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PIJAMAS EM ALTA

Em home office há quem prefira o pijama para trabalhar

Conforto dos moletons também são opção para trabalhar em casa
23/07/2020 07:00 - Naiane Mesquita


Desde que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) começou, o perfil de consumo do brasileiro começou a sofrer transformações, como o aumento das vendas pela internet e até a preferência por produtos considerados menos importantes antes do distanciamento social, como os pijamas e moletons.  

De acordo com o estudo “Novos hábitos digitais em tempos de Covid-19”, realizado pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) em parceria com a Toluna, a crise do coronavírus fez com que a transformação digital do varejo se tornasse prioridade para poder manter os negócios em operação. O consumidor, por sua vez, mudou seus hábitos e abraçou as ferramentas digitais.

Foi pela internet, inclusive, que Raquel de Souza, 25 anos, comprou os recentes pijamas. “Eu sempre amei pijama, desde criança. Lá em casa sempre minha mãe ensinou e comprou pijama, nunca teve isso de dormir com roupa velha

Só que ela fazia tirar o pijama de manhã”, ri. “Ela falava: quando você tiver sua casa, você fica de pijama o dia inteiro

Agora estou aqui na minha casa vivendo o sonho”, complementa.

Ao todo Raquel tem 22 pijamas, dos mais variados modelos. Como trabalha em assessoria de imprensa, a jornalista teve a possibilidade de manter o home office durante a pandemia e nem de longe seguiu as orientações dos especialistas de se vestir como se fosse trabalhar. 

“Na quarentena, com home office rolando, me permiti realmente passar mais tempo de pijama. Muita gente fala que sente a produtividade aumentar quando coloca roupa de trabalho e se arruma, mas acho que isso é muito pessoal, eu realmente me sinto bem de pijama estando confortável. Principalmente no frio”, acredita.  

O clima também impulsionou a professora Sarah Muricy, a, optou por pijamas e moletons novos durante a quarentena. “Descobri que minha casa é mais fria do que eu imaginava!”, conta, surpresa.  

Durante o distanciamento social, que ela cumpre desde março, Sarah comprou duas calças de moletom e uma blusa, além de dois pijamas. “Gosto principalmente dos shorts. Coloco o uniforme pra fazer as reuniões e continuo confortável de short, tipo o que a gente imagina que os jornalistas fazem no Jornal Nacional”, brinca.  

Com ela também não tem orientação para se vestir como no trabalho convencional. “Esses tem dias que fico o dia todo”, confessa.  

Lojas

O consumo de pijamas cresceu tanto durante a pandemia que nem mesmo as lojas físicas deixaram de vender o item.  

Hyara Alessandra, gerente da loja Hering, do Shopping Bosque dos Ipês, conta que a procura por esses itens foi tão intensa, que chegou a esgotar o estoque. “Fizemos até uma força-tarefa com as outras lojas da marca para conseguir atender a todos”, conta.

No mundo

Até quem mora no exterior também adotou o estilo mais descontraído para ficar em casa. Heloísa Rota Ishi, atualmente vive em Cambridge, na Inglaterra, e durante a quarentena também adotou o estilo descontraído em casa. 

“Para ficar em casa durante a quarentena senti a necessidade de me sentir mais confortável e a vontade, pois isso de alguma forma me ajudou a relaxar mais durante o isolamento. Eu comprei 3 conjuntos de pijamas, 2 de verão com regata e short e 1 de meia estação com calça comprida”, conta.  

Heloisa mora com o marido na cidade e apesar do clima, tecnicamente, ser mais quente, ainda não chega aos pés do verão brasileiro. “Aqui está na época do verão, mas não é tão quente igual ao Brasil, aí por isso variei nos estilos dos pijamas”, explica.  

Por enquanto, a cidade começou a flexibilizar as saídas dos moradores. “No começo do mês eles abriram os comércios não essenciais, mas foi bem aos poucos. Agora eles já estão permitindo reuniões de mais de 6 pessoas de casas diferentes. As piscinas públicas vão abrir semana que vem”, comenta. Mas, Heloisa não pretende deixar os pijamas de lado tão cedo.

 
 

Felpuda


Candidato a vereador caiu em desgraça, pelo menos em um dos bairros de Campo Grande, ao promover comício em ginásio de esporte, com direito a ônibus lotados e espoucar de muitos fogos de artifício.

Aí dito-cujo foi alvo de muitas críticas, tanto pela zoeira causada, como por ter mandado às favas quaisquer cuidados na prevenção da Covid-19, ao promover grande aglomeração. Irresponsabilidade é pouco, hein?!