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Duo Vozmecê deixa Mato Grosso do Sul para voar mais alto em São Paulo

Dupla formada pelo casal Namaria Schneider e Pedro Fattori lança os documentários "CenAlternativa MS Geração 20" e "TropicaPolca" e faz show antes de mudança para São Paulo

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Depois de oito anos de trajetória na cena cultural de Mato Grosso do Sul, o duo Vozmecê fará sua despedida de Campo Grande com uma noite especial dedicada à música autoral e ao registro da produção independente do Estado. O evento acontece amanhã, das 19h às 22h, no Teatro Aracy Balabanian, localizado no Centro Cultural José Octávio Guizzo.

A programação reúne a estreia dos dois documentários inéditos “CenAlternativa – MS Geração 20” e “TropicaPolca – Produção Musical Independente no MS”, seguida por um pocket show intimista do duo. A entrada é gratuita, com retirada antecipada de ingressos pela plataforma Sympla.

Formado pelo casal Namaria Schneider e Pedro Fattori, o Vozmecê construiu uma trajetória marcada pela mistura de referências sonoras e por uma atuação independente que ajudou a fortalecer a música alternativa no Estado. A apresentação marca o encerramento de um ciclo antes da mudança dos artistas para a cidade de São Paulo.

DESPEDIDA

Para os músicos, o evento foi pensado como uma forma de agradecer ao público que acompanhou a trajetória do projeto. Segundo o casal, a despedida carrega sentimentos mistos, entre nostalgia e expectativa por novos caminhos.

“Depois de oito anos vivendo muita coisa aqui em Campo Grande, esse momento tem um sentimento bem misto para a gente. Ao mesmo tempo em que existe uma emoção grande de olhar para trás e perceber tudo que foi construído, também existe um sentimento de fechamento de ciclo”, afirma Namaria.

O duo começou a trajetória ainda jovem, tocando nas ruas e construindo sua carreira de forma independente. Ao longo dos anos, acumulou apresentações em diferentes cidades brasileiras, viagens e projetos autorais que ajudaram a consolidar seu nome na cena alternativa regional.

“A gente começou o Vozmecê muito jovem, tocando na rua, descobrindo caminhos, viajando pelo Brasil. Grande parte dessa trajetória aconteceu a partir daqui”, diz Pedro Fattori. “Essa despedida tem muito mais um sentido de agradecer e compartilhar com as pessoas que acompanharam esse processo”, pontua.

INFLUÊNCIAS

A sonoridade do Vozmecê é marcada por uma combinação pouco convencional de estilos, que inclui polca paraguaia, psicodelia, baião, rock, axé e elementos da música experimental. Essa mistura nasceu tanto da convivência com artistas locais quanto das experiências vividas durante viagens pelo País.

Segundo o casal, a identidade musical do projeto foi moldada pelas influências culturais de Mato Grosso do Sul, estado marcado pela proximidade com países vizinhos e por uma diversidade de tradições.

“Tem uma influência muito forte dessa região de fronteira, com ritmos como a polca paraguaia, o chamamé e a guarânia”, explica Namaria. “Mas também fomos encontrando referências nas viagens pelo Brasil, como o baião no Nordeste e algumas vertentes do samba e da música experimental”, destaca.

Uma das experiências mais marcantes da trajetória do duo foi o período em que viveram de forma itinerante dentro de uma van, percorrendo 17 estados e realizando apresentações de arte de rua. Segundo os artistas, essa fase ajudou a consolidar sua visão artística.

“A rua acabou sendo uma espécie de escola, porque você aprende a lidar diretamente com as pessoas, com o improviso e com a realidade do cotidiano”, relembra Fattori.

Álbum “TropicaPolca”, do Vozmecê, foi lançado em 2024 - Foto: Reprodução

DOCUMENTÁRIOS

A noite de despedida também marca o lançamento de dois documentários produzidos pelo duo e contemplados pela Lei Paulo Gustavo.

Dirigido por Namaria Schneider, “TropicaPolca – Produção Musical Independente no MS” tem cerca de 30 minutos e acompanha o processo de criação do álbum “TropicaPolca”, lançado em 2024. O filme mostra os bastidores da produção musical independente, incluindo gravações realizadas em casa, experimentações sonoras e os desafios enfrentados por artistas que produzem de forma autônoma.

“Muitas vezes as pessoas escutam um disco pronto, mas não imaginam todo o processo que existe por trás”, explica Namaria. “No nosso caso, foi um álbum gravado em casa, com produção própria, então, o documentário mostra o cotidiano da criação e também as dificuldades e soluções que aparecem no caminho”, afirma a artista.

Já “CenAlternativa – MS Geração 20”, dirigido por Pedro Fattori, tem 45 minutos e investiga a cena alternativa contemporânea de Mato Grosso do Sul. O filme reúne depoimentos de mais de 20 artistas e trabalhadores da cultura, além de mais de 60 horas de entrevistas realizadas ao longo da produção.

Entre os participantes estão nomes como Beca Rodrigues, Silveira, Karla Coronel, Dovalle e SoulRa.
Segundo Fattori, o objetivo foi registrar um momento específico da produção musical local, especialmente a geração de artistas que começou a lançar seus trabalhos entre 2020 e 2025.

“Durante as entrevistas, uma coisa que chamou atenção foi a diversidade de caminhos que os artistas estão trilhando. São estéticas e formas de produção muito diferentes, mas existe algo em comum: a vontade de continuar criando mesmo diante de muitas limitações estruturais”, diz.

POCKET SHOW

Após a exibição dos filmes, o Vozmecê sobe ao palco para um pocket show que revisita momentos importantes da carreira do duo. O repertório inclui canções do álbum “Desbunde” (2020), faixas do disco “TropicaPolca” (2024) e outras músicas que marcaram a trajetória do projeto.

De acordo com os artistas, a proposta é criar um encontro mais íntimo com o público.
“A ideia não é fazer um show longo ou cheio de produção, mas trazer algumas músicas que marcaram a nossa trajetória nesses anos aqui. Vai ser um show curto, mas escolhido com muito cuidado”, explica Namaria.

NOVOS CAMINHOS

A decisão de se mudar para São Paulo surgiu da vontade de expandir a atuação artística e explorar novas possibilidades dentro da música.

“Mudar para São Paulo significa expandir nossos horizontes como artistas. Lá existe uma diversidade cultural e uma efervescência criativa que pode impulsionar muito o crescimento musical”, explica Namaria.

Para Fattori, a mudança também representa um desafio necessário. “Toda vez que você chega em um novo território, é como se tivesse que se apresentar novamente, começar a construir público e relações do zero”, pontua o músico.

Mesmo com a mudança, o casal pretende manter vínculos com Mato Grosso do Sul e continuar desenvolvendo projetos que dialoguem com a cena cultural do Estado.

“Essa é a nossa base cultural e afetiva. Mesmo que a gente esteja em outro lugar fisicamente, essa relação com o território continua fazendo parte da nossa identidade musical”, afirma.

Além da música, os artistas também pretendem continuar explorando o audiovisual, área que ganhou força durante a produção dos documentários.

“Foi um processo intenso aprender sobre gravação, edição e construção narrativa. Percebemos que o audiovisual pode ser uma forma muito potente de registrar e compartilhar processos artísticos”, diz Fattori.

Felpuda

Na sessão de terça-feira da Câmara Municipal de Campo Grande "deu de um...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (30)

30/04/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Mario Sergio Cortella - escritor brasileiro

"Quando estiver no fundo do poço, a primeira coisa a fazer para sair dele é parar de cavar”.

 

FELPUDA

Na sessão de terça-feira da Câmara Municipal de Campo Grande “deu de um tudo”: manifestantes destemperados vaiando até leitura de moção de pesar, vereador dizendo que não tinha medo de gritos e o presidente da Casa, Epaminondas Neto, irritado, tentando colocar ordem. O movimento, que ninguém tem dúvida de que foi “orquestrado” por forças não tão ocultas assim, ocorreu principalmente por causa da sanção da prefeita a projeto que proíbe o uso de banheiro feminino por mulheres trans e o projeto Abril Verde e Amarelo, em contraponto ao Abril Vermelho do MST. Ufa!

Em falta

A Justiça determinou que a Prefeitura de Campo Grande adote medidas para regularizar o funcionamento de 11 Unidades Básicas de Saúde. A decisão atende a ação civil pública.

Mais

A investigação teve início em 2025. Vistorias técnicas identificaram falta de profissionais, ausência de equipamentos essenciais e problemas estruturais nas unidades.

DiálogoA presença do porta-aviões USS Nimitz no litoral brasileiro, prevista para o dia 7 de maio, insere o País na agenda estratégica da Operação Southern Seas 2026, coordenada pela Marinha dos Estados Unidos. Os exercícios navais, que serão realizados entre 11 e 14 de maio, no Rio de Janeiro, reunirão meios das forças marítimas das duas nações. Criada em 2007, a operação chega à 11ª edição consolidada como um dos principais mecanismos de cooperação no hemisfério ocidental. A iniciativa envolve cerca de dez países da américa latina, com foco no fortalecimento de parcerias estratégicas e na atuação conjunta diante de ameaças no ambiente marítimo. A participação brasileira ocorre porque o País ocupa posição estratégica no atlântico Sul, área de interesse para a segurança das rotas marítimas.
DiálogoSimone Tebet e Carla Stephanini

 

DiálogoGabriella Bertolini Fernandes

Pretexto

A oposição à administração estadual, como estava previsto, está se utilizando de qualquer “tema” para desancar o governador Eduardo Riedel durante as sessões na Assembleia Legislativa de MS. A estratégia é não deixar passar nada que possa receber holofotes nesse período que antecede a data oficial da campanha eleitoral. Os quatro parlamentares contrários ao governo, três do PT e um do Novo, sinalizam que intensificarão as críticas. Afe!

Elas

Participantes de seminário na Câmara dos Deputados defenderam que o País avance para a reserva de cadeiras, garantindo protagonismo feminino nos espaços de poder. O debate, promovido pela Secretaria da Mulher, reuniu parlamentares e especialistas. O encontro marcou os 30 anos da política de cotas. Atualmente, a Lei das Eleições f ixa mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas por sexo nas disputas proporcionais.

Fichado

O Senado aprovou a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher, que reunirá dados de agressores para acesso das forças policiais em todo o País. O projeto segue para sanção presidencial. O banco de dados terá informações como nome, documentos, foto, digitais e endereço, preservando o sigilo das vítimas. Os registros ficarão disponíveis até o fim da pena ou por três anos, em casos de condenações menores. Serão incluídos condenados por crimes como feminicídio, estupro, perseguição e violência psicológica.

Aniversariantes

Patrícia de Britto Maiolino de Carvalho,
Dr. Alberto Cubel Brull,
Eliane Rodrigues Toniasso,
Eudmar Rogers Nolasco de Faria,
Bruno Anderson Silva de Oliveira,
João Felipe Damico,
José João Jesus da Fonseca,
Livio José Andrighetti,
Danilo de Andrade Batista,
Fernando Pereira de Jesus,
José Antonio de Oliveira,
Luiz Roberto Rosalim,
Marco Aurelio Alves Bardelin,
Osvaldo Boggi,
Reni Ali Akre,
Sallete Cristina Campos,
Edson Luis Queiroz Vieira,
Michael Douglas de Oliveira,
Lupercio Marques,
João Leonidio França Ricardo,
Dr. Ary Mituo,
Alessandro Pereira Tirolle,
Raquel Siufi Romanini,
Adriana Buainain Bomussa,
Ricardo Schettini Figueiredo,
Dra. Helenisse Mantovani de Oliveira,
Gustavo Ferrão,
Leatrice Couto Pinto da Silva,
Dr. Nereu Aristides Marques,
Aloísio Martins Pereira,
Edson Hidenobu Oshiro,
Dr. Oscar Martinez,
Eurico Mariano,
Ronan Pinheiro da Silva,
João Roberto Talavera,
Rodrigo Barbosa Fonseca,
Marluce Ortega de Arruda,
Otacílio Corrêa Espíndola,
Leda Couto Ferreira,
Hélcio Mendes Feitosa,
Adão de Oliveira,
Walmir Pinheiro de Araújo,
Everton Barcellos de Souza,
Oscar Miranda,
Dr. Francisco Carlos Grilo,
Dra. Cecília Andrade de Gouveia 
Maria José Fagundes,
Simplício Vieira Nego,
Athair Mariano de Queiroz,
Arlete Paro Melão Martinho,
João Carlos Aquino Lemes,
Vilela Guimarães,
Elizete Clarinda Sisti,
Ceila Regina Rocha e Silva,
Aristides dos Santos Caldo,
Leila Maluf,
Eva Cristina Ibrain,
Waldiney Clarisvan Alves Scudler,
Zilda Fernandes Vicente,
Walmir Pereira do Nascimento,
Zenate Ribeiro de Miranda,
Iglae Adélia Rocha,
Benoal Pedro Sobral,
Cláudia Pavão Chaves,
Eder Abruceze Gonçalves,
Paulo Barreto,
Rondiney Diniz Assis,
Dr. Flávio Miyahira,
Dr. Simei Ricardo de Lima,
Dr. Cláudio Marcos Mancini Júnior,
Eliane Barreira da Silva Bertolucci,
Katiuscia Ferreira da Silva,
Antonio José Pardo,
Euros Nunes Varanis Junior,
Luiz Antonio França Ricardo Miranda,
Silvana Mello,
Ayres Morgado,
José Antônio Rodrigues Malaquias,
Lourdes Maria Bandeira Vilhalba,
Alzira Amano,
Catalina Salazar Dussel Rodrigues,
Edimar Gimenes Gomes,
Maria Luzia Fidelis de Souza,
Elisangela Teodoro Serafim Gaeta,
Jones Yamada,
Diego Neno Rosa Marcondes,
Eduardo Zenyei Nacao,
Neide Lima Lopes,
Alyne Alves de Queiroz,
Giovana Tonietti,
Fernando Blasco Bossay Xavier,
Elias Faouzi Sassine,
Fernando Filiu Albuquerque Marques,
Moisés Graciliano Arguello,
Idaildo da Silva Ramalho,
Neize dos Reis Almeida,
Emiliene de Oliveira Marques,
Adriana da Silva Gomes Souza,
Susana Maria Fernandes de Souza,
Alex Barbosa Pereira,
Gerson Miranda da Silva,
Kalbio dos Santos,
Flávio José Van Den Bosch Pardo,
Geliane Moralina Ferreira da Cunha,
Orlando Hernandes Lopes,
Ronaldo Faro Cavalcanti,
Natascha Junko Sakamoto,
Aparecido Martins Patussi 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

Campo grande

Circo Balão Mágico estreia nesta quinta (30) com a presença de Simony

Ingressos custam R$ 10 para crianças e R$ 20 para adultos

29/04/2026 09h15

Montagem do circo está nos preparativos finais

Montagem do circo está nos preparativos finais MARCELO VICTOR

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Circo Balão Mágico, o circo da Simony, estreia nesta quinta-feira (30), às 20 horas, na avenida Duque de Caxias, esquina com a rua Manoel Ferreira, bairro Santo Antônio, próximo ao aeroporto, em Campo Grande.

A cantora Simony estará presente na estreia. As apresentações costumam durar cerca de 1 hora e 40 minutos.

Os ingressos custam R$ 10 para crianças e R$ 20 para adultos. Os bilhetes podem ser adquiridos neste site ou na hora do evento. O estacionamento é gratuito.

É a primeira vez que o circo se apresenta em Campo Grande. As atrações envolvem acrobatas, ginastas, palhaços, mágicos, malabaristas, globo da morte, trapezista, equilibrista, contorcionistas, mímicos, shows, entre outros.

O Correio do Estado esteve no local da atração, na manhã desta quarta-feira (29) e percebeu que a montagem está nos preparativos finais. Veja as fotos:

Simony, além de ser dona do circo, também é artista e canta sucessos de pop, música popular brasileira (MPB) e música infantil. É nacionalmente conhecida pela Turma do Balão Mágico, grupo musical infantil formado em 1982 por Simony, Tob e Mike.

O último circo sediado em Campo Grande foi o Maximus, em 3 de abril de 2024.

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