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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Cássio Scapin, o eterno Nino, do Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura

"Hoje quero inspirar. Falar de persistência, de beleza que vem do tempo, de como a arte salva  e de como a vida continua plena, curiosa e rica depois dos 60. Quero ser voz para quem tem medo do futuro. Porque eu também tive"

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Formado pela Escola de Arte Dramática (EAD) da Universidade de São Paulo (USP), Cássio trabalhou em mais do que 20 espetáculos no Brasil e na Itália. Cássio recebeu os prêmios Mambembe, Governador do Estado, Troféu APCA, sendo que, em 1998, foi escolhido como Melhor Ator nos prêmios Apetesp e Shell, por sua interpretação em Memórias Póstumas de Brás Cubas, comédia musical de Machado de Assis.

Ele também participou de telenovelas, filmes e minisséries. Para muitos e gerações diversas, ele será o eterno personagem Nino, do programa infantil Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura, e o ator participou da Novela Deus Salve o Rei, interpretando o personagem Héber.

Em 2020, durante a pandemia do coronavírus, o ator apresentou o monólogo “Eu Não Dava Praquilo” e o espetáculo "Os Malefícios do Fumo". Cássio Scapin vive um lindo momento os 60 anos... Ator, diretor e representante da Parada LGBT+ de SP reflete com o B+ sobre invisibilidade, afetos, saúde mental e o direito de continuar existindo com voz, beleza e desejo.

Quando foi que envelhecer se tornou sinônimo de desaparecer? Em um mundo que ainda trata juventude como capital estético e existencial, poucas vozes têm coragem (e elegância) de dizer que o tempo pode ser potência. Cássio Scapin é uma dessas vozes.

O ator, diretor e produtor completou 60 anos em dezembro de 2024. No mesmo ciclo, tornou-se representante da 28ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, a maior do mundo, cujo tema foi: “Envelhecer LGBT+: Memória, Resistência e Futuro.” A escolha não foi aleatória, foi coerente com tudo o que ele representa: longevidade, presença, consciência e arte em estado de reinvenção.

Com 40 anos de carreira, Scapin é conhecido por personagens que marcaram gerações - de Nino, no inesquecível Castelo Rá-Tim-Bum, ao Santos Dumont da minissérie Um Só Coração, passando por produções teatrais aclamadas e premiadas. Mas talvez seu papel mais importante seja o que vive agora: o de provocar uma conversa pública sobre o envelhecer fora do padrão.

“Falar de longevidade não é falar apenas com quem já chegou lá. É falar com quem ainda tem tempo. Tempo de cuidar de si, de rever crenças, de pensar sobre o que estamos fazendo com a vida que temos”, afirma.

Disciplinado, Scapin mantém um corpo cênico admirável, esculpido por uma rotina de balé, alimentação saudável e exercícios diários. Mas seu discurso vai muito além da estética: fala de saúde mental, de afetos, de persistência, de propósito. “Envelhecer na comunidade LGBTQIAPN+ ainda é tabu. Não nos ensinaram a imaginar o depois. Mas ele existe. E pode ser pleno.”

Nino, do programa infantil Castelo Rá Tim Bum da TV Cultura - Divulgação

Com sensibilidade e inteligência emocional, o artista criou nas redes sociais o quadro “Reflexões no Meu Divã”, onde compartilha questões íntimas que nascem em sua terapia e tocam muitas outras vidas.

Medo, finitude, invisibilidade, o julgamento dos corpos maduros, o paradoxo entre experiência e juventude, o desejo aos 60 anos,  são alguns dos temas abordados. “Percebi que as perguntas que eu levava para a análise eram perguntas que muita gente se fazia, mas não tinha com quem falar. O divã virou partilha. Uma tentativa de dizer: você não está só.”

O tom é íntimo, mas não confessional; é público, mas não expositivo. Scapin usa sua experiência como ponte e não como palco.

Com uma trajetória marcada por prêmios, Cássio se prepara para uma nova fase: rodas de conversa, palestras e encontros com o público em que compartilha sua jornada artística e humana, sua fé, sua visão de mundo.

“Hoje quero inspirar. Falar de persistência, de beleza que vem do tempo, de como a arte salva  e de como a vida continua plena, curiosa e rica depois dos 60. Quero ser voz para quem tem medo do futuro. Porque eu também tive. E continuo aprendendo todos os dias.”

Mais do que envelhecer, Cássio Scapin está expandindo. Amadurece sem amargura. Provoca sem hostilidade. E emociona sem esforço. Representa não apenas uma geração, mas uma possibilidade: a de que existir com plenitude é um direito, é uma arte, em todas as idades.

O ator é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala sobre longividade, sáude, sucessos, carreira e escolhas.

O ator Cássio Scapin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Carlo Locatteli - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - 40 anos de carreira, como é olhar para trás? Qual a sensação dessa carreira premiada, personagens que o público tem memoria afetiva, já fez um balanço desses 40 anos?
CS -
Olhar pra trás é muito estranho, são mais de 40 anos. Olha, é muito estranho, eu não consigo muito olhando pra trás identificar o que foi esse percurso, tudo parece que a dimensão do tempo é muito relativa, ela se concentra e se compacta numa sequência de memórias, de personagens, junto de  tanta gente que existiu  nessa trajetória, nesse percurso de carreira, que foram super importantes para mim.

Eu não gosto de olhar muito pro passado de uma forma estática, o passado de alguma maneira ele é móvel, é mutável na minha cabeça, isso é muito relativo essa questão do passado. Mas esses 40 anos estão embutidos no que eu sou agora no presente e eu estou satisfeito com o que eu vejo hoje, do que eu sou enquanto ser humano, pessoa, com todos percaussos que uma existência não nos deixa escapar mas eu olho para mim com um olhar presente e com uma sensação de ok, estamos indo bem, esta tudo certo! 

CE - Chegar aos 62 anos como símbolo que o país ama, exemplo em longevidade, qualidade vida, qual a missão desses 62?
CS - 
Olha eu acho que a missão desses 62 anos é tentar reconfigurar esse padrão  de imagem e de entendimento do que as pessoas tem de uma pessoa com 62 anos, os tempos são outros, 62 anos na minha época eram pessoas, o homem era aquele senhor que jogava bocha, a mulher a vovó que fazia tricô, isso também foi na geração de minha mãe, minha avó morreu com 55 anos, meu avô com 60 e poucos, então essa questão da longevidade estabelecida por causa dos avanços tecnológicos, avanços da medicina, da possibilidade de se prolongar a vida de uma maneira mais útil, mais saudável, nesses 62 anos minha vontade, meu desejo é que se reconfigure esta imagem, esse entendimento de que ainda, sempre, tem um pulso que pulsa, a sexualidade pulsa, o humor, o afeto pulsam.

Hoje mais que nunca a questão da idade é bastante relativa. Hoje me relaciono, inclusive profissionalmente com pessoas muito mais jovens que eu. Acabei de fazer um show falando da vida de Noel Rosa, que era um jovem, um jovem antigo e no palco estavam la comigo jovens de diversas idades.

É como você reconfigura e entende essa dinâmica. A minha aula de dança, toda classe é muito jovem, importante é reconfigurar sua cabeça para esses novos tempos e sua forma de olhar para o mundo.

CE - O quadro em suas redes sociais, "Conversa no Divã", tem trazido grandes reflexões e necessidades de fala e pensamento como surgiu essa ideia?
CS -
Reflexões no meu Divã, surgiu da minha relação na terapia e de um amigo, meu videomaker Mateus Martini, da gente fazer essa brincadeira. E tem funcionando muito, porque nada que vai ao ar foi ensaiado ou combinado, no máximo penso no tema e na questão que gostaria de falar, antes de gravar penso 2 minutinhos e sai, absolutamente são questionamentos verdadeiros, assim como essa entrevista, ela não é elaborada ou pensada anteriormente pra que a resposta seja dada.

É uma pergunta que me faço e tento máximo possível pensar que estou conversando de fato com alguém. Acredito que tenham outras pessoas que tenham as mesmas dúvidas, da mesma interrogação sobre determinada questão, embutido de uma sinceridade, muito espontânea, é honesto, não é nenhum personagem, amigos discordam muitas vezes dos meus pensamentos, e eu penso que tudo ok, vida que segue, foi um quadro criado pra debate mesmo e explanar o meu olhar, meu modo de pensar.

O ator Cássio Scapin é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Carlo Locatteli - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Viajar o país palestrando, voz ativa em etarismo, sonhos, sucesso, longevidade, o que busca compartilhar em suas palestras e como ser um exemplo, como atingir ao publico alvo?
CS -
O que busco nas minhas palestras eu busco na verdade entender o tempo que a gente vive. Sobretudo entender que na maior parte das vezes, nós brasileiros ja nascemos com o "não", como pressuposto para muitas coisas, então eu compartilho sobre ir buscar o "sim" , ir buscar a realização!

Eu venho de uma origem bastante humilde, que se eu tivesse me contentado com a vida que me estava reservada seria muito triste pela realidade que vivia, contra monte de questões eu falei: eu vou nessa! E continuo indo! O que interessa é a trajetória que trilhamos, e é isso que compartilho. Como é importante a trajetória, como é que você faz esse percurso com dignidade com valores, uma lista de questões que tento falar com isso.

Longevidade é uma questão que falo que não começa aos 60 anos, ela começa aos 15, na idade em que se aflora a consciência, entendendo dia a dia, qual a melhor maneira de fazer um percurso bacana, como ser humano. Ser correto entre tantos valores e princípios.

Hoje quero inspirar, por meio das minhas palestras, falo de persistência, da beleza do tempo, de como a arte salva  e de como a vida continua plena, curiosa e rica depois dos 60. Quero ser voz para quem tem medo do futuro. Porque eu também tive. E continuo aprendendo todos os dias.

CE - 40 anos carreira, prêmios acumulados, dos maiores atores de sua geração, existe algum projeto, sonho a se realizar ainda?
CS -
Pois é! Tive sorte e muito suor, foi perseverança, insistência, foi abdicar de muitas coisas. Fui muito premiado, os prêmios nos endossam e nos legitimam, num determinado período e momento, mas vivemos em um país que não bastam ter prêmios, somos um país que não preserva memória, ser premiado não é uma coisa cumulativa, não aumenta seu valor profissionalmente, fui premiado, ótimo. Mas nesse momento, vivemos tempos que vale mais um número de algorítimos do que uma trajetória. As coisas não estão estáveis nunca, os sonhos continuam, para esse ano tenho dois projetos; "O Avarento" e "Distopia Hughie", ambos 

estão em fase de captação, a Distopia é sobre Inteligência artificial e o avarento vai falar sobre etarismo, uma releitura preservando o texto original, mas com um olhar do que é este homem novo de 70 anos e como é que o ciclo econômico dialoga com essa figura do poder. Dois projetos interessantíssimos em busca de recursos, as palestras em viagem pelo país .

CE - Recentemente declarou a revista Caras Brasil a importância do Nino e o carinho que recebe ate hoje por esse personagem, o Cássio de hoje, pensa ou tem qual visão do Castelo?
CS -
Sem duvida o Castelo Ra-tim-bum  foi um marco na tv brasileira e ouso dizer na tv da América latina, em conteúdo infantil e infanto juvenil, acho que foi um divisor de águas, tanto no que se diz respeito a qualidade de programação infantil pra televisão aberta como também na minha vida, como uma realização de um grande trabalho , que a gente raramente consegue fazer na televisão. 

CE - Hoje vivemos uma fase de novos formatos, novelas verticais, streaming, como você ve tudo isso? Algum personagem no áudio visual que gostaria de ainda viver?
CS -
Olha eu acho que a gente tem que se adequar aos novos formatos, a gente como artista e  pensador do teu tempo, essas linguagens novas estão chegando, se instalando e temos que estar abertos a experimentar pois faz parte do nosso oficio.

A gente não sabe se vira um padrão, não sabemos se vieram pra ficar, mas também dialogar e estar inserido nessas novas linguagens faz parte do estar atento ao progresso e que nos diz respeito. Primeiro na questão quanto a nossa profissão, quanto ao oficio, jeito de fazer e depois ao que atende ao público, fomos da tela do cinema, pra tela da televisão e agora na tela da mão, a microtela e temos sim que experimentar esses novos projetos e formatos.

E quanto aos personagens eu fui muito feliz e me realizei com Odorico Paraguaçu, Do Bem Amado, me diverti muito fazendo. Eu adoraria fazer um remake se tivesse, da Saramandaia, que eu acho uma coisa maravilhosa, as coisas do realismo fantástisco na televisão eu acho muito interessante.

CE - Você acabou de estrear dando vida a Noel Rosa, em 3 sessões na Pinacoteca, como foi esse projeto e haverá nova temporada?
CS - 
Sim, pretendemos voltar em temporada por todo país, divido palco com Jefferson Rodrigues e mais 4 músicos. Celebrando os 115 anos de Noel Rosa  em um formato de pocket show, com roteiro de Cássio Junqueira, revisitando a vida e a obra do compositor que transformou o samba e revelou, com ironia e sensibilidade, as contradições do homem brasileiro. Entre os 19 e 26 anos de vida, Noel compôs mais de 300 canções, eternizando clássicos como “Com Que Roupa”, “Conversa de Botequim”, “Último Desejo”, “Feitiço da Vila” e “Filosofia”.

Gosto de destacar que o espetáculo parte da palavra (a poesia que vem antes da música) explorando a força literária e a atualidade do autor. Noel foi um poeta antes de ser um músico. Toda a obra dele é estruturada nas letras das canções, e nelas está um olhar sobre o Brasil que continua muito atual.

A arte tem o poder de permitir um trânsito social, uma movimentação que o samba proporcionou a Noel. O Brasil de hoje ainda se parece muito com o Brasil de Noel Rosa — e isso torna o olhar dele ainda mais potente. Um espetáculo que adoro fazer e seguiremos neste ano!

 

Moda Correio B+

Veja dicas de como organizar o guarda-roupa das crianças para começar o ano com praticidade e estilo

Especialista compartilha dicas para otimizar o armário infantil, facilitar a rotina das famílias e garantir conforto no dia a dia escolar e de lazer

17/01/2026 17h00

Veja dicas de como organizar o guarda-roupa das crianças para começar o ano com praticidade e estilo

Veja dicas de como organizar o guarda-roupa das crianças para começar o ano com praticidade e estilo Foto: Divulgação

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Com a chegada de um novo ano, organizar o guarda-roupa das crianças é uma tarefa essencial para tornar a rotina mais prática, funcional e eficiente. Além de facilitar o dia a dia dos pais, um armário bem planejado ajuda os pequenos a ganharem autonomia e aproveitarem melhor cada peça.

Pensando nisso, Sandra Bilibio, gerente de produto da Milon, marca de vestuário infantil com inspiração europeia e estilo clássico com 133 unidades em todo o Brasil, compartilha orientações para organizar o guarda-roupa infantil de forma inteligente e estratégica.

Hora de revisar e planejar: 2026 já começou, então, o primeiro passo para organizar o armário dos pequenos é fazer uma triagem completa das roupas. Separe as peças que ainda servem, as que podem ser doadas e aquelas que precisam de ajustes.

“Crianças crescem rápido, por isso é importante revisar o guarda-roupa com frequência e manter apenas o que realmente será usado”, explica Sandra. Avaliar a rotina da criança, como escola, passeios e atividades extras, também ajuda a definir quais itens são prioritários.

Organização por categorias facilita a rotina: separar as roupas por tipo, por exemplo, camisetas, calças, vestidos, conjuntos, pijamas e roupas íntimas, torna a visualização mais clara e agiliza a escolha dos looks. Outra dica é organizar por frequência de uso, deixando as peças do dia a dia ao alcance das mãos e reservando prateleiras mais altas para itens de ocasiões especiais ou fora da estação.

Aposte na versatilidade: investir em peças que combinam entre si é fundamental para otimizar o guarda-roupa infantil. Conjuntos coordenados, cores neutras e estampas atemporais permitem criar diferentes looks com menos itens.

“Roupas versáteis facilitam a composição e ajudam a reduzir excessos, mantendo o armário funcional e elegante”, destaca a gerente de produto da Milon.

Conforto e qualidade em primeiro lugar: tecidos leves, macios e respiráveis devem ser prioridade, principalmente para a rotina escolar. Algodão e malhas confortáveis garantem liberdade de movimento e bem-estar ao longo do dia.

Além disso, peças de qualidade têm maior durabilidade, acompanhando o crescimento das crianças por mais tempo, sem perder a vida útil.

Estimule a autonomia dos pequenos: uma boa organização também pode ser uma aliada no desenvolvimento da autonomia infantil. Deixar as roupas organizadas em gavetas ou cabides baixos permite que as próprias crianças escolham o que vestir. Etiquetas ou divisórias ajudam na identificação e tornam o momento mais lúdico e educativo.

“O guarda-roupa infantil ideal é aquele que une organização, conforto e praticidade. Quando cada peça tem seu lugar e propósito, a rotina flui melhor e sobra mais tempo para o que realmente importa: viver os momentos da infância com leveza e estilo. Acreditamos que a moda deve acompanhar o crescimento das crianças com funcionalidade, elegância e cuidado”, finaliza Sandra.


 

Saúde Correio B+

Verão e Piscina: Confira como proteger a pele durante os dias de lazer

Especialista explica os efeitos do cloro e do sol na pele e indica cuidados simples para manter hidratação e conforto durante o verão

17/01/2026 15h30

Verão e Piscina: Confira como proteger a pele durante os dias de lazer

Verão e Piscina: Confira como proteger a pele durante os dias de lazer Foto: Divulgação

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Com a chegada do verão, os dias de sol se intensificam, as temperaturas sobem e os momentos de lazer à beira da piscina se tornam mais frequentes. Em clubes, condomínios, hotéis ou até mesmo em casa, o contato constante com a água clorada passa a integrar a rotina de muitas pessoas. Apesar de refrescante, esse hábito pode trazer impactos à saúde da pele quando não são adotados os cuidados adequados.

O médico dermatologista Raul Cartagena Rossi¹, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e consultor da TheraSkin®, explica que a combinação entre água tratada com cloro e exposição solar pode comprometer a barreira natural de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a coceira, a sensibilidade e até o aspecto esbranquiçado ou opaco.

Segundo o especialista, o cloro interfere diretamente no manto lipídico da pele, estrutura responsável por manter a hidratação e a proteção natural. Crianças e pessoas com pele seca ou sensível tendem a sentir esses efeitos de forma mais intensa, especialmente no verão, período em que a exposição costuma ser mais frequente.

A boa notícia é que é possível aproveitar a piscina e os dias quentes sem abrir mão dos cuidados com a pele. Para isso, o dermatologista recomenda algumas medidas simples antes e depois do lazer, confira:

- Antes de entrar na piscina, o uso do protetor solar é indispensável. O produto deve ser aplicado em quantidade adequada e reaplicado ao longo do dia, principalmente após sair da água. A aplicação de um hidratante leve antes do contato com a piscina também pode ajudar a formar uma barreira protetora contra a perda excessiva de água, sobretudo em peles sensíveis.

- Após o lazer, é importante enxaguar o corpo com água corrente e utilizar sabonetes suaves para remover resíduos de cloro e protetor solar, que podem contribuir para o ressecamento e a irritação. No caso das crianças, a recomendação é optar por produtos neutros e hipoalergênicos.

- Em seguida, a hidratação profunda é essencial. O ideal é aplicar o hidratante logo após o banho, ainda com a pele levemente úmida, para ajudar a reter a água e restaurar a barreira cutânea. Produtos com ativos calmantes auxiliam na reparação da pele, prolongando a sensação de maciez e conforto.

- Outros cuidados complementares também fazem diferença, como manter uma boa ingestão de água ao longo do dia, evitar a exposição solar nos horários de pico e optar por piscinas bem tratadas, já que o excesso de cloro pode intensificar o ressecamento da pele.

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