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Adeus ao cabelo sem volume? Tendência resgata fios mais encorpados e naturais

Agora, um novo movimento começa a ganhar força: o cabelo deixa de ser um detalhe e passa a ocupar um papel central na construção da imagem.

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Durante anos, a busca pela aparência perfeita esteve concentrada no rosto. Preenchimentos, bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica e procedimentos minimamente invasivos passaram a fazer parte da rotina de milhares de brasileiras.

Agora, um novo movimento começa a ganhar força: o cabelo deixa de ser um detalhe e passa a ocupar um papel central na construção da imagem.

Especialistas apontam que cresce a procura por cabelos com mais densidade, movimento e naturalidade. Diferentemente da tendência de alguns anos atrás, quando o objetivo era conquistar fios extremamente longos e volumosos, o foco hoje é equilibrar o visual de forma discreta, respeitando as características de cada mulher.

Segundo Tati Cordeiro, CEO do MegaHairInvisível, a mudança acompanha uma transformação no comportamento das consumidoras.

"Percebemos que as mulheres não chegam mais ao salão pedindo apenas um cabelo comprido. Elas querem um resultado que converse com o formato do rosto, com o tom da pele, com o estilo de vida e até com a personalidade. O cabelo passou a fazer parte da construção da imagem, assim como acontece com os procedimentos faciais."

Esse novo olhar fez crescer a procura por técnicas capazes de devolver volume e densidade sem comprometer a naturalidade dos fios. Em muitos casos, o objetivo nem é aumentar significativamente o comprimento, mas preencher laterais, recuperar pontas ralas ou criar mais equilíbrio entre rosto e cabelo.

"Existe uma diferença enorme entre colocar megahair para transformar completamente a aparência e utilizá-lo para corrigir proporções. Hoje fazemos muitas aplicações em que quase ninguém percebe que existe um alongamento. As clientes querem ouvir que estão bonitas, não que colocaram megahair.", explica Tati.

A tendência acompanha um movimento observado também na moda e na beleza, conhecido pelo visual "menos exagerado". Se antes cabelos extremamente volumosos dominavam as redes sociais, agora a preferência recai sobre fios leves, com caimento natural e aparência saudável.

Segundo a especialista, essa mudança também influencia a escolha das técnicas utilizadas. "O excesso perdeu espaço. Hoje buscamos distribuir o volume de forma estratégica, respeitando o corte, a estrutura dos fios e o formato do rosto. O resultado precisa parecer que aquele cabelo sempre foi da cliente."

Outro fator que impulsiona essa procura é o afinamento capilar, realidade cada vez mais comum entre mulheres de diferentes idades. Alterações hormonais, estresse, pós-parto, emagrecimento acelerado e procedimentos químicos frequentes podem reduzir a densidade dos fios, fazendo com que muitas mulheres procurem soluções que devolvam volume sem recorrer a mudanças radicais.

Para Tati, esse movimento representa uma mudança importante na forma como o cabelo é percebido. "Assim como aprendemos que pequenas mudanças no rosto podem trazer mais equilíbrio para a aparência, as mulheres descobriram que o cabelo também tem esse poder. Muitas vezes, devolver volume na medida certa rejuvenesce a imagem e aumenta a autoestima sem que seja necessário recorrer a transformações exageradas."

Para a especialista, o futuro do mercado passa justamente por essa personalização. "A beleza dos cabelos está cada vez mais ligada à individualidade. O objetivo é encontrar o equilíbrio entre volume, movimento e naturalidade, respeitando a identidade de cada mulher. Quando o resultado conversa com quem ela é, o impacto vai além da estética e se reflete na forma como ela se sente."

cinema

'Feito Pipa' é escolhido para representar o Brasil no Oscar 2027

Filme foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema para disputar uma vaga entre os indicados a Melhor Filme Internacional

16/09/2026 15h00

Lázaro Ramos e Yuri Gomes em cena de 'Feito Pipa'

Lázaro Ramos e Yuri Gomes em cena de 'Feito Pipa' Foto: Jamille Queiroz / Divulgação

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O filme Feito Pipa, dirigido por Allan Deberton, foi escolhido nesta quarta-feira, 16, para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar 2027. O anúncio foi feito pela Academia Brasileira de Cinema.

O longa foi selecionado por uma comissão formada exclusivamente por membros da Academia e disputou a indicação com outras 14 produções.

Na semana passada, Feito Pipa avançou para o segundo turno da votação ao lado de 100 Dias, de Carlos Saldanha; A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai; A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo; Nosso Segredo, de Grace Passô; e Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

Segundo Clélia Bessa, presidente da Comissão de Seleção, o filme apresenta uma história com alcance universal e, ao mesmo tempo, elementos ligados à identidade brasileira.

“O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e, ao mesmo tempo, traz uma forte identidade brasileira a partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre a família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, afirmou.

Quando Feito Pipa estreia?

O filme chega aos cinemas brasileiros em 5 de novembro, com distribuição da Paris Filmes.

A cerimônia do Oscar 2027 está marcada para 14 de março de 2027. A indicação brasileira ainda precisa avançar pelas etapas de seleção da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas até a definição dos indicados à categoria de Melhor Filme Internacional.

História de avó e neto

Feito Pipa acompanha Gugu, interpretado por Yuri Gomes, um menino que gosta de futebol e dança e vive com a avó Dilma, personagem de Teca Pereira, no sertão do Ceará.

Criado pela avó de forma livre e afetuosa, o garoto precisa lidar com a possibilidade de deixar a vida que conhece para morar com o pai, Batista, vivido por Lázaro Ramos.

O filme é produzido pela Deberton Filmes e Biônica Filmes e conta ainda com Carlos Francisco, de O Agente Secreto, e Georgina Castro, de O Céu de Suely, no elenco. A produção também apresenta as crianças Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo.

Filme acumula prêmios internacionais

A escolha para representar o Brasil no Oscar acontece após uma sequência de reconhecimentos em festivais. Feito Pipa teve a première mundial em fevereiro, durante o Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde recebeu o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo Júri Jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus.

Em agosto, no Festival de Cinema de Gramado, o longa recebeu quatro Kikitos: Melhor Direção para Allan Deberton, Melhor Atriz para Teca Pereira, Melhor Ator Coadjuvante para Lázaro Ramos e Melhor Filme pelo Júri Popular. Yuri Gomes também recebeu uma Menção Honrosa.

A produção passou ainda pelo Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias, na Colômbia, onde Yuri Gomes venceu o prêmio de Melhor Interpretação na mostra competitiva Cine de los Barrios.

No Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México, Feito Pipa recebeu o Prêmio Maguey de Melhor Filme. Teca Pereira e Yuri Gomes também foram reconhecidos com o Prêmio Maguey de Melhor Interpretação.

O longa ainda tem exibições previstas no Giffoni Film Festival, na Itália; no Frameline, em São Francisco, nos Estados Unidos; e no Shanghai International Film Festival, na China.

SAÚDE E BELEZA

Médicos explicam os efeitos do inverno na saúde capilar e alertam para cuidados

Banhos quentes, mudanças na rotina e menor frequência de lavagem podem aumentar a percepção de queda, mas especialistas alertam para sinais que exigem investigação

16/09/2026 08h30

Sensação de maior queda capilar no inverno é causada por hábitos adquiridos durante a estação

Sensação de maior queda capilar no inverno é causada por hábitos adquiridos durante a estação Pexels

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Com a queda das temperaturas, é comum que homens e mulheres percebam uma quantidade maior de fios de cabelo no ralo do banheiro, na escova ou sobre as roupas. A impressão de que o inverno provoca uma queda capilar mais intensa, porém, não corresponde necessariamente ao que acontece com o ciclo dos fios.

Segundo especialistas, não existe uma regra que determine que a queda de cabelo aumente no frio para todas as pessoas. Na realidade, estudos dermatológicos apontam que o fenômeno pode ser mais intenso durante o verão.

Uma das hipóteses para essa variação está relacionada à exposição solar. O ciclo dos cabelos sofre influência de diferentes fatores e pode apresentar alterações sazonais em algumas pessoas.

A maior exposição do couro cabeludo à radiação solar durante os meses quentes é apontada como uma possível explicação para uma queda mais acentuada nessa época do ano, embora o mecanismo ainda envolva diferentes fatores.

Se o inverno não necessariamente faz os cabelos caírem mais, por que a queda parece tão evidente durante os meses frios? Um dos motivos está nos hábitos adotados durante a estação.

Com as temperaturas mais baixas, muitas pessoas diminuem a frequência de lavagem dos cabelos. Dessa forma, os fios que já se desprenderam naturalmente permanecem entre os cabelos até o próximo banho.

A queda, portanto, pode parecer maior quando os cabelos finalmente são lavados. Isso acontece porque uma pessoa pode perder, naturalmente, cerca de 100 fios por dia. Se a lavagem ocorre com menor frequência, uma quantidade maior de fios se acumula e é eliminada de uma só vez durante o banho.

CICLO DOS FIOS

De acordo com o dermatologista dr. Hudson Dutra, as mudanças sazonais podem interferir no ciclo capilar de algumas pessoas, mas não são suficientes para provocar, por si só, uma rarefação acentuada dos cabelos.

“Estamos falando de um tipo de queda capilar chamado eflúvio telógeno, que, por definição, não é capaz de causar rarefação importante no couro cabeludo ou falhas pontuais. Caso isso aconteça, outros diagnósticos devem ser investigados”, explica o médico.

O eflúvio telógeno é caracterizado pelo aumento temporário da quantidade de fios que entram na fase de queda. O quadro pode aparecer após diferentes tipos de alterações no organismo e, em muitos casos, apresenta evolução transitória.

A observação do comportamento dos fios ao longo dos meses é importante justamente porque nem toda queda significa calvície. A quantidade de cabelo encontrada no banho ou na escova, isoladamente, não é o suficiente para determinar a causa do problema.

ATENÇÃO AO BANHO

Embora o frio não seja necessariamente responsável pelo aumento da queda, alguns hábitos comuns durante o inverno podem prejudicar o couro cabeludo. Um dos principais é o banho excessivamente quente.

Quando a água está muito quente, pode ocorrer remoção da oleosidade natural que ajuda a proteger a pele e os fios. A consequência pode ser um couro cabeludo mais ressecado e irritado. Em algumas pessoas, o hábito também pode agravar quadros de dermatite seborreica.

“O banho quente não provoca calvície, mas pode comprometer a saúde da microbiota do couro cabeludo. Quando a barreira natural da pele é agredida, surgem condições que favorecem inflamação, coceira, ressecamento ou aumento da oleosidade. Por isso, recomendamos banhos com água morna. Isso, porém, não interfere diretamente na queda de cabelo”, orienta o dr. Hudson Dutra.

O inverno também costuma alterar outros hábitos relacionados aos cabelos. O uso mais frequente do secador em temperaturas elevadas, por exemplo, pode contribuir para o ressecamento dos fios.

Outro comportamento que merece atenção é dormir com o couro cabeludo ainda úmido, especialmente quando os cabelos são lavados à noite.

A menor frequência de lavagem também pode favorecer o acúmulo de oleosidade, resíduos e células no couro cabeludo. Por isso, a recomendação é manter uma rotina de higiene compatível com as características de cada cabelo, sem reduzir excessivamente as lavagens apenas por causa do frio.

QUANDO FICAR ALERTA?

A perda diária de fios faz parte do funcionamento natural do organismo. O problema aparece quando a queda se torna persistente, muito intensa ou passa a ser acompanhada por outros sinais.

Alterações como perda de peso, febre e dores nas articulações, por exemplo, podem indicar que a queda está relacionada a alguma condição de saúde que precisa ser investigada. Entre as possíveis causas estão desde deficiências nutricionais até doenças autoimunes.

A deficiência de vitamina D pode estar relacionada a alterações capilares, enquanto doenças mais complexas, como o lúpus sistêmico, também podem apresentar manifestações nos cabelos. Por isso, não é recomendável tentar identificar a causa apenas pela quantidade de fios perdidos.

A avaliação dermatológica pode determinar se existe uma alteração no ciclo capilar e, quando necessário, indicar exames complementares para investigar possíveis causas.

QUEDA OU CALVÍCIE?

Outra dúvida frequente é como diferenciar uma queda temporária de um quadro de calvície. De maneira geral, o comportamento dos fios ao longo do tempo ajuda nessa identificação.

Em situações como eflúvio telógeno, alterações nutricionais, mudanças importantes de peso ou outros fatores transitórios, a queda pode começar de maneira gradual, apresentar piora ao longo de dois ou três meses e depois melhorar lentamente nas semanas seguintes.

Já a alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, costuma provocar redução progressiva da densidade dos fios. Nesse caso, o couro cabeludo passa a ficar mais visível conforme os cabelos se tornam mais finos e menos numerosos.

“É importante observar a evolução do quadro nos últimos meses e realizar uma avaliação dermatológica cuidadosa, uma vez que o eflúvio telógeno e a alopecia androgenética, mais conhecida como calvície, frequentemente coexistem”, explica o dr. Hudson Dutra.

Uma queda súbita e intensa, portanto, pode apontar para um processo diferente daquele observado na calvície. Por outro lado, perceber que os cabelos estão ficando progressivamente mais finos ou que determinadas áreas do couro cabeludo estão mais aparentes merece avaliação profissional.

TRATAMENTOS

Identificar a origem da queda é fundamental para escolher o tratamento. Atualmente, existem diferentes possibilidades terapêuticas, que podem envolver medicamentos, terapias físicas, protocolos clínicos individualizados e mudanças de hábitos.

Em situações mais avançadas, nas quais existe perda significativa dos folículos, o transplante capilar também pode ser considerado. O procedimento, entretanto, não é indicado indistintamente para qualquer pessoa que apresente queda.

“Quando a queda de cabelo se torna excessiva ou persistente, é fundamental buscar a avaliação de um médico para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado. Em casos selecionados, o transplante capilar pode ser uma alternativa eficaz e segura para restaurar a densidade dos fios, desde que haja indicação clínica e expectativas alinhadas com os resultados do procedimento”, explica o cirurgião referência em transplante capilar dr. Thiago Bianco Leal.

A avaliação individual é necessária porque diferentes tipos de alopecia podem apresentar sintomas semelhantes.

Além disso, como o eflúvio telógeno e a alopecia androgenética podem ocorrer simultaneamente, isso torna a investigação importante para que o tratamento não seja direcionado apenas a um dos problemas.

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