Com carreira estabelecida no meio artístico, dando vida a personagens como a advogada Stela, de “Cheias de Charme” (Globo), e a carismática Poderosa, protagonista de “Amor Sem Igual” (Record TV), trama que rendeu à atriz o prêmio Prêmio Contigo! de TV, Day Mesquita sempre foi marcada por uma personalidade multifacetada.
Há 15 anos, na pele da antagonista Amanda, da trama “Dance Dance Dance” (Band), ela fazia sua estreia nas telas da televisão, e esta oportunidade teve ligação direta com sua aptidão para a dança e intimidade com os palcos, afinal, a personagem era uma bailarina.
“O primeiro comercial que eu fiz era de uma campanha que precisava saber dançar e a minha primeira novela também, já que a Amanda, minha personagem em Dance Dance Dance, era uma bailarina clássica, então, de certa forma, a dança foi uma ponte que me ajudou a ingressar nos trabalhos como atriz.
Day Mesquita começou a dançar quando criança - Foto: Camila Othon"Comecei o ballet clássico e o jazz aos 7 anos, e aos 13 comecei a dar aulas, eu respirava dança nessa época. Estudava de manhã, saía da escola e ia para as escolinhas infantis em que dava aulas, e do final da tarde até a noite ia para a minha escola de dança fazer aulas e ensaiar.
A Amanda, minha personagem, também vivia isso, logo, era um universo ao qual estava habituada e a construção dessa personagem com relação a dança foi algo bem natural, o desafio desse trabalho foi mais como atriz, já que foi meu primeiro contato com uma grande produção na televisão.
Foi um trabalho muito especial para mim, com um elenco de atores renomados e outros muitos atores/bailarinos iniciando suas carreiras também. Tínhamos várias gravações de cenas musicais, ensaiávamos muito, foi um trabalho muito enriquecedor e incrível para mim!", relembra
Já naquela primeira oportunidade, a atriz foi lançada ao posto de promessa nas artes cênicas e não parou mais de estudar e trabalhar nesta área.
Mas ela nunca esqueceu a infância e adolescência marcada pelos tutus e sapatilhas de ponta, e todas as experiências proporcionadas pela dança.
As aulas que a pré-adolescente Day, com seus 13 anos, dava voluntariamente para outras crianças e adolescentes, era caminho para ambos usarem o corpo como instrumento de expressão, e a oportunidade de exteriorizarem seus sentimentos cadenciados pela música clássica.
A atriz começou a dar aulas de ballet aos 13 anos - Foto: Divulgação“A arte tem o poder de ampliar horizontes, de transformar a quem consome como espectador mas também a quem faz. Para mim a dança foi a primeira forma que encontrei de me expressar e de mergulhar em sensações e vivências que sentia que faltava em mim e logo depois encontrei nas artes cênicas algo além, o que acredito que sempre buscava como caminho, mesmo que inconscientemente", explica Day que completa.
"Poder mostrar e ensinar algo a alguém é sempre valioso, a gente aprende mais ainda quando podemos passar nossos conhecimentos adiante, ainda mais um movimento artístico, algo que acredito ser primordial na formação de um ser humano e no nosso desenvolvimento como sociedade.
E quando dei aulas como voluntária sentia no dia a dia o desenvolvimento e a transformação dessas crianças e jovens em termos de motivação e segurança ao descobrirem uma nova paixão ou algo que passaram a adorar fazer. E tudo isso me fez perceber desde novinha ainda mais o poder que a arte tem, e o poder que cada um de nós tem em poder fazer a diferença na vida de alguém.
Conforme fui amadurecendo, as aulas de ballet foram ganhando intuito além de ensinar a dança e um movimento artístico para aquelas crianças. Eu queria ampliar a ideia de que desenvolver possíveis vertentes e o amor por algum tipo de arte apenas acrescenta e poderia criar ferramentas que facilitassem a viabilização de oportunidades, e até transformação, na vida delas. Ter um propósito no dia a dia, e o prazer de se desenvolver através dele, faz toda a diferença”, destalha a atriz.
Day Mesquita na novel da BAND "Dance, Dance, Dance" - Divulgação/Reprodução InternetPara a carreira no audiovisual, Day reforça que o ballet trouxe a ela uma disciplina, uma persistência, antes em tentar alcançar um melhor desenvolvimento em movimentos específicos, e uma garra, que excedem as barreiras que separam as artes e que até hoje, aos seus 37 anos de idade, se mostram presentes em suas várias atuações.
“O ballet com certeza me trouxe muitos aprendizados desde nova e a disciplina é um deles. A busca pelo aperfeiçoamento dos passos na época da dança ficaram, e se estenderam aquilo a que me propunha fazer também além da dança e isso se engloba o meu trabalho como atriz, que também exige uma busca constante por estudos, aprendizados e aperfeiçoamento.
Para mim, a dança foi um caminho para que eu encontrasse a interpretação, são artes distintas mas que se completam de alguma forma e o quão mais preparada para várias vertentes na arte estiver, acredito que mais aberta a possibilidades de personagens estarei, e por isso sou muito grata por esse conhecimento que tive na dança.”, finaliza Day.

Nádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Maisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal


