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MÚSICA

Expogenética traz à Capital o megashow "Cabaré", com Leonardo e a dupla Bruno & Marrone

Varrendo o País desde 2022 com o megashow "Cabaré", Leonardo e a dupla Bruno & Marrone apresentam o esperado projeto para o público de Campo Grande, amanhã, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, como a principal atração musical da Expogenética 2024

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Já faz uma década que Leonardo e Eduardo Costa iniciaram o vitorioso projeto “Cabaré”, que rendeu CD e DVD em 2015, ambos conquistando o primeiro lugar nas paradas, além de uma turnê milionária. Em 2022, o cantor goiano, que ficou famoso com a dupla que formou com o irmão Leandro (1961-1998), uniu-se a Bruno & Marrone para retomar a festança pelo País afora. A repercussão em todas as cidades por onde passaram foi tão impressionante que eles seguiram com a turnê no ano passado e permanecem a mil neste ano.

Amanhã, finalmente chegará a vez do público de Campo Grande ter a oportunidade de entrar no “Cabaré” desses três grandes nomes da música popular. Grande atração musical da Expogenética 2024, a apresentação será no Parque de Exposições Laucídio Coelho, com abertura dos portões às 19h e ingressos, entre os disponíveis, por R$ 90 (quarto lote da área premium) e R$ 500 (oitavo lote do camarote). A meia-entrada para ambos os setores está esgotada, assim como a área dos bistrôs e dos setores Talismã, Vida Vazia e Dormi na Praça.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site https://ingressos.santoshow.com.br/ – com acréscimo de 10% – ou presencialmente na Conveniência Zero67 (Rua Arthur Jorge, nº 1.703, Monte Castelo). Classificação indicativa: 18 anos. Mais informações: (67) 99240-5145.

O grande sucesso do “Cabaré” ultrapassou tanto as expectativas que o que era para ser um projeto isolado de “satisfação pessoal”, brindando uma grande amizade, tornou-se um dos projetos mais bem-sucedidos dos últimos tempos da música brasileira.

HISTÓRICO

A turnê rodou o Brasil e rompeu fronteiras com apresentações internacionais. Foram mais de 300 shows, que atraíram um público de mais de 4 milhões de pessoas. No YouTube, os vídeos ultrapassam a marca de 410 milhões de views. Nas plataformas de streaming, são mais de 20 milhões de plays e o 1º lugar nas rádios e no ibope das emissoras televisivas. Nas redes sociais, são mais de 45 milhões de pessoas atingidas.

Em três anos, foram gravados dois CDs e DVDs “Cabaré” e “Cabaré Night Club”, que vendeu o impressionante número de mais de 1 milhão de cópias, fazendo do projeto um marco na história da música popular sertaneja. Com um cenário grandioso, painéis de LED e muito alto-astral, os sertanejos apresentam um show em ritmo de alegria, emoção e muito romantismo. 

REPERTÓRIO

O repertório é composto por um verdadeiro “best of” da carreira de Leonardo e da dupla, além de diversas músicas escolhidas exclusivamente para essa parceria. Leonardo e Bruno & Marrone trazem na bagagem hits que fazem parte da memória dos amantes da música sertaneja e revisitam sucessos das últimas quatro décadas.

A ideia desse encontro nasceu para frisar a amizade bem-humorada e amadurecer ainda mais a união entre eles. “Viva a Vida”, “Telefone Mudo”, “Boate Azul”, “Garçom”, “Dama de Vermelho”, “Amor de Primavera”, “Amargurado”, “Andorinhas”, “Eu Não Sou Cachorro Não”, entre outras, são algumas das músicas que animam cada noite por onde passa o “Cabaré”.

MAGIA E FELICIDADE

Já consagrados como ícones que extrapolam seu segmento de origem, a música sertaneja, Leonardo e Bruno & Marrone acabaram ampliando a já enorme legião de fãs que têm por todo o País graças às dezenas de sucessos apresentados na maratona de shows do projeto “Cabaré”.

Os artistas não poupam esforços para protagonizar uma performance perfeita, seguindo uma linha musical que faz a felicidade dos seus admiradores, que sempre demonstram o mesmo carinho e devoção de todos os momentos anteriores de suas carreiras.

“Estou muito feliz com a parceria com meus amigos Bruno e Marrone! O ‘Cabaré’ foi criado para cantar com amigos e encantar o público com a magia de um megashow. Estou extremamente contente em ter a Opus Entretenimento como parceira nesse projeto e ansioso para continuar percorrendo todo o Brasil. Já fizemos vários shows juntos e a nossa química é espetacular. Podem ter certeza de que levaremos um espetáculo que fará todo mundo se divertir, cantar e dançar muito”, declarou Leonardo.

Marrone também comentou sobre a bem-sucedida parceria. “Quando poderíamos imaginar dividir uma turnê com Leonardo? Isso para nós é muito especial, porque fomos apresentados por ele e já se passaram 36 anos. Estamos felizes por continuar com este projeto que já nasceu grande e, com certeza, continuará assim”, afirma o parceiro de dupla de Bruno.

UMA DÉCADA

Após o sucesso inicial, desde 2014, o projeto “Cabaré” já contou com diversas participações especiais e promete seguir estremecendo ainda mais o Brasil com essa temporada. Após 22 CDs e 7 DVDs lançados, Leonardo soma a marca de mais de 35 milhões de cópias vendidas e concretiza o sonho de dar continuidade à carreira da dupla Leandro & Leonardo.

A realização de Bruno & Marrone atualmente tem a forma de uma multidão de fãs, que lota shows e faz da dupla recordista de público em todas as cidades por onde passa. Bruno & Marrone figuram entre os maiores expoentes do mercado fonográfico no Brasil.

MÚSICA REGIONAL

Márcio de Camillo canta músicas de Geraldo Rocca em seu novo trabalho

Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar

01/04/2025 10h00

"O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum" Foto: Divulgação/Márcio de Camillo

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Recebo mensagem de Márcio de Camillo me avisando sobre seu novo trabalho. “Márcio de Camillo canta Geraldo Roca”. Um show ao vivo que virou disco e já está disponível nas plataformas digitais.

Aproveito a estrada entre a minha casa e o trabalho para ouvir o disco. Ouvir Roca na voz de Camillo é quase um delírio. Uma surpresa, uma saudade imensa, muitas lembranças. Os dois me levam de volta ao Litoral Central, definição cunhada por Geraldo Roca para traduzir um pedaço de Brasil onde a água doce domina uma vastidão de terra que, supõe-se, um dia foi mar.

A praia pantanal me serve de ponte para unir, em mar aberto imaginário, o Rio de Janeiro – lugar de nascimento – ao coração do Brasil, onde Geraldo Roca se fez e se desfez desse plano. Seu coração, irrigado por sangue pantaneiro, fazia dos campos alagados, das fronteiras paraguaia e boliviana seu berço metafísico. E foi assim sempre.

Talvez isso também sirva pra explicar por que a passagem meteórica dele por aqui tenha início figurado e fim real nestas plagas, onde aprendemos desde cedo a sonhar em Guarany e poemar em Manoelês.

Os carros passam por mim em alta velocidade. Eu ouço Camillo cantando Roca. E me transmuto. O punhal afiado da poesia de Geraldo Roca corta manso na voz de Márcio de Camillo, sem perder o fio, nem a capacidade aguda de ferir de morte o senso comum. Não, Geraldo não cabe em uma única caixinha. E Márcio sabe disso. 

Às vezes, ele encarna um bardo. Um Dylan pantaneiro em letras incomuns, longas e lisérgicas. Em outras, reúne numa só figura a essência folk de Crosby, Still, Nash & Young. Mas nesse universo BeatFolkPolkaRock há espaço para a mansidão de um Caymmi fronteiriço, para a sutileza urbana de um Jobim. Geraldo, como eu disse, não cabe numa caixinha.

E tudo isso se transforma em mais, muito mais, na homenagem à altura dos arranjos, das violas, da flauta, do celo reunidos por Márcio de Camillo nesse show que vira disco e que se torna eterno de agora em diante. Pra gente não se esquecer. Nunca. 

Quando Geraldo Roca decidiu sair de cena, fechar as portas desse mundo, que já lhe arreliara o suficiente, era muito cedo pra isso. Foi o que todos pensamos. Mas ele era dono de seus próprios rumos. Sua poesia e sua música seguem aqui. Pra nossa sorte, a desassossegar nossos ouvidos e almas. Agora, mais ainda, na voz também infinita de Márcio de Camillo. 

P.S.: Márcio. A foto da capa é uma obra de arte. É você nele... É ele em você. Uma fusão, uma incorporação. Cara... que disco!!!

Brasília, 25/3/2025

"Souber ler a música de fronteira"

O cantor, compositor e instrumentista Márcio de Camillo estreou o show “Do Litoral Central do Brasil: Márcio de Camillo Canta Geraldo Roca”, no Teatro Glauce Rocha, no dia 24 de setembro de 2024. Com direção de Luiz André Cherubini, o show é uma homenagem ao “cantautor” Geraldo Roca, falecido em 2015, considerado um dos principais compositores da música regional de Mato Grosso do Sul.

Roca é autor, em parceria com Paulo Simões, da música “Trem do Pantanal”, sucesso na voz de Almir Sater. Considerado maldito por seus pares, era chamado de príncipe por Arrigo Barnabé. Sua produção musical pode ser considerada pequena, se tomarmos como referência a quantidade de composições e discografia, mas analisada a fundo, perceberemos um artista de voz potente e marcante, com composições inspiradas e profundas.

São polcas, rocks, chamamés, guarânias e até baladas, e Márcio de Camilo, amigo e admirador de Roca, aprofundou-se na pesquisa para definir o repertório como “uma panorâmica deste artista reverenciado, cantado e gravado por amigos que, assim como ele, fizeram parte da ‘geração de ouro’ da música pantaneira sul-mato-grossense: Paulo Simões, Alzira E, Geraldo Espíndola, Tetê Espíndola, Almir Sater, entre muitos outros”, como afirma Camillo.

“Além de um músico que eu admirava muito, não só como compositor, mas como violonista, violeiro e cantor, Roca influenciou muito a música da minha geração”, conta o músico. “Além disso, ele era meu vizinho, morava em frente à minha casa. A gente saía para jantar, para conversar, éramos amigos. Conheço a obra dele e vejo a obra dele na minha, compusemos uma canção juntos, em parceria com outros compositores, chamada ‘Hermanos Irmãos’”, relembra Camillo.

“Também dividimos uma faixa no CD ‘Gerações MS’ chamada ‘Lá Vem Você de Novo’. Roca é referência e pedra fundamental na construção da moderna música sul-mato-grossense. Ele soube ler a música de fronteira, mesclando elementos do rock, do pop, do folk, criando um estilo único. Ele é um verdadeiro representante do folk brasileiro”, conta.

A arte visual do show, com fotos feitas por Lauro Medeiros, foi baseada no álbum “Veneno Light”, que Geraldo Roca lançou em 2006. A foto principal de divulgação do show faz referência direta à capa deste álbum, cuja foto original é assinada pelo cineasta Cândido Fonseca. (Da Redação)

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Curiosidades

1º de abril: verdades sobre a origem do Dia da Mentira

Existem várias versões sobre o surgimento da data onde é "permitido" pregar peças

01/04/2025 07h00

1º de abril, dia da Mentira

1º de abril, dia da Mentira pathdoc / Shutterstock.com

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Mentir é um ato provavelmente tão antigo que podemos considerá-lo milenar. No entanto, o Dia da Mentira passou a ser celebrado oficialmente em 1º de abril a partir da instituição do Calendário Gregoriano, no século 16, em substituição ao Calendário Juliano, determinado no Concílio de Trento (o conselho ecumênico da Igreja Católica), na Itália.  

O calendário Gregoriano divide o ano em quatro estações distribuídas ao longo de 12 meses, ou 365 dias, de acordo com o movimento da terra e estabelece o primeiro dia do ano em 1º de janeiro. 

Historiadores contam que, com a instituição do novo calendário pelo papa Gregório XIII, em 1582, parte da população francesa se revoltou contra a medida e se recusou a adotar o 1º de janeiro. Os resistentes à mudança sofriam zombarias pelo resto da população, que os convidavam a festas e comemorações inexistentes no dia 1º de abril. Eram chamados de “tolos de abril”, já que este é o mês que a Páscoa acaba ocorrendo na celebração católica, evento que, anteriormente, iniciava o ano. 

Desse modo, nascia a tradição de zombaria e pregação de peças nesse dia, como uma forma bem humorada de protestar contra novas mudanças. 

Já a Encyclopedia Britannica, do Reino Unido, defende que as verdadeiras origens do Dia da Mentira não são totalmente conhecidas, já que a data é próxima à data de festivais como a Hilária, da Roma Antiga, em 25 de março e a celebração de Holi na Índia, que termina em 31 de março, que podem ter influenciado esse marco. 

No Brasil, a tradição de pregar peças no Dia da Mentira foi introduzida no ano 1828, quando o jornal mineiro A Mentira resolveu fazer uma brincadeira “mentirosa” e trouxe, na sua primeira edição, a morte de Dom Pedro I na capa, sendo publicado justamente no dia 1º de abril. Porém, o monarca só viria faleceu anos depois, em 1834, em Portugal. 

Em todos os casos, a ideia central do Dia da Mentira é fazer alguém acreditar em algo que não é verdade, sendo “feito de bobo”. Hoje, é comum receber ou enviar mensagens com brincadeiras aos mais próximos para dizer que a pessoa “caiu no 1º de abril”. 

Quando se torna um problema clínico

Apesar de ser “permitido” nessa data, a mentira pode se tornar um hábito e comprometer e degradar relações sociais. Notícias falsas ou com dados manipulados, por exemplo, podem ser considerados fake news e são punidas legalmente. 

Para o psiquiatra Fernando Monteiro, existem vários níveis de análise para a questão da mentira. Para ele, mentira é dar alguma informação ou omitir alguma informação de forma deliberada para uma outra pessoa.

“Imagine, por exemplo, uma pessoa que fala que existe uma conspiração da máfia chinesa para matá-la. Se essa pessoa realmente acredita nisso, dizemos que ela está ‘delirando’. Mas se ela não acredita nisso de verdade, ela está ‘mentindo’.Agora, imagine uma pessoa que diga que o Sol é um planeta. Mas ela está dizendo isso pois não teve acesso às descobertas científicas atuais. Nesse caso, ela não está 'mentindo', ela só está 'equivocada'. Como nossa mente é limitada, podemos cometer erros não intencionais. E isso é diferente de 'mentir', comenta o médico.

Fernando continua dizendo que a mentira, assim como diversos comportamentos, faz parte do espectro normal do ser humano.

“Como diria o Dr. House, "todo mundo mente". Não que isso seja certo ou errado, mas é um fato”, afirma e complementa dizendo que devemos tomar cuidado para “não transformar em doença, aquilo que é apenas um comportamento humano.” 

No entanto, existe um ponto onde esse comportamento pode se tornar estranho e anormal, quando deixa de ser algo normal do ser humano e se torna algo “patológico”. O médico explica que, quando uma pessoa desenvolve uma perturbação clinicamente significativa, causando prejuízos na vida social, educacional, profissional, ela desenvolveu um transtorno ou doença mental. 

“Para a mentira alcançar níveis preocupantes do ponto de vista Psiquiátrico, dois fatores são fundamentais: 

  • A pessoa precisa ter uma perda do controle do comportamento. (Exemplo: ela não tem absolutamente nenhum motivo para mentir, mas o impulso de mentir é tão forte que ela o faz.)
  • O comportamento precisa estar afetando várias áreas da vida (relacional, profissional, educacional, etc)”, finaliza. 

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