Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta terça-feira, 9 de julho de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Martha Medeiros - Escritora brasileira

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções”.

FELPUDA

Pelo número de problemas criados em algumas Câmaras Municipais, principalmente referentes à legislação que rege os recursos públicos e que vem sendo desrespeitada por ganância das excelências, os habitantes desses municípios devem ficar muito atentos para não terem que reclamar depois, quando o leite já estiver derramado.

Dizem que é espantoso o número de figurinhas obrigadas a se explicar por, digamos, “ofensas ao erário”

Ética

No Senado, na pauta de hoje, estão previstas análises de 19 ações contra parlamentares. Há casos em que alguns dos relatores ou dos proponentes desses pedidos também são acusados.

Mais

Levando-se em consideração o que vem ocorrendo na Câmara dos Deputados, é quase certo que tudo vai acabar em pizza, ou seja, as peças processuais vão para o arquivo. Aí tudo fica “nos conformes”. Deles, é claro.

Pelo segundo ano consecutivo, a Argentina levou o principal prêmio da ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards, o maior evento do segmento nas Américas. O grande vencedor foi o Queijo 4 Esquinas, da Quesería Ventimiglia.

O produto concorreu na categoria Queijo de Leite de Vaca Pasteurizado, com tempo de maturação de mais de 365 dias e com casca tratada. O produtor Mauricio Couly conta que a inspiração do produto vem da Suíça e que ele leva o nome da sua terra natal na Argentina.

Apesar de não ter conquistado nenhum Super Ouro, o Brasil segue como o país mais premiado nas demais categorias. Neste ano, foram 100 troféus – 32 de ouro, 32 de prata e 36 de bronze.

Troféu

Uma nova frente de batalha se abre na disputa pela vaga de vice do pré-candidato Beto Pereira, que está na briga pela Prefeitura de Campo Grande. O MDB e o PL movimentam suas peças no tabuleiro das adesões para conquistar o espaço, e cada um desses partidos está querendo levar o troféu em troca do apoio oferecido.

Os emedebistas querem sair da inanição política e ganhar um pouco mais de musculatura, enquanto os liberais querem ter uma base forte na Capital. Afinal, não existe almoço grátis, não é mesmo?

Marco Rocha, comemorando idade nova hojeMarco Rocha, comemorando idade nova hoje
Tássia Corso e Kriss CorsoTássia Corso e Kriss Corso

Mãos dadas

O PSB, de linha ideológica de esquerda, reafirmou com aval da cúpula nacional sua aliança com os tucanos na disputa pela Prefeitura de Campo Grande. Se nada mudar até as convenções, a sigla estará de mãos dadas com o PL, partido da direita, no palanque de Beto Pereira. Como ocorre em todas eleições, será mais um exemplo de “aliança frankenstein”

Vice

O primeiro-suplente do senador Nelson Trad Filho (PSD), o empresário José Chagas dos Santos, poderá ser indicado à vaga de vice da prefeita Rhaíza Matos (PSDB), que disputará a reeleição em Naviraí.

Seu nome é considerado como importante para uma aliança que se fortaleceria, principalmente porque ele tem trânsito nas áreas pública e privada. Chagas também é um dos braços políticos do senador na região do Cone Sul do Estado.

Aniversariantes

  • Dr. Marco Aurélio de Oliveira Rocha,
  • Celínia de Britto Maiolino,
  • Lindomar Tiago Rodrigues,
  • Sônia Marcondes Portugal,
  • Gustavo Adolfo Pereira Terra,
  • Nair Gonçalves Rech,
  • Luiz Cláudio Sabedotti Fornari,
  • Lourdes Rondon Santos Pereira,
  • Alberto Rueda Bastos,
  • Odaci Lisboa,
  • Erna Irene Bahr,
  • Alenir Ricartes de Oliveira,
  • Pedro Arguello Coutinho,
  • Valdemar Oliveira do Carmo,
  • Yasuhiro Naka,
  • Ludio Domingos da Silva,
  • Dorival Macedo,
  • Paulo André Antunes,
  • Margareth Campelo,
  • Solange Montalvão,
  • Silvio Fernandes,
  • Dr. Márcio Antonio Belini,
  • Aluizio Cometki São José,
  • Deborah Passarelli Barros de Souza,
  • Natacha Neves de Jonas Bastos,
  • Enilda dos Santos Morais Marques,
  • Márcio Antônio Portocarrero,
  • Alex Silva Ramiro,
  • Luiz Carlos de Paiva,
  • Luiz Felipe Domingues Braga,
  • Marlene Inês Alves,
  • Maria Nazareth Ferreira Rocha,
  • Leila Maura Cunha de Souza,
  • Odília de Souza Tonelli,
  • Raul Alves Barbosa Neto,
  • Ana Carla Albuquerque de Oliveira,
  • Maria de Oliveira Ramires,
  • Manoel Victor Schubenell de Rezende Lima,
  • Ruth Cunha de Oliveira,
  • Eloir Aparecido de Campos,
  • Nivaldo Ferreira da Silva,
  • Sulema Regina Carvalho de Rezende,
  • Marilene Maffucci Corrêa,
  • Otamir Nogueira de Souza,
  • Dr. Javan de Castro Coimbra,
  • Ester Coelho,
  • Hercília Alves de Lima,
  • Osvaldo Abrão de Souza,
  • Noelima Marques Dias,
  • Rui Barbosa Rosa,
  • Alberto Loubet de Almeida,
  • Carmen Lourdes Cubel Cantero,
  • Jandira de Mello Nazareth,
  • Virginia Gonçalves,
  • Dionéa de Souza,
  • Maria del Carmen Ruiz,
  • Terezinha Correia Saad,
  • Eliziária de Freitas,
  • Marcos Ferreira Girão,
  • Betzy Aparecida Kafuri,
  • Paulo César Mattos,
  • Marcelo Quadros de Lima,
  • Juvenal Laurentino Martins,
  • Nádia Diniz,
  • Sílvio Maciel Freitas,
  • Geraldo Henrique
  • Resende Vicentin,
  • Fernando Jorge Manvailer Esgaib,
  • José Carlos Paz,
  • Ligia dos Santos Alencar,
  • Lucila Silveira,
  • Ana Paula Leal de Souza,
  • Leda Barros,
  • Ana Maria Pinheiro Franco,
  • Paola da Silva e Souza,
  • Ney Gonzaga Rodrigues,
  • Camilo Miranda Barbosa,
  • Juarez de Rezende,
  • Irene Gonçalves de Paulo Rodrigues,
  • Sônia Queiroz Barros,
  • Alinor Vieira da Silva,
  • José Maria Cabral,
  • Rita Benício da Costa,
  • Elizete Jessus Porfirio,
  • Francisco José Vieira Espindola,
  • Robson Oliveira Cardoso,
  • Júlio André Santos da Silva,
  • Aldineirde Elias Mestre Pavan,
  • Paulo Henrique Costa,
  • Maria Vitória Paschoaletto Corrêa da Costa,
  • Wilson Martinelli,
  • Elianici Gonçalves Gama,
  • Marcelo Giacomini Padilha,
  • Giuliana Harumi Mituzaki,
  • Elinete Camargo da Costa Silva,
  • Maria Augusta Oliveira Silva,
  • Alessandra Graciele Piroli,
  • Flávia Noemy Gasparini,
  • Kiatake Fontão,
  • Aires Noronha Adures Neto,
  • Carlos Eduardo Oliveira Lima da Costa,
  • Cinthya Paez de Bona Nardi,
  • João Carlos Nunes Martins,
  • André Luiz da Silva Souza,
  • José Luiz Marques da Silva,
  • Milton Melgaref da Costa,
  • Silvia Carolina Antunes Klais.

 

Correio B+

Cinema B+: O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeita

O Urso é uma série complexa sobre saúde mental e gastronomia, com diálogos cativantes e personagens intrigantes e está incrível na 3ª temporada

20/07/2024 13h00

O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeita

O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeita Foto: Divulgação

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Volta e meia fenômenos se destacam em meio à concorrência e passam para um patamar de unanimidade inatingível. É o caso de O Urso, a série que está agora na plataforma da Disney Plus e que vem colecionando todos os prêmios em Hollywood há dois anos. Em 2024, bateu o recorde de indicações no Emmy Awards (o Oscar da TV) e na festa, em setembro, é a franco favorita em sai categoria. O que me leva a um paradoxo...

O Urso merece todos os elogios e prêmios, porém está – na minha opinião – na categoria errada. Uma mancha em sua trajetória lendária. Por alguma razão, ninguém entende qual, mesmo sendo um melodrama, a série está em todos os prêmios como “Comédia” e com isso não deixa para ninguém na concorrência. Sério, os risos escassos que damos, em geral, são de nervoso.

No mais passamos aguando os pratos e chorando com as tragédias pessoais de todas personagens, que incluem suicídio, dependência química, bipolaridade e ansiedade, para citar poucos. A piada é achar que tudo isso poderia estar em uma série cômica.

Tirando essa ressalva, festejo a chegada ao Brasil da terceira temporada, com um mês de atraso em relação aos Estados Unidos. E agora só pode ser vista na plataforma unificada da Disney Plus.

Eu AMO The Bear e se fosse crítica do Michelin, como sou de TV e Cinema, daria 10 estrelas sem sequer ter dado uma única garfada nos pratos do chef neurótico que dá nome à série. É uma receita (quase) perfeita de um estudo sobre saúde mental tanto o quanto é sobre gastronomia. Um prato cheio para fãs de conteúdo inteligente e instigante se deliciar.

O Urso  navega na frágil e complexa saúde mental do chef Carmy Berzatto (Jeremy Allen White), um talentoso cozinheiro que saiu de Chicago e ganhou o mundo, tendo conseguido uma estrela do Michelin em Nova York, mas sendo obrigado à voltar para casa (na 1ª temporada) após o suicídio do irmão mais velho. Carmy, cheio de problemas e ansiedade ele mesmo, tem que lidar com a dor da perda e herdar os negócios mal administrados e confusos da lanchonete que o irmão deixou pra trás.

O Urso merece 10 estrelas: uma receita perfeitaDivulgação

Nessa primeira etapa o que fica óbvio é que o motor de todas as relações pessoais e profissionais da família Berzatto é tóxico, mas ainda assim irresistível. Que o diga Sydney Adamu (Ayo Edebiri), fã de Carmy e atual parceira de cozinha dele.

A segunda temporada mostrou um Carmy intenso, mas pelo menos apaixonado, empenhado em transformar o pulgueiro que era a lanchonete da família em um restaurante de luxo. Foi uma temporada menos focada nele, trazendo chefs fictícios e verdadeiros em um desfile de pratos e bebidas que torna impossível assistir sem ter fome.

Acompanhamos as vidas e as transformações da equipe e das pessoas ao redor de Carmy, assim como deparamos com o furacão materno e desesperador que é Donna (Jamie Lee Curtis). E sim, na noite mais importante para o restaurante Carmy fica preso no congelador, lidando com seus demônios internos e destruindo a única coisa positiva em sua vida.

E é imediatamente após essa turbulenta despedida que encontramos Carmy mais neurótico do que nunca, obcecado por conseguir sua segunda estrela em tempo recorde, agora alucinando e alienando a todos que o cercam.

A terceira temporada deixa clara algumas receitas básicas de O Urso: diálogos atropelados na escola de Robert Altman (o diretor de cinema que adora conversas naturais, com personagens falando um em cima do outro), e uma trilha sonora espetacular, mesmo que o uso de música ininterrupta em todas as cenas às vezes irrite.

Esses ingredientes são usados sem moderação, numa panela de narrativa não linear que aos poucos vai fazendo sentido e termina em um prato perfeito: na aparência e paladar.

Dito isso, a série também tem dado mais espaço para ainda outras personagens cuja trajetória desconhecíamos, como a linda história de Tina (Liza Colón-Zayas), em um dos melhores episódios da temporada, dirigido por ninguém menos do que a atriz Ayo Edbiri.

Porém, mesmo que divertidos, os irmãos Neil (Matty Matheson) e Theo Fak (Ricky Staffieri), com a ponta de John Cena como Sammy, tenham ganhado voz fica claro que é a saída estratégica dos roteiristas para justificar o fato de que esse melodrama poderia estar classificado como comédia. Não cola.

Vou evitar contar em detalhes como é a jornada de cada um porque estragaria a experiência. Em O Urso, cada cena precisa ser surpresa para ser apreciada em sua profundidade.

Falarei mais em detalhes à frente, para evitar os spoilers, mas aviso que terminamos, como sempre, com um nó no estômago, com a faca no pescoço e angustiados para saber como os nós serão desatados. Tenho minhas teorias. Por hora, recomendo consumo imediato de O Urso!

GASTRONOMIA

Bolo de tapioca

Conheça um pouco sobre as origens da tapioca e aprenda a fazer um delicioso bolo com a principal iguaria da culinária nordestina, que se tornou item obrigatório nas mesas de todo o País

20/07/2024 10h00

Foto: Divulgação

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Considerada a principal iguaria da culinária nordestina, a tapioca tem mais de 500 anos de história e surgiu no território brasileiro bem antes dos portugueses invadirem. A tapioca tem como matéria-prima a mandioca, raiz rica em nutrientes como fibras, carboidratos, potássio e cálcio. Dela é feita a farinha, ou goma, que, quando peneirada, origina o prato que quebrou as fronteiras do Nordeste e hoje é consumido por todo o Brasil.

 

RIO MADEIRA

A mandioca tem origem na América do Sul, mas muitos estudiosos afirmam que a primeira vez que os europeus tiveram contato com a mandioca foi em terras brasileiras, o que pode significar que a mandioca seja especificamente brasileira, precisamente das imediações do Alto Rio Madeira, em Rondônia.
Os registros contam que há muito tempo a mandioca era um alimento consumido pelos indígenas de diferentes formas, como tapioca, que não era a preferida, com frutas, peixes, carnes, e eles já preparavam o biju, primo da tapioca, que tem a mesma forma de preparo, só que fica aberto.

 

SIGNIFICADOS

Não faltam significados para a palavra tapioca. É o nome que se dá à farinha obtida a partir do amido da mandioca. Também designa as panquequinhas típicas da culinária nordestina, feitas com esse ingrediente. Fora do Brasil, tapioca pode ainda ser a própria raiz da mandioca. Do tupi tïpï’og (coágulo), a tapioca representa, enfim, uma herança indígena versátil e muito bem aproveitada.

Nas primeiras décadas pós-descobrimento, viajantes estrangeiros já registravam a existência dos beijus, preparados pelos índios com a goma da mandioca. Adotado pelas senhoras portuguesas por sua semelhança com o já conhecido filhó e pela falta de pão de trigo que acompanhasse as refeições, o beiju saiu das aldeias e entrou nos alpendres e nas varandas, alargando as possibilidades do paladar europeu.

Diferentemente da farinha comum, produzida a partir das fibras da mandioca, a farinha de tapioca provém do amido. A goma, depois de retirada, é peneirada sobre um tacho de cobre bem quente. Quando caem sobre o metal, esses resíduos fininhos estouram como pipocas, fazendo bastante barulho.

 

OLINDA

Durante o período colonizador português, a tapioca se espalhou e acabou virando alimento dos escravos que passaram pelas terras do Brasil. Nesse período, por volta de 1500, o coco foi incorporado à iguaria e ficou bem popular nas regiões Norte e Nordeste. 
Com o passar do tempo e através de todas as revoluções históricas, foi adotada pela cultura nordestina e hoje é símbolo e patrimônio cultural, como é o caso de Olinda, cidade-irmã da capital do estado de Pernambuco, Recife.

Tanto que, em 2006, a tapioca tornou-se oficialmente patrimônio imaterial e cultural da cidade. A Constituição do Brasil, no artigo 216, assegura que “todo bem material e imaterial, produzido individualmente ou em conjunto que referencia memória, práticas e costumes dos grupos sociais nativos, pode ser reconhecido como patrimônio”.
Anualmente ocorre o Festival da Tapioca de Olinda, que geralmente reúne mais de 100 tapioqueiras e, junto ao comércio de artesanato, movimenta mais de R$ 3 milhões na economia local.

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