como convidada especial em apresentações do balé Dom Quixote, realizadas em eventos fora do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Além do caráter expositivo, a mostra propõe uma experiência sensorial e interativa, aproximando o público do universo do balé. Elementos como barras de ensaio, espelhos e ambientações cenográficas recriam o espaço de trabalho da bailarina, permitindo que o visitante compreenda não apenas o resultado final apresentado no palco, mas também o processo intenso de preparação que sustenta cada performance. 

Dessa forma, a “Ocupação Ana Botafogo” vai além de uma simples retrospectiva biográfica. Trata-se de uma celebração da dança como linguagem artística e da trajetória de uma artista que ajudou a transformar a percepção do balé no Brasil. Ao revisitar sua carreira, a exposição reafirma a importância de Ana Botafogo como intérprete, educadora e ícone cultural, evidenciando seu legado duradouro na história da dança brasileira.

 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Ana Costa destaque na série "Emergência Radioativa" na Netflix

"A Antonia exigiu de mim um mergulho profundo. Eu tentei entender quem ela era antes de tudo acontecer: o que ela sonhava, o que ela temia, como ela amava, como ela sobrevivia. Eu trabalhei muito com a ideia de contenção".

05/04/2026 16h30

Entrevista exclusiva com a atriz Ana Costa destaque na série

Entrevista exclusiva com a atriz Ana Costa destaque na série "Emergência Radioativa" na Netflix Foto: Divulgação

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Ana Costa começa o ano com grandes projetos no ar. Com mais de dez anos de carreira, a atriz ganhou mais visibilidade em Tremembé com o papel de Ana Rita, uma Asp - agente de segurança penitenciária - que trazia um tom de humor à história. "Apesar de um trabalho pequeno, teve uma ótima repercussão", conta Ana, que estreou a série Emergência Radioativa, na Netflix, no último dia 18.

Ainda este ano, Ana estreia sua primeira protagonista em um longa, dirigido por Luciana Malavasi. "O filme O que Sobrou do Céu me trouxe a oportunidade de explorar uma personagem ainda não vivida por mim, me desafiando e me tirando da zona de conforto. Luciana é uma grande profissional com quem tenho a honra de trabalhar e comemorar vitorias", conta Ana.

O novo curta que está circulando por festivais é O Novo Corpo, que estreia no Brasil no festival Curta Cinema, que acontecerá no Rio de Janeiro.

Natural de São Raimundo Nonato (Piauí), Ana mudou para São Paulo aos 18 anos e teve seu primeiro trabalho para o audiovisual em 2018, ao ser aprovada para uma participação na série Carcereiros (hoje, disponível no Globoplay), com a personagem Neide Aparecida, que aparece nos episódios 7 e 8 da segunda temporada.

No mesmo ano, ela fez participação na série Show da História, do Canal Futura, interpretando a indígena marajoara Yaci no segundo episódio da segunda temporada.

No ano seguinte participou do terceiro episódio da série Ninguém Tá Olhando.Em 2021, novamente no Canal Futura, Ana Costa participou de dois episódios da primeira temporada da série A Caverna de Petra, nos papéis de A Jardineira (Episódio 4) e Belezura (Episódio 8). Dois anos depois, participou da série DNA do Crime (Globoplay).No cinema, Ana atuou no curta-metragem A Janela de Íris, obra vencedora de diversas premiações internacionais (disponível no Prime Video).

O filme é dirigido por Luciana Malavasi, que integrou a atriz em outras duas produções posteriores: O Novo Corpo, curta-metragem do qual Ana Costa é protagonista, lançado em 2025 e sendo exibido em festivais durante 2026, que estreia no Brasil no Festival Curta Cinema; e O Que Sobrou do Céu, um longa também protagonizado por Ana (ainda sem previsão de estreia).

Ana Costa é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre sua carreira que completa 10 anos, estreias e o sucesso da Netflix que faz parte do elenco: "Emergência Radioativa".

Entrevista exclusiva com a atriz Ana Costa destaque na série "Emergência Radioativa" na Netflix A atriz Ana Costa é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Lito Trindade - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Sua trajetória como atriz começou antes da televisão. Em que momento você percebeu que a atuação deixaria de ser um sonho para se tornar profissão?
AC -
Foi quando eu entendi que não era só sobre talento ou vontade, era sobre escolha, oportunidades e constância. Teve um momento em que eu parei de me ver como alguém que “queria ser atriz” e comecei a agir como alguém que já era.

Quando comecei a dizer “não” para coisas que me afastavam do meu objetivo e “sim” pro risco, eu percebi: isso não era mais um sonho distante, era um caminho real.
E quando vieram os primeiros trabalhos e eu vi que o meu corpo e minha emoção estavam a serviço de uma história, eu pensei: é aqui. Eu pertenço a esse lugar.

CE - Como surgiu o convite para integrar o elenco de Emergência Radioativa e o que mais te chamou atenção nesse projeto?
AC -
O convite veio através de teste. Primeiro teste selftape no final do ano (2024).Em dezembro eu estava em viagem pelo Piauí quando recebi a consulta pra fazer outro teste, dessa vez presencial. Mas eu só voltaria para São Paulo no início do ano.

Eles aceitaram e fizemos em fevereiro. Fui aprovada na mesma semana pra personagem Antônia. E aí, depois de aprovada, li o material e me chamou atenção a seriedade com que a história era tratada.
Não era só entretenimento. Era uma narrativa com responsabilidade, com peso humano e social.

O que mais me impactou foi perceber que aquela história fala de algo muito maior do que um acontecimento: fala sobre negligência, sobre silêncio, sobre o impacto na vida de pessoas comuns, e isso me atravessou imediatamente

CE - A Antonia é uma personagem intensa. Como foi o seu processo de construção emocional e psicológica para vivê-la?
AC -
A Antonia exigiu de mim um mergulho profundo. Eu tentei entender quem ela era antes de tudo acontecer: o que ela sonhava, o que ela temia, como ela amava, como ela sobrevivia.
Eu trabalhei muito com a ideia de contenção.

Porque nem toda dor é escancarada. Muitas vezes ela se manifesta no olhar, no corpo, na forma de respirar, no silêncio. Foi um processo de muita escuta interna e também de respeito, porque eu sentia que ela carregava uma dor coletiva, não apenas individual.

CE - Quais foram os maiores desafios durante as gravações da série, especialmente considerando o contexto dramático da história?
AC -
O maior desafio foi sustentar emocionalmente a densidade da história sem me perder nela. O clima frio em São Paulo, porque filmamos no inverno. A caracterização da personagem também foi bem intensa. Alguns desafios rs.

Mas ter uma equipe como a que tivemos tornou todo o processo mais leve. Todos com um compromisso técnico enorme e o elenco disposto a entregar verdade emocional sem exagero, sem melodrama, com precisão.

CE - Você acredita que Emergência Radioativa traz reflexões importantes para o público? Quais mensagens mais te marcaram?
AC -
Com certeza. A série provoca reflexões urgentes sobre responsabilidade, sobre como tragédias acontecem quando a vida humana é tratada como detalhe. O que mais me marcou foi perceber como o silêncio e a negligência podem ser tão destrutivos quanto o próprio acidente.

E também a força das pessoas que seguem vivendo mesmo depois de tudo. A série fala sobre sobrevivência, mas também sobre memória, justiça e cuidado.

CE - Ao longo da sua carreira, quais trabalhos foram mais decisivos para moldar a atriz que você é hoje?
AC -
Cada trabalho foi uma escola, mas alguns me transformaram mais profundamente porque exigiram coragem.  Eu venho do teatro, então posso dizer que tive a melhor escola pra hoje viver esses grandes personagens no audiovisual.

Eu sinto que projetos como Emergência Radioativa me fizeram crescer muito, porque me exigiram maturidade emocional e responsabilidade artística. E eu também valorizo muito os trabalhos menores, mais íntimos, porque eles me lembram o essencial: presença, verdade e escuta.

Entrevista exclusiva com a atriz Ana Costa destaque na série "Emergência Radioativa" na Netflix A atriz Ana Costa é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação Netflix - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Existe algum tipo de personagem ou gênero que você sonha em explorar, e ainda não teve oportunidade?
AC -
Eu tenho muita vontade de explorar personagens sertanejos. Sonho com um projeto no Piauí, filmar nas serras , algo assim. Um trabalho reforçando minha ancestralidade, com camadas, que o público não entende completamente de cara.

Também tenho desejo de fazer comédia, porque acho que é um gênero muito desafiador e inteligente, e ao mesmo tempo libertador. E personagens que fujam do óbvio: mulheres que não precisam ser explicadas o tempo inteiro, apenas vividas.

CE - Você já pode adiantar algo sobre novos projetos ou planos para o futuro próximo?
AC -
Acabamos de estrear no festival Curta Cinema, Rio de Janeiro, um curta-metragem que filmei em 2024 com a Pulsante Filmes, com direção e roteiro de Luciana Malavasi chamado O NOVO CORPO, e que agora segue circulando por diversos festivais.

Ainda neste semestre tenho o lançamento do livro "Quando me perdi de mim" que reúne relatos de 25 autores compartilhando experiências reais sobre momentos de ruptura, perda de identidade e redescoberta de propósito. É minha estreia como escritora e eu estou muito animada pra esse momento.

Estamos em negociação para a segunda temporada de uma série lançada ano passado que foi sucesso na qual fiz uma participação e tive um excelente retorno do público. E estamos na expectativa do lançamento ( ainda sem data definida) do longa-metragem O Que Sobrou do Céu, também da Luciana Malavasi, onde faço minha primeira protagonista em um longa, a Beatriz!

To muito feliz, realizada e estou em um momento muito fértil, com projetos em andamento e novos caminhos se abrindo. Tenho buscado personagens que me desafiem e histórias que tenham impacto, que deixem algo no público. E também estou aberta a novas linguagens, novos formatos e possibilidades dentro do audiovisual.

CE - Como você equilibra a vida profissional intensa com a sua vida pessoal e momentos de descanso?
AC -
Eu aprendi que descanso não é luxo, é parte do trabalho. Se eu não estiver bem, eu não consigo criar com profundidade.
Então eu tento manter uma rotina possível: cuidar do meu corpo, da minha energia, e respeitar meus limites.
Hoje eu entendo que equilíbrio não é fazer tudo perfeitamente, é saber quando acelerar e quando parar.

CE - Fora das telas, quem é a Ana Costa? O que te inspira, te acalma e te faz feliz no dia a dia?
AC -
Fora das telas, eu sou uma mulher muito ligada à dinâmica de alguém que vive numa grande metrópole. Muito teatro, cinemas, exposições, bares com os amigos. Sou muito festiva!  

Quando decido me recolher aí eu foco em ter mais contato com a natureza e cuidar da minha espiritualidade.
Me inspira observar gente, histórias reais, a força das mulheres, especialmente as mulheres nordestinas, de onde eu venho. E o que me faz feliz é sentir que estou vivendo com verdade, na arte e na vida.

 

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