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Destaque B+: Entrevista exclusiva com o ator e dançarino André Luiz Odin

Com versatilidade no teatro e na dança, o ator celebra 18 anos de carreira e quase 10 musicais de sucesso da Broadway

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Nascido em São Bernardo do Campo e criado em Salto, interior de São Paulo, cidade incentivadora da arte e conhecida como “Salto - Celeiro de artistas”, André Luiz Odin encontrou a arte muito cedo, com apenas 3 anos, quando acompanhava a irmã mais velha nas aulas de sapateado.

Naquela época, sua professora já dizia que um dia ele seria um bailarino, palavras que soaram forte na vida de André, que, aos 9 anos, viu despertar seu talento, entre coreografias e passos, a cada ruído de seus sapatos. Nesse meio tempo, integrou também o coral infantil da cidade, e viu na junção das duas artes um refúgio e um caminho para o futuro, que acabou o levando para São Paulo, em 2011, onde iniciou sua carreira no Teatro Musical, passando por várias produções da Broadway brasileira até chegar em "Funny Girl - A Garota Genial", que ficou em cartaz em São Paulo e terminou recentemente sua temporada no Rio de Janeiro.

“A dança tem um lugar muito especial na minha vida, pois foi onde eu comecei e me reconheci como artista, porém o teatro musical é uma forma onde consigo reunir a dança, canto e interpretação tudo junto e isso é mágico demais. Acredito que cada trabalho e cada personagem que fiz me agregaram muito e fizeram eu aprender algo”, comenta ele, que acabou de desfrutar de seu primeiro grande coadjuvante, Eddie Ryan.

Em "Funny Girl - A Garota Genial", André Luiz dividiu o palco com os parceiros de profissão e protagonistas Giulia Nadruz e Eriberto Leão,  além da veterana Stella Miranda, e celebra seu primeiro personagem com maior destaque na carreira.

“No processo de audições eu estava muito nervoso pois queria muito conseguir esse papel e quando veio a notícia, quase não acreditei”, diz o artista, que comemorou o “sim” com muita felicidade e emoção. O musical, é um recorde de bilheteria da Broadway e conta a história de Fanny Brice, uma jovem judia que era desvalorizada pelas pessoas ao seu redor. Determinada e com o sonho de se tornar uma estrela, ela conta com a ajuda especial do amigo Eddie, com quem cria uma forte relação de cumplicidade e confiança, e ganha os olhares num show local e é contratada por um famoso produtor.

Em cena, André Luiz Odin foi Eddie Ryan, ele viveu um dançarino que Fanny conhece nos shows de vaudeville. Segundo o artista, Eddie é uma pessoa muito carinhosa que ajuda, aconselha e se preocupa com Fanny e carrega consigo uma personalidade parecida com a sua: “Eles criam, durante o espetáculo, uma relação muito bonita de amizade onde um é força pro outro. E eu sou muito assim com meu marido, meus amigos e minha família. Ele também é um coreógrafo e bailarino na história, e eu também sou em minha vida”, complementa.

Para o personagem, fez questão de construir uma personalidade única, sem se basear em montagens anteriores. Além disso, contou com uma preparação intensiva de um mês e meio de ensaio, além de aulas particulares de sapateado, para desfrutar deste momento que lhe desperta as melhores expectativas e muitas alegrias com a peça. “Desejo que seja mais uma etapa profissional vivida com muito amor, muitos aprendizados para a vida e com pessoas que vou levar para sempre”.

Com mais de oito espetáculos da Broadway brasileira no currículo, vividos ao longo de 18 anos de carreira na arte, André Luiz flutua entre a dança e o teatro com muita maestria. Entre os principais trabalhos no gênero estão "O Musical Mamonas" (2016/17) como cover de Júlio Rasec; "Billy Elliot" (2019) como Mr. Braithwaite; "Zorro, Nasce Uma Lenda" (2019) como Sargento Garcia; "Bibi, Uma Vida em Musical" (2018), "Summer, Donna Summer Musical" (2022) como Brian Edwards e Helmut Summer; "Chicago" como O Juri (2022), "A Pequena Sereia" (2022) como swing e cover de Sabidão e, mais recentemente, "Anastasia" (2023) como swing e cover de Vlad Popov.

“Hoje em dia, consigo ver que consegui construir uma trajetória profissional muito bonita, com muitos desafios e aprendizados, levando sempre com muito profissionalismo e dedicação. Também sei que tem muita estrada ainda pela frente onde quero passar com muita leveza, felicidade e respeito ao exercer essa profissão. Portanto, me vejo cada vez mais preparado para viver o Eddie e ansioso para saber tudo o que ele ainda tem para me ensinar”, finaliza.

Confira a entrevista exclusiva com o ator André Luiz Odin em Destaque no Correio B+ desta semana.

Billy Elliot - Foto: Divulgação

CE - "Funny Girl" finalizou sua temporada, sucesso no eixo Rio-São Paulo. Como foi a preparação para interpretar esse personagem e qual foi o maior desafio que enfrentou?
AO -
 Acredito que o maior desafio desse processo foi estar em cena com duas protagonistas diferentes. Temos a Giulia Nadruz e Vânia Canto como Fanny Brice. Elas alternam esse papel. Temos dois shows iguais mas ao mesmo tempo diferentes pois sao duas artistas diferentes e geniais, eu estando o tempo todo em cena com elas me faz estar mais atento para responder ao que é proposto. É uma delícia viver isso! Fiz aulas de sapateado para me preparar para o personagem e para desenterrar, pois fazia algum tempo que não sapateava. 

CE - Você já tinha uma vasta experiência como parte do ensemble em grandes musicais. Como foi a transição para interpretar um personagem coadjuvante de destaque? O que mais gosta em interpretar  Eddie Ryan?
AO -
 Em outros espetáculos cheguei a interpretar alguns personagens mas nenhum com esse arco dramático tão grande dentro da história que contamos. Fiquei muito feliz em poder viver o Eddie Ryan e colocar um pouco de mim mesmo nesse personagem que me identifiquei muito. Gosto quando eu saio do teatro e o público vem falar pra mim que gostaria que a Fanny ficasse com o Eddie no final (Spoiler!!! Rs). É uma confirmação que estou consegui transmitir toda a emoção que quero passar.

CE - Na história sabemos que  Eddie se oferece para ajudar Fanny Brice a chegar ao sucesso. Isso se relaciona de alguma forma com sua própria trajetória como artista? Você teve/tem mentores ou pessoas que o guiaram em sua carreira?
AO - 
Com certeza, esse mercado artístico é extremamente difícil se manter e seguir. Existem anjos que entram na nossa vida que nos impulsionam e acreditam na arte que queremos fazer. Eu tive a sorte de ter muitos mentores que me guiaram, ensinaram, puxaram minha orelha e me fizeram ser o profissional que sou hoje. Sou grato a todos, serei grato a muitos que passaram e continuarei sendo até o fim. Espero ser também um para muitos artistas.

Donna Summer - Foto: Divulgação

CE - Eddie Ryan é retratado como um amigo leal e solidário de Fanny Brice. Como se conectou com esse aspecto do personagem e o que acha mais inspirador nele?
AO -
 Acredito que é o aspecto que mais se assemelha comigo. Eu sou essa pessoa muita amiga, que quer ver todo mundo feliz, sou solícito, quero ajudar… então foi muito legal poder colocar essa pitada mais pessoal nesse personagem. O diretor Gustavo Barchilon tem esse dom de enxergar, nas pessoas que audicionam para os espetáculos que dirige, aspectos e semelhanças dos artistas para os personagens que precisa. 


CE - Como bailarino profissional, você tem a oportunidade de mostrar sua habilidade também neste espetáculo, especialmente com o sapateado. Qual a importância da dança na sua trajetória?
AO - 
Eu comecei na dança. A dança me formou como profissional e como pessoa. Comecei com 9 anos e não parei mais, fiz parte de duas companhias profissionais de dança: a Faces Ocultas e o Ballet Stagium. Depois entrei nos musicais porque era um sonho desde criança. A dança me transformou e não consigo me ver longe dela, ela me segue em tudo que eu faço. Seja nos palcos, na sala de aula, em casa, na rua, em qualquer lugar. Quando danço, me sinto completo. É minha terapia, meu oxigênio. Se deixar eu não vou parar de falar sobre esse assunto, rs.

Foto: Caio Galucci

CE - "Funny Girl" é uma história icônica e emociona plateias há gerações. Existe alguma mensagem ou emoção específica que gostaria que as pessoas absorvessem ao assistir? O que acha que esse trabalho deixará de herança pra você?
AO - 
Acredito que uma mensagem que o espetáculo tem que me marca nesse momento é: "A Vida faz sentido quando não está só". Vivemos em uma atualidade onde a sociedade não olha mais para o lado, não vê quem está junto conosco. E não conseguimos viver sozinhos. Precisamos nos unir mais, acreditar no próximo, amar, confiar, nos ajudar e seguir juntos. Esse trabalho vai deixar de herança, além das amizades e da experiência, um André mais confiante, que acredita em si mesmo. Nessa profissão a gente tem que se provar o tempo todo e sempre nos julgamos muito, esse trabalho me trouxe uma visão mais leve sobre mim mesmo.

CE - Já tem novos projetos para 2024? O que poderia adiantar?
AO -
 Em 2024 estarei em cena com o espetáculo "Tarsila, a Brasileira" com direção de José Possi Neto, coreografias de Alonso Barros e direção musical de Guilherme Terra. Já começamos o processo de ensaios e montagem, e está ficando lindo e emocionante. Temos a Claudia Raia como papel-titulo e Jarbas Homem de Melo como Oswald de Andrade, entre outros artistas incríveis. Farei parte do Ensemble e estou animado para contar essa história e fazer parte desse projeto importante para manter viva a história do nosso Brasil.

Também estou planejando cursos e workshops para ministrar e fazendo pré produção de outro espetáculo, mas dessa vez estarei como produtor. Acho importante, nós artistas, começarmos a também querer produzir e continuar a movimentar e fomentar esse espaço artístico, que é nosso!

Chicago - Foto: Divulgação

 

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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