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Astrologia B+: A energia do Tarô da semana entre 08 e 14 de julho

A carta da Temperança sugere a busca pelo equilíbrio e pela harmonia nos próximos dias. Procure ter moderação e paciência em tudo o que fizer.

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A carta da Temperança é uma das cartas mais significativas do Tarô, representando equilíbrio, harmonia e moderação. Durante esta semana, a energia desta carta pode ter um impacto positivo em nossas vidas.

A Temperança simboliza a capacidade de encontrar um equilíbrio entre opostos. Então, fica a dica: para os próximos dias é importante estar atento aos extremos em sua vida e buscar uma abordagem mais equilibrada.

Isso pode incluir: balancear trabalho e lazer, encontrar um equilíbrio entre suas necessidades emocionais e físicas e procurar ter harmonia em seus relacionamentos. É aconselhável também ser moderado também em suas ações e decisões. Isso inclui evitar excessos em comida, bebida ou gastos, ser paciente e tolerante com os outros e tomar decisões com calma e sabedoria.

Esta carta tem uma outra função importante: ela funciona como o seu “sensor de estresse” interno, que avisa quando sua mente e corpo estão sob muita tensão. O seu corpo “age mal” quando você está estressado? Você tem sensações estranhas que o fazem se preocupar com a possibilidade de haver algo seriamente errado com você?

O anjo na carta da Temperança representa o seu Eu Superior, que sabe o quanto você pode suportar. O anjo ilustrado na carta está derramando a quantidade certa de água de um copo para reabastecer o outro. Isso representa sua necessidade de reabastecer o que foi esgotado.

Na ilustração, o anjo também tem um pé em terra seca e o outro na corrente. Isto simboliza que embora ele esteja operando no “mundo real” (a terra seca), ele mantém um pé em contato com seu mundo interior intuitivo (o riacho).

A Temperança está imprensada entre as cartas mais desafiadoras dos Arcanos Maiores: o Enforcado e a Morte, e o Diabo e a Torre. É uma parada de oásis na jornada pelo “caminho da dor”. Este arcano representa um lugar de autocuidado e restauração antes de voltar ao ringue.

A carta da Temperança sugere a busca pelo equilíbrio e pela harmonia nos próximos dias. Procure ter moderação e paciência em tudo o que fizer - Divulgação

A localização da Temperança nos Arcanos Maiores simboliza a necessidade de se reconectar com uma perspectiva mais transcendente e “ampla”, mesmo em meio a dificuldades. “A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor”. (Carl Jung)

Situações estressantes podem esgotar você rapidamente. É como prender a respiração debaixo d'água e nadar sem parar. A simbologia da Temperança pode ser descrita como retornar à superfície da água e se reabastecer com uma respiração profunda e revigorante.

Literalmente, você saiu do sufoco. Aliás, a maneira como você respira é importante, pois pode ajudar a mitigar o estresse. A Temperança lembra você de ouvir seu corpo, aquietar sua mente e respirar. Ouça sua voz interior e honre suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.

Neste momento, por conta dos seus diversos compromissos, por mais que queira, não sobra tempo para cuidar de si mesmo, não é mesmo?

Efetivamente, em virtude das pressões diárias, muitas pessoas dão toda a energia que têm, queimando a vela nas duas pontas. Mas, não importa quais demandas estejam sendo impostas, é necessário se reabastecer, caso contrário, vai ficar “sem combustível” e com uma maior propensão ao esgotamento físico e emocional.

Não querer decepcionar os outros faz com que muitas pessoas tentem ser o Super-Homem ou a Supermulher, mas somos apenas humanos. Sem perceber, nos esgotamos lentamente a ponto de precisar de resgate. A Temperança o orienta gentilmente para priorizar o seu bem-estar.

Caso contrário, sua saúde mental pode ser afetada. Lembre-se de que estamos vivendo na “sociedade do cansaço”, termo cunhado pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, que se refere a uma época marcada pelo excesso de atividade, competição e pressão pelo desempenho, onde a busca incessante pela produtividade e a incapacidade de desacelerar se tornam “normais”.

Para restaurar o seu equilíbrio, o que seu corpo está sinalizando que precisa? Mais água? Mais descanso? Algum tempo de silêncio? Umas férias? Uma pausa? Tempo com seus livros favoritos? Uma leitura? O Anjo da Temperança está guiando você de volta ao que você precisa para se reequilibrar e recuperar as energias.

A energia de Câncer nos convida a olhar para dentro e nos ajuda a nos conectarmos verdadeiramente com a noção de autocuidado. Como Câncer é um signo de água regido pela Lua, as marés da emoção podem subir e descer de forma mais dramática. No entanto, podemos “surfar” nestes altos e baixos das ondas da vida com uma autorreflexão e práticas de centramento, como caminhadas na natureza, meditação ou ioga.  

Procure se liberar de quaisquer comportamentos ou padrões de pensamento auto limitadores. Ao se alinhar com a energia da Temperança, você pode abrir a porta para uma nova perspectiva. De fato, com a carta da Temperança, este é um momento propício para fazer uma Metanoia.

Mas o que significa isso? Metanoia, derivada da palavra grega que significa “mudança de mentalidade”, incorpora uma mudança profunda no pensamento e na perspectiva da pessoa. Vai além do mero ajuste; significa uma transformação fundamental na forma como percebemos a nós mesmos, nossas capacidades e o mundo que nos rodeia.

Com a Metanoia, é crucial identificar crenças limitantes e barreiras construídas que o impedem de atingir todo o seu potencial. Essas crenças e barreiras estão frequentemente enraizadas em nossas mentes por meio de experiências passadas, normas sociais ou medo do fracasso. Ao reconhecer e abordar essas limitações, você pode libertar-se das restrições que estão dificultando o seu crescimento pessoal.

Este é um mês para procurar ser gentil consigo mesmo e lembrar sempre que você merece a mesma gentileza que oferece aos outros.

A energia da Temperança pode ser um catalisador para o crescimento pessoal. Considere refletir sobre suas metas e prioridades, identificar áreas em sua vida que precisam de mais equilíbrio e encontrar maneiras de cultivar a paciência e a moderação.

Uma ótima semana e muita luz,

Cris Paixão

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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