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FELPUDA

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Leia a coluna desta terça-feira (17)

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Max Lucado - escritor americano

"Precisamos ser pacientes, mas não ao ponto de perder o desejo; devemos ser ansiosos, mas não ao ponto de não sabermos esperar.”

 

FELPUDA

Parlamentar de esquerda acostumado a classificar em tom raivoso os produtores rurais de “fazendeirada” foi gentilmente lembrado por colega que usava a tribuna que o contumaz crítico também faz parte do segmento que ele tanto ataca. Foi citado até mesmo o local onde a figurinha tem seu empreendimento do, digamos, ramo do agronegócio. Entre amigos e fora da sessão, um deputado, ironicamente, disse que não se fazem mais “vermelhinhos radicais” como antigamente. Outro também deu seu pitaco: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”.

Caminhada

Depois de deixar o Solidariedade para ingressar no PDT, sonhando com a possibilidade de ser candidato a prefeito em 2024, o que não aconteceu, o deputado Lucas de Lima se filiou ao PL.

Mais

Mas, por questões judiciais, foi obrigado a se desfiliar, ficando sem partido, pois os pedetistas não o aceitaram de volta. Nessa janela partidária, dizem que ele poderá voltar ao PL e tentar a reeleição.

Para incrementar o turismo na cidade que é conhecida como Vale dos dinossauros, em razão de pegadas que remontariam a 140 milhões de anos e comprovadas cientificamente, está sendo implementado o projeto Nioaque na rota. O prefeito André Guimarães explicou que a proposta é apresentar à população e aos visitantes o modelo de turismo itinerante – segmento em expansão no País e que contribui diretamente para a geração de renda, movimentação do comércio e fortalecimento da economia local. Ele informou que há investimentos em estrutura, planejamento e promoção para ampliar oportunidades, gerar desenvolvimento e fortalecer a economia local.

 

Débora Barbato Gaban e Henrique Gaban

 

Danielle Pinez

Sim, mas...

A conversa ouvida em gabinetes mais restritos é de que o governo do Estado deverá fazer alguns investimentos em Campo Grande para, dessa forma, auxiliar a resolver problemas mais urgentes e causadores de muitos transtornos, gerando desgaste à administração municipal. Mas ouve-se também que deverá ser evitada ligação mais direta com a cadeira mais importante do Paço, para que a rejeição popular da gestora não venha a “colar” na candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel.

Assumindo

O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) deverá se filiar ao Podemos e comandar a sigla. Se isso acontecer, na realidade, assumirá o que já está em suas mãos. O parlamentar, de acordo com os bastidores políticos, teria influência na sigla, e isso ocorreria desde a época em que a senadora Soraya Thronicke, a um passo do PSB, comandava o partido e ele dava as cartas. O partido deverá cerrar fileiras na tentativa de reeleição do governador Riedel. Como disse conhecido político: “Aí, fica tudo em casa”.

Risco

Com atuais dois deputados federais, o PT terá que pular miúdo para tentar pelo menos manter as cadeiras na próxima eleição. Isto porque Vander Loubet, depois de seis mandatos consecutivos, pretende disputar o Senado. Já Camila Jara tentará a reeleição, mas precisará mostrar à população os resultados do seu trabalho. Nos últimos tempos, ela tem se envolvido em episódios, digamos, um tanto polêmicos.

Aniversariantes

Flávio César Mendes de Oliveira,
Zoraime Coscioni Braz,
Jair Pandolfo,
Carla Regina Simões,
Leonardo Avelino Duarte,
Clever Antoninho das Graças,
Demetrio William de Souza,
Elci Aparecida Mariano,
Malena Colucci,
Oscar Ribeiro dos Santos,
Joselio Silveira de Barros,
Luduvina Cardoso de Medeiros,
Dr. José Carlos Santos Azambuja,
Elias Santos Carlos,
Jose Siqueira Loureiro,
Fernanda Gutierrez Steffen,
Nathália Sornas de Almeida,
Iberê Delmar Goldin Lins,
Tissato Akiyama Iyobe,
Carlos Gabriel de Freitas (Carlos Gabo),
Ivan Borges Bittelbrun,
Dr. Irineu de Aragão Lima Júnior,
Karla Bandeira Barbosa Zahran,
Paulo César Ortiz,
Zenir Adolfo de Rezende,
Daniel Medeiros Ifran,
Pe. Lauro Takaki Shinorara,
Laís Delnegro Peruzzi da Silva Maia,
Delibio Holidio da Silva,
João Marcelo Kuhn,
Sabrina Rodrigues Ganassin,
Iaci Arruda,
Juliana Paes Fernandes,
Paulina Malaquias Fernandes,
Luiz Miranda Codorniz Lima,
Tosio Takayassu,
Edson Medeiros de Moraes,
Getúlio Alves Modesto,
Marly Canhete Costa,
Dr. Arthur Silveira de Figueiredo,
Maria Matilde Holsback Rocha,
Celso Lázaro de Moraes,
Luiz Patricio Valdes,
Ynara dos Santos Silva,
Sara Leal Paulino Jorge,
Eliane Carriço de Oliveira Lima,
Antônio Eurico da Silva Filho,
Pedro Arizioli Corrêa Batista,
Alice da Silva Dias,
Maria Vânia de Oliveira,
Renato Loureiro Marques,
Alana Falcão Gutierrez,
Juarez Cintra,
Alcides de Souza Araújo,
Denizard Silveira Campos,
Edson Rosa Gozalo,
Glades Faustina dos Santos,
Katia Vicente Zubko,
Mariana da Conceição Silva,
Maria Aparecida Pereira dos Santos,
Maria Lenir Vilalba Colman,
Marlene Pereira Ozório dos Anjos,
Sérgio Luciano Pael,
Wladimir de Almeida Vico,
José de Souza,
Ivone Domingues Teixeira Brandão,
José Francisco da Silva,
Inês Augusta Cruzeta,
Rosamaria Cox de Moura Leite,
Tânia Cristina Rodrigues,
Izabel Alves de Paula,
Rosalina Guariero de Oliveira,
José Clemente Chaves,
Singefredo Sá Junior,
Elpidio Lopes da Fonseca,
Claudete Furtado da Silva,
Laurivan de Oliveira,
Ricardo Francisco Pereira Machado,
José Aparicio Moreira dos Santos,
Maria Antonia Dias Campos,
Ronaldo Machado Corrêa Junior,
Santiago Lescano,
Fabricio dos Santos Batista,
Katiuscia Shimabuco Abdalla,
Celina Abadia de Moura Brandão,
Márcio José de Freitas Sippel,
Amaury de Oliveira Neto,
Zilma Márcia Oyera Bonilha,
Gelson Francisco Sucolotti,
Milton Ferro,
Diana Takai Watanabe,
Dr. Anthony Gorski,
Locir Carvalho,
Nelci Delbon de Oliveira Paulo,
Fernando Matumoto,
Arlindo de Assis,
Fábio Augusto Martinez Caffarena,
Rui Jackson Zanetti,
Edson Lima do Nascimento,
Gildo Benites Rodrigues,
José Pagot,
Rosiméri Nunes Vasconcelos,
Ana Maria Ribeiro Pimenta,
Paolla Vieira de Almeida,
Paulo Francisco de Assis,
Sérgio Machado dos Santos,
Samira Santiago Nunes,
João Carlos Moreira da Silva,
Soraya Lopes Marques,
Melissa Cintra de Araújo,
Maria Inêz Campos Cintra. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
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Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
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Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
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Dra. Janete Lima Miguel,
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Pércio de Andrade Filho,
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Maria Neusa de Souza,
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Joaquim Alcides Carrijo,
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Osmar Marques do Amaral,
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Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
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Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
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Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
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Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
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Wanir Maria Gasparetto da Silva,
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Dayselene de Lara,
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Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
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Douglas Tiago Campos,
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Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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