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ENTRETENIMENTO

À frente de "Simples Assim", Angélica dá um tom mais autoral ao seu novo trabalho

A aposta do programa é no otimismo e na simplicidade, mas ostenta no figurino e na produção

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Foram quase dois anos e meio sem Angélica estar à frente de um programa, desde que saiu do ar o extinto “Estrelas”, na Globo. Agora, com o “Simples Assim”, a apresentadora consegue não apenas recuperar a faixa que ocupava nas tardes de sábado da emissora, mas também dar um tom mais autoral ao seu trabalho na tevê. Prova disso é que o nome dela aparece duas vezes nos créditos da abertura do programa: como criadora, assinando Angélica Ksyvickis, e como apresentadora, deixando apenas Angélica escrito. 

Antes de ser batizado como “Simples Assim”, o programa de Angélica chegou a ser apelidado de “Curva da Felicidade” nos bastidores. E foi exatamente sobre isso que o primeiro episódio se propôs a discutir. De cara, convidados anônimos com idades entre 15 e 80 anos foram apresentados, mostrando caraterísticas singulares de cada fase da vida de um ser humano. Alguns eram parentes, como a mãe que enfrenta um câncer, aos 48 anos, e seu filho, em plena adolescência. Uns depoimentos emocionaram mais que outros, o que é absolutamente normal. Mas Angélica, diante de pessoas com realidades diferentes, se mostrou solta e à vontade, misturando sua experiência à frente das câmeras com seu lado mais maternal e familiar. 

Surpreendeu, porém, que o primeiro episódio tenha sido gravado antes da pandemia do novo coronavírus. Afinal, depois de sete meses de pandemia, é normal estranhar um programa inédito em que pessoas se aglomeram em um estúdio, se tocando e se abraçando. Além disso, a proposta de falar de felicidade e de como ela pode estar nas coisas mais simples acabou se tornando mais difícil em meio às consequências que a covid-19 trouxe para um país como o Brasil.

É inegável que Angélica fez uma aposta na diversidade entre os convidados. Várias gerações estavam representadas no primeiro episódio, de diferentes tipos físicos e tanto homens quanto mulheres. Houve até a participação de uma drag queen em um dos quadros. Mas, de maneira geral, os conflitos apontados na busca pela felicidade pareceram um tanto elitizados. Na internet, até a roupa da apresentadora foi criticada: enquanto pregava a simplicidade, a loura usava um macacão da grife italiana Gucci. Para se ter uma ideia, um dos quadros que se propõe a resolver dilemas mostrou um casal que, aparentemente, leva uma vida confortável, tentando decidir se os dois devem morar juntos na capital paulista ou no interior. Nessa dinâmica em que um tentava fazer o outro ceder, rolou jantar em restaurante chique com serenata e até passeio de helicóptero por São Paulo.

No meio de tudo isso, Angélica ainda apareceu em esquetes. Em uma delas, contracenou com Marcos Caruso e João Cortês, que, em seguida, deram seus depoimentos sobre felicidade. Momentos que serviram para aumentar o clima de descontração. O cenário é muito caprichado e o texto parece sempre carregado de um otimismo que, até pelo grande carisma de Angélica, consegue ser contagiante na maior parte das horas. E tudo indica que, agora que já está sendo produzido em período tão crítico para a sociedade, possa emocionar mais explorando assuntos mais pertinentes diante de uma pandemia.

TEATRO

Peça aclamada em vários países terá sessões na capital sul-mato-grossense

Baseada na obra do dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, "Tom na Fazenda" já foi vista por mais de 200 mil pessoas, com recorde de público em Paris e premiações acumuladas no Brasil e no exterior

17/03/2026 08h30

Idealizada e protagonizada por Armando Babaioff, peça já foi assistida por mais de 200 mil pessoas

Idealizada e protagonizada por Armando Babaioff, peça já foi assistida por mais de 200 mil pessoas Divulgação / Victor Pollak

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Após conquistar plateias no Brasil e no exterior e acumular alguns dos principais prêmios do teatro contemporâneo, o espetáculo “Tom na Fazenda” chega a Campo Grande para duas apresentações, nos dias 1º e 2 de abril, às 19h30min, no Teatro Glauce Rocha.

A montagem, protagonizada por Armando Babaioff e dirigida por Rodrigo Portella, reúne quase uma década de trajetória e já foi assistida por mais de 200 mil espectadores em diferentes países.

Baseada no texto do dramaturgo canadense Michel Marc Bouchard, a peça se tornou uma das produções brasileiras de maior circulação internacional nos últimos anos.

Desde a estreia, o espetáculo percorreu diversas cidades do Brasil e passou por importantes festivais e temporadas no exterior, incluindo o Festival Off Avignon, na França, e o tradicional Festival de Edimburgo, na Escócia.

A montagem também teve temporada de destaque no Théâtre Paris-Villette, em Paris, onde bateu recorde de público e bilheteria.

Agora, a turnê nacional chega à capital sul-mato-grossense, ampliando o acesso do público do Centro-Oeste a uma das obras mais premiadas da cena teatral contemporânea brasileira.

INTENSO E ATUAL

Idealizada e protagonizada por Armando Babaioff, peça já foi assistida por mais de 200 mil pessoasA trama acompanha Tom, um publicitário que viaja para o interior para o funeral de seu companheiro - Foto: Divulgação / Victor Novaes

Na trama, Tom, um jovem publicitário, viaja para o interior para acompanhar o funeral de seu companheiro.

Ao chegar à fazenda da família do falecido, ele descobre que a sogra desconhecia completamente a existência do relacionamento entre os dois. A revelação expõe um universo familiar construído sobre mentiras, silêncios e negações.

Nesse ambiente rural marcado pela repressão e pela tensão, Tom passa a conviver com Francis, o irmão do falecido. A relação entre os dois evolui para um jogo psicológico intenso, permeado por violência, manipulação, desejo e conflitos emocionais.

Segundo Armando Babaioff, que idealizou o projeto e interpreta o protagonista, a longevidade da peça em cartaz está diretamente ligada à força dos temas abordados.

“O espetáculo permanece atual porque fala de algo muito profundo e estrutural: o medo. O medo de ser quem se é, o medo do olhar do outro e o medo da violência que nasce do silêncio. A peça fala de homofobia, claro, mas fala sobretudo de afeto interditado, de famílias que preferem inventar mentiras a encarar a verdade”, afirma o ator.

Essa abordagem, segundo ele, faz com que a história dialogue com diferentes gerações e públicos, mantendo a potência mesmo após anos de apresentações.

LAMA

A encenação assinada por Rodrigo Portella aposta em uma linguagem visual marcante para traduzir as tensões da narrativa. No palco, o chão é coberto por lama – elemento que se torna central para a dramaturgia e para a experiência sensorial do público.

De acordo com o diretor, o recurso vai além de uma escolha estética. “A lama representa a instabilidade dessas relações. O personagem chega da cidade a um ambiente completamente inóspito, onde tudo escorrega e não há segurança. É como se ele entrasse em um território de mentiras e de perigo”, explica.

Ao longo da peça, a lama vai se acumulando nos corpos dos atores, evidenciando a deterioração emocional dos personagens e simbolizando o peso das violências que atravessam aquela família.

A cenografia combina terra, água e movimento corporal intenso, criando um espaço cênico físico e visceral. Essa proposta visual contribui para aumentar a sensação de tensão que percorre toda a narrativa.

RECONHECIMENTO

No Brasil e no exterior, “Tom na Fazenda” recebeu ampla aclamação da crítica especializada e conquistou alguns dos principais prêmios do teatro contemporâneo.

Entre os reconhecimentos estão o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo, o Prêmio APTR e o Prêmio Shell de Teatro, além do Prix de la Critique de Melhor Espetáculo Estrangeiro, concedido pela Associação de Críticos de Teatro de Québec, no Canadá.

A montagem também acumulou indicações e vitórias em categorias como direção, atuação, cenografia e iluminação.

No palco, além de Armando Babaioff, o elenco conta com Denise Del Vecchio, Iano Salomão e Camila Nhary, que ajudam a construir o clima de tensão psicológica e emoção que caracteriza o espetáculo.

CIRCULAÇÃO

A passagem por festivais e teatros de diferentes países também ampliou a dimensão da obra, segundo Babaioff. Para o ator, apresentar a peça em contextos culturais distintos reforçou o caráter universal da história.

“Apresentar em lugares como Avignon e Edimburgo nos fez perceber que estamos lidando com um drama profundamente humano. As reações do público na França, na Escócia ou na Bélgica eram muito semelhantes às no Brasil”, comenta.

Ele destaca ainda que a circulação internacional trouxe novas percepções sobre o próprio espetáculo.

“Quando voltamos ao País depois dessas experiências, voltamos com outra consciência. Cada apresentação aqui também se torna um espaço de encontro e de resistência”, afirma.

Com quase 10 anos em cartaz, “Tom na Fazenda” segue percorrendo cidades brasileiras em uma turnê que reforça a importância da circulação cultural fora dos grandes centros.

A temporada em Campo Grande integra essa proposta de ampliar o acesso do público a produções premiadas e reconhecidas nacional e internacionalmente. A iniciativa também destaca a força do teatro brasileiro contemporâneo e sua capacidade de dialogar com temas sociais urgentes.

A turnê conta com incentivo da Lei Rouanet, patrocínio da Petrobras e realização do Ministério da Cultura, além do suporte internacional do Instituto Guimarães Rosa, responsável pela difusão da cultura brasileira no exterior.

>> Serviço

Espetáculo “Tom na Fazenda”

  • Local: Teatro Glauce Rocha.
  • Datas:
    • 1º de abril (quarta-feira) – 19h30min;
    • 2 de abril (quinta-feira) – 19h30min.
  • Duração: 120 minutos.
  • Classificação indicativa: 18 anos
  • Ingressos:
    • Plateia – R$ 130 (inteira)/R$ 65 (meia);
    • Ingressos populares – R$ 50/R$ 25.

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FELPUDA

Parlamentar de esquerda acostumado a classificar em tom raivoso os...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (17)

17/03/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Max Lucado - escritor americano

"Precisamos ser pacientes, mas não ao ponto de perder o desejo; devemos ser ansiosos, mas não ao ponto de não sabermos esperar.”

 

FELPUDA

Parlamentar de esquerda acostumado a classificar em tom raivoso os produtores rurais de “fazendeirada” foi gentilmente lembrado por colega que usava a tribuna que o contumaz crítico também faz parte do segmento que ele tanto ataca. Foi citado até mesmo o local onde a figurinha tem seu empreendimento do, digamos, ramo do agronegócio. Entre amigos e fora da sessão, um deputado, ironicamente, disse que não se fazem mais “vermelhinhos radicais” como antigamente. Outro também deu seu pitaco: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”.

Caminhada

Depois de deixar o Solidariedade para ingressar no PDT, sonhando com a possibilidade de ser candidato a prefeito em 2024, o que não aconteceu, o deputado Lucas de Lima se filiou ao PL.

Mais

Mas, por questões judiciais, foi obrigado a se desfiliar, ficando sem partido, pois os pedetistas não o aceitaram de volta. Nessa janela partidária, dizem que ele poderá voltar ao PL e tentar a reeleição.

DiálogoPara incrementar o turismo na cidade que é conhecida como Vale dos dinossauros, em razão de pegadas que remontariam a 140 milhões de anos e comprovadas cientificamente, está sendo implementado o projeto Nioaque na rota. O prefeito André Guimarães explicou que a proposta é apresentar à população e aos visitantes o modelo de turismo itinerante – segmento em expansão no País e que contribui diretamente para a geração de renda, movimentação do comércio e fortalecimento da economia local. Ele informou que há investimentos em estrutura, planejamento e promoção para ampliar oportunidades, gerar desenvolvimento e fortalecer a economia local.

 

DiálogoDébora Barbato Gaban e Henrique Gaban

 

DiálogoDanielle Pinez

Sim, mas...

A conversa ouvida em gabinetes mais restritos é de que o governo do Estado deverá fazer alguns investimentos em Campo Grande para, dessa forma, auxiliar a resolver problemas mais urgentes e causadores de muitos transtornos, gerando desgaste à administração municipal. Mas ouve-se também que deverá ser evitada ligação mais direta com a cadeira mais importante do Paço, para que a rejeição popular da gestora não venha a “colar” na candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel.

Assumindo

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) deverá se filiar ao Podemos e comandar a sigla. Se isso acontecer, na realidade, assumirá o que já está em suas mãos. O parlamentar, de acordo com os bastidores políticos, teria influência na sigla, e isso ocorreria desde a época em que a senadora Soraya Thronicke, a um passo do PSB, comandava o partido e ele dava as cartas. O partido deverá cerrar fileiras na tentativa de reeleição do governador Riedel. Como disse conhecido político: “Aí, fica tudo em casa”.

Risco

Com atuais dois deputados federais, o PT terá que pular miúdo para tentar pelo menos manter as cadeiras na próxima eleição. Isto porque Vander Loubet, depois de seis mandatos consecutivos, pretende disputar o Senado. Já Camila Jara tentará a reeleição, mas precisará mostrar à população os resultados do seu trabalho. Nos últimos tempos, ela tem se envolvido em episódios, digamos, um tanto polêmicos.

Aniversariantes

Flávio César Mendes de Oliveira,
Zoraime Coscioni Braz,
Jair Pandolfo,
Carla Regina Simões,
Leonardo Avelino Duarte,
Clever Antoninho das Graças,
Demetrio William de Souza,
Elci Aparecida Mariano,
Malena Colucci,
Oscar Ribeiro dos Santos,
Joselio Silveira de Barros,
Luduvina Cardoso de Medeiros,
Dr. José Carlos Santos Azambuja,
Elias Santos Carlos,
Jose Siqueira Loureiro,
Fernanda Gutierrez Steffen,
Nathália Sornas de Almeida,
Iberê Delmar Goldin Lins,
Tissato Akiyama Iyobe,
Carlos Gabriel de Freitas (Carlos Gabo),
Ivan Borges Bittelbrun,
Dr. Irineu de Aragão Lima Júnior,
Karla Bandeira Barbosa Zahran,
Paulo César Ortiz,
Zenir Adolfo de Rezende,
Daniel Medeiros Ifran,
Pe. Lauro Takaki Shinorara,
Laís Delnegro Peruzzi da Silva Maia,
Delibio Holidio da Silva,
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Iaci Arruda,
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Dr. Arthur Silveira de Figueiredo,
Maria Matilde Holsback Rocha,
Celso Lázaro de Moraes,
Luiz Patricio Valdes,
Ynara dos Santos Silva,
Sara Leal Paulino Jorge,
Eliane Carriço de Oliveira Lima,
Antônio Eurico da Silva Filho,
Pedro Arizioli Corrêa Batista,
Alice da Silva Dias,
Maria Vânia de Oliveira,
Renato Loureiro Marques,
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Rosalina Guariero de Oliveira,
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Elpidio Lopes da Fonseca,
Claudete Furtado da Silva,
Laurivan de Oliveira,
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José Aparicio Moreira dos Santos,
Maria Antonia Dias Campos,
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Fabricio dos Santos Batista,
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Celina Abadia de Moura Brandão,
Márcio José de Freitas Sippel,
Amaury de Oliveira Neto,
Zilma Márcia Oyera Bonilha,
Gelson Francisco Sucolotti,
Milton Ferro,
Diana Takai Watanabe,
Dr. Anthony Gorski,
Locir Carvalho,
Nelci Delbon de Oliveira Paulo,
Fernando Matumoto,
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Paulo Francisco de Assis,
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Samira Santiago Nunes,
João Carlos Moreira da Silva,
Soraya Lopes Marques,
Melissa Cintra de Araújo,
Maria Inêz Campos Cintra. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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