Correio B

AGENDA CULTURAL

Fim de semana tem festivais que vão da gastronomia ao indie

Fim de semana tem festivais que vão da gastronomia ao indie rock, feira com música jamaicana na Praça do Preto Velho e oficina de pintura grátis no Centro Cultural José Octávio Guizzo; nos cinemas, um dos destaques é Rodrigo Faro no papel do apresentador

Continue lendo...

Neste sábado, a Associação Reggae de Mato Grosso do Sul faz um chamado para que as famílias da Capital ocupem a Praça do Preto Velho, no Jardim Paulista, para a celebração da primeira Afro Reggae Feira, das 15h às 22h, com muita música maneira, comidinhas, arte, artesanato, slackline e outras curtições para a garotada, além de um bom chope. 

A música será com Rockers Sound System, Marta Cel e a rasta music de Sandim e banda, tendo Rasdair da Mata como apresentador. A organização do evento sugere que se leve cooler de bebidas, cadeira de praia ou canga e “bom humor”. 

Além do astral “pra cima” desde a divulgação, o melhor é que a feira já nasce também movimentando aquele profundo sentido de comunidade. Pois, além de proporcionar uma programação de nível – e gratuita –, traz para a agenda duas ações de impacto humanista e cidadão: o mutirão de voluntários para a limpeza da praça e a campanha de doação de alimentos não perecíveis e agasalhos.

MIAU

No Boteco do Miau (Avenida José Nogueira Vieira, nº 1.303, Tiradentes), hoje, a partir das 21h, a 3ª edição do Festival Cerrado Alternativo embala a sexta-feira, com entrada a R$ 15 e muito rock alternativo, do noise ao pop. 

O projeto é coordenado pelo cantor e compositor Sem Fabios e pela produtora cultural Karla Velasco, e dessa vez reúne as bandas campo-grandenses de música autoral Ovelhas Elétricas, Os Alquimistas, Peixes Entrópicos e Barata Branca.

CARNE

De hoje até domingo, o 2º Festival Internacional da Carne leva mais de 30 estações de carne com diferentes tipos de cortes para o Parque de Exposições Laucídio Coelho. A entrada é franca, e as porções saem a partir de R$ 25. Entre as estações confirmadas na programação estão nomes como Friboi, Old Sheep Steak Bar, Stanley, MS Carnes, Don Guará, Carreta Churrascada, Morena Bier, Delatto Sorvete, Carniceria Bastião e Búfalo Bife.

Entre os assadores estão Alê Ciasca, Leoni Bresolin, João Japonês, Bruno Xavier, Chama o Le, Thiago Ursão, Alonso Moreno, Zezão e Diego BBQ. O festival realiza a 2ª edição do Meat Master – Copa Internacional de Assadores e o Concurso Abrachefs. A copa será no melhor estilo fogo de chão, e os vencedores recebem prêmios em dinheiro.

Na disputa, os churrasqueiros inscritos servem suas proteínas para juízes e para o público. Os escolhidos são premiados e recebem premiação em dinheiro. 

Já o Concurso Gastronômico de Chefs Abrachef é uma novidade na programação do evento e vai selecionar o chef ou o bartender de Mato Grosso do Sul que vai representar o Estado em 2025 no concurso nacional em Fortaleza (CE).

O festival começa às 18h nesta sexta-feira e se encerra às 23h, com shows da banda Naip e da dupla João Haroldo & Betinho. Amanhã, os portões abrem mais cedo, às 16h, e a programação musical fica por conta das bandas Alzira’s e Os Filhos de Campo Grande e de Vitor Gregório & Marco Aurélio.

No domingo, o almoço da família está garantido no festival a partir das 11h, seguindo até as 18h. Sobem no palco o músico Chicão Castro e a dupla João Bosco & Vinícius, responsável por sucessos como “Chora, Me Liga” e “Deixaria Tudo”. 
O evento é produzido por Márcia Marinho, em parceria com a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) e com o governo do Estado.

SOFRÊNCIA

A exposição “Sofrência”, no Centro Cultural José Octávio Guizzo (Rua 26 de Agosto, nº 453, Centro), com 72 obras que têm como matriz a figura feminina, aberta à visitação hoje e amanhã, das 9h às 18h, realiza oficina de pintura livre, amanhã, das 10h às 11h, convidando as famílias para “produzir pinturas e desenhos inspirados nas obras em exposição”. 

Às 15h, na visita guiada “Conheça Sofrência”, educadores percorrem a exposição com o público a partir da musicalidade do feminejo, que fundamenta o projeto curatorial de Ulisses Carrilho.

Cinema Correio B+

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Rio de Sangue marca a entrada da atriz no thriller de ação com uma personagem que não busca agradar

18/04/2026 14h00

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Giovanna Antonelli construiu uma trajetória rara no audiovisual brasileiro. Entre novelas de grande alcance, como O Clone, e séries que atravessam diferentes registros, sua presença sempre esteve associada a personagens de forte identificação popular: mulheres que, de alguma forma, organizam a narrativa ao seu redor.

No cinema, essa relação também se consolidou em produções voltadas ao grande público, como S.O.S. Mulheres ao Mar, que reforçaram sua conexão com histórias mais leves e acessíveis. É justamente por isso que Rio de Sangue marca um deslocamento interessante dentro de sua carreira. Ao assumir uma protagonista em um thriller físico, marcado por tensão constante e exigência corporal, Antonelli entra em um território que, embora próximo em intensidade emocional, raramente havia sido explorado por ela dessa forma.

Mas o que chama mais atenção não é apenas a mudança de registro. Em vez de se apoiar na ideia de força que costuma acompanhar personagens femininas em narrativas de ação, Rio de Sangue apresenta uma mulher que não nos conquista desde o início. Patrícia não é construída para agradar o espectador. Ela entra na história em queda, tentando reorganizar a própria identidade ao mesmo tempo em que precisa reagir a uma situação limite.

É a partir desse ponto que o filme se estrutura e é também desse lugar que Giovanna Antonelli fala com o CORREIO B+ sobre a personagem: não como uma heroína, mas como alguém em sobrevivência. O que a atrai não é a força da personagem, mas justamente o contrário: o fato de que ela não tenta agradar, não busca empatia imediata e se apresenta, desde o início, como alguém em sobrevivência.
Uma Giovanna bem diferente das que estamos acostumados a ver.

CORREIO DO ESTADO: Como esse projeto chegou até você e o que te fez escolher esse papel?

Giovanna Antonelli: Eu recebi o roteiro do Gustavo Bonafé, nunca tinha trabalhado com ele antes. A gente conversou e ele me disse: “Giovanna, eu tenho um personagem, você pode ler?”. Eu li e me apaixonei, porque adoro thrillers de ação. Quando vi, pensei: “Como vão filmar isso em cinco semanas?”. É um filme muito rico em ação.

E ele ainda falou que queria que me vissem de um jeito que nunca tinham visto na minha carreira. Aquilo me provocou. Foi a oportunidade de sair de uma caixinha, de fazer minha estreia no gênero com duas mulheres protagonizando esse tipo de história, com esse pano de fundo de amor entre mãe e filha.

CORREIO DO ESTADO: A Patrícia não é apresentada como uma heroína tradicional. Como você construiu essa personagem?

Giovanna Antonelli: O que mais me atraiu nela é que ela é apresentada com erro. É uma anti-heroína. Ela não faz esforço para agradar o público. E isso é raro, porque muitos personagens são construídos para conquistar o espectador. Aqui não. Ela está em sobrevivência.

É uma mulher que ruiu e precisa se reinventar. A relação com a filha também não é rasa — são duas pessoas muito diferentes, que não tentam se agradar. Precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Eu gosto dessa imperfeição, porque torna tudo mais humano e mais identificável.

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroínaGiovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína - Divulgação

CORREIO DO ESTADO: Existe uma tensão entre força e vulnerabilidade o tempo todo. Como você trabalhou esse equilíbrio?

Giovanna Antonelli: A sobrevivência está na frente. É uma mulher que, quando tudo desmorona, precisa se reconstruir. Então não tem muito espaço para pensar em como ela é vista. Ela está reagindo ao que está acontecendo, tentando se reorganizar emocionalmente enquanto tudo acontece ao mesmo tempo.

CORREIO DO ESTADO: A relação entre mãe e filha é o eixo emocional do filme. O que te interessou nessa dinâmica?

Giovanna Antonelli: Essa história não fica no raso. São duas pessoas completamente diferentes, com discursos diferentes, que não tentam se agradar. Existe uma distância ali, um espaço de ar entre elas. E elas precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Talvez, de outra forma, isso não acontecesse.

CORREIO DO ESTADO: As cenas de ação impressionam. Como foi trabalhar tecnicamente esse lado do filme?

Giovanna Antonelli: É importante dizer que as armas eram descarregadas. Tudo foi inserido na pós-produção. Então você precisa interpretar sem o som real, reagindo a comandos. Exige muita concentração e coordenação. Se você se distrai, perde o tempo da cena. É difícil, mas é uma delícia. A gente se diverte muito.

CORREIO DO ESTADO: Sair do ambiente urbano e filmar na Amazônia muda a percepção do trabalho?

Giovanna Antonelli: Nada disso seria possível sem a paixão pelo que fazemos. Estar ali é um privilégio. O que poderia ser visto como dificuldade, para a gente era um presente. Fazer cinema também é uma ferramenta social. E quando você está apaixonado pelo que faz, tudo ganha outro sentido.

CORREIO DO ESTADO: E o contato com outras culturas durante as filmagens?

Giovanna Antonelli: Eu sempre tive paixão por conhecer culturas. Desde O Clone, isso me atravessa. Estar ali foi uma conexão espiritual. Eu tenho uma relação forte com a natureza — planto árvores há mais de 20 anos, tenho meliponário.

Esse filme entrou e saiu da minha vida várias vezes, e em determinado momento eu entendi que era porque eu precisava estar ali. Eu acredito muito nisso: estar onde preciso estar.

CORREIO DO ESTADO: O que você leva dessa experiência?

Giovanna Antonelli: Conexão — com o todo e com as pessoas.

CORREIO DO ESTADO: E uma continuação?

Giovanna Antonelli: Claro. Para onde? Quando?

CAMPO GRANDE

'Aniversário' dos 126 anos expõe catálogo original de Lídia Baís

Próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto "Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos", com exposição aberta até o dia 23 de maio

18/04/2026 12h00

Reprodução/Divulgação

Continue Lendo...

Data que marca o nascimento da artista pioneira campo-grandense dos ramos da arte e da música, Lídia Baís, o próximo dia 22 de abril trará para a Capital uma exposição do catálogo original de uma das mais importantes figuras femininas locais. 

Essa exposição faz parte da programação especial da Semana Nacional dos Museus, sendo realizada na chamada Casa Amarela , que fica na região central de Campo Grande (MS), na rua dos Ferroviários, número 118. 

A próxima quarta-feira (22) marca a abertura do projeto “Pontes Imaginárias: Lídia Baís e a arte de unir mundos”, com exposição aberta até o dia 23 de maio.

Na abertura, à partir das 18h, haverá apresentação pública do catálogo original da única exposição feita por Lídia Baís ainda em vida, como bem esclarece a idealizadora do projeto, Tatiana De Conto.

Esse documento é considerado raro, sem ter sequer uma data precisa, mas que estima-se ter sido produzido entre as décadas de 1930 e 1935. 

"Trata-se de uma peça histórica, que nunca havia sido exibida dessa forma. Ela revela não apenas a produção artística da pintora, mas também registros da cena cultural e das relações que atravessavam aquele período", diz. 

Mês de atividades

No decorrer do mês de maio, dias 6,13 e 22, essa programação irá contar oficinas de arteterapia que serão ministradas por Tatiana De Conto, baseadas em seu livro “Lídia Baís, uma mulher à frente de seu tempo”, lançado em 2023.

Ela explica que essa oficina utiliza processos criativos como uma forma de escuta e elaboração emocional.

"Nas oficinas, trabalhamos a partir da vida e da obra de Lídia para acessar questões internas, memória e identidade. São experiências que convidam à criação e ao encontro consigo e com o outro", complementa Tatiana.

Toda essa programação conversa com a Semana Nacional dos Museus, que acontece oficialmente em todo o Brasil entre os dias 18 e 24 de maio, ganhando uma dimensão ampliada na Casa Amarela. 

“Antecipamos o início das atividades para abril e estendemos a Semana dos Museus – de 22 de abril a 23 de maio – porque entendemos que uma semana seria pouco para trabalhar a potência da obra de Lídia e a importância dessa data”, aponta o artista Guido Drummond. 

Serviço: 

22 de abril (quarta-feira)

Abertura exposição – Catálogo de obras de Lídia Baís (18h)
Sarau “Unindo Mundos” – Dia do Arteterapeuta

6, 13 e 20 de maio (quartas-feiras)

Oficina “Tempos do feminino – pontes em Lídia Baís”

23 de maio (sábado)

Documentários – Projeto Histórias do Tombamento do Complexo Ferroviário
**(Com assessoria)


Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).