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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o protagonista da novela Coração Acelerado Filipe Bragança

"Protagonizar uma novela é um sonho para qualquer ator, ainda mais em uma história como "Coração Acelerado". Quando li os primeiros capítulos, fiquei muito interessado pela jornada do João Raul".

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Filipe Bragança é um ator e cantor brasileiro que vem se consolidando como um dos nomes de sua geração, com trabalhos de destaque no teatro, no cinema, na televisão e no streaming.

No cinema, é protagonista do filme “100 Dias”, inspirado na vida de Amyr Klink, atualmente em fase de produção, com estreia prevista para 2025. Seu lançamento mais recente nas telonas foi “Meu Sangue Ferve por Você” (2024), dirigido por Paulo Machline, no qual interpreta Sidney Magal.

No currículo, também estão os longas “45 do Segundo Tempo” (2022), de Luiz Villaça, “Cinderela Pop” (2019) e “Eu Fico Loko” (2017), ambos dirigidos por Bruno Garotti. Como dublador, empresta sua voz ao protagonista da animação brasileira “Abá e Sua Banda” (2025) e participou do filme “Encanto” (2012). Também interpretou a música de abertura de “Viva – A Vida é uma Festa” (2017).

Na televisão, ganhou grande repercussão ao viver Giovanni no remake de “Elas por Elas” (2023, Globo). Atuou ainda nas novelas “Órfãos da Terra” (2019, Globo) e “Chiquititas” (2013, SBT). Em 2026, assume seu primeiro protagonista em novelas, interpretando o cantor João Raul em “Coração Acelerado” (Globo).

No streaming, integrou o elenco de produções de destaque como "Justiça 2” (2024, Globoplay), as duas temporadas de “Dom” (2021 e 2023, Prime Video), “Betinho – No Fio da Navalha” (2023, Globoplay), além de ser um dos protagonistas das séries “Últimas Férias” (2023, Star+) e “Só Se For Por Amor” (2022, Netflix). Também atuou em “Natureza Morta” (2017, CineBrasil TV).

Nos palcos, teve reconhecimento nacional ao interpretar Marius na adaptação brasileira do musical “Les Misérables”, papel que lhe rendeu os prêmios de Ator Revelação no Prêmio Bibi Ferreira e no BroadwayWorld Brasil Awards, em 2017.

Ator desde os 5 anos de idade, Filipe iniciou sua trajetória na publicidade, em Goiânia. Aos 7 anos, fez seu primeiro espetáculo profissional e, ao longo da formação, estudou balé clássico e canto, habilidades que se refletem em sua versatilidade artística.

O ator é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala sobre carreira, oportunidades, seu primeiro protagonista e próximos projetos.

 

O ator Filipe Bragança é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana  - Foto: Cássia Tabatini - Diagramação:Denis Felipe - 
Por: Flávia Viana

CE - “Coração Acelerado” marca seu primeiro grande protagonista em novela das sete. Como você recebeu esse convite?
FB -
Recebi com muita alegria e também com um senso grande de responsabilidade. Protagonizar uma novela é um sonho para qualquer ator, ainda mais em uma história como “Coração Acelerado”. Quando li os primeiros capítulos, fiquei muito interessado pela jornada do João Raul.

É um personagem cheio de camadas, com vulnerabilidades, conflitos e contradições. Por exemplo, ele é o mozão do Brasil que rebola em cima do palco e flerta com várias mulheres na plateia, mas no fundo mesmo ele só quer ser amado pela paixão dele. Estou muito feliz de poder dar vida a ele.

CE - O João Raul rapidamente virou um dos personagens mais queridos do público. Como tem sido acompanhar essa repercussão?
FB - 
Tem sido emocionante. A gente grava a novela com muita dedicação, mas só quando ela vai ao ar é que sente o retorno das pessoas. Recebo muitas mensagens nas redes sociais, gente torcendo pelo João Raul, comentando as cenas, se envolvendo com a história. É muito bonito ver como o público abraçou o personagem.

CE - O personagem tem o apelido de “mozão do Brasil”. Como você reage a isso e ao assédio que o personagem ganha por conta das cenas rebolando?
FB -
 Eu acho engraçado. Faz parte do personagem. Não tem como fazer um papel desses se não se jogar 100%. Tudo que eu recebi foi apenas elogios e muito carinho.

CE - A novela se passa em Goiás e tem uma forte ligação com o universo sertanejo. Sendo você goiano, isso trouxe uma conexão especial com o projeto?
FB - 
Com certeza. Eu nasci em Goiás, não cresci ouvindo sertanejo mas convivi com essa cultura. Então existe um reconhecimento muito forte. Trazer um pouco dessa essência para o personagem foi muito natural para mim. É bonito ver a novela valorizando essa identidade e esse universo que faz parte da vida de tanta gente.

CE - Você já tem uma trajetória forte no cinema, teatro e musicais. O que a novela acrescenta na sua carreira?
FB -
A novela tem uma dinâmica muito própria. É um ritmo intenso, com muitos capítulos, e exige uma entrega diária do ator. Ao mesmo tempo, tem essa coisa maravilhosa de entrar na casa das pessoas todos os dias. Para mim está sendo uma experiência muito rica, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.

O ator Filipe Bragança é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana  - Foto: Cássia Tabatini - Diagramação:Denis Felipe - 
Por: Flávia Viana

CE - Sua experiência em musicais e projetos ligados à música ajuda na construção de um personagem dentro desse universo sertanejo?
FB - 
Ajuda muito. A música sempre esteve presente na minha vida artística. Já fiz musicais, já trabalhei com personagens ligados à música, como o Sidney Magal, então isso traz uma familiaridade com o ritmo, com a interpretação musical e com a emoção que a música carrega. Isso acaba enriquecendo o personagem.

CE - O João Raul vive uma história de amor intensa na trama com a Agrado (Isadora Cruz). Você gosta de interpretar personagens românticos?
FB -
 Eu gosto muito de personagens que sentem tudo de forma profunda. O João Raul é assim. Ele ama, sofre, luta, se entrega. Isso para um ator é muito interessante porque traz muitas nuances para trabalhar em cena.

Eu como João Raul já fiz cenas de todos os tipos de sentimento. E a novela das sete também tem essa tradição de grandes histórias de amor, então é muito especial fazer parte disso.

CE - Como está sendo a convivência com o elenco da novela?
FB -
 Muito especial. Temos um elenco muito talentoso e generoso. Desde o começo fui muito bem acolhido por todo mundo. Isso faz muita diferença no dia a dia de gravação, porque passamos muitas horas juntos e essa troca fortalece muito as cenas.

CE - Você começou a atuar ainda muito jovem. Hoje, vivendo esse momento de protagonista, o que passa pela sua cabeça quando olha para sua trajetória?
FB -
 Eu sinto muita gratidão. Comecei muito novo e fui construindo meu caminho passo a passo, passando por teatro, cinema, televisão, musicais… Cada projeto foi importante para minha formação como ator. Estar vivendo esse momento agora é resultado de muito trabalho e também de muitas pessoas que acreditaram em mim.

CE - O que o público pode esperar dos próximos capítulos de “Coração Acelerado”?
FB -
 Muita emoção. A história do João Raul ainda tem muitas viradas, desafios e decisões importantes pela frente. Ele conseguiu reencontrar a Agrado, o grande amor dele, mas é novela, precisa ter aquele obstáculo para de fato eles ficarem juntos.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 23 e 28 de junho. Momento de boas parcerias e conquistas.

Sob a regência do Três de Ouros, o período é marcado por construção e prosperidade. A carta favorece especialmente a vida profissional, indicando reconhecimento, aperfeiçoamento, boas parcerias e conquistas que se constroem por meio da colaboração.

21/06/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 23 e 28 de junho. Momento de boas parcerias e conquistas.

A energia do Tarô da semana entre 23 e 28 de junho. Momento de boas parcerias e conquistas. Foto: Divulgação

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O Três de Ouros inaugura uma semana marcada pela construção de bases sólidas. É uma carta que fala sobre crescimento consistente, expansão, ganhos financeiros e criação de oportunidades favoráveis. Também favorece o reconhecimento na carreira, o fortalecimento da reputação profissional e o início de projetos que ainda passarão por aperfeiçoamentos, mas que já demonstram grande potencial de sucesso.

Na ilustração da carta do Três de Ouros, vemos um artesão dedicado ao seu trabalho enquanto dialoga com um monge e um arquiteto sobre a construção de um templo. Cada personagem desempenha um papel essencial: um executa, outro inspira e o terceiro planeja. Nenhum deles, sozinho, seria capaz de concluir a obra.

Seu principal ensinamento é simples: ninguém constrói algo verdadeiramente grandioso sozinho.

Esta é a carta da colaboração inteligente. Ela mostra que diferentes talentos, experiências e perspectivas, quando reunidos em torno de um objetivo comum, produzem resultados muito maiores do que qualquer esforço individual seria capaz de alcançar.

É uma semana para trocar ideias, ouvir opiniões, aceitar contribuições e reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado. “Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso, e trabalhar juntos é um sucesso.” (Henry Ford)

À medida que suas habilidades se desenvolvem e seus projetos ganham dimensão, saber pedir ajuda deixa de ser um sinal de fraqueza e passa a ser uma demonstração de sabedoria. O artesão representado na carta domina sua arte, mas confia ao arquiteto a visão do projeto e aos demais colaboradores aquilo que não lhe cabe realizar.

O verdadeiro crescimento acontece quando compreendemos que dividir responsabilidades fortalece, em vez de diminuir, nossa contribuição.

Vale refletir: o que pode ser delegado, compartilhado ou automatizado para que você concentre sua energia naquilo que realmente faz de melhor? Em quais áreas insistir em fazer tudo sozinho tem consumido tempo, energia e comprometido seus resultados?

Construir uma obra sólida não depende apenas de trabalhar mais, mas de direcionar seus talentos com consciência, propósito e ao lado das pessoas certas.

O Três de Ouros também anuncia uma fase rica em aprendizado. Novos conhecimentos, habilidades e experiências surgem para impulsionar seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Mais do que adquirir informações, a carta convida você a colocá-las em prática com dedicação, disciplina e comprometimento. O sucesso nasce justamente da combinação entre talento, estudo e trabalho consistente.

Outro aspecto importante desta energia é a humildade. O ego perde espaço para a cooperação. Todos têm algo a ensinar e algo a aprender. Quando existe abertura para o diálogo, respeito pelas diferenças e disposição para construir em conjunto, os obstáculos deixam de ser barreiras e se transformam em oportunidades de evolução.

O Três de Ouros é a carta do aperfeiçoamento, mas não da perfeição. Seu convite é abandonar a cobrança excessiva e reconhecer o quanto você já evoluiu. Em vez de fixar o olhar no que ainda falta, observe o caminho percorrido e tudo o que já foi construído.

Sempre haverá espaço para crescer, aprender e se desenvolver e é justamente essa abertura para o aprendizado que torna possível a verdadeira evolução.

Pergunte a si mesmo: quais habilidades estou desenvolvendo neste momento? Tenho valorizado meu progresso ou apenas comparado minhas capacidades às dos outros? A comparação constante pode criar a falsa sensação de que nunca somos bons o suficiente, quando, na realidade, cada pessoa possui seu próprio ritmo de crescimento.

O Três de Ouros lembra que os erros fazem parte do processo. Mais do que obstáculos, eles são professores indispensáveis. Toda maestria nasce da experiência, da prática e das inúmeras tentativas que antecedem o sucesso. Errar não significa fracassar; significa aprender.

Quanto maior a disposição para experimentar, ajustar e recomeçar, maior será o domínio sobre aquilo que se deseja conquistar.

Se existe ansiedade para que determinada fase termine logo, esta carta convida à desaceleração. Talvez o Universo esteja pedindo que você extraia um ensinamento essencial antes de seguir adiante. Nem toda aprendizagem é técnica ou acadêmica.

Muitas vezes, a maior lição diz respeito à maturidade, à paciência, à confiança ou à forma como você encara os próprios desafios. O Três de Ouros sempre aponta para uma área da vida que pede refinamento, dedicação e crescimento contínuo.

Por isso, tenha paciência com o seu processo. Valorize cada pequena conquista e permita que o tempo faça sua parte.

Em muitos casos, esta carta também anuncia o início de uma nova fase de estudos, o desenvolvimento de uma habilidade ou a aquisição de conhecimentos que terão impacto duradouro no futuro. É um excelente momento para retomar projetos, investir em cursos, aprofundar competências e reencontrar a paixão por aquilo que desperta seu verdadeiro interesse.

Além do aprendizado, o Três de Ouros simboliza a capacidade de transformar ideias em realidade. Na imagem tradicional da carta, um artesão trabalha diante de um projeto arquitetônico apresentado por dois monges. O desenho da construção representa a visão que antecede a realização: primeiro nasce o planejamento; depois vêm o aperfeiçoamento, a execução e, por fim, a obra concluída.

A carta ensina que sonhos se concretizam quando há organização, dedicação e colaboração. Os melhores resultados surgem da união entre talento, preparo e trabalho coletivo. Quando cada pessoa contribui com o que tem de melhor, projetos ganham força, ideias florescem e o sucesso deixa de ser uma possibilidade para se tornar uma consequência natural.

Conhecer os próprios talentos é um passo importante. Saber no que você se destaca e reconhecer suas habilidades fortalece a confiança e revela o caminho que pode levá-lo mais longe. Mas o Três de Ouros lembra que existe um limite para aquilo que conseguimos construir sozinhos. Há momentos em que crescer significa justamente ampliar horizontes, dividir responsabilidades e permitir que outras pessoas contribuam para a realização de um objetivo maior.

Quando esta carta surge como carta regente, ela anuncia uma oportunidade de colaboração. O convite não é provar sua autossuficiência, mas compreender que alguns resultados só alcançam sua máxima expressão quando diferentes talentos trabalham em sintonia. É hora de deixar o ego de lado e abraçar um propósito coletivo.

Isso pode significar ouvir novas perspectivas, pedir orientação, compartilhar recursos ou reunir pessoas com competências complementares às suas. Pense em uma grande orquestra: cada instrumento possui sua própria beleza, mas é a harmonia entre todos que cria uma obra capaz de emocionar.

Da mesma forma, projetos verdadeiramente grandiosos raramente são fruto do esforço isolado de uma única pessoa.

Se você deseja expandir seus horizontes, talvez seja o momento de formar sua equipe. Não tenha receio de admitir que não sabe tudo — ninguém sabe. Reconhecer as próprias limitações não diminui sua competência; ao contrário, demonstra maturidade e inteligência.

Quando você identifica seus pontos fortes e aceita que outras pessoas podem suprir aquilo que lhe falta, cria espaço para que todos cresçam juntos.

O Três de Ouros ensina que a verdadeira força de um grupo está na complementaridade. Cada pessoa oferece um olhar, uma experiência e um talento únicos, enriquecendo a construção coletiva. O aprendizado deixa de ser individual e passa a ser compartilhado, fortalecendo vínculos de confiança, respeito e cooperação.

Esta carta nos lembra que grandes realizações raramente são obra de uma única mão. Elas nascem do encontro entre pessoas comprometidas com um mesmo propósito, dispostas a dividir responsabilidades, celebrar conquistas e superar desafios lado a lado. Quando cada um contribui com o melhor de si, o resultado final se torna maior, mais sólido e mais significativo do que qualquer conquista individual poderia alcançar.

Nem sempre é simples trabalhar em grupo ou chegar a um consenso sobre o caminho a seguir. Mas esta carta convida à diplomacia, à estratégia e ao equilíbrio. Talvez o meio-termo não seja apenas uma alternativa, mas a solução mais inteligente. Em vez de enxergar tudo em preto e branco, ela sugere a abertura para uma terceira via — uma nova perspectiva capaz de integrar diferenças e ampliar resultados.

O Três de Ouros representa a alegria de celebrar uma conquista sabendo que ela não foi construída sozinho. É aquele momento em que você compartilha o resultado com orgulho — inclusive nas redes sociais — e faz questão de agradecer, marcar e reconhecer cada pessoa que ajudou a transformar uma ideia em realidade.

O Três de Ouros, no amor, fala de admiração, respeito e orgulho pelo que é construído a dois. Há a sensação de pertencimento e de que cada gesto é reconhecido, fortalecendo o vínculo.

É uma carta que valoriza a parceria: o amor cresce quando há troca, apoio mútuo e compromisso em construir algo em conjunto. Mais do que acaso, trata-se de uma relação cultivada no dia a dia, em que a felicidade nasce do reconhecimento e da colaboração entre os dois.

Para os (as) solteiros (as), indica abertura para um encontro baseado em admiração e afinidade real. Alguém que enxerga seu valor de forma consistente e desperta o desejo de construir, juntos, algo com respeito, troca e crescimento mútuo.

No campo financeiro, o Três de Ouros indica que a prosperidade tende a ser construída de forma gradual e consistente. Não se trata de ganhos inesperados, mas de recompensas que surgem como consequência direta da competência, da disciplina e da qualidade do trabalho realizado.

Também favorece negociações, sociedades, clientes importantes, novos contratos, investimentos em qualificação profissional e projetos capazes de gerar retornos duradouros. Quanto mais sólida for a base construída agora, maiores serão os frutos colhidos no futuro.

O Três de Ouros, no trabalho, fala de colaboração, reconhecimento e construção conjunta de resultados consistentes. É uma carta que destaca o valor do trabalho em equipe e da troca entre diferentes habilidades, mostrando que o melhor resultado nasce quando cada um contribui com o que faz de melhor.

Ela indica um momento de crescimento profissional por meio de parcerias, projetos coletivos ou ambientes em que há cooperação e aprendizado mútuo. Aqui, o talento individual ganha força quando somado ao dos outros.

Também aponta para reconhecimento: o seu esforço tende a ser visto e valorizado, especialmente quando há comprometimento e disposição para evoluir em conjunto. É uma energia de progresso sólido, construído passo a passo, com apoio, diálogo e senso de propósito compartilhado.

O que emerge agora é um chamado à colaboração e ao desenvolvimento de habilidades. Este é um momento para valorizar o trabalho em equipe e buscar espaços onde você possa contribuir com seus talentos, ao mesmo tempo em que aprende com os outros. A carta incentiva a abertura ao feedback construtivo e ao aprimoramento contínuo, sugerindo a participação em grupos, cursos ou projetos alinhados aos seus interesses.

Conversas com colegas e pessoas inspiradoras podem trazer novos insights e ampliar sua visão. Ao se envolver ativamente em iniciativas colaborativas, você não apenas fortalece suas competências, mas também constrói conexões significativas que podem abrir caminhos importantes no futuro. É um período de crescimento guiado pela cooperação e por uma visão compartilhada.

Estamos em plena temporada de Copa do Mundo e o futebol nos lembra, dentro de campo, o que também vale no dia a dia do trabalho: talento individual pode decidir uma jogada, mas são a estratégia, a inteligência coletiva e o entrosamento da equipe que constroem a vitória. Como disse Michael Jordan, ‘Talento vence jogos, mas trabalho em equipe e inteligência vencem campeonatos’.

Que seja uma semana de vitórias dentro e fora dos gramados.

Muita luz,

Ana Cristina Paixão

Correio B+

Aposentadoria rural: quem tem direito, como comprovar e o que fazer em caso de negativa do INSS

Especialista em Direito Previdenciário esclarece as principais dúvidas sobre a aposentadoria dos trabalhadores rurais

21/06/2026 10h30

Aposentadoria rural: quem tem direito, como comprovar e o que fazer em caso de negativa do INSS

Aposentadoria rural: quem tem direito, como comprovar e o que fazer em caso de negativa do INSS Foto: Divulgação

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Questões como a necessidade de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), formas de comprovação da atividade rural, direito de quem nunca teve carteira assinada e a possibilidade de somar tempo trabalhado no campo e na cidade são apenas algumas das principais dúvidas sobre o tema na hora de solicitar o benefício.

A Dra. Natália Donato, especialista em Direito Previdenciário e sócio-fundadora do escritório  Sampaio e Donato, esclarece essas e outras questões sobre o assunto, e orienta sobre os direitos e deveres da aposentadoria aos trabalhadores rurais.

O trabalhador rural precisa ter contribuído ao INSS para se aposentar?

“O direito ao benefício dos trabalhadores rurais não exige vínculo formal, especialmente para segurado especial. O ponto crucial não é a carteira assinada, mas sim provar o trabalho braçal no campo para a subsistência. Logo, não precisa ter contribuído ao INSS para se aposentar pois a sua contribuição é feita de forma indireta, sobre a comercialização da produção. Já os demais segurados rurais precisam contribuir, sim.”

Quem tem direito à aposentadoria rural no Brasil?

“Segurado especial: pequenos produtores rurais, agricultores familiares, pescadores artesanais e indígenas que trabalham individualmente ou em regime de economia familiar, sem empregados permanentes; empregado rural: trabalhadores contratados por empresas rurais ou proprietários de terras; e contribuinte individual rural: trabalhadores que prestam serviços de natureza rural, sem vínculo empregatício, como por exemplo, os chamados ‘boias-frias’.”

Quais são os pré-requisitos para o direito à aposentadoria por idade rural?

“A  idade mínima é de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens. Em caso de carência por tempo de atividade, são exigidos 180 meses (15 anos) de trabalho comprovado no meio rural. Inclusive, só tem direito a aposentadoria rural com redução da idade o trabalhador rural que permanece trabalhando na terra até cumprir a idade ou comprove no momento que cumpre os requisitos do benefício. As demais comprovações do trabalho rural servem para aumentar tempo de contribuição e somar com o período urbano para aposentadoria por idade híbrida.”

É possível somar tempo rural antigo para aumentar o tempo de contribuição?

“Sim, é possível somar tempo de trabalho rural ‘antigo’ (anterior a novembro de 1991) para aumentar o tempo de contribuição no INSS, mesmo sem ter feito recolhimentos previdenciários na época. Esse período pode ser usado para antecipar a aposentadoria ou aumentar o valor do benefício, exigindo apenas a comprovação da atividade rural.”

Quem trabalhou parte da vida no campo e parte da vida na cidade pode se aposentar como rural?

“Pode. Existe uma modalidade chamada de ‘aposentadoria por idade híbrida’ onde é possível somar o tempo rural e urbano, e a idade é da regra geral.”

Agricultor familiar também pode pedir aposentadoria rural? E como funciona a aposentadoria rural para pescadores artesanais e extrativistas?

“O agricultor familiar é considerado segurado especial desde que trabalhe em regime de economia familiar e não tenha empregados permanentes. Já os pescadores artenasanais e extrativistas também são considerados segurados especiais no INSS, desde que exerçam sua atividade de forma artesanal e seja o principal meio de subsistência.”

Qual a diferença entre segurado especial e trabalhador rural empregado na hora de se aposentar?

“A principal diferença está na forma de comprovação e contribuição. O segurado especial, seja o pequeno produtor ou familiar, não precisa pagar contribuições mensais comprovando o trabalho, enquanto o trabalhador rural empregado tem carteira assinada e contribuições feitas pelo patrão. Ambos têm direito à aposentadoria rural com idade reduzida, sendo 55 anos para mulher e 60 anos para homem.”

Quais documentos servem para comprovar a atividade rural?

“A Autodeclaração do Segurado Especial Rural é obrigatória no INSS. E os principais documentos são bloco de notas do produtor rural, notas fiscais de compra de insumos (sementes, ferramentas), Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) - o antigo DAP -, Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) do INCRA, contratos de parceria, meação ou arrendamento rural, comprovantes de entrega de produção a cooperativas, certidão de nascimento, casamento ou óbito, histórico escolar do próprio trabalhador ou dos filhos, certificado de alistamento ou quitação militar, carteira de vacinação dos filhos e cadastro no INCRA ou sindicato rural.”

Quem trabalhou em terras da família sem registro pode conseguir aposentadoria rural?

“Sim. O INSS reconhece essa modalidade como ‘Segurado especial’, focando na comprovação da atividade rural e não na formalidade da carteira assinada.”

A Dra. Natália Donato conclui explicando ainda que o INSS pode exigir testemunhas para comprovação da atividade rural, e orienta sobre o que fazer caso o benefício seja negado: “Quando há insuficiência ou ausência de documentos formais, a prova testemunhal é usada para confirmar o trabalho no campo alegado pelo segurado e é frequentemente realizada via Justificação Administrativa (JA) no INSS. Se ainda assim o direito à aposentadoria for negado, o contribuinte pode entrar com recurso administrativo no INSS ou propor ação judicial.”

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