Guilherme Rondon encontrou no Pantanal sul-mato-grossense um lugar para chamar de lar. Paulista, ele cresceu em Corumbá e retornou a São Paulo, na década de 1970, para estudar música. “Melhor Que Seja Raro”, à sua maneira, é um disco em trânsito – com gravações realizadas em Campo Grande, São Paulo, Belo Horizonte, Madri, entre outras.
Hoje, às 18h, o músico estará na Livraria Le Parole – Rua Euclides da Cunha, 1.126 – para uma noite de autógrafos. “Foi um grande esforço lançar esse disco da maneira como eu gostaria. É um trabalho independente, contei com muitos parceiros e estou satisfeito”, afirma Guilherme. Com 13 canções, o álbum conta com parcerias tanto nas composições e nas letras, quanto participações especiais nas canções.
A cantora Zélia Duncan é uma das que colaboraram com Guilherme. Eles assinam a canção “Melhor que Seja Raro”. De acordo com Guilherme, a canção é o primeiro de vários projetos que os dois têm juntos. “É um namoro musical antigo”, brinca o cantor. Segundo ele, há planos futuros para gravações e outras colaborações entre os dois músicos.
“Quando comecei a pesquisar canções para montar o repertório, percebi que tenho cerca de 90 inéditas. Muitas delas são parcerias, porque eu me vejo mais como um melodista do que um letrista”, aponta. Um dos principais colaboradores de Guilherme é Alexandre Lemos. Neste trabalho, ele é coautor de oito canções.Outras parcerias incluem Iso Fischer, Zé Edu, Luiz Carlos Sá e Murilo Antunes.
As participações especiais que cantam e tocam junto a Guilherme também é extensa. Um dos destaques é a presença dos vocais do grupo Barra da Saia em “Rasta Feliz”, uma mistura de folk e country que destoa bastante do clima criado pelo disco até então. “O objetivo era surpreender mesmo, fechar o disco com uma surpresa para o ouvinte”, aponta Guilherme.
Mas “Melhor que Seja Raro” é um disco que reúne diversos estilos musicais que bebem dos ritmos ternários fronteiriços como a polca, o chamamé e a guarânia, mas também há pitadas de blues com a guitarra de Webster Santos e que dá corpo a “Mentira Não”, décima faixa do álbum. Nela, há participação especial de Celito Espíndola.
As bases das 13 canções foram gravadas no Pantanal, em quatro dias, por Guilherme Rondon, Alex Mesquita e Webster Santos. “A internet permitiu que esse trabalho fosse realizado da maneira como ele chega ao público. Eu fiquei aqui, entre Campo Grande e o Pantanal, e recebi as gravações”, explica. Em Mato Grosso do Sul, as gravações ficaram a cargo de Alex Cavalheri e Adriel Santos. Tudo foi mixado por Luiz Paulo Serafim, no BRC Estúdio, em São Paulo. A masterização por Carlos Freitas. “São nomes reconhecidos e premiados”, ressalta.
O CD será vendido por R$ 25. Outra opção é a compra de um pencard que além das canções em arquivo digital de alta definição traz imagens, textos de Zélia Duncan e outros materiais de divulgação do trabalho. “É uma opção para facilitar a vida do público que não consome mais CD”, explica Guilherme. O álbum também já foi disponibilizado em serviços digitais como Spotify, iTunes, Deezer, entre outros.
As ações de divulgação do disco ficam para o ano que vem. Segundo o músico, há planos para shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campo Grande. “Também quero fazer vídeos para divulgar algumas canções. Ainda não temos nada definido, mas vamos seguir esses planos para o ano que vem”, pontua.
TRAJETÓRIA
Guilherme Rondon é um dos nomes de destaque da música feita em Mato Grosso do Sul, ocupando um lugar ao lado de nomes como Almir Sater, Paulo Simões e Geraldo Roca. Seu retorno ao Estado no final da década de 1970 permitiu que participasse, entre outros, do show Prata da Casa, um marco cultural de MS.
Entre os destaques de sua trajetória estão discos como “Rondon & Fígar”, com João Fígar, de 1991, e “Piratininga”, de 1994. O primeiro foi contemplado com o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Música Regional, com a canção “Paiaguás”, uma parceria de Rondon com Paulo Simões.
“Piratininga” é o disco que inaugura a carreira solo do músico, sendo vencedor do Prêmio Sharp na categoria de Revelação. A faixa “Vida bela vida” foi incluída na trilha sonora da novela “A indomada” (Rede Globo). Guilherme foi um dos criadores do Chalana de Prata, junto com Celito Espíndola, Paulo Simões e Dino Rocha. O quarteto gravou um disco homônimo e fez shows pelo País, com a proposta de resgatar a música pantaneira autêntica.
Seu último disco havia sido “Made In Pantanal”, de 2012. Em seu trabalho como compositor, Guilherme já teve trabalhos gravados por mais de 65 artistas, como Nana Caymmi, Ivan Lins, Sérgio Reis e Michel Teló.
A presença do porta-aviões USS Nimitz no litoral brasileiro, prevista para o dia 7 de maio, insere o País na agenda estratégica da Operação Southern Seas 2026, coordenada pela Marinha dos Estados Unidos. Os exercícios navais, que serão realizados entre 11 e 14 de maio, no Rio de Janeiro, reunirão meios das forças marítimas das duas nações. Criada em 2007, a operação chega à 11ª edição consolidada como um dos principais mecanismos de cooperação no hemisfério ocidental. A iniciativa envolve cerca de dez países da américa latina, com foco no fortalecimento de parcerias estratégicas e na atuação conjunta diante de ameaças no ambiente marítimo. A participação brasileira ocorre porque o País ocupa posição estratégica no atlântico Sul, área de interesse para a segurança das rotas marítimas.
Simone Tebet e Carla Stephanini
Gabriella Bertolini Fernandes


