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ROTEIRO CULTURAL

Fim de semana tem a volta da Feira da Bolívia e lançamento de EP da banda Visalia

Fim de semana tem a volta da Feira da Bolívia e lançamento de EP da banda Visalia

PAULA MACIULEVICIUS BRASIL

08/02/2019 - 10h00
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O final de semana chega cheio de atrações na Capital. Tem a volta da Feira da Bolívia, segunda edição do Slam, batalha de RAP, além de festival de folk. No sábado, a banda Visalia prepara o show de lançamento do seu primeiro EP, o Escarlate. O evento acontece a partir das 21h, no Capivaras Pub e conta ainda com a participação das bandas Mad Men Convoy e Astronauta Elvis. 

Formada em 2016, Visalia é uma banda campo-grandense, composta pelos músicos Kaio Espindola, Matt Souza, Gabriel Antoniolli, Lucas Mariano e Terik Bazzo. Com a produção musical do músico, maestro e compositor Rodrigo Faleiros, a banda lança seu EP de estreia, que conta com três faixas autorais.

ENCONTROS, FEIRAS E AULAS

Poesia de Rua é Poesia Crua -  A segunda edição do Slam Campão 2019 será neste sábado para mostrar que a poesia de rua ainda resiste. As regras serão: 3 poemas cada Slammer, 3 Minutos cada, sem adereços, figurinos ou música. Vai ter premiação para os três slammers finalistas, valendo vaga para a grande final do Estado. 

Data: Sexta (8) 
Horário: A partir das 19h
Local: Praça do Rádio, na Avenida Afonso Pena
Quanto: Entrada gratuita.

Batalha da Senna -  Tem batalha de RAP neste sábado, no Parque Ayrton Senna. 

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 17h
Local:Parque Ayrton Senna, Rua Jornalista Valdir Lago
Quanto: Entrada gratuita.

Sarau Samadhi Pada - Com aulão de yoga, dança circular, declamação de poesia e dança do ventr, o Samadhi abre as portas neste sábado.

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 14h
Local: Samadhi Pada, Rua Itupava, 58, Itanhangá Park.
Quanto: Entrada a R$ 25,00. Informações:  (67)3201-6581 ou no (67)9 99926-4990.

7ª edição Leia Mulheres - Neste final de semana tem encontro do grupo Leia Mulheres Campo Grande. O livro em pauta é o "A mão esquerda da escuridão". 

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 15h
Local: Sesc Cultura, Avenida Afonso Pena, 2.270. 
Quanto: Entrada gratuita. Informações pelo Instagram: @leiamulherescgms.

Feira Vegan - Sábado tem mais uma edição da Feira Vegan na Capital, com quitutes veganos feitos sem crueldade.

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 18h
Local: Praça dos Imigrantes - Rui Barbosa esquina com a 26 de agosto. 
Quanto: Entrada gratuita. 

Praça da Bolívia - A primeira edição do ano da Praça da Bolívia será neste domingo, com apresentações do Studio de dança Lisa Lima, Cia de Artes Negus, na música Karô Castanha, Raphael Vithal, Marcos Moura e como espetáculo de circo, Bobolito. A festa termina com a intervenção artística do Imaginário Maracangalha. 

Data: Domingo (10)
Horário: a partir das 10h
Local: Rua das Garças esquina com a Rua Barão da Torre. 
Quanto: De graça. 

Aulão de Yoga na Orla Ferroviária​ - Domingo é dia de aulão de Yoga na Orla Ferroviária. De graça, é só preciso levar o tapete de yoga ou algo para forrar o chão e o seu melhor sorriso. 

Data: Domingo (10)
Horário: a partir das 8h
Local: Avenida Mato Grosso esquina com a Calógeras
Quanto: De graça. 

GASTRONOMIA

Varal Pantaneiro - Um dia de imersão no churrasco, preparado no varal e no fogo de chão. No evento serão assados no varal: jacaré, suíno, costelas bovinas, peixes, steaks e cordeiro.

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 12h
Local: Zero67 Conveniência, na Rua Arthur Jorge, esquina com a Eduardo Santos Pereira. 
Quanto: Ingressos a partir de R$ 80,00. Informações pela página do evento no Facebook.

Inauguração Casa da Bruxa - A maior Candy Store do Brasil está chegando em Campo Grande com inauguração oficial neste sábado. Além de doces com magia, presentes mágicos e cafés encantados, a Casa da Bruxa vai ter perna de pau, esculturas em balão, pintura facial e shows de mágica.

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 11h
Local: Casa da Bruxa, Rua 15 de Novembro, 874 
Quanto: Entrada gratuita.

Domingo gastronômico Vegan - Moqueca vegana é o prato do dia. Com tofu, banana da terra, pimentões coloridos, batata, tomate, coentro e azeite de dendê com acompanhamento de arroz e uma farofa maravilhosa, toda renda arrecadada com a venda do prato será destinada ao tratamento de pets. 

Data: Domingo (10) 
Horário: A partir das 12h
Local: Rua José Paes de Farias, 678, Vila Jacy
Quanto: Self-service no local: R$ 30,00, marmitex a R$ 20,00. Informações pelos telefones: 99294-5849 (Ana Paula) 99152-7474 (Igor).

BARES e FESTAS

Invasão Canalhas no Barba Rock - A Cervejaria Canalhas vai tomar conta de todas as torneiras do Barba Rock Bier Haus neste sábado. Na data, será lançada a cerveja Coringa Galaxy, uma American Pale single hop. 

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 17h
Local: Barba Rock Bier Haus, na Rua José Antônio, 973
Quanto: 

Ovelha Negra - Como já dizia o pai de Rita Lee "Você é a ovelha negra da família, agora é hora de você assumir". Neste sábado tem a festa "Ovelha Negra" no KAfofo com música, intervenções artísticas, laricas, cerveja gelada, catuaba, e drink's.

Data: Sábado (9)
Horário: a partir das 20h
Local: K@fofo, em frente à rotatória da Euler de Azevedo, 370, esquina com a Ernesto Geisel.  
Quanto: R$ 5,00

Sunset de férias - Com os DJ's Thiago Batistote, Pedro Leone, Valeery Fux, Octávio Honda e Christian Simões, tem sunset de férias neste domingo no BarFly.  

Data: Domingo (10)
Horário: a partir das 16h
Local: Bar Capim Guiné, Rua Antônio Marques, 25, na Lagoa Itatiaia
Quanto: De graça até 18h e após este horário, R$ 10,00 pista. 

Ninguém Solta a Mão de Ninguém - Organizado por Terra em Poesia e MST de Mato Grosso do Sul, a festa é para reunir amigos e poesia com os companheiros de luta. O baile vai ser daquele jeito que só o povo Sem Terra sabe fazer, com muita alegria, arrasta-pé e bebidas e comidas a preços bem camaradas.

Data: Sexta (8)
Horário: a partir das 20h
Local: Rua Juruena, 309, bairro Taquarussu
Quanto: Entrada gratuita.

Joga Sunset -  No Joga Burger, o programa é curtir o por do som com Gin. Na carta, vários drinks a base da bebida por R$ 14,90.

Data: Sexta (8)
Horário: a partir das 18h
Local: Joga Burger, na Avenida Via Parque, 76
Quanto: Entrada gratuita.

2º Pantanal Fest Folk - Comemorando o grande momento da música Folk (folclórica) no Brasil, vem aí o 2º Pantanal Fest Folk, que acompanha a movimentação dos festivais que ocorrem em todo território nacional. No sábado tocam: Guga Borba, Maringá Borgert, Ítalo Cassio, Francis Rosa e de participações especiais: Murilo Martinez, Leandro Perez, Jonas Barroso e Junior Serafrany.

Data: Sábado (9)
Horário: a partir das 17h
Local: Cervejaria Prosa, Rua Alagoas, 901, Jardim dos Estados
Quanto: Ingressos a partir de R$ 20,00.

Canaroots - Show de reggae no Bar Mineiro.

Data: Sábado (9)
Horário: a partir das 20h
Local:  Bar Mineiro, Rua Heitor Laburu, 341
Quanto: Entrada R$ 10,00

Xapa Pocket Sessions - Apresenta Zeider Pires, vocalista do Planta e Raiz, Xapa e  Patrik Sandim. 
Data: Sábadp (9)
Horário: a partir das 20h
Local: 21 Music Bar,  Rua São Vicente de Paula, 160.
Quanto: Ingressos a R$ 20 e R$ 50.

Breakbeat - Nesse domingo o dj Chico comanda o som do Genú, com muito tocando rap, brasilidades e unas cositas más.

Data: Domingo (10) 
Horário: a partir das 19h
Local: Bar Genuíno, Rua Aporé, 97, bairro Amambaí 
Quanto: Entrada gratuita.

Domingo de bamba - Neste domingo tem roda de mesa com muito samba no Bar Paraíba.

Data: Domingo (10) 
Horário: a partir das 16h
Local: Bar Paraíba, Rua Paraíba, 73
Quanto: Entrada gratuita.

Quarteto Samba Choro - Com participação especial do percussionista Tio Biga, no Armazém.

Data: Domingo (10) 
Horário: a partir das 19h
Local: Armazém. Rua Assunção, 365, esquina com Spipe Calarge 
Quanto: Couvert R$ 5,00.

CARNAVAL

Cordão Valu - Tem esquenta do Cordão Valu neste sábado, com as músicas do Chico Bruarque, Elis Regina e Gonzaguinha. 

Data: Sábado (9)
Horário: a partir das 18h
Local: Jeremias Casa de Shows, Rua Brilhante, 2.128
Quanto: Ingressos a partir de R$ 10,00

Esquenta Bailinho da Capivara - Com bailinho de Carnaval, o esquenta do bloco Capivara Blasé deste domingo tem Sampri e Chokito Sambista.  

Data: Domingo (10)
Horário: a partir das 17h
Local: Ramadas Festa e Eventos, Rua Tonico de Carvalho, 15.  
Quanto: Ingressos a partir de R$ 10,00. 

TEATRO 

Despedida do Samuel Isidoro - Repórter do Lado B, músico e youtuber, Samuel Isidoro está de malas prontas para voltar para Sampa e neste sábado faz o último stand up no Irlandês Pub. 

Data: Sábado (9) 
Horário: a partir das 20h
Local: Irlandês Pub, Avenida Afonso Pena, 1.650
Quanto: Entrada a partir de R$ 10,00. 

BAZAR

Pró-Bicho - Neste sábado tem happy hour em prol dos animais com música ao vivo, bebidas, porções e petiscos e bazar de brechós. As ONG's participantes são: AMA, Anjos de 4 Patas, Mapan e Pedacinho do Céu. 

Data: Sábado (9) 
Horário: a partir das 14h
Local: Travessa General Wolgrand, 74.
Quanto: Gratuito. 

Bazar de Carnaval - Coletivo dos brechós entra no clima do Carnaval com bazar neste final de semana. 

Data: Sábado (9) 
Horário: a partir das 8h
Local: Avenida Calógeras, 3.015
Quanto: Gratuito. 

GEEKS

HQs e Literatura - 1º TQL - Programação para todas as idades e público, com exposição de quadrinhos originais e gibis raros, artist alley, mesa-redonda com bate-papo sobre a produção de quadrinhos com a presença de importantes quadrinistas, oficinas gratuitas e muito mais sobre o universo dos quadrinhos e da cultura geek.

Data: Até domingo (10)
Horário: a partir das 14h
Local: Shopping Bosque dos Ipês, em frente à Livraria Saraiva – 1º piso
Quanto: Gratuito. 

CRIANÇAS

Oficina “Alquimia na arte: pigmento, clara de ovo e pintura” - Para participar é preciso levar 3 ovos, 3 folhas de papel Canson A3, 1 pincel nº 4 e 12, paninho para limpeza. Os ingressos são distribuídos meia hora antes da oficina ter início e limitados à capacidade da sala de Artes Visuais, para 15 crianças.

Data: Sábado (9)
Horário: A partir das 15h30
Local:  Sesc Cultura, Avenida Afonso Pena, 2.270
Quanto: Gratuito

Arena Bosque - Neste domingo, a Turma do Bagacinho leva teatro e muitas risadas de graça no Shopping Bosque dos Ipês com a peça "Rapunzel". 

Data: Domingo (10)
Horário: A partir das 15h30
Local:  Shopping Bosque dos Ipês, Avenida Cônsul Assaf Trad, 4.796 
Quanto: Gratuito

SHOWS 

Morada dos Baís - Shows com Marta Mel na sexta-feira e, no sábado com a banda On The Road.

Data: Sexta (8) e Sábado (9) 
Horário: 20h
Local: Sesc Morada dos Baís, na Avenida Noroeste, 5.140
Quanto: Entrada gratuita. 

Lançamento EP Escarlate - Banda Visalia faz, neste final de semana, o show de lançamento do seu primeiro EP, "Escarlate". O evento acontece a partir das 21h, no Capivaras Pub e conta ainda com a participação das bandas Mad Men Convoy e Astronauta Elvis.

Data: Sábado (9) 
Horário: 21h
Local: Capivara's Pub, Rua Trindade, 413 - Jardim Paulista
Quanto: A partir de R$ 20,00.

Correio B+

Como discordar da liderança sem criar conflitos? Especialista lista 6 cuidados

Comunicação assertiva, escolha do momento certo e foco em soluções ajudam profissionais a expressarem opiniões diferentes sem transformar divergências em conflitos

22/08/2026 15h00

Como discordar da liderança sem criar conflitos? Especialista lista 6 cuidados

Como discordar da liderança sem criar conflitos? Especialista lista 6 cuidados Foto: Divulgação

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Discordar de uma decisão da liderança faz parte da rotina profissional. Mudanças em projetos, divisão de tarefas, prazos, estratégias e até a maneira de executar determinada atividade podem gerar opiniões diferentes entre gestores e colaboradores.

Apesar disso, o receio de parecer insubordinado, criar um conflito ou prejudicar oportunidades futuras pode fazer com que muitos profissionais prefiram permanecer em silêncio.

Para Rafael Cunha, diretor nacional da Microlins, rede de ensino profissionalizante, apresentar um ponto de vista diferente não precisa ser encarado como um problema. Quando a conversa é conduzida de maneira respeitosa e fundamentada, a discordância pode demonstrar maturidade, pensamento crítico e comprometimento com os resultados.

“O profissional não precisa concordar com todas as decisões para manter uma boa relação com a liderança. O importante é entender como apresentar uma visão diferente, deixando claro que o objetivo não é criar um embate, mas contribuir para encontrar a melhor solução”, explica.

Segundo o especialista, saber administrar divergências está diretamente relacionado ao desenvolvimento de soft skills valorizadas no mercado de trabalho, como comunicação assertiva, inteligência emocional, escuta ativa e capacidade de solucionar problemas.

Pensando nisso, ele lista seis cuidados para discordar do chefe sem transformar a situação em um conflito.

1. Escolha o momento certo: Questionar uma decisão durante uma reunião com toda a equipe nem sempre é a melhor estratégia, principalmente quando o assunto exige uma conversa mais aprofundada. Se não houver urgência, vale solicitar um momento individual com a liderança. Além de evitar uma exposição desnecessária, isso permite apresentar os argumentos com mais tranquilidade.

2. Leve argumentos, não apenas insatisfação: Dizer que não concorda com determinada decisão sem explicar os motivos dificilmente contribuirá para a discussão. Antes da conversa, organize os pontos que sustentam sua opinião. Dados, experiências anteriores, impactos no projeto e possíveis riscos ajudam a tornar o diálogo mais objetivo. “Existe uma diferença importante entre reclamar de uma decisão e apresentar uma análise que possa contribuir para melhorá-la”, destaca.

3. Cuidado com a forma de falar: Mesmo um argumento válido pode perder força quando apresentado de maneira agressiva. Expressões acusatórias ou frases como “isso não vai funcionar” podem gerar uma postura defensiva. Uma alternativa é apresentar preocupações e possibilidades como “identifiquei este risco” ou “podemos avaliar outra alternativa?”. A escolha das palavras ajuda a manter a conversa concentrada no problema, e não nas pessoas.

4. Escute a justificativa da liderança: Nem sempre o colaborador possui acesso a todas as informações consideradas em uma decisão. Restrições financeiras, demandas de clientes, orientações estratégicas ou decisões de outras áreas podem influenciar determinada escolha. Por isso, antes de defender um posicionamento, é importante compreender os motivos que levaram a liderança ter aquela conclusão.

5. Apresente alternativas: Discordar ganha mais força quando o profissional também contribui com possíveis caminhos. Em vez de apenas apontar o que considera errado, vale apresentar uma solução ou perguntar se outras possibilidades podem ser avaliadas. Essa postura demonstra iniciativa e reforça que o objetivo da conversa é contribuir com o resultado.

6. Entenda quando a decisão está tomada: Nem toda discordância resultará em uma mudança. Depois que os argumentos foram apresentados e ouvidos, a liderança pode decidir manter o planejamento inicial. Quando a decisão não envolve uma conduta inadequada ou uma situação que deva ser reportada aos canais internos da empresa, cabe ao profissional compreender os limites de sua atuação e seguir com as responsabilidades acordadas.

Para Rafael Cunha, a maneira como o profissional se posiciona diante de uma divergência também pode contribuir para a construção de sua imagem dentro da organização.

“Empresas precisam de profissionais capazes de pensar, questionar e contribuir com novas perspectivas. Ao mesmo tempo, é necessário saber fazer isso com respeito, equilíbrio e responsabilidade. Aprender a discordar faz parte do desenvolvimento profissional e pode tornar as relações de trabalho mais maduras e colaborativas”, finaliza.

Cinema Correio B+

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney

Howard Ashman e Alan Menken transformaram um projeto que Walt Disney nunca conseguiu realizar em um dos filmes mais importantes da animação

22/08/2026 12h30

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney Foto: Divulgação

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A Bela e a Fera completa 35 anos em 2026 e continua lindo, emocionante, engraçado, tecnicamente impressionante e musicalmente quase impossível de superar.

E talvez seja ainda melhor quando revisto por olhos adultos, porque algumas das coisas que pareciam simplesmente românticas em 1991 revelam hoje uma inteligência muito maior sobre o amor, a liberdade, o desejo e, sobretudo, sobre a diferença entre querer alguém e achar que se tem direito a essa pessoa.

Também há uma espécie de justiça poética na história do filme. Walt Disney quis adaptar A Bela e a Fera décadas antes de ela finalmente chegar aos cinemas. Tentou desenvolver o conto ainda nos anos 1930 e voltou ao projeto nos anos 1950, mas nunca conseguiu resolver satisfatoriamente sua estrutura, especialmente a segunda metade da história.

O projeto acabou abandonado. Walt morreu em 15 de dezembro de 1966, sem ver sua versão realizada e, naturalmente, sem imaginar que 25 anos depois justamente aquele conto se tornaria o primeiro longa inteiramente animado da história indicado ao Oscar de Melhor Filme, outro sonho seu.

Essa trajetória aparece de maneira especialmente emocionante em Howard, documentário de Don Hahn que considero imperdível para quem gosta de Disney, musicais ou simplesmente de entender como grandes filmes acontecem. Porque A Bela e a Fera não nasceu pronto, muito menos inevitável.

Depois do sucesso enorme de A Pequena Sereia, em 1989, a Disney retomou o projeto, inicialmente pensado como um drama de época sem músicas. Não funcionou. Jeffrey Katzenberg mandou recomeçar o filme praticamente do zero, Richard Purdum deixou a direção, e Gary Trousdale e Kirk Wise, que nunca haviam dirigido um longa, assumiram a produção.

Foi nesse momento que Howard Ashman e Alan Menken se tornaram fundamentais. Os dois já haviam ajudado a ressuscitar a animação Disney com A Pequena Sereia, mas aqui encontraram algo ainda mais sofisticado.

Eles entenderam que as músicas não poderiam ser enfeites colocados entre uma cena e outra. Elas precisavam contar a história. Em A Bela e a Fera, praticamente nenhuma canção poderia ser retirada sem que o roteiro perdesse informação, emoção ou personagem.

“Belle”, por exemplo, faz em poucos minutos aquilo que muitos filmes levam meia hora para estabelecer. Apresenta a cidade, mostra como os moradores enxergam a protagonista, explica o que ela deseja, introduz Gaston e deixa claro que existe alguma coisa naquela vida pequena demais para ela. “Gaston” é uma aula de construção de personagem através da comédia.

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a DisneyA Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney - Divulgação

“Be Our Guest” é Broadway, vaudeville, Busby Berkeley e Disney ao mesmo tempo. “Something There” transforma o começo de um sentimento em narrativa. “The Mob Song” mostra como medo e preconceito podem ser manipulados até se transformarem em violência coletiva. E “Beauty and the Beast” simplesmente não envelhece.

Angela Lansbury chegou a acreditar que sua voz não era adequada para a canção. Ashman e Menken pediram que ela fizesse ao menos uma tentativa, cantando da maneira que achasse correta. Segundo os relatos da produção, Lansbury emocionou todos no estúdio e a gravação ficou essencialmente naquela primeira interpretação.

A música depois venceria o Oscar de Melhor Canção Original. Trinta e cinco anos depois, ainda é difícil ouvir “Tale as old as time” sem imediatamente enxergar Belle de amarelo e a Fera de azul girando naquele salão.

A trilha de Alan Menken e Howard Ashman é uma das razões pelas quais A Bela e a Fera continua tão extraordinário. Não é apenas bonita. É impecavelmente construída.

Cada tema tem função dramática, cada música revela alguma coisa e Menken consegue alternar exuberância, humor, ameaça e romantismo sem que o filme pareça mudar de universo. Há muitas trilhas Disney inesquecíveis, mas poucas formam com a narrativa uma unidade tão perfeita.

Existe ainda uma tristeza impossível de separar dessa música. Ashman estava gravemente doente durante a produção. Ele havia sido diagnosticado com AIDS e parte do trabalho foi deslocada para Nova York para que pudesse continuar participando enquanto sua saúde se deteriorava. Morreu em 14 de março de 1991, aos 40 anos, oito meses antes da estreia comercial de A Bela e a Fera. Nunca viu o filme terminado.

Há uma história especialmente bonita desse período. Depois de uma exibição muito bem recebida do filme ainda em produção, integrantes da equipe visitaram Ashman. Don Hahn comentou que aquilo seria um enorme sucesso e perguntou quem poderia ter imaginado.

A resposta de Howard foi simples: “Eu”. Nos créditos finais, a Disney resumiu seu legado de uma maneira que permanece dolorosamente perfeita: Howard havia dado uma voz a uma sereia e uma alma a uma fera. Mas a revolução de A Bela e a Fera também estava em Belle.

Hoje, depois de Elsa, Moana, Mérida e tantas protagonistas que recusam abertamente o modelo tradicional da princesa Disney, é fácil subestimar o quanto Belle era diferente em 1991.

Ela começa o filme sem qualquer urgência romântica. Lê, quer conhecer o mundo, acha a vida ao redor pequena demais e não demonstra o menor interesse em aceitar aquilo que sua comunidade considera o futuro ideal para uma mulher.

Paige O’Hara foi escolhida entre centenas de candidatas, e uma das preocupações dos realizadores era que Belle soasse mais como uma mulher do que como uma menina.

É um detalhe pequeno, mas importante. Belle não foi transformada retrospectivamente em uma heroína moderna porque hoje gostamos de enxergá-la assim. Essa diferença estava sendo construída conscientemente.

E talvez seja por isso que Gaston seja ainda mais interessante quando revemos o filme já adultos. Ele não tem poderes, não lança feitiços e nem sequer parece um vilão quando aparece. É bonito, forte, popular e completamente admirado pela comunidade. Para aquele mundo, Gaston é o homem perfeito.

O problema é que está absolutamente convencido de que desejar Belle significa ter direito a ela. Ela diz não; ele ouve e simplesmente decide que o não não vale. Primeiro transforma a resistência em brincadeira. Depois, prepara o casamento antes de ter uma noiva que tenha concordado em se casar.

Quando percebe que Belle ama outra pessoa, tenta usar Maurice para chantageá-la e finalmente conduz uma multidão até o castelo para matar a Fera. O homem bonito, humano e socialmente aprovado termina revelando-se muito mais monstruoso do que o monstro.

É por isso também que nunca comprei completamente a velha brincadeira de que A Bela e a Fera seria apenas uma grande fantasia sobre síndrome de Estocolmo. Belle não se apaixona pela Fera quando ele a aprisiona, ameaça ou tenta controlá-la. Nesses momentos, ela o enfrenta. Quando ele passa do limite, ela vai embora. A relação muda porque ele muda.

Durante a construção do filme, Ashman e Linda Woolverton discutiam justamente que aquela era também a história de redenção da Fera, porque é ele quem precisa atravessar uma transformação. Belle já sabe quem é. A Fera ainda não sabe quem consegue ser.

E a transformação mais importante dele acontece muito antes de qualquer magia devolver seu rosto humano. Quando Belle descobre que Maurice está em perigo, a Fera a deixa partir. Não cobra nada. Não pede que volte. Não transforma sua liberdade numa negociação.

Ele aceita perder a mulher que ama porque finalmente compreende que amá-la significa permitir que ela escolha. É aí que ele deixa verdadeiramente de ser a Fera.

Essa é uma diferença essencial entre ele e Gaston. Gaston parece homem e acredita que amar significa possuir. A Fera parece um monstro e precisa aprender que amar significa libertar. Talvez a maior sofisticação do filme esteja exatamente nessa inversão.

Ah! E ainda há a biblioteca. Sim, 35 anos depois, entregar uma biblioteca inteira para uma mulher que ama livros continua sendo uma das melhores estratégias românticas já criadas pelo cinema. Não há muito o que discutir.

Visualmente, o filme também representava uma revolução. A Bela e a Fera foi o segundo longa produzido com o sistema CAPS, desenvolvido para a Disney com participação da Pixar, e a famosa sequência do salão de baile usou justamente essa tecnologia para combinar personagens desenhados à mão com um ambiente tridimensional.

A Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a DisneyA Bela e a Fera faz 35 anos: o clássico que mudou a Disney - Divulgação

Hoje estamos habituados a universos inteiros construídos digitalmente. Em 1991, a câmera entrando naquele salão e circulando Belle e a Fera era algo assombroso.

E há uma curiosidade deliciosa: na dança final, depois que a Fera volta à forma humana, parte dos movimentos de Belle e do príncipe foi reaproveitada da dança entre Aurora e Phillip em A Bela Adormecida, de 1959. O motivo era bem menos poético do que o resultado. A equipe simplesmente estava ficando sem tempo.

Talvez nenhum episódio demonstre melhor o impacto imediato do filme do que sua exibição no Festival de Cinema de Nova York, em setembro de 1991. A Bela e a Fera ainda não estava terminado, com cerca de 70% da animação pronta; no restante, o público viu storyboards e testes a lápis.

Mesmo assim, ao final, recebeu uma ovação em pé relatada como tendo durado aproximadamente dez minutos. É uma imagem maravilhosa. Antes mesmo de estar completamente animado, o filme já havia conseguido exatamente aquilo que tantas animações lutavam para conquistar: ser visto não apenas como entretenimento infantil, mas como cinema.

Quando chegou aos cinemas em novembro de 1991, arrecadou cerca de US$ 331 milhões mundialmente em sua primeira passagem e tornou-se o primeiro longa animado a ultrapassar US$ 100 milhões nos Estados Unidos.

Depois vieram seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Trilha Sonora, três músicas concorrendo simultaneamente a Melhor Canção Original e, finalmente, Melhor Filme. Era a primeira vez que uma animação chegava ali.

Walt Disney estava morto havia 25 anos. Não conseguira realizar sua própria versão daquela história. Não viveu para assistir à Renascença Disney, ouvir Alan Menken e Howard Ashman ou ver Belle atravessar uma pequena aldeia francesa carregando livros enquanto todos a consideravam estranha, mas foi justamente A Bela e a Fera que chegou onde nenhuma animação havia chegado antes.

Depois vieram o musical da Broadway, que estreou em 1994 e permaneceu 13 anos em cartaz, continuações, especiais, parques, produtos, uma versão live-action bilionária e inúmeras tentativas de repetir sua fórmula. Só que, vamos admitir, nada substituiu o original.

Trinta e cinco anos depois, a animação continua linda, o salão de baile ainda emociona, Gaston talvez seja mais assustador do que parecia quando éramos crianças e Belle continua deliciosamente incapaz de aceitar a vida que os outros planejaram para ela.

E a trilha de Alan Menken e Howard Ashman continua exatamente como sempre foi: inesquecível, impecável e perfeita.

A Bela e a Fera pode ser aquilo que sua música prometeu desde o começo: uma história tão antiga quanto o tempo, mas que ainda parece viva.

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