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Capa B+: Entrevista exclusiva com o ator de "Família é Tudo" da TV Globo, Robson Torinni

"Ao refletir sobre a minha trajetória, sinto um profundo orgulho. Tenho certeza que cada escolha que fiz moldou a pessoa e o ator que sou hoje".

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Aplaudido por suas atuações e produções para o teatro, Robson Torinni está em “Família é Tudo”, da TV Globo, como o skatista Cláudio, antigo rival de Tom (Renato Góes). O personagem chega para treinar Max (Caio Vegatti) para competições esportivas e, assim, retomar a rixa com o mocinho. 

O pernambucano também pode ser visto estrelando a série “Entre longes”, rodada no estado do MT, na TV Brasil. E, para este ano ele ainda tem previsão da estreia do filme “Ruas da Glória”.

Com 37 anos e 20 de carreira, o bacharel em teatro produziu seu primeiro espetáculo em 2017, trazendo para os palcos cariocas o sucesso argentino “A Sala Laranja". Sua consagração aconteceu em 2018 quando produziu e estrelou o premiado “Tebas Land”.

Na época, a peça lhe rendeu o Prêmio Botequim Cultural de Melhor Ator e duas indicações a Melhor Ator pelo Prêmio CESGRANRIO e pelo Prêmio Cennyn. A obra, aliás, está novamente em cartaz no Rio até 28 de abril no Teatro Poeira com lotação esgotada. Em julho, participará do Festival de Teatro de Avignon, na França.

Robson Torinni também foi aclamado por sua atuação e produção da peça "Tráfico", que esteve em cartaz no Rio por um ano. O espetáculo recebeu três indicações ao prêmio APTR de Melhor Ator, de Melhor iluminação e de Melhor direção de movimento. A obra ainda teve duas indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro nas categorias de Melhor Ator e de Melhor Iluminação.

Em seu currículo ainda constam passagens pela Oficina de Atores das Globo e participações em produções da TV e do cinema. 

Robson é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno, ele fala da nova novela, estreias e carreira.

O ator Robson Torinni é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Lucio Luna - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Como você analisa esses seus 20 anos de carreira?
RT -
 Ao refletir sobre a minha trajetória, sinto um profundo orgulho. A cada dia percebo que estou trilhando o caminho que sempre desejei, dedicando-me ao que amo. Tenho certeza que cada escolha que fiz moldou a pessoa e o ator que sou hoje.

CE - Você está entrando em “Família é Tudo” como um vilão. Como se preparou para dar vida a Cláudio, seu personagem, e o que pode adiantar sobre ele?
RT -
 No início foi bem desafiador porque o personagem anda de skate e eu nunca tinha andado. Bateu aquele frio na barriga. Mas logo que comecei a fazer aulas com o professor Fernando acabei me surpreendendo. Foi mais fácil do que imaginava. Ainda não posso  contar muita coisa sobre o Cláudio, mas posso dizer que ele dará muita dor de cabeça para o Tom (Renato Góes) e seus aliados.

CE - Robson, você é um ator bem conhecido no meio teatral, mas que pouco fez audiovisual ao longo da sua carreira. Acha que ainda em 2024 fazer uma novela é fundamental para a visibilidade de um artista brasileiro?
RT -
Absolutamente. O poder do audiovisual é inegável. Ele alcança um público potencial de milhões de pessoas instantaneamente, dando ao artista um reconhecimento massivo e imediato. Conectando-se com um público diversificado em todo o Brasil.

Robson - Divulgação

CE - Você também pode ser visto agora como protagonista da série “Entre longes”, na TV Brasil. O que pode contar sobre esse projeto?
RT -
 "Entre Longes" é um projeto muito especial. Não apenas marca minha estreia como protagonista no mundo audiovisual, mas também pela história que narra e pelos cenários em que se desenrola. A série segue a trajetória da enfermeira suíça Rachel, que, após a Segunda Guerra Mundial, decide recomeçar sua vida no Mato Grosso, onde dedica-se a ajudar aqueles em situação de vulnerabilidade.

Ter a oportunidade de filmar no Mato Grosso foi incrível. Conheci lugares fascinantes que talvez nunca tivesse conhecido se não fosse pela série. Foi uma experiência que me proporcionou uma conexão profunda com a região e enriqueceu minha jornada como artista.

CE - Você está em cartaz no Rio até dia 28 de abril com a peça “Tebas Land”, que já foi muito premiada na primeira montagem em 2018. Como tem sido essa trajetória de sucesso do espetáculo que aborda a relação entre um jornalista e um presidiário?
RT -
 O “Tebas Land” é um filho que só me traz alegrias. Foi o espetáculo onde as pessoas começaram a me olhar com outros olhos. Retomar o espetáculo depois de 4 anos, com casa lotada, tem sido um presente, ainda mais no Teatro Poeira, um dos teatros mais charmosos e de prestígio do Rio de Janeiro. Ficamos em cartaz até dia 28 de abril. Venham!

CE - Em julho, você vai levar “Tebas land” para a França. Como é ver um projeto seu alcançando outras culturas?
RT -
 Eu sempre sonhei em levar algum espetáculo meu para fora do Brasil. E agora vou realizar esse sonho com o “Tebas Land”. Está sendo muito especial e de uma responsabilidade muito grande também. Já que seremos os únicos brasileiros a estarem no Festival de Avignon esse ano. Estou com o coração batendo a mil.

CE - Não bastasse ser ator, você também é o produtor das peças em que atua. Isso foi uma escolha ou uma necessidade de conseguir espaço para mostrar seu trabalho?
RT -
 Foi literalmente uma necessidade para mostrar o meu trabalho e também para fazer os personagens que eu gostaria de interpretar. Além de proporcionar-me liberdade criativa, essa escolha também me concede estabilidade financeira, algo que, infelizmente, não é tão comum na área artística.

CE - No seu currículo de ator e produtor também tem outra peça premiada: “Tráfico”, que fala sobre a vida de um garoto de programa. Como escolhe os projetos nos quais vai se envolver, já que eles sempre têm temas impactantes?
RT - 
Desde o início da minha jornada na produção teatral tinha uma visão clara do tipo de projeto que queria realizar. A primeira condição era que o texto me tocasse profundamente e, em segundo lugar, que abordasse um tema relevante, capaz de gerar reflexão na sociedade. Buscava provocar uma mudança de perspectiva nos espectadores, levando-os a refletir sobre suas próprias atitudes em relação ao mundo.

CE - O que é mais difícil: viver como ator ou como produtor?
RT -
 Como ator você está sujeito à espera que outros o convidem para projetos. Por outro lado, como produtor você tem a liberdade de iniciar novos projetos sempre que desejar, garantindo um fluxo contínuo de trabalho.

CE - Robson Torinni é de Garanhuns. De onde veio o interesse pelas artes?
RT - 
Desde criança sempre falei que seria ator e que viajaria o mundo. Quando comecei a me entender por gente, logo entrei no grupo de teatro do colégio que estudei  em Garanhuns – PE. Acho que já nasci com as artes dentro de mim. E aqui estou. Ator e já viajei para mais de 40 países.

CE - Desde o fim da pandemia, vários artistas estão festejando a lotação de teatros e cinemas como não se via há tempos. A que você atribui esse comportamento?
RT -
 Acredito que pelo fato de termos tido 2 anos de restrições devido à pandemia, as pessoas sentiram a necessidade de buscar entretenimento fora de casa, interpretando isso como uma expressão de liberdade após um longo período de confinamento.

CE - Quais os planos para os próximos 25 anos?
RT -
 Continuar fazendo projetos que eu tenha prazer e ganhar o Oscar.

Cinema Correio B+ - Especial

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável

De The Guys a Voo United 93, obras que reconstruíram o trauma e as consequências de um dia que ainda não terminou

11/09/2026 14h39

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicável Foto: Divulgação

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Durante algum tempo, o cinema não soube o que fazer com o 11 de Setembro. As imagens reais já eram tão violentas, tão repetidas e tão profundamente gravadas na memória coletiva que qualquer tentativa de reproduzi-las parecia correr o risco de transformar trauma em espetáculo.

Primeiro, Hollywood retirou as Torres Gêmeas de cartazes, trailers e filmes já concluídos. Depois, aos poucos, começou a tentar entender não apenas o que aconteceu naquela manhã, mas o mundo que surgiu depois dela.

Vinte e cinco anos mais tarde, não existe uma única obra capaz de explicar o 11 de Setembro, porque o atentado não produziu apenas uma história.

Há a história das vítimas, dos sobreviventes e de suas famílias; a dos bombeiros e policiais; a das falhas dos serviços de inteligência; a das guerras iniciadas em seguida; a da islamofobia, da tortura e da vigilância autorizadas pelo medo.

Os melhores filmes, séries e documentários são justamente aqueles que resistem à tentação de reunir tudo em uma resposta simples.

The Guys e a reconstrução pela palavra

The Guys ocupa um lugar especialmente pessoal nessa lista porque nasceu da experiência de Anne Nelson, minha professora e mentora na Universidade de Columbia. Pouco depois dos atentados, Anne foi procurada por um capitão do Corpo de Bombeiros de Nova York que precisava escrever os discursos fúnebres de oito homens de sua equipe mortos no World Trade Center. Ele conhecia cada um deles, mas não conseguia transformar a dor em palavras.

Anne o ajudou a reconstruir quem eram aqueles homens para além dos uniformes e dos números. A peça estreou no Flea Theater em 4 de dezembro de 2001, menos de três meses depois dos ataques, com Sigourney Weaver e Bill Murray. Em 2002, foi transformada em filme, dirigido por Jim Simpson e estrelado por Weaver e Anthony LaPaglia.

Não é um filme sobre a queda das torres, mas sobre o trabalho silencioso de devolver individualidade às vítimas. Como falar sobre alguém quando a dimensão coletiva da tragédia ameaça apagar sua história particular? Em The Guys, a linguagem não resolve o luto, mas oferece uma forma de atravessá-lo.

The Looming Tower e tudo o que veio antes

Se The Guys trata das consequências humanas imediatas, a minissérie The Looming Tower procura entender o que aconteceu antes. Baseada no livro de Lawrence Wright, acompanha a ascensão da Al-Qaeda e, principalmente, a rivalidade entre FBI e CIA nos anos que antecederam os ataques.

Com Jeff Daniels, Peter Sarsgaard e Tahar Rahim, a série mostra como informações fragmentadas, disputas institucionais e egos contribuíram para impedir que as autoridades percebessem a ameaça que se organizava diante delas.

Não apresenta uma conspiração capaz de explicar tudo, mas algo talvez ainda mais perturbador: pessoas que possuíam partes importantes da verdade e instituições incapazes de reuni-las.

Voo United 93 e a experiência do tempo real

Em Voo United 93, Paul Greengrass reconstrói o sequestro do avião que caiu na Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes reagiram contra os terroristas. O filme evita o heroísmo convencional e trabalha com a confusão de quem ainda não compreendia a dimensão do ataque.

Nós sabemos o que está acontecendo porque conhecemos a história. Eles, não. Recebem informações incompletas por telefonemas, percebem que outros aviões foram usados como armas e entendem, aos poucos, que o voo provavelmente também tem um alvo.

É essa diferença entre o conhecimento do espectador e a descoberta dos passageiros que torna o filme tão angustiante.

Greengrass não oferece alívio, discurso patriótico ou vitória reconfortante. O que existe é um grupo de pessoas tentando agir quando todas as possibilidades já são terríveis.

11 de Setembro: como o cinema tentou explicar o inexplicávelVoo United 93 e a experiência do tempo real - Divulgação

Os documentários que preservaram aquela manhã

Entre os registros mais importantes está 9/11, dos irmãos Jules e Gédéon Naudet com James Hanlon. O projeto começou como um documentário sobre um bombeiro novato, mas acabou registrando a rotina de um quartel durante os ataques. Jules filmou uma das raras imagens do primeiro avião atingindo a Torre Norte e entrou no complexo com os bombeiros.

102 Minutes That Changed America reconstrói o período entre o primeiro impacto e o colapso da segunda torre a partir de imagens feitas por jornalistas, moradores e pessoas nas ruas. A ausência de uma narração dominante preserva a desorientação daquele momento, quando ninguém ainda tinha uma narrativa pronta para explicar o que via.

Já 9/11: One Day in America reúne depoimentos de sobreviventes, socorristas e testemunhas, reconstruindo os acontecimentos em ordem cronológica. O documentário devolve dimensão humana a imagens que, de tão repetidas, correm o risco de se transformar apenas em símbolos históricos.

A cidade ferida de A Última Noite

Nem todos os filmes importantes sobre o 11 de Setembro falam diretamente sobre os ataques. Lançado em 2002, A Última Noite (25th Hour), de Spike Lee, conta a história de um homem que passará sete anos na prisão e vive suas últimas horas de liberdade em Nova York.

A trama não é sobre terrorismo, mas a cidade está ferida. O vazio deixado pelas torres aparece na paisagem e no comportamento dos personagens. Spike Lee foi um dos primeiros cineastas a olhar diretamente para aquela ausência, sem precisar transformá-la no centro da narrativa. Seu filme entende que Nova York continuava vivendo, mas já era outra cidade.

O mundo que veio depois

Com o passar dos anos, o cinema começou a olhar para as consequências políticas e morais dos atentados. A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty) acompanha a perseguição a Osama bin Laden, mas provocou discussão sobre a maneira como representou a tortura e sua suposta eficácia.

O Relatório (The Report) examina justamente o programa de interrogatórios e tortura conduzido pela CIA depois do 11 de Setembro. O Mauritano (The Mauritanian) mostra o caso de Mohamedou Ould Slahi, mantido durante anos em Guantánamo sem acusação formal. São filmes sobre o momento em que o medo passou a justificar práticas que as democracias afirmavam condenar.

Quanto Vale? (Worth) segue o advogado Kenneth Feinberg na criação do fundo de indenização às famílias das vítimas. Sua pergunta é cruel, mas inevitável: como estabelecer financeiramente o valor de uma vida? O filme mostra o conflito entre fórmulas jurídicas e histórias que não cabem em cálculos.

Há ainda Top of the World, documentário de Julie Cohen e Betsy West sobre os funcionários do Windows on the World, o restaurante que funcionava no alto da Torre Norte.

Ao recuperar suas trajetórias, a obra retorna ao princípio que também orienta The Guys: antes de serem números associados a uma tragédia, aquelas pessoas tinham trabalhos, famílias, ambições e rotinas.

Uma história que ainda não terminou

O cinema demorou a compreender que não precisava recriar o impacto dos aviões para falar sobre o 11 de Setembro. Em muitos casos, as obras mais poderosas são aquelas que olham para o que aconteceu antes, para as ausências deixadas depois e para as decisões tomadas em nome de um medo que atravessou fronteiras e gerações.

Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro ainda divide a história entre um antes e um depois. Esses filmes, séries e documentários não conseguem explicar completamente o inexplicável, mas ajudam a preservar as pessoas que estavam por trás das imagens e a entender como aquela manhã continua presente no mundo em que vivemos.

AGENDA CULTURAL

Samuel Rosa, Reynaldo Gianecchini, Mostra Palco Giratório, feira de adoção, cinema e mais

Samuel Rosa, Reynaldo Gianecchini, Mostra Palco Giratório, feira de adoção, cinema, atividades infantis e passeio pelo Complexo Ferroviário estão entre as opções

11/09/2026 08h30

O cantor e compositor mineiro se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h, em comemoração aos 80 anos do Sesc

O cantor e compositor mineiro se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h, em comemoração aos 80 anos do Sesc Divulgação

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Campo Grande terá um fim de semana com programação para diferentes públicos, entre música, teatro, cinema, patrimônio, atividades para crianças e ações de adoção de animais. Entre os destaques estão os shows de Samuel Rosa e de Marlon Maciel com Germano Brandão, além das últimas atrações da 2ª Mostra Palco Giratório Sesc MS.

A programação também reúne espetáculos nacionais no Teatro Glauce Rocha, com Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall em “Um Dia Muito Especial”, atividades ligadas ao patrimônio ferroviário da Capital e experiências voltadas ao público infantil em shoppings.

SHOW

Os 80 anos do Sesc serão celebrados em Campo Grande com música ao ar livre. No domingo, data em que a instituição completa oito décadas de atuação, o cantor e compositor mineiro Samuel Rosa se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h. A programação é gratuita.

A apresentação integra as comemorações nacionais do aniversário do Sesc e marca uma nova etapa da carreira do artista, que segue na estrada com a Samuel Rosa Tour.

O espetáculo reúne canções do primeiro álbum solo do músico, “Rosa”, lançado em 2024, e músicas que atravessaram seus mais de 30 anos de carreira.

Entre as faixas do trabalho solo que aparecem no repertório estão “Segue o Jogo” e “Rio Dentro do Mar”. A apresentação também recupera músicas conhecidas pelo público e composições gravadas por Samuel em parceria com outros artistas.

MÚSICA REGIONAL

A programação comemorativa dos 80 anos do Sesc começa antes, hoje, com uma apresentação de música regional no Sesc Sabor e Arte Camillo Boni. A partir das 18h, Marlon Maciel e Germano Brandão participam de uma edição especial do Sexta no Sesc. A entrada é gratuita.

A apresentação reúne dois músicos ligados à produção regional e à tradição de ritmos presentes em Mato Grosso do Sul.

Acordeonista e compositor, Marlon Maciel nasceu em Campo Grande e iniciou a carreira em 1988, tocando no Grupo Musical Uirapuru.

Em 1993, fundou o Grupo Canto da Terra, no qual permaneceu por 11 anos e gravou sete CDs. Entre as composições que fez nesse período estão “Vaneira do Canto”, “Te Vejo Regressar” e “Uma Noite sem Você”.

Desde 2004, o músico mantém seu grupo e atualmente se apresenta acompanhado pelo Grupo Trem Pantaneiro. Sua trajetória também inclui trabalhos como “Ciúme Bobo”, “Peão Folgado”, “Soy el Chamamé” e “Pro Namoro Ficar Bom”.

PALCO GIRATÓRIO

A 2ª Mostra Palco Giratório Sesc MS entra em sua última semana com atrações de teatro, dança, circo e intervenções cênicas.

Os espetáculos percorrem diferentes linguagens e tratam de assuntos como identidade, cultura popular, racismo, memória, resistência e ocupação dos espaços públicos. Os ingressos são gratuitos e estão disponíveis pelo Sympla.

Hoje, às 19h, será apresentado “Eduardo: o Rei das Praças”, de Eduardo Show da Vida e Alysson Lemos, do Ceará.

O espetáculo também presta homenagem aos artistas de rua que fazem das praças e demais espaços públicos locais de trabalho, convivência e resistência. A classificação é livre.

Amanhã, a programação começa pela manhã. Às 10h, na Praça Ary Coelho, o grupo Máscara EnCena, do Rio Grande do Sul, apresenta “Bando”.

Para encerrar a Mostra, às 16h, as Inigualáveis Irmãs Cola, de São Paulo, apresentam “Cola Shows: Malabarismo e Simpatia em Dose Dupla”.

TEATRO

O Teatro Glauce Rocha recebe neste fim de semana Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall em “Um Dia Muito Especial”. O espetáculo será apresentado no sábado, às 20h, e no domingo, às 18h.

O cantor e compositor mineiro se apresenta no Parque das Nações Indígenas, a partir das 18h, em comemoração aos 80 anos do SescTEATRO Um Dia Muito Especial - Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall protagonizam a narrativa que se passa em Roma, no dia 6 de maio de 1938, durante a visita de Adolf Hitler à Itália de Benito Mussolini
Foto: Divulgação

A montagem leva aos palcos a história do filme homônimo de Ettore Scola, lançado em 1977 e protagonizado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni. A adaptação brasileira tem direção e adaptação de Alexandre Reinecke e tradução de Célia Tolentino. O elenco conta ainda com Carolina Stofella.

A narrativa se passa em Roma, no dia 6 de maio de 1938, durante a visita de Adolf Hitler à Itália de Benito Mussolini.

Enquanto a cidade acompanha a movimentação política, Antonietta, mãe de seis filhos, permanece em casa, ocupada com as tarefas domésticas e vivendo em um casamento marcado pelo machismo e pela traição.

A rotina muda quando seu pássaro de estimação foge e vai parar na janela de Gabriele, seu vizinho. Ele foi demitido da rádio por ser gay e vive sob a ameaça da repressão do regime.

O encontro entre os dois abre espaço para uma conversa sobre desejos, frustrações, solidão e sonhos. Embora partam de situações distintas, os personagens encontram no outro uma possibilidade de compreender experiências que não cabiam nos papéis impostos pela sociedade daquele período.

Os ingressos estão disponíveis pelo site Ingresso Digital.

PASSEIO HISTÓRICO

Quem quiser conhecer parte da história de Campo Grande a partir da própria paisagem urbana poderá participar, neste sábado e domingo, de uma visita guiada pelo Complexo Ferroviário.

A artista visual Sara Welter conduz as caminhadas a partir das 15h30min, passando por sete espaços históricos localizados na Avenida Calógeras e região. A atividade é gratuita e integra a Jornada do Patrimônio 2026.

O percurso parte da cartilha “Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário”, produzida por Sara, que transformou vestígios da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em desenhos e histórias.

Durante aproximadamente uma hora, a artista apresenta informações sobre os locais retratados, a história da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) e as transformações pelas quais a região passou. A pesquisa também reuniu relatos de ferroviários e moradores.

“Eu não sou arquiteta, mas sou uma pesquisadora independente porque gosto muito de patrimônio, meu foco está mais na curiosidade, no registro histórico e nos desenhos”, explica Sara.

Cada edição terá 30 vagas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: BIT.LY/ResqVisGui.

CINEMA

A programação dos cinemas também ganha espaço neste fim de semana com a Semana do Cinema, que ocorre até quarta-feira. No Cinemark do Shopping Campo Grande, as sessões terão valores promocionais durante o período da ação.

Entre os títulos em cartaz estão “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”, continuação do filme de 1998 estrelado por Sandra Bullock e Nicole Kidman; “Código: Vingança”; “Maravilhosa Árvore”; e o nacional “Minha Melhor Amiga”, com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli.

Os ingressos para sessões 2D, 3D e XD custam R$ 10 das 8h às 16h59min e R$ 12 a partir das 17h. Para salas Prime, os valores são de R$ 20 no período de matinê e R$ 24 à noite. As sessões D-Box seguem os mesmos valores de R$ 20 e R$ 24.

PROGRAMAÇÃO INFANTIL

No Bosque dos Ipês, a “Sorveteria da Mel” ocupa o Piso L1, em frente à Academia Positivamente, no sábado e domingo. A experiência é inspirada no universo da criadora de conteúdo Melissa Seabra, conhecida como Mel Slime.

A proposta utiliza o conceito de uma sorveteria para criar uma experiência baseada em cores, texturas e produção de slime. Melissa reúne mais de 16 milhões de seguidores e inscritos em plataformas como Instagram, YouTube, TikTok e Kwai.

No Shopping Campo Grande, a Yupp Play oferece jogos e brinquedos próximos à praça de alimentação. Já a Yupp Experience, no segundo piso, reúne trampolins, basquete, futebol interativo, brinquedos infláveis, fliperama, carrossel e espaço infantil. O local também tem seis réplicas de dinossauros gigantes.

No Norte Sul Plaza, a atração Coisa de Criança reúne cenários em tamanho infantil, como cozinha, camarim e sala de aula, além de tobogãs e piscina de bolinhas.

O Magic Games oferece atividades para diferentes idades e o T-Rex Tour apresenta dinossauros todos os dias, a partir das 16h. Outra opção é a Slimeria, com oficinas de slime de diferentes durações e atividades.

FEIRA DE ADOÇÃO

Para quem deseja adotar um animal, a ONG Amicats promove uma feira de adoção hoje, das 17h às 21h, na Cobasi.

Serão 14 gatos, com idades entre 45 dias e 10 meses. Todos estão vermifugados; cinco já foram castrados e cinco, vacinados.

A ONG reforça que a adoção deve ser planejada para toda a vida do animal. Os interessados precisam oferecer um ambiente seguro e sem acesso à rua. Em apartamentos, todas as janelas devem estar teladas. Em casas, a organização solicita registros dos muros e portões do imóvel.

Também é obrigatória a utilização de caixa de transporte para levar o animal adotado para casa.

Quem não puder adotar também pode colaborar com a entidade, que recebe doações de ração, areia sanitária, mantas, potes, medicamentos, itens de limpeza, caminhas e jornais, além de contribuições financeiras.

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