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Coluna: Entre Costuras e CuLtura: O retorno de Miranda Priestly e aquilo que o tempo nos ensinou

Quase vinte anos depois, O Diabo Veste Prada volta aos cinemas com seu segundo filme, com estreia marcada para 1º de maio, e eu não consigo enxergar essa continuação apenas como entretenimento.

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Eu lembro exatamente onde eu estava quando assisti O Diabo Veste Prada pela primeira vez. Estava na Asia iniciando a minha carreira internacional como modelo, descobrindo o mundo e principalmente a mim mesma, quando comecei a ouvir falar de um filme sobre moda que só pelo nome já causava curiosidade em assistir.

Depois que assisti, descobri que na verdade não era apenas um filme sobre moda, mas sim, um espelho ambicioso para quem queria ocupar espaços que pareciam inalcançáveis.

Quase vinte anos depois, ele volta aos cinemas com estreia marcada para 1º de maio. E eu não consigo enxergar essa continuação apenas como entretenimento, para mim, é quase um reencontro com a mulher que eu era e com tudo o que eu acreditava sobre sucesso.

Em 2006, a indústria da moda ainda tinha aura de império intocável. As redações eram templos, as editoras divindades. Miranda Priestly não era só uma personagem, ela era a representação máxima de poder feminino dentro de um sistema que exigia dureza para sobreviver, e nós admirávamos aquilo.

Hoje, revisitando essa história, percebo como romantizamos certas violências sutis: o excesso de cobrança, o orgulho pelo cansaçoe e a ideia de que suportar tudo fazia parte do crescimento, talvez por isso o retorno de Miranda seja tão simbólico. A moda mudou, e nós mudamos também.

O mundo editorial já não é o mesmo, a autoridade descentralizou, a influência mora nos algoritmos, a estética virou linguagem política. Falamos de diversidade, sustentabilidade, inclusão, ainda que nem sempre com a profundidade necessária.

E eu me pergunto: quem é Miranda nesse novo cenário? E, principalmente, quem somos nós?

Porque se antes Andy representava a jovem que precisava se adaptar para pertencer, hoje muitas de nós questionamos se vale a pena pertencer a qualquer custo.

Essa continuação, inspirada na sequência literária de Lauren Weisberger, traz de volta Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci, mas, para mim, o que mais retorna não são os personagens, mas a conversa sobre ambição.

Cena de O Diabo Veste Prada 2 - Divulgação

Ambição feminina sempre foi um tema delicado. Ou éramos “boazinhas demais” ou “duras demais”. O filme original expôs essa tensão com elegância e ironia. Agora, quase duas décadas depois, temos maturidade para discutir o que antes apenas aceitávamos.

Não é só nostalgia.

Existe uma camada de nostalgia, claro, mas existe algo mais profundo: a oportunidade de revisitar nossos próprios parâmetros de sucesso.

Eu já não enxergo poder da mesma forma, já não confundo exaustão com excelência, já não romantizo ambientes que exigem que você diminua sua humanidade para caber neles. Talvez essa seja a grande beleza desse retorno. Miranda volta, mas o mundo não é mais o mesmo, e nós também não!

Se antes aprendemos que “não é apenas um suéter azul”, talvez agora estejamos prontas para entender que também não é apenas uma carreira, é sobre escolhas, limites e propósito.

Entre Costuras e CuLtura, sigo acreditando que moda nunca foi só sobre roupa, mas sempre foi sobre o que vestimos para enfrentar o mundo.

E talvez este novo capítulo nos convide justamente a despir aquilo que já não faz sentido carregar.

Gabriela Rosa - Divulgação

 

Diálogo

Quem sonhava com caviar para bancar a campanha talvez tenha de rever o... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (10)

11/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Hannah Arendt - Politica Alemã

"Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime”.

FELPUDA

Quem sonhava com caviar para bancar a campanha talvez tenha de rever o cardápio. Em MS, a expectativa por mesa farta de recursos não se confirmou. Eles seguem decisão de distribuição interna e prestação de contas definidas pela Justiça Eleitoral. O total soma bilhões em todo o país, mas a divisão entre partidos e candidaturas obedece a critérios específicos. E como verba não cai do céu, o banquete imaginado poderá virar sopinha rala. Afinal, entre o cardápio prometido e o servido, existe um fator chamado prioridade.E salve-se quem puder!

Diálogo

Improbidade

O STJ reverteu decisão do TJMS e determinou o prosseguimento da ação de improbidade contra o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro. A ação, movida pelo MPMS, apura suposta promoção pessoal com uso de recursos públicos em eventos festivos do município. 

Mais

Segundo o Ministério Público, os gastos teriam alcançado cerca de R$ 3 milhões durante a gestão. O STJ entendeu que a apuração das responsabilidades deve prosseguir e que eventual dolo tem que ser analisado na fase de instrução do processo.

Diálogo Ana Cristina e Jary Castro - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Carlos Alberto Peratelli e sua estimada Lili, que hoje completa 10 anos - Foto: Arquivo Pessoal

Carente

Na avaliação de algumas lideranças políticas, a campanha de 2026 está entre as mais carentes de propostas dos últimos tempos. Em vez de apresentar ideias capazes de conquistar o eleitor, o que se vê é o denuncismo ocupando cada vez mais espaço. O confronto político, dizem, vem prevalecendo sobre a discussão de projetos. Ao eleitor, resta esperar que apareçam propostas antes de chegar a hora de votar. Sei não.

Mesma língua

A crise que envolve o STF teve curioso efeito de colocar deputados de esquerda, direita e centro falando praticamente a mesma língua na Assembleia Legislativa de MS. O petista Pedro Kemp levou o assunto à tribuna e defendeu providências contra ministros e políticos envolvidos no escândalo do Banco Master. A manifestação recebeu apoio dos colegas Coronel David (PL), Junior Mochi (MDB) e Rinaldo Modesto (União Brasil). Pelo menos nesse episódio, ideologias foram momentaneamente deixadas de lado.

Disputa

Nos meios políticos, a avaliação é de que as duas deputadas estaduais que disputam a reeleição poderão enfrentar dificuldades para alcançar novamente seus mandatos. Ambas possuem base eleitoral em Dourados, justamente onde estaria ocorrendo congestionamento de candidaturas femininas. Todas chegam com pretensões sérias e disposição para brigar voto a voto. Nesse cenário, uma candidatura poderá acabar tirando espaço da outra.

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Catarina Maria Fagundes Magalhães,
  • Maria Clara Pontes Alvares,
  • Dra. Ellen Priscile Xandu Kaster Franco, 
  • Larissa Moraes Cantero Pereira, 
  • Patricia Jacob de Brito,
  • Argemiro Rodrigues Machado,
  • Catarina Yukiko Tsuge,
  • Jaime Carlos de Oliveira Filho,
  • Arnildo Ferre Irbe,
  • Marcelo Ferreira Miranda,
  • Nilson Neves Barbosa,
  • Rita Hildebrand Almeida,
  • Stelvia Gomes Moreno, 
  • Edson dos Santos Sales,    
  • Thietre Pires,
  • Thiago Sartori Dib, 
  • Mário Sérgio Vasquez Dorneles, 
  • Jacson Mateus Alba, 
  • João Bosco Homem de Carvalho Filho,
  • Julliane Suzzie Ramos de Lima, 
  • Joel Pizzini, 
  • Dr. Alfredo Alves Bobadilha,
  • Odilson Vitório,
  • Luana Rodrigues do Nascimento,
  • Marcio Irala de Lima,
  • Andréia Regis Guimarães,
  • Oscar Inácio Peixer,
  • Luiza Cantero Faria,
  • Pedro dos Santos Filho,
  • José Corrêa Filho,
  • Maria Auxiliadora Ferraz,
  • Dr. Antônio Silveira Leite,
  • Eliane Ferreira Kruki,
  • Narimã de Oliveira Costa,
  • Maria Neide Romero,
  • Adélia Sebastiana Simioli,
  • Maria Madalena Conte,
  • Wanda Girão Faria,
  • André Luiz Nacer de Souza,
  • Roberto da Costa,
  • Darci Umbelino Dias,
  • Sidney Carlos Leschine,
  • Maikon Barbosa, 
  • Dra. Norman Regina Brum Gomes, Yolanda Assunção Barboza, 
  • Luiz Carlos Ribeiro,
  • Valderez Oliveira,
  • Tânia Mara de Andrade,
  • Luciene Vaz Baltuilhe,
  • Marcelo de Araújo Schneider,
  • João Carlos Melli,
  • Vânia Vilalba Acosta,
  • Écio Mendes Garcia,
  • Giovani Nesello,
  • Tatiana de Oliveira,
  • Elza Salvador Albuquerque,
  • Déborah Freitas Soto,
  • Carolina Souza Meier,
  • Hudson Ferreira,
  • Geisa Francisca da Silva,
  • Ynara Santos, 
  • Danilo Rocha Silva,
  • José Avelino de Oliveira,
  • Delizete Maria Correa Alves,
  • Edy Fernando de Souza,     
  • Isabel Aparecida Fernandes Ribeiro,
  • Oscar Rocha, 
  • Ivan Gibim Lacerda, 
  • Fabíola Meldau Lemos,
  • João Fernando Villela,
  • Paulo Sérgio Franco do Amaral,
  • Roberto Dias Figueiredo,
  • Saul Girotto Júnior,
  • José Antonio Tozzi,
  • Adriane de Mello Nogueira Queder,
  • Hélio César de Mello,  
  • Josenir Pereira de Oliveira,      
  • Laura Aparecida Ferreira Vieira,
  • Ângela Maria Barbosa de Paula,
  • Henriqueta Garcia Ribeiro,
  • Antonia Aparecida de Souza,
  • Ila da Silva Fernandes,
  • Tayta Regina Drissen de Farias Reis,
  • Marcos Antonio Maganhotte Silva,
  • Olivia Tosta de Macedo Vianna,
  • Thaiz Paulino de Mattos,
  • Juliana Foscaches de Paula,
  • Anivaldo José da Silva,
  • José Edvaldo Bertolino dos Santos,
  • Renato Ferreira Morettini,
  • Solange Silva de Melo,
  • Ulisses Alberto Vessechia,
  • Luzineis Bernandes Arantes,
  • Marli de Fátima da Silva Gamarra,
  • Maria José Pereira Franca de Jesus,
  • Carlos Alberto Rodrigues Conessa,
  • Marilda Rolon do Vale,
  • Eliane Novaes Guimarães Mercadante,
  • Lúcio Ballerini,
  • Lyllian Aparecida Xavier Naglis 
  • de Lacerda,
  • Sônia Paixão Passos da Silva,
  • Dr. Emílio Morita Sakura, 
  • Katiuscia Estevam Perez,
  • Nelide do Carmo Cremasco 
  • Ostetto Oliveira,
  • Mariana de Moura França,
  • Simone Cristina Nervis.

Colaborou com Tatyane Gameiro

LITERATURA

Poetas de Corumbá celebram legado de Pedro de Medeiros e Lobivar de Matos

Poesias de autores e autoras residentes na Cidade Branca homenageiam dois nomes fundamentais da literatura sul-mato-grossense e mantêm viva a memória cultural de Corumbá

10/09/2026 09h00

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A poesia produzida em Corumbá atravessa gerações e encontra, na memória de dois de seus maiores nomes, inspiração para continuar sendo escrita.

Poetas e poetisas residentes na Cidade Branca se reúnem em uma homenagem a Pedro de Medeiros e Lobivar de Matos, autores que, mesmo após suas mortes, permanecem como referências fundamentais para a literatura sul-mato-grossense.

A iniciativa, organizada a partir do envio de poemas pelo escritor Eneo da Nóbrega, membro da União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS) e da Associação Pantaneira de Escritores (Apec), celebra a trajetória e a contribuição dos dois beneméritos da cultura corumbaense.

De um lado, Pedro de Medeiros (1891-1943), jornalista, poeta e agitador cultural, autor de “Lenda Bororo”, um dos poemas mais emblemáticos sobre Corumbá.

De outro, Lobivar de Matos, precursor do Modernismo na região do antigo Mato Grosso e autor de “Sarobá”, obra marcada pelo olhar sobre as desigualdades sociais, o preconceito e a realidade das populações menos favorecidas.

A seguir, vozes contemporâneas dialogam com esse legado e reafirmam que a literatura construída às margens do Rio Paraguai continua viva, renovada por novos olhares e pela permanência daqueles que ajudaram a transformar Corumbá em território de poesia.

Pedro de Medeiros

Lenda Bororo

Pedro de Medeiros

Deus atirou no espaço um punhado de estrelas…
Uma chegou à terra. Outras tardam ainda.
A que desceu, por certo a mais luzente delas,
veio e se transformou numa cidade linda!

Desceu, porque do alto o Paraguai parece
neste ponto uma jóia: – escreve em prata um S
que a estrela imaginara um prendedor ideal
ligando à serrania o imenso pantanal.
E como a muita estrela o céu azul não baste,
caiu – como um brilhante, à procura do engaste!

E Corumbá surgiu, por sobre a terra branca,
na alegria sem par do gentil casário,
entre o verde dos montes, – no alto da barranca,
debruçada a sorrir para o espelho do rio…

Solitário

João Lima Ramos

Se hora me encontro solitário
Não por minha culpa
Mas, simplesmente por uma decisão tomada
Sem consultar os mais entendidos.
Se estou sofrendo, a ninguém culpo,
Mas por não ter analisado
As coisas e as pessoas que surgiram em meu caminho.
Você já pensou estar solitário no meio de tanta gente?
É assim que me sinto
Mas, não se preocupe
Todo nesta vida tem um
Começo e um fim.
Em meu caso não é nem será
Diferente.
Nunca me desesperei e 
Nem irei desesperar-me.
Por que os exemples de
Jesus em nossa vida é bem claro.
Após o sofrimento
Virá a alegria definitiva.
A esperança nunca deixou
De estar presente em minha vida.
Por que a solidão passa
O amor permanece.

Solidão

Mathilde Monaco

Tudo é frio e escuro,
Quando não há amor…
Procure, vai achar
Vague, mas ache…

Quem busca encontra.
Deixe de sofrer
Amar é lindo
Vai vagando e ache…

Amor faz crescer,
Traz alegria
Exalta o ser…

Não sofra mais.
Ame você mesmo
Ame a Deus.

Lobivar Matos

Sarobá

Lobivar Matos

Bairro de negros,
negros descalços, camisa riscada,
beiçolas caídas,
cabelo carapinhé;
negras carnudas rebolando as curvas,
bebendo cachaça,
negrinhos sugando as mamas murchas das negras, 
negrinhos correndo doidos dentro do mato,
chorando de fome.

Bairro de negros,
casinhas de lata,
água na bica pingando, escorrendo, fazendo lama;
roupa estendida na grama;
esteira suja no chão duro, socado;

lampião de querosene piscando no escuro;
negra abandonada na esteira tossindo
e batuque chiando no terreiro;
negra tuberculosa escarrando sangue,
afogando a tosse seca no eco de uma voz mole
que se arrasta a custo
pelo ar parado.

Bairro de negros,
mulatas sapateando, parindo sombras negras
negros gozando,
negros beijando,
negros apalpando carnes ríjas;
negros pulando e estalando os dedos
em requebros descontrolados;
vozes roucas gritando sambas malucos
e sons esquisitos agarrando
e se enroscando nos nervos dos negros.

Bairros de negros, 
chinfrim, bagunça
Sarobá.

O grito do cachorro louco

José Gomes Pereira

Todos os vizinhos diziam:
Cuidado com o Cachorro Louco
Ele é terrível, não é de confiança
Morde e depois avisa.

Mas um dia o Cachorro Louco gritou:
– Desenlouqueci, meus amigos
No passado um ser raivoso
Agora um cão bonzinho.

Ledo engano, pobre gente
Foram dando boas-vindas
Churrasquinho e um bom sambinha
Foi chegando até o prefeito.

De repente, estoura a crise
Doido à vista, sai da frente
Polvorosa, quem diria
Não sobrou uma alma viva.

Vento à beira mar

Gersoni Maria Cerqueira

É inverno brasileiro
onde o vento de outono,
permanece ainda através dos arvoredos.
As folhas pelas ruas passeiam,
visitam os quintais,
E no ar, se agitam tanto,
se tornando pipas naturais!
E à beira mar,
Também as folhas dos Chapéus-de-Sol,
caem, e começam a voar
em todas as direções dos pontos cardeais.
Pousam na areia…
Outras pousam nas águas,
e como barquinhos vão navegando
ao sabor das ondas!
É o vento atravessando os portais!
E que sempre me encanta!
Tem sabor de madrigais…
Que transporta, que balança.
Acaricia a pele.
Enrosca em meu cabelo.
Traz-me tanta lembrança…
De tantos risos!
De tantos ais!

Homenagem ao turista

Eneo de Nóbrega

Turista! Turista!
Que veio pro carnaval
Famoso do interior brasileiro.
Você que deixou sua terra natal
Prá prestigiar
A Capital do Pantanal.

Turista! Turista!
Os blocos, escolas de samba e cordões
Representam nosso povo
Verdadeiros foliões,
Que o carnaval consagrou
Com sua gente varonil
Ser um dos melhores do interior
Do Brasil!

Turista! Turista!
Caia na nossa dança
Obrigado
E volte sempre!

Oh infância boa de lembrar

Rosa Maria do Nascimento Silva

Oh infância boa de lembrar,
subir no pé de goiabeira
ficar à espreita
pra uma goiaba pegar.

Oh infância boa de lembrar,
subir o morro, durante as férias
com o papai, irmão e primos,
para roça capinar,
ou mesmo catar abóboras, 
melancias, ou maracujás.

Oh infância boa de lembrar, 
na subida do morro;
o paradeiro, buraco do soldado, mangueiral;
os nomes que criávamos pra esses lugares,
era muito original.

Oh infância boa de lembrar,
uma vez, ou outra
íamos com mamãe no Rio Paraguai
ficávamos na beira,
eu, as primas e irmãos
divertíamos de montão.

Oh infância boa de lembrar…

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