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ENTREVISTA

Dose dupla: Martha Nowill

Figura fácil em séries, a atriz dá expediente em “Todas as Mulheres do Mundo”, no Globoplay, e “Hard”, na HBO
05/06/2020 14:39 - Márcio Maio/TV Press


 

Fã de Domingos de Oliveira, Martha Nowill confessa: desde que participou de uma primeira leitura de “Todas as Mulheres do Mundo”, não conseguiu mais parar de pensar no projeto. A atriz, que interpreta a descolada Laura na série do Globoplay e faz 40 anos em outubro, garante que viu todos os filmes do dramaturgo ao longo de sua vida. E vê sua personagem como o alter ego feminino da trama. “A série fala de amor, mas também de amizade. Tem um trio de amigos e Laura é a ponta que une esse triângulo. É uma mulher livre em suas escolhas, que não tem medo de ir atrás do que quer e é prática, mas muito afetuosa. Ela tem timing cômico, não perde uma piada”, valoriza. Além de “Todas as Mulheres do Mundo”, Martha também está no elenco de “Hard”, série da HBO, como Lúcia, melhor amiga da protagonista Sofia, vivida por Natália Lage.  

Martha, aliás, é presença constante nesse tipo de formato. Já atuou em “Amor em 4 Atos”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, “Felizes para Sempre?” e “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, da Globo; “Oscar Freire 279”, do Multishow; e “A Garota da Moto”, do SBT, entre outras. “Gosto de fazer séries, filmes, teatro, gosto de tudo. Nunca fiz novela, mas farei um dia. O que importa é a história, a personagem e o que a obra tem a dizer”, garante. Quanto ao atual cenário brasileira, no combate ao novo coronavírus, Martha assume que o futuro do audiovisual ainda parece uma incógnita. “A visão está um pouco turva ainda. Oscilo entre o pessimismo e a sensação de que vamos nos reinventar e expandir. A vida sem arte não existe”, defende ela, que aproveita para pensar em novos trabalhos. “Comecei a ensaiar uma peça, pensando em apresentá-la virtualmente”, entrega.

Nome completo: Martha Vicente de Azevedo Nowill.

Nascimento: 30 de outubro de 1980, em São Paulo.

Atuação inesquecível: “Nunca me esqueço da primeira peça que fiz na vida, aos 9 anos, no colégio. Eu era uma Julieta bem desbocada na adaptação do clássico de Shakespeare para a ‘Turma da Mônica’, do Maurício de Souza”.

Interpretação memorável: Gloria Pires como Maria de Fátima em “Vale Tudo”, novela da Globo exibida em 1988.  

Momento marcante na carreira: A estreia do filme “Vermelho Russo” no Festival do Rio, em 2016.  

O que falta na televisão: “Um padrão de beleza mais democrático”.

O que sobra na televisão: “Maquiagem”.

Com quem gostaria de contracenar: “Com muita gente, eu não sou nada comedida nessa parte dos meus sonhos”.

Se não fosse atriz, seria: Cozinheira.

Novela preferida: “Renascer”, exibida pela Globo em 1993.  

Vilão marcante: Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall em “Vale Tudo”, na Globo, em 1988.  

Personagem mais difícil de compor: “Uma chamada Marta, inspirada na Martha Nowill, em ‘Vermelho Russo’”.

Que novela gostaria que fosse reprisada: “Vamp”, exibida pela Globo em 1991.  

Que papel gostaria de representar: “Sinceramente, não penso muito nisso. Acredito que os personagens encontram os atores certos e gosto dessa loteria da vida, da surpresa. Mas, se for para sonhar um pouco, eu adoraria dar vida a Pagu e a Anita Malfatti. Também adoraria fazer a Maria Bethânia em um filme”.  

Filme: “Jogo de Cena” de Eduardo Coutinho, de 2007.

Autor: Carlos Drummond de Andrade.

Diretor: Woody Allen.

Vexame: “Isso a gente abafa”.

Uma mania: “Comer peixe em dia de estreia no teatro”.

Um medo: “De não viver o que tem que ser vivido. Presto muita atenção nisso”.

Projeto: “Gostaria de fazer parte de um projeto social que levasse arte e meditação a pessoas mais vulneráveis”.

 

Felpuda


Candidato a prefeito de cidade do interior foi buscar “inspiração” para elaborar seu programa de governo.

Assim, não se fez de rogado em beber da fonte de prefeito que tenta a reeleição em município da Bahia.

O dito-cujo cá dessas bandas copiou as propostas e vinha as apresentando como sendo de sua autoria.

A população já descobriu o plágio e ainda aguarda uma explicação.

Se não houver, as urnas certamente a darão.