Correio B

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Documentar para preservar

"Temos de preservar o homem, a mulher, as crianças do Pantanal", defende o fotógrafo José Medeiros, nascido em Campo Grande e radicado em Cuiabá, que, aos 51 anos, partiu para mais uma expedição do projeto Pantanal + 10 no Dia do Meio Ambiente (5/6)

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Como os incêndios que vêm castigando o Pantanal eventualmente afetam o seu trabalho? E como foi o primeiro mês desta nova expedição?

José Medeiros – Não é que não atrapalhe, mas já estávamos esperando essa seca prolongada. Esse vai ser um dos anos mais secos. Já estava atento com a possibilidade desses incêndios, mas não desse jeito. Afetou bastante a região de Corumbá. Estou documentando, mais focado ainda, na região do Pantanal norte, tratando as questões das nascentes, em cima dessa água que nasce e corre, mexendo com a possibilidade de ver como está a qualidade dessa água que chega até o Pantanal. Mas essa seca extrema não vai ter como ficar de fora.

Tive a primeira imersão. Conversei com alguns pesquisadores, que estudam as onças-pintadas da região, que estavam na região da divisa de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em Porto Jofre [na cidade de Poconé (MT)] e lá no Rio São Lourenço, onde sai o Rio Piquiri, que é o encontro das águas como falam. Aproveitei para documentar as festas de santo na região, que têm muitas por lá nessa época. Essa devoção faz parte da minha pesquisa também.

Em que consiste essa nova etapa do seu trabalho documental?

O Pantanal +10 é esse registro de 10 anos do Pantanal. De dois em dois anos, a gente lança um livro, uma exposição fotográfica e um filme. Os primeiros foram aqueles incêndios que você conhece [de 2020], com uma exposição lá em Corumbá. Agora estou com um projeto que trata da questão das águas. O Pantanal não tem nascentes. As nascentes estão no Cerrado, onde algumas estão comprometidas. As cidades têm lixo, aquela coisa, esgoto, e cai no rio. Tudo isso vem parar no Pantanal.

A ABPO [Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável, parceira da expedição] são produtores de gado do Pantanal, pessoas que estão envolvidas com uma produção sustentável em uma região onde eu tenho pouco acesso. Preciso entrar nesse Pantanal. Tenho pouco acesso a esse Pantanal ou a esses pantanais, onde eles têm associados em uma área onde preciso entrar. A importância de vir é também pelo trabalho que eles estão fazendo de preservação, [que] dialoga com o meu projeto.

Documentar esse Pantanal de gente, de pessoas. O Pantanal é cheio de histórias. A gente fala em preservar o Pantanal e temos de preservar o homem, as pessoas do Pantanal, a mulher do Pantanal, as crianças do Pantanal. Tenho grandes amigos fotógrafos que documentam a natureza, fauna e flora, e retratam bem pouco a questão do homem em seu meio. Tenho o cuidado de trazer o homem. Não adianta a gente preservar o Pantanal e esquecer das pessoas que vivem no Pantanal.

Para quais outras localidades você vai? Sabe o que lhe espera?

Estou bem aberto. Tem o Pantanal da Nhecolândia, o Pantanal do Paiaguás, do Abobral. São vários. Do [Rio] Paraguai-mirim, que é uma região agora que é bem diferenciada, que tem uma água que teve um desastre, que era o do Taquari, que abriu, alagou fazenda. Uma área onde teve um rompimento e teve um desastre, alagou. Tem um alagado imenso e se tornou um lugar diferenciado, com águas transparentes e uma floresta, como se fosse um “Avatar”. Uma história com muito peixe, muita coisa.

A logística é difícil para você entrar. Precisa de carros traçados, lugar para ficar, onde você vai dormir, como você vai. Produzir o gado no Pantanal é diferente de produzir o gado em outras áreas. Desde o fazer do laço. Estou atrás dessas histórias, do canto do fazer do laço, de como o cara leva o gado nessas comitivas. Daqui a pouco, essas pessoas não vão existir mais.

Quero trazer essas histórias dos costumes dos pantaneiros. Por exemplo, como que você espeta um couro, isso é cultural, isso é imaterial. A forma de tocar o berrante, a forma de conduzir a boiada.

Como é que é esse Pantanal ocupado? Essas pessoas têm a percepção desde o canto do passarinho até o berro do boi. Eles entendem isso, se está acontecendo alguma coisa, o esturro da onça-pintada. A gente vê que só existe isso quando você está imerso, para você sentir, se integrar e se entregar à documentação. Porque não é uma coisa que eu vou fazer em um dia, dois dias, uma semana, preciso estar imerso nessas histórias.

O que evitar durante essa aproximação?

Não posso ir com uma coisa formatada sobre o que vou encontrar. Tenho algumas percepções, mas vou encontrar histórias. Mas como são essas histórias? Desde uma história de um minhocão, essa coisa das lendas, dessa grande sucuri que habita o rio, até a coisa da devoção, dos santos, das rezas cantadas, as histórias de comitiva, de peão de boiadeiro. A gente escuta tanto, né? Na primeira imersão, eu nem fotografo. Tenho de estar invisível dentro da história, senão você não consegue documentar. Como você documenta a originalidade, a espontaneidade? As pessoas têm que te receber e te aceitar. Desde o cafezinho que você toma na casa dele, o convite para você almoçar. Você começa a quebrar, você está se aproximando. Isso é uma aproximação. 

Na hora em que você entra e traz a história das pessoas no Pantanal, você está deixando um legado de uma documentação. Isso não é para mim, é para as próximas gerações, para as pessoas entenderem como é que era o processo. Como que você conta uma história? Eu preciso ouvir as histórias dos produtores da região.

Qual a sua equipe e infraestrutura? Pode antecipar esse making of?

Gosto de andar sozinho, eu e mais uma pessoa. Tem o meu filho, o Felipe [Santana Lage Franco Medeiros], que me acompanha. A gente tem de estar muito sintonizado no olhar, no comportamento. [Com] muita gente em uma equipe, você inibe. Imagine chegar aqui com um cara fazendo uma câmera, o outro fazendo uma luz, um cara batendo claquete, o outro segurando um bastão… Não vai. Você dispersa.

Uso uma [câmera] Nikon, lentes de longo alcance e grande-angulares. Dos equipamentos de cinema, estou com uma [câmera] Black Magic 6K Pro. Drone de boa resolução para tomadas aéreas. Bem pouco equipamento porque não gosto de andar pesado. Gosto de estar leve, talvez um pouco mais de 20 quilos. “Se a sua imagem não ficou boa, é porque você não chegou perto o suficiente”, já dizia Robert Capa.

Quais são as suas referências nas imagens documentais e, de modo geral, na fotografia?

Tem um homônimo, o José Medeiros [1921-1990], um grande fotógrafo [nascido em Teresina, no Piauí] da [revista] Cruzeiro, histórico, um grande do cinema também, um grande diretor de fotografia, que foi mestre de Walter Firmo [nascido em 1/6/1937], um grande fotógrafo do Rio de Janeiro, que é meu mestre. Tenho a oportunidade de ter essa pessoa como amigo, um conselheiro. Pierre Verger [1902-1996], que documentava a Bahia, está um pouco no meu trabalho também, Cartier-Bresson [1908-2004], Robert Capa [1913-1954], um fotógrafo [húngaro] de guerra.

O Arne Sucksdorff [1917-2001], um sueco que morou no Pantanal, que implantou um cinema moderno, ganhou Oscar, morou em Cuiabá. Bebo direto na fonte e hoje sou muito amigo da esposa, que é a Maria [da Graça Sucksdorff]. Ela acompanhou muita coisa, é um personagem, estou gravando a Maria também. A história do Arne Sucksdorff contada pelo olhar de Maria. Lógico, Joel Pizzini já fez um filme [o curta-metragem “Elogio da Graça”, de 2011] que traz um pouco. Mas tenho percepções, a gente está em uma imersão grande. Maria é descendente de indígenas do Pantanal também.
 

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida.

20/09/2026 16h00

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta? Foto: Divulgação

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Você provavelmente já encontrou uma mulher vestindo apenas camiseta branca, jeans e uma sandália simples e pensou: como ela consegue parecer tão elegante com tão pouco? Enquanto isso, outra pessoa pode estar usando peças caras, bolsa de grife e uma produção muito mais elaborada não consegue transmitir a mesma impressão.

A diferença está em algo que repito com frequência no meu trabalho: elegância não está necessariamente na roupa, mas na maneira como fazemos a roupa funcionar a nosso favor.

Existe uma tendência de associarmos sofisticação à formalidade. Como se fosse necessário um blazer, um salto ou uma peça especial para que uma mulher pareça bem-vestida. Mas, muitas vezes, são justamente as produções mais simples que revelam melhor o cuidado com a imagem.

Quando há menos elementos para chamar atenção, percebemos mais facilmente o caimento, a qualidade do tecido, os acabamentos, os acessórios e, principalmente, quem está usando aquela roupa.

Uma camiseta, por exemplo, parece a peça mais básica do mundo, mas existem enormes diferenças entre elas. A posição da manga, a abertura da gola, o comprimento, a gramatura do tecido e a maneira como ela acompanha o corpo interferem completamente no resultado.

E não existe uma modelagem universalmente perfeita: existe aquela que funciona melhor para o seu corpo, seu estilo e a mensagem que você deseja transmitir.

Aos detalhes da roupa soma-se algo que não compramos em nenhuma loja: postura. A maneira de caminhar, sentar, falar e ocupar um espaço participa da nossa imagem tanto quanto aquilo que vestimos.

Não adianta procurar a peça perfeita se ela está amassada, mal conservada ou se quem a veste parece desconfortável dentro dela. Elegância também tem relação com cuidado e naturalidade.

As mulheres que já entenderam isso,  não precisam acrescentar informação o tempo inteiro para construir uma imagem mais elegante e de presença. Existe coerência entre roupa, corpo, personalidade e ocasião. A roupa não tenta transformá-las em outra pessoa; apenas acompanha quem elas são.

Entre Costuras & CuLtura: Por que algumas mulheres parecem elegantes até de camiseta?Sabrina Sato - Divulgação

5 detalhes que deixam até a camiseta mais elegante

1. Observe o caimento antes da etiqueta

Veja onde a manga termina, como a gola se posiciona e se o tecido acompanha o corpo sem apertar ou criar volume onde você não deseja. Uma pequena alteração de modelagem pode mudar completamente uma peça básica.

2. Preste atenção ao estado da roupa

Bolinha, gola deformada, tecido transparente demais, manchas e peças excessivamente amassadas comprometem rapidamente uma produção. Básicos precisam estar especialmente bem conservados.

3. Use acessórios com intenção

Um bom brinco, um relógio, um colar, um cinto ou uma bolsa podem dar acabamento ao look. Não é preciso usar tudo ao mesmo tempo: muitas vezes, um único elemento bem escolhido é suficiente.

4. Cuide da postura e da presença

Ombros, maneira de caminhar, tom de voz e até a forma como você se senta interferem na leitura da sua imagem. Nenhuma roupa trabalha sozinha.

5. Busque coerência, não perfeição

A mulher elegante não é necessariamente aquela que está impecável o tempo inteiro. É aquela cuja imagem parece fazer sentido: para sua personalidade, para seu corpo, para sua rotina e para o ambiente em que está.

No fim, a pergunta mais importante é: quanto da elegância que admiramos realmente vem da roupa? A roupa pode ser a moldura, mas é a maneira como nos apresentamos ao mundo que completa a imagem.

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