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GASTRONOMIA

Chef une o sabor da carne soleada com o adocicado da banana-da-terra

Unindo o sabor da carne soleada com o adocicado da banana da terra, a versão da chef Dani Costa é ideal para ser preparada para a família inteira

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Fim de semana é o momento de testar novas receitas para sair da rotina. E Mato Grosso do Sul é território fértil de ingredientes que garantem um sabor único para os pratos que podem ser feitos em casa.

A personal chef Dani Costa sugere a preparação de uma paella pantaneira, que é a sua releitura do arroz carreteiro. Apesar de não utilizar frutos do mar como a tradicional paella, a chef explica que é a forma em que o arroz é servido que remete ao prato espanhol. 

A culinária permite demonstrar os costumes de um local e por meio dela é possível conhecer as diferenças entre as pessoas de um mesmo espaço geográfico. Em Mato Grosso do Sul, as influências que aqui existem permitem uma diversidade de alimentos e preparos.

O arroz carreteiro pode ser considerado de origem gaúcha e foi trazido pelos colonos. O seu nome faz referência aos viajantes que percorriam longos caminhos atravessando o País.

O ingrediente tradicional do prato é o charque, que é típico do Rio Grande do Sul, sendo o ponto alto do preparo, em razão de seu sabor marcante. 

O charque era abundante na época, pois, por ser seco, poderia ser mantido facilmente conservado durante muitos dias de viagem, não necessitando de refrigeração. 

Sem poder congelar a comida, os viajantes guardavam a carne em baús e, assim, adicionavam ao arroz, garantindo a alimentação.

O carreteiro ainda hoje serve como alimento para os peões nas comitivas no Pantanal. 

Servido no jantar, no almoço ou no café da manhã tipicamente pantaneiro, chamado de quebra-torto, é comum nas fazendas de Mato Grosso do Sul. 

Além de pães, bolos, geleias, queijo, sucos e leite, o quebra-torto conta com arroz carreteiro com ovos fritos.
A personal chef Dani Costa fez uma releitura do prato, alterando alguns ingredientes e renomeando de paella, pois é servido e preparado em um tacho. Ela faz a troca do charque pela carne soleada e a une ao sabor mais adocicado da banana-da-terra. Além do toque especial de suco de laranja. 

“A minha releitura desse prato está na troca de alguns ingredientes. Eu não utilizo charque, substituo pela carne soleada, que tem um sabor um pouco mais suave, além de banana da terra frita. Fica um arroz muito saboroso. Eu chamo de paella pela forma que é servido e preparado, pois utiliza uma só panela e é servido no próprio tacho que foi preparado”, conta Dani. 
Para a chef, a junção de sabores transforma o arroz , que fica perfeito para ser preparado para a família inteira.

PAELLA PANTANEIRA 

Ingredientes: 
500 g de carne soleada cortada em cubos;
150 g de calabresa em cubos;
150 g de bacon em cubos;
1 cebola grande picada;
2 dentes de alho picados;
200 ml de suco natural de laranja;
50 ml de óleo de soja ou banha de porco; 
3 xícaras de arroz-agulhinha ou parboilizado;
2 bananas-da-terra em fatias;
Sal a gosto;
Salsinha a gosto;
Pimenta-biquinho a gosto.
Modo de preparo:
Em uma panela, coloque o óleo ou a banha de porco e aqueça bem. Acrescente a carne picada e a cebola picada e deixe fritar. Quando estiver dourada e grudando no fundo da panela, acrescente parte do suco de laranja. 
Mexa e deixe fritar novamente. Vá colocando água aos poucos, intercalando com o suco de laranja, até a carne estar bem dourada e macia. 
Adicione o bacon, deixe fritar. Depois, adicione a calabresa e deixe dourar. Adicione o alho picado, o arroz, a água e o sal, se for necessário, e deixe cozinhar. 
Enquanto isso, frite as fatias de bananas-da-terra.
Finalizando o arroz, desligue o fogo e coloque a salsinha picada e as fatias de banana espalhadas por cima do arroz, e a pimenta-biquinho.
Essa receita serve aproximadamente 4 pessoas.

 

CAMPO GRANDE (MS)

Ipê rosa abre temporada das cores e anuncia chegada do inverno

Rosa começou a florir e deve alcançar o seu auge no fim do mês, próximo a chegada da estação de inverno, em 21 de junho

14/06/2026 15h44

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo MARCELO VICTOR

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A temporada das cores está de volta: ipês voltaram a colorir e enfeitar ruas e avenidas de Campo Grande.

O rosa é o primeiro do ano a florir e anunciar a chegada do inverno, que começa em 21 de junho, daqui uma semana.

O Ipê, símbolo da flora sul-mato-grossense, é comum nas estações de outono e inverno. A temporada de floração começa em junho e vai até setembro. O ipê rosa floresce em junho/julho; o amarelo em julho/agosto e o branco em agosto/setembro.

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo"Tapete rosa" de folhas de ipê rosa na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/arquivo

O rosa começou a florir e deve alcançar o seu auge no fim do mês. Apesar de ainda tímidos, estão plantados nas avenidas Afonso Pena, Ernesto Geisel, Mato Grosso, Ricardo Brandão, Costa e Silva, Gury Marques, Parque das Nações Indígenas, Parque dos Poderes, entre outros locais.

Flores da árvore caem e formam um lindo e exuberante “tapete rosa” no chão.

As cores mais comuns em Campo Grande são rosa, amarelo e branco. Também existe a cor verde, incomum na Capital. Além desses, existe o falso ipê, que é o lilás, do gênero Jacaranda.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), no fim nos anos 90 e início dos anos 2000, a gestão municipal plantou cinco mil mudas de ipês nas saídas da cidade, canteiros centrais das avenidas e parques. E, por isso, a cidade recebeu o título e slogam de “Capital dos Ipês”.

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo"Tapete rosa" de folhas de ipê rosa na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/arquivo

IPÊ

O ipê é uma árvore do gênero Handroanthus, Tabebuia e Cybistax e da família Bignoniaceae. É comum florescer na estação de inverno.

Possui altura que varia de 5 a 20 metros, carregado de flores coloridas e desprovido de folhas. Em boas condições, pode passar de 100 anos de vida com facilidade. 

Suas características são:

  • Cascas rugosas
  • Folhas substituídas por flores coloridas na estação de inverno
  • Deciduidade de folhas, que é quando as folhas caem na estação seca
  • Folhas palmadas, que são folhas em forma de uma mão aberta

Chama a atenção porque as folhas são totalmente substituídas por flores, em cachos, na maioria de suas espécies durante a estação de seca.

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingoFlores do ipê rosa. Foto: Marcelo Victor/arquivo

Por causa de sua beleza, atraem insetos e vertebrados como abelhas e pássaros, especialmente beija-flores que tem papel fundamental na polinização.

De acordo com o mestre em biologia vegetal e doutorando em ecologia e conservação, Pedro Isaac Vanderlei de Souza, os Ipês são predominantes em todo o país, com ocorrência na Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia, Cerrado e em alguns países da América do Sul.

Existem três espécies de Ipê rosa, quatro do amarelo, uma do branco e uma do verde em Campo Grande.

“A mais comum de rosa é Handroanthus impetiginosus. De amarelo a gente tem bastante Handroanthus ochraceus, que é o ipê amarelo do cerrado, e Tabebuia aurea, que é o ipê amarelo do Pantanal ou paratudo, além de Handroanthus chrysotricha, que é aquele ipê amarelo pequeninho. O branco é Tabebuia roseoalba e o verde é Cybistax antisyphilitica”, explicou Pedro.

A floração do ipê-rosa é bem curta, geralmente dura poucos dias a algumas semanas.

Saúde Correio B+

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite média

Comum após episódios de gripe, a infecção pode afetar pessoas de todas as idades, mas tem maior incidência na primeira infância

14/06/2026 15h00

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite média

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite média Foto: Magnifique

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Com a chegada do inverno e o aumento da circulação de vírus, cresce também a incidência de complicações associadas a gripes e resfriados, entre elas, a otite média.

A doença é caracterizada por uma infecção na orelha média, região localizada atrás do tímpano e responsável pela transmissão dos sons até a orelha interna.

A otite média pode ter origem viral ou bacteriana e costuma se desenvolver durante ou após infecções das vias respiratórias superiores.

Isso acontece porque o processo inflamatório pode comprometer o funcionamento da tuba auditiva, estrutura que conecta o ouvido à parte posterior do nariz e ajuda a equilibrar a pressão na orelha média. 

“Quando há obstrução, ocorre o acúmulo de secreções, criando um ambiente propício para infecções”, explica o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP. 

“Embora possa acometer pessoas de todas as idades, as crianças de até três anos estão entre as mais vulneráveis devido à imaturidade do sistema imunológico e às características anatômicas da tuba auditiva nessa faixa etária. A exposição à fumaça do cigarro e a ambientes com elevados níveis de poluição também pode aumentar o risco de desenvolver a doença”, acrescenta.

Segundo o especialista, algumas medidas ajudam a reduzir as chances de infecção.

"A prevenção passa principalmente pelo controle das infecções respiratórias. Manter o calendário vacinal atualizado, incentivar a higienização frequente das mãos e evitar a exposição à fumaça do cigarro são atitudes importantes, especialmente para crianças pequenas", orienta.

Entre os principais sintomas da otite média estão dor intensa no ouvido, febre, redução da audição, irritabilidade, dificuldade para dormir e diminuição do apetite. Em crianças menores, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Quando a dor de ouvido exige atenção? Especialista explica os riscos da otite médiaDor de ouvido em crianças - Divulgação

"O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica e do exame com otoscópio, que permite observar alterações na membrana timpânica. O tratamento varia de acordo com a idade do paciente, a intensidade dos sintomas e a gravidade do quadro. Em alguns casos, podem ser indicados analgésicos e antibióticos", explica o médico.

De acordo com Caio Simão, o acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação adequada.

"Diante de sintomas persistentes ou dor intensa, é importante buscar avaliação especializada. O diagnóstico precoce contribui para um tratamento mais assertivo e reduz o risco de recorrências e de prejuízos auditivos", finaliza.

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