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AGENDA CULTURAL

Carnaval fora de época

Jerry Espíndola, Sampri, Vinil Moraes e o grupo percussivo BojoMalê estão entre as atrações da celebração de 18 anos do Cordão Valu; na Concha Acústica, tem shows do Coletivo 8 e de Jacqueline Costa; no MIS, Mostra de Arte Digital; e nos cinemas, o longa-

A festa de 18 anos do bloco  com Jerry Espíndola, Vinil Moraes, Sampri e BojoMalê (a partir do alto à direita, no sentido horário)   é o destaque da Feira Cultural Borogodó, neste domingo, na Praça Coophafé, das 9h às 15h; entrada franca

A festa de 18 anos do bloco com Jerry Espíndola, Vinil Moraes, Sampri e BojoMalê (a partir do alto à direita, no sentido horário) é o destaque da Feira Cultural Borogodó, neste domingo, na Praça Coophafé, das 9h às 15h; entrada franca - Fotos: Divulgação

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Foi no Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, no ano de 2006, que foi criado o Cordão Valu. De lá para cá, já foram muitos Carnavais e muito folia correndo solta graças à animação do bloco, que se tornou o mais celebrado de Campo Grande. Nada mais justo, então, do que uma festança daquelas para celebrar a maioridade do Valu. É o que deve ocorrer neste domingo, a partir das 9h, na Praça Coophafé (Rua das Garças, nº 3.164, próxima à Via Park), durante a sexta edição da Feira Cultural e de Economia Criativa Borogodó.

Com entrada franca, o evento se estenderá até as 15h e terá, entre outras atrações musicais, apresentações de Jerry Espíndola, Sampri, Vinil Moraes e do grupo percussivo BojoMalê, além do Valu Samba Trio. A Cia Teatro do Mundo também vai marcar presença na comemoração de 18 anos do Cordão Valu. “É com muita honra que receberemos essa grande festa”, diz uma postagem da Borogodó no Instagram.

SOM DA CONCHA

No Som da Concha deste domingo, a partir das 18h, na Concha Acústica Helena Meirelles (Parque das Nações Indígenas), com entrada franca, apresentam-se a cantora Jacqueline Costa e o Coletivo 8, um grupo formado por mulheres musicistas e compositoras. As apresentações estavam programadas para 3/11, mas foram adiadas em decorrência da chuva. Com o show “Desenho em Aquarela”, Jacqueline Costa vai mostrar seu trabalho autoral com forte influência da MPB, do pop e do R&B.

Natural de Corumbá e criada em Campo Grande, Jacqueline iniciou sua carreira em bares e eventos locais. Suas composições refletem sentimentos humanos e conexões pessoais, traçando um caminho musical que busca tocar o público com temas cotidianos e emocionais. 

O primeiro álbum foi lançando em 2014 e inclui as canções “Esperando em MS”, “Chuva de Amor” e “Fiz Uma Lista”. No mesmo ano, ela venceu o 22º Festival Universitário da Canção (FUC). Em 2023, Jacqueline participou da segunda edição do projeto O Canto Delas.

O show “A Mulher que Comeu a Maçã” é definido pelo grupo como “a essência” do Coletivo 8. A proposta é explorar a ousadia intelectual feminina e a ocupação de espaços musicais majoritariamente dominados por homens. Liderado por Sofia Basso (direção artística) e Letícia Dias (direção musical), o coletivo se apresenta em formato dinâmico e colaborativo, reunindo artistas para fortalecer e ressignificar a presença feminina na música.

Para esta edição do Som da Concha, o coletivo contará com Sofia Basso, Letícia Dias, Jool Azul e Ju Souc. O repertório da apresentação é composto por músicas das quatro artistas, refletindo suas influências e seus estilos individuais, além da temática do empoderamento e da expressão feminina.

MADI

Hoje é o último dia para conferir a Mostra de Arte Digital (MADi) 2024, em cartaz no Museu da Imagem e do Som (MIS), com trabalhos de 15 artistas e dois coletivos. A coordenação e a curadoria são de Venise Paschoal de Melo, e a montagem e o projeto expográfico, de Julian Vargas Cubillos.

Os participantes que assinam as obras são: Ágatha Scaff, Ana Julia da Silva Oliveira, Christopher Santos Ferreira, Elian Carlos, Gabiru Correa, Istive Terena, Kamylla Moraes, Kelle Almeida e Coletivo de Mulheres, Letícia Maidana, Mayara Rocha, Emilly Coutinho e Karla Braud, Paola Cristina, Rafaela Lazzari, Venise Melo e Coletiva Terra Femini.

Desde o ano de 2018, a MADi vem sendo um espaço que visa estimular produções e promover a arte inserida nas tecnologias eletrônico-digitais. Nesta edição especial, a proposta é estabelecer pontes com a 14ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, também em cartaz no MIS até hoje, e para essa travessia foram selecionados trabalhos de integrantes do Grupo de Pesquisa Arte, Tecnologia e Sociedade (CNPq/UFMS) e também de alunos do curso de Artes Visuais da UFMS.

A ideia é provocar reflexões sobre o papel da arte como mediação social por meio de várias linguagens e suportes, como a fotoperformance, a glitch arte, os lambe-lambes, a videoperformance e a instalação conceitual. Mostra aberta até 21h, com entrada franca. Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Centro. Mais informações: (67) 3316-9178.

DIREITOS HUMANOS

Uma das sessões do último dia da 14ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, nesta sexta-feira, é voltada para o público infantil, com o longa de animação “Garoto Cósmico” (2008), de Alê Abreu. 

“Três crianças, Cósmico, Luna e Maninho, vivem em um mundo futurista, onde as vidas são totalmente programadas. Certa noite, enquanto tentam obter pontos para ganhar um bônus na escola, eles se perdem no espaço e descobrem um universo infinito”, diz a sinopse do desenho animado. Na Central Única das Favelas (São Conrado), às 19h, com entrada gratuita.

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Folia

Corumbá quer mostrar que faz o melhor carnaval para garantir verba

Apoio financeiro da prefeitura às escolas de samba somou R$ 808 mil, liberados ainda no ano passado

11/02/2026 13h15

Ensaio tecnico na avenida foi uma prévia do desfile das escolas de samba

Ensaio tecnico na avenida foi uma prévia do desfile das escolas de samba Foto: Divulgação

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A cidade mais carnavalesca do interior do Brasil lançou uma programação oficial do carnaval, a partir do dia 6 de fevereiro, com o proposto muito além de fazer uma grande festa: superar os carnavais dos anos anteriores para provar que não tem concorrente no Estado e na região Centro-Oeste e merece mais apoio financeiro - e respeito.

As lideranças políticas da cidade e os carnavalescos não se pronunciaram, mas estão indignados com a decisão do Governo do Estado de dobrar os repasses (R$ 2,6 milhões) para as seis escolas de samba de Campo Grande e reduzir pela primeira vez o valor (R$ 900 mil) destinado às dez agremiações corumbaenses.

“É desmerecer o nosso carnaval, que sempre foi e será o melhor”, disse um dirigente de escola de samba. “Só pode ser politicagem”, protestou. O presidente da Liesco (Liga Independente das Escolas e Samba de Corumbá), Zezinho Martinez, não comentou sobre a redução da verba destinada pelo Estado, sem justificativas, e preferiu agradecer o dinheiro liberado.

“Vamos fazer o melhor carnaval, esse é o propósito de todos os envolvidos, seja a prefeitura ou as escolas, e os ensaios técnicos (realizados no domingo e na segunda-feira) mostraram que todos se prepararam com muito afinco para fazer um grande espetáculo para os corumbaenses e turistas”, disse o carnavalesco.

O apoio financeiro da prefeitura às escolas de samba somou R$ 808 mil, liberados ainda no ano passado, possibilitando a compra antecipada de material em São Paulo para confecção das fantasias e carros alegóricos e contratação de mão de obra. Os onze blocos oficiais, que desfilam no sábado, receberam R$ 320 mil.

Ensaio tecnico na avenida foi uma prévia do desfile das escolas de sambaConcurso de Fantasias: Valdir Gomes é "hors-concours" / Foto: Silvio de Andrade 

O que vai rolar?

O circuito da passarela do samba, na Avenida General Rondon, Rua Frei Mariano e Praça Generoso Ponce, está pronto para os sete dias de carnaval na cidade, com arquibancadas, palco e camarotes. Os ensaios técnicos organizados pela prefeitura e Liesco fazem a aferição do sistema de som digital e proporcionam às escolas os ajustes para os desfiles.

A programação oficial abriu no dia 6, com o festival de sambas enredos dos blocos, e nesta quarta-feira terá o concurso de marchinhas e a saída do Blocos Sandálias de Frei Mariano. Na quinta-feira à noite, acontecerá o tradicional Festival de Fantasias, no Clube Corumbaense, com R$ 85 mil de premiação. No sábado, o evento Casario Folia, no porto geral, e desfile dos blocos oficiais.

O domingo e a segunda-feira são destinados ao desfile das escolas de Samba. No primeiro, dia passam pela avenida a Vila Mamona, A Pesada, Major Gama, Acadêmicos do Pantanal e Caprichosos. No segundo, Imperatriz, Estação Primeira, Império do Morro, Marquês de Sapucaí e Mocidade da Nova Corumbá. A apuração das notas será no dia 18.

Fechando a programação, a terça-feira é reservada para o carnaval cultural, na passarela do samba, com apresentações do corso (desfile de carros enfeitados), cordões carnavalescos, pastorinhas e blocos de frevo e dos palhaços, a partir das 20h. No mesmo dia, haverá Casario da Folia, no porto geral, e carnaval inclusivo, no Jardim da Independência.

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TURISMO

Região leste de Campo Grande vai abrigar a primeira vinícola a ser implementada na Capital

Com a implementação da Rota Bioceânica, diversos empreendimentos voltados ao lazer rural têm sido instalados na BR-262, na região leste de Campo Grande; entre as novas investidas, se destaca a primeira vinícola a ser implementada na Capital

11/02/2026 10h00

Mariana Piell

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A menos de 10 quilômetros da área urbana de Campo Grande, a paisagem muda aos poucos e as avenidas largas da capital dão lugar a estradas contornadas por eucaliptos e, entre os espaços de mata nativa e sítios familiares, começam a surgir condomínios residenciais, empreendimentos logísticos e projetos de turismo rural. 

A região leste, antes discreta na expansão da cidade, está em transformação, impulsionada pelo movimento trazido pela Rota Bioceânica, caminho rodoviário que ligará o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Paraguai, Argentina e Chile.

FRONTEIRA DE EXPANSÃO

Com a duplicação da BR-262, na saída para Três Lagoas – trecho que integra a rota e também compõe a chamada Rota da Celulose –, a região passou a atrair investidores interessados no potencial de valorização da área.

Vinícola foi iniciada há apenas 50 dias, com o plantio das parreiras - Foto: Mariana Piell

Francisco Maia, proprietário da vinícola Quinta de São Francisco, percebeu nesse contexto a oportunidade de criar um empreendimento que unisse agricultura, bem-estar e turismo.

“A cidade toda se desenvolveu para a saída de Cuiabá, saída de São Paulo, saída de Aquidauana e a saída de Três Lagoas ficou quieta. Então começou agora o momento dos empreendimentos de condomínio”, afirma Francisco.

Parte da Rota Bioceânica, a BR-262 tem se desenvolvido rapidamente - Foto: Gerson Oliveira / Arquivo Correio do Estado

“Com a Rota Bioceânica, a gente entende que vai ser uma grande oportunidade dos empreendimentos imobiliários acontecerem na região”, complementa.

Essa percepção não é isolada. A BR-262, que corta Mato Grosso do Sul de leste a oeste, tornou-se um dos principais vetores de desenvolvimento urbano e econômico de Campo Grande.

Além da ampliação de condomínios de alto padrão, a região tem recebido novas estruturas voltadas à logística, ao lazer e, mais recentemente, à produção de experiências ligadas ao campo, como a vinícola Quinta de São Francisco, primeiro empreendimento da capital voltado à produção de vinho.

PIONEIRA

Instalada em uma área de cerca de 40 hectares, a vinícola ainda está em fase inicial, com dois hectares já plantados das variedades Sirrah, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc.

Foto: Mariana Piell

O projeto, coordenado pelo gerente Júlio de Sá Marques, nasce com o propósito de criar um espaço de contemplação e vivência rural, voltado à cultura do vinho e ao turismo de experiência.

“A ideia é que a pessoa possa sentar dentro do parreiral, fazer um piquenique, colher a uva, ver como é o cultivo. É um espaço para acalmar o coração, relaxar e aproveitar o paisagismo”, explica Júlio.

Além da área produtiva, o terreno abriga uma pequena floresta nativa, onde serão criadas trilhas para caminhada e ciclismo, voltadas ao bem-estar e ao contato com a natureza. O projeto prevê ainda a construção de um lago para pesque-pague e quiosques individuais, privilegiando o descanso e a convivência em meio ao verde.

O grande destaque, contudo, será o restaurante instalado em um casarão de três andares, que está sendo reformado. Segundo o colaborador, Guilherme Giglio, o objetivo é oferecer uma estrutura completa para que o visitante passe o dia no local.

“Pretendemos também fazer horta, criação de galinhas e outros animais, para que tudo possa ser usado no restaurante de forma orgânica e autossustentável”, detalha Guilherme.

“O casarão vai ter mesas com vista para a região, mesas cobertas com uva, tudo pensado para criar um ambiente gostoso, onde a pessoa venha almoçar e queira ficar, passar a tarde, comemorar um aniversário ou até realizar um casamento”, complementa.

Quando estiver em pleno funcionamento, a Vinícola Quinta de São Francisco poderá se tornar um dos principais destinos de enoturismo de Mato Grosso do Sul. O plano é abrir o restaurante e o receptivo ao público até o fim deste ano, com as primeiras colheitas de uvas acontecendo entre 2027 e 2028.

Os visitantes poderão acompanhar o ciclo das videiras, participar de degustações, piqueniques e eventos temáticos, experimentar produtos da horta local e, no futuro, levar para casa as primeiras garrafas do vinho produzido em Campo Grande.

VINHO DE MS

O cultivo de uvas para vinhos em Mato Grosso do Sul ainda é uma novidade. Por causa da umidade do verão e da amplitude térmica do inverno, o manejo segue o modelo conhecido como “colheita de inverno”, já adotado em outras regiões do Brasil Central, como no cerrado mineiro, no noroeste paulista, e até mesmo em Mato Grosso do Sul, na vinícola Terroir Pantanal, primeira do estado, instalada em Aquidauana.

A safra nesse modelo de colheita é invertida: poda-se no verão e colhe-se no inverno, quando há insolação e menos umidade.

Os rótulos da Quinta de São Francisco serão produzidos em pequena escala, voltado ao consumo local e à experiência do visitante. Mais do que competir no mercado de vinhos, o objetivo do empreendimento é criar uma marca de identidade regional, que una o sabor do produto à vivência do local.

“O parreiral e o vinho são um complemento da experiência. Queremos que as pessoas venham aqui para conhecer o processo, viver um momento de contato com a terra e aproveitem o espaço”, explica Júlio de Sá.

ROTA DE OPORTUNIDADES

A Rota Bioceânica, eixo logístico que deve ligar o território brasileiro ao Chile, passando por Campo Grande e chegando ao porto de Antofagasta, estende-se por mais de 2.000 quilômetros.

Quando concluída, permitirá o escoamento de produtos brasileiros pelo Pacífico, reduzindo custos de exportação para a Ásia. Mas, além do peso econômico, a rota também está transformando o mapa turístico e imobiliário do Estado.

Ao fundo do parreiral, há a reserva de vegetação nativa, onde futuramente serão feitas trilhas - Foto: Mariana Piell

A perspectiva de integração internacional tem estimulado um movimento de modernização das estradas, com duplicações, novos acessos e investimentos públicos e privados.

No entorno da BR-262, especialmente entre a saída para Três Lagoas e o distrito de Rochedinho, a paisagem evidencia esse novo ciclo com condomínios luxuosos, parques ecológicos, empreendimentos hípicos e vinhedos que coexistem.

REFÚGIO

O nascimento desses projetos vem ao encontro de uma demanda crescente por lazer próximo e acessível.

Conforme explica Francisco Maia, após a pandemia, o público de Campo Grande passou a buscar mais contato com a natureza, experiências gastronômicas ao ar livre e espaços de descanso sem grandes deslocamentos. É nesse contexto que a região leste desponta como novo polo de lazer rural.

O Ecopark, por exemplo, já atrai cerca de 2 mil pessoas aos fins de semana, enquanto projetos como o Portal das Águas e a Pousada Pontal oferecem passeios, restaurantes e pequenas hospedagens integradas à natureza.

Há ainda áreas destinadas a esportes equestres, como o Clube do Laço e o Terras de São Francisco, o primeiro condomínio rural de Campo Grande projetado para atividades com cavalos.

>> Serviço

A vinícola Quinta de São Francisco tem previsão para abrir as portas ao público ainda no fim de 2026. Até lá, os trabalhos desenvolvidos na propriedade poderão ser acompanhados pelo site: quintadesaofrancisco.com.br.

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