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RAIO-X

Clarissa Pinheiro vive amor bandido em novela

Vilã em “Amor de Mãe”, que vive Penha, vibra com intensa reviravolta da personagem
20/03/2020 23:00 - Caroline Borges/TV Press


 

Novelas não reservam surpresas apenas para o público. O elenco envolvido na produção também é constantemente surpreendido com o futuro de seus personagens. Clarissa Pinheiro, que vive Penha em “Amor de Mãe”, está vivendo isso atualmente. No início da trama de Manuela Dias, Penha era empregada doméstica de Lídia, papel de Malu Galli, e sofria com o assédio moral da patroa. Porém, nos últimos capítulos, a atriz viu sua personagem ganhar novos rumos ao se envolver com Belizário, de Tuca Andrada. Penha, que se aproximou do policial corrupto para vingar a morte do marido, acabou se apaixonando e enveredando para o mundo do crime. “Eu não sabia de nada. Quando o Zé (José Luiz Villamarim, diretor) me chamou para participar da novela, eu só sabia que era uma empregada doméstica que sofreria abusos de poder da patroa e que seria traída pelo marido. Do resto em diante, foi tudo novidade para mim”, afirma Clarissa, que vibra com a repercussão intensa da novela. “Muita gente na rua me dizendo que antes torcia para que eu me vingasse do Belizário, mas que agora a torcida é pelo romance dele com a Penha. Outras decepcionadas com a mudança da Penha. Isso é interessante porque essa dualidade humana existe e, ao ser tratada em uma novela, deixa os personagens com camadas muitos mais profundas”, completa. 

Aos 36 anos, Clarissa tem uma carreira estruturada entre o cinema e o teatro. Além disso, na tevê, ela coleciona diversas séries no currículo, como “Justiça” e “Sob Pressão”, da Globo. A trama de “Amor de Mãe” marca sua estreia nos folhetins. Para a atriz, suas experiências anteriores foram fundamentais para o atual momento da sua carreira. “Acho que a experiência no cinema, e também em séries, me trouxe familiaridade com a dinâmica de filmagem. Mas a verdade é que todos os trabalhos que fiz até hoje, seja em tevê, cinema, teatro, foram fundamentais para que eu pudesse abraçar esse novo e grande projeto que é a novela com muita serenidade”, explica. Sem ideia do que ocorrerá nos próximos capítulos de “Amor de Mãe”, Clarissa acredita que o futuro de Penha e Belizário ainda é bastante incerto. “Pelo que já entendi do movimento da Penha, ela é fiel a quem lhe é fiel. Se o Belizário continuar sendo um bom parceiro, acho que ela não terá motivos para manter o projeto de vingança. Mas se ele vacilar...”, despista.

Nome: Clarissa Pinheiro de Oliveira e Silva.

Nascimento: Em 6 de janeiro de 1983, em Recife. 

Atuação inesquecível: “Rita, personagem do filme ‘Casa Grande’, porque a primeira vez a gente nunca esquece”.

Interpretação memorável: “Fiquei bem impactada com o recente trabalho da atriz Elizabeth Moss, na série ‘O Conto da Aia’”.

Um momento marcante na carreira: “A premiação no Festival de Paulínia. Foi uma grande surpresa”.

O que falta na televisão: “Eu gosto muito de assistir a entrevistas. Acho que a tevê poderia investir mais nesse tipo de programa”.

O que sobra na televisão: “Capacidade de reinvenção, de se adaptar às mudanças que estão ocorrendo dentro dos veículos de comunicação”.

Com quem gostaria de contracenar: “Com quem está afim de jogar”.

Ator preferido: “No momento, Joaquin Phoenix. Incrível”.

Atriz preferida: “Adoro a Drica Moraes”.

Novela preferida: “Mulheres de Areia”, de 1993, da Globo.

Vilão marcante: “Sem dúvidas, Nazaré Tedesco”.

Se não fosse atriz, o que seria: “Seria uma pessoa frustrada”.

Personagem mais difícil de compor: “Cada personagem apresenta seus desafios. O que posso dizer, agora, é que a Penha é minha mais recente e desafiadora composição”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Que Rei Sou Eu?”, de 1989, da Globo.

Que papel gostaria de representar: “Adoraria interpretar uma vilã”.

Filme: O musical “Hedwig & Angry Inch”, de John Cameron Mitchell.

Autor predileto: Luís Fernando Veríssimo.

Diretor: “Gosto muito do estilo do Pedro Almodóvar”.

Vexame: “Há muitos anos, tomei um porre no dia do meu aniversário e, quando os convidados chegaram, eu já estava capotada e não conseguia acordar”.

Uma mania: “Fazer listinhas”.

Um medo: “De perder o avião”.

Projeto: “Continuar fazendo o que gosto”.

Felpuda


Lideranças de alguns partidos estão fazendo esforço da-que-les para fechar chapa com o número exigido por lei de 30% do total de vagas para as mulheres. Uma dessas legendas, por exemplo, tenta mostrar a “felicidade” das suas pré-candidatas, mas teme o fracasso, tendo em vista que o “chefe maior” é aquele que já mandou mulheres calarem a boca e disse também que a importância da sua então esposa na campanha eleitoral era porque apenas “dormia com ele”. Ô louco!