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CADA UM COM O SEU TOMATE

Muitas vezes considerado um legume, o tomate costuma ser item obrigatório na salada; conheça diferentes tipos desse fruto, que também é utilizado em drinques e serve de base para a receita deste fim de semana

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Seu nome científico é Solanum lycopersicum e ele vai bem até no preparo de drinques como o Blood Mary. Bastante utilizado em saladas, molhos e até em sopas, o tomate é um dos ingredientes mais consumidos e produzidos no Brasil. Além de ser rico em nutrientes e em antioxidantes, que auxiliam no sistema imunológico e cardiovascular, o fruto sim, não se trata de um legume, como muita gente pensa é considerado versátil e conta com uma enorme variedade de sabores, formatos e tamanhos.


A nutricionista Tamiris Pitana comenta, a seguir, sobre os diferentes tipos de tomate e qual deles melhor se adapta a receitas variadas. Com a diversidade do fruto, é normal o consumidor ficar confuso ao decidir qual se adequa mais ao prato que vai preparar.


Além de verificar se os tomates estão sem manchas ou machucados na hora da compra, é necessário analisar o tipo de alimento que será feito. Para os molhos, por exemplo, os indicados são os mais macios e escuros, já para as saladas, a preferência é para as variações mais firmes e com cor avermelhada. Acompanhe.

CEREJA


Muito popular em produtos gourmet, o tomate-cereja pode ser servido cru ou cozido. Tem alto teor de vitamina C e de antioxidantes. É utilizado em espetinhos, saladas e canapés, além de ser utilizado para fazer confit. Tem um sabor adocicado e refrescante, podendo ser encontrado na cor vermelha ou amarelada.

GRAPE


Confundido com o tomate-cereja, o tomate grape tem um formato mais alongado, é carnudo e tem o sabor adocicado. O nome grape, que significa uva em inglês, vem da semelhança com a fruta, não só por conta do formato do ingrediente, mas também pelo pé do fruto em cachos. Esse tipo combina melhor com saladas, lanches e pratos frios.

 

ITALIANO OU ROMA


Rico em licopeno (que dá cor vermelha ou alaranjada a alguns alimentos), é um poderoso antioxidante. O tomate italiano é comprido e mais carnudo, tem menos acidez e sementes. É mais sensível que os outros tipos e, por conta do rápido amadurecimento, estraga facilmente. Melhor para consumo cozido, sendo perfeito para o preparo de molhos.

CAMPARI


Perfeito para receitas que exigem uma apresentação mais sofisticada, o tomate campari tem um interior vermelho vibrante e uma pele mais fina e brilhosa. Apresenta um sabor doce e suculento, com tamanho que varia de pequeno a médio. É fonte de vitamina C e de antioxidantes.

RECEITA

Tomate recheado com carne moída

Ingredientes

 

  • 6 unidades de tomate (tamanho médio, bem maduros e ao mesmo tempo firmes; o tomate salada é uma boa opção);
  • 500 gramas de carne moída;
  • 100 gramas de cenoura;
  • 100 gramas de cebola;
  • 100 gramas de salsão (aipo);
  • 1 grama de tomilho fresco ou seco (1 colher de sopa);
  • 28 gramas de azeite de oliva (2 colheres de sopa);
  • 1 colher (chá) de sal;
  • 10 gramas de alho  (2 dentes de alho);
  • 1 ovo;
  • 40 gramas de queijo ralado (parmesão, grana padano ou similar);
  • Sal e pimenta-do-reino;
  •  Azeite de oliva (para regar sobre o tomate recheado).
Pixabay

Modo de Preparo:


Lave o tomate e corte a sua parte superior. Reserve a tampa. Com uma colher, retire a polpa do tomate. Reserve a polpa para o preparo do recheio. Salgue a superfície interna do tomate. O sal dará mais sabor ao tomate e também ajudará a retirar uma parte da umidade, reduzindo o tempo de forno.

Deixe o tomate sobre uma grade, com a abertura virada para baixo, para que o excesso de umidade escorra (opcional). Preaqueça o forno a 180 graus. Corte a cenoura em cubinhos bem pequenos e a cebola e o aipo em cubos pequenos. Pique o alho em pedaços bem pequenos.

Em uma panela de tamanho médio, esquente o azeite em fogo médio-alto. Quando o azeite estiver bem quente, adicione os vegetais (cenoura, cebola, aipo e alho) e deixe refogar por cerca de três a cinco minutos, até que comecem a ficar macios.

Sempre adicione o alho por último, assim ele não vai queimar e não ficará com um sabor amargo. Adicione a carne moída e os temperos (sal, tomilho, pimenta-do-reino) e misture bem. Deixe cozinhar por cerca de cinco minutos, até que a carne moída esteja cozida. Adicione o vinho e raspe o fundo da panela.

Caso não tenha vinho, substitua pela mesma quantidade de água. Adicione a polpa de tomate e misture bem. Deixe cozinhar até que boa parte do líquido tenha evaporado (uns 10 minutos, mas dependerá da umidade do tomate).

Quando a carne moída estiver mais seca, mas ainda um pouco úmida, retire-a do fogo, coloque-a em uma tigela e deixe-a esfriar por cinco minutos. Assim, evitamos que o ovo coagule em contato com o calor.

Adicione o queijo ralado e o ovo cru. Misture bem. Separe uma parte do queijo ralado para polvilhar sobre os tomates. Recheie os tomates com a carne moída e coloque-os em uma forma coberta com papel-alumínio (o papel-alumínio é opcional).

Polvilhe os tomates com queijo ralado. Leve ao forno à temperatura de 180 graus e deixe cozinhar por 20 a 25 minutos, até que o tomate esteja bem assado e macio. Retire quando os tomates estiverem bem assados e o queijo tenha derretido e esteja levemente dourado. Sirva imediatamente, o recheio do tomate ainda estará úmido e muito saboroso.

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MÚSICA REGIONAL

Márcio de Camillo canta músicas de Geraldo Rocca em seu novo trabalho

Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar

01/04/2025 10h00

"O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum" Foto: Divulgação/Márcio de Camillo

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Recebo mensagem de Márcio de Camillo me avisando sobre seu novo trabalho. “Márcio de Camillo canta Geraldo Roca”. Um show ao vivo que virou disco e já está disponível nas plataformas digitais.

Aproveito a estrada entre a minha casa e o trabalho para ouvir o disco. Ouvir Roca na voz de Camillo é quase um delírio. Uma surpresa, uma saudade imensa, muitas lembranças. Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar.

A praia pantanal me serve de ponte para unir, em mar aberto imaginário, o Rio de Janeiro – lugar de nascimento – ao coração do Brasil, onde Geraldo Roca se fez e se desfez desse plano. Seu coração, irrigado por sangue pantaneiro, fazia dos campos alagados, das fronteiras paraguaia e boliviana seu berço metafísico. E foi assim sempre.

Talvez isso também sirva pra explicar por que a passagem meteórica dele por aqui tenha início figurado e fim real nestas plagas, onde aprendemos desde cedo a sonhar em Guarany e poemar em Manoelês.

Os carros passam por mim em alta velocidade. Eu ouço Camillo cantando Roca. E me transmuto. O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum. Não, Geraldo não cabe em uma única caixinha. E Márcio sabe disso. 

Às vezes, ele encarna um bardo. Um Dylan pantaneiro em letras incomuns, longas e lisérgicas. Em outras, reúne numa só figura a essência folk de Crosby, Still, Nash & Young. Mas nesse universo BeatFolkPolkaRock há espaço para a mansidão de um Caymmi fronteiriço, para a sutileza urbana de um Jobim. Geraldo, como eu disse, não cabe numa caixinha.

E tudo isso se transforma em mais, muito mais, na homenagem à altura dos arranjos, das violas, da flauta, do celo reunidos por Márcio de Camillo nesse show que vira disco e que se torna eterno de agora em diante. Pra gente não se esquecer. Nunca. 

Quando Geraldo Roca decidiu sair de cena, fechar as portas desse mundo, que já lhe arreliara o suficiente, era muito cedo pra isso. Foi o que todos pensamos. Mas ele era dono de seus próprios rumos. Sua poesia e sua música seguem aqui. Pra nossa sorte, a desassossegar nossos ouvidos e almas. Agora, mais ainda, na voz também infinita de Márcio de Camillo. 

P.S.: Márcio. A foto da capa é uma obra de arte. É você nele... É ele em você. Uma fusão, uma incorporação. Cara... que disco!!!

Brasília, 25/3/2025

"Souber ler a música de fronteira"

O cantor, compositor e instrumentista Márcio de Camillo estreou o show “Do Litoral Central do Brasil: Márcio de Camillo Canta Geraldo Roca”, no Teatro Glauce Rocha, no dia 24 de setembro de 2024. Com direção de Luiz André Cherubini, o show é uma homenagem ao “cantautor” Geraldo Roca, falecido em 2015, considerado um dos principais compositores da música regional de Mato Grosso do Sul.

Roca é autor, em parceria com Paulo Simões, da música “Trem do Pantanal”, sucesso na voz de Almir Sater. Considerado maldito por seus pares, era chamado de príncipe por Arrigo Barnabé. Sua produção musical pode ser considerada pequena, se tomarmos como referência a quantidade de composições e discografia, mas analisada a fundo, perceberemos um artista de voz potente e marcante, com composições inspiradas e profundas.

São polcas, rocks, chamamés, guarânias e até baladas, e Márcio de Camilo, amigo e admirador de Roca, aprofundou-se na pesquisa para definir o repertório como “uma panorâmica deste artista reverenciado, cantado e gravado por amigos que, assim como ele, fizeram parte da ‘geração de ouro’ da música pantaneira sul-mato-grossense: Paulo Simões, Alzira E, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Almir Sater, entre muitos outros”, como afirma Camillo.

“Além de um músico que eu admirava muito, não só como compositor, mas como violonista, violeiro e cantor, Roca influenciou muito a música da minha geração”, conta o músico. “Além disso, ele era meu vizinho, morava em frente à minha casa. A gente saía para jantar, para conversar, éramos amigos. Conheço a obra dele e vejo a obra dele na minha, compusemos uma canção juntos, em parceria com outros compositores, chamada ‘Hermanos Irmãos’”, relembra Camillo.

“Também dividimos uma faixa no CD ‘Gerações MS’ chamada ‘Lá Vem Você de Novo’. Roca é referência e pedra fundamental na construção da moderna música sul-mato-grossense. Ele soube ler a música de fronteira, mesclando elementos do rock, do pop, do folk, criando um estilo único. Ele é um verdadeiro representante do folk brasileiro”, conta.

A arte visual do show, com fotos feitas por Lauro Medeiros, foi baseada no álbum “Veneno Light”, que Geraldo Roca lançou em 2006. A foto principal de divulgação do show faz referência direta à capa deste álbum, cuja foto original é assinada pelo cineasta Cândido Fonseca. (Da Redação)

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Curiosidades

1º de abril: verdades sobre a origem do Dia da Mentira

Existem várias versões sobre o surgimento da data onde é "permitido" pregar peças

01/04/2025 07h00

1º de abril, dia da Mentira

1º de abril, dia da Mentira pathdoc / Shutterstock.com

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Mentir é um ato provavelmente tão antigo que podemos considerá-lo milenar. No entanto, o Dia da Mentira passou a ser celebrado oficialmente em 1º de abril a partir da instituição do Calendário Gregoriano, no século 16, em substituição ao Calendário Juliano, determinado no Concílio de Trento (o conselho ecumênico da Igreja Católica), na Itália.  

O calendário Gregoriano divide o ano em quatro estações distribuídas ao longo de 12 meses, ou 365 dias, de acordo com o movimento da terra e estabelece o primeiro dia do ano em 1º de janeiro. 

Historiadores contam que, com a instituição do novo calendário pelo papa Gregório XIII, em 1582, parte da população francesa se revoltou contra a medida e se recusou a adotar o 1º de janeiro. Os resistentes à mudança sofriam zombarias pelo resto da população, que os convidavam a festas e comemorações inexistentes no dia 1º de abril. Eram chamados de “tolos de abril”, já que este é o mês que a Páscoa acaba ocorrendo na celebração católica, evento que, anteriormente, iniciava o ano. 

Desse modo, nascia a tradição de zombaria e pregação de peças nesse dia, como uma forma bem humorada de protestar contra novas mudanças. 

Já a Encyclopedia Britannica, do Reino Unido, defende que as verdadeiras origens do Dia da Mentira não são totalmente conhecidas, já que a data é próxima à data de festivais como a Hilária, da Roma Antiga, em 25 de março e a celebração de Holi na Índia, que termina em 31 de março, que podem ter influenciado esse marco. 

No Brasil, a tradição de pregar peças no Dia da Mentira foi introduzida no ano 1828, quando o jornal mineiro A Mentira resolveu fazer uma brincadeira “mentirosa” e trouxe, na sua primeira edição, a morte de Dom Pedro I na capa, sendo publicado justamente no dia 1º de abril. Porém, o monarca só viria faleceu anos depois, em 1834, em Portugal. 

Em todos os casos, a ideia central do Dia da Mentira é fazer alguém acreditar em algo que não é verdade, sendo “feito de bobo”. Hoje, é comum receber ou enviar mensagens com brincadeiras aos mais próximos para dizer que a pessoa “caiu no 1º de abril”. 

Quando se torna um problema clínico

Apesar de ser “permitido” nessa data, a mentira pode se tornar um hábito e comprometer e degradar relações sociais. Notícias falsas ou com dados manipulados, por exemplo, podem ser considerados fake news e são punidas legalmente. 

Para o psiquiatra Fernando Monteiro, existem vários níveis de análise para a questão da mentira. Para ele, mentira é dar alguma informação ou omitir alguma informação de forma deliberada para uma outra pessoa.

“Imagine, por exemplo, uma pessoa que fala que existe uma conspiração da máfia chinesa para matá-la. Se essa pessoa realmente acredita nisso, dizemos que ela está ‘delirando’. Mas se ela não acredita nisso de verdade, ela está ‘mentindo’.Agora, imagine uma pessoa que diga que o Sol é um planeta. Mas ela está dizendo isso pois não teve acesso às descobertas científicas atuais. Nesse caso, ela não está 'mentindo', ela só está 'equivocada'. Como nossa mente é limitada, podemos cometer erros não intencionais. E isso é diferente de 'mentir', comenta o médico.

Fernando continua dizendo que a mentira, assim como diversos comportamentos, faz parte do espectro normal do ser humano.

“Como diria o Dr. House, "todo mundo mente". Não que isso seja certo ou errado, mas é um fato”, afirma e complementa dizendo que devemos tomar cuidado para “não transformar em doença, aquilo que é apenas um comportamento humano.” 

No entanto, existe um ponto onde esse comportamento pode se tornar estranho e anormal, quando deixa de ser algo normal do ser humano e se torna algo “patológico”. O médico explica que, quando uma pessoa desenvolve uma perturbação clinicamente significativa, causando prejuízos na vida social, educacional, profissional, ela desenvolveu um transtorno ou doença mental. 

“Para a mentira alcançar níveis preocupantes do ponto de vista Psiquiátrico, dois fatores são fundamentais: 

  • A pessoa precisa ter uma perda do controle do comportamento. (Exemplo: ela não tem absolutamente nenhum motivo para mentir, mas o impulso de mentir é tão forte que ela o faz.)
  • O comportamento precisa estar afetando várias áreas da vida (relacional, profissional, educacional, etc)”, finaliza. 

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